De Safo a Joana D’arc
Avalie este texto:por Rapha
O que te torna uma mulher gay? Taí uma pergunta que deve valer um milhão de batons e pochetes de couro. Que fatores, naturais, artificiais, internos, externos, definitivos ou não, tornam uma mulher lésbica? Nascemos assim? Ou acontece algo durante o curso da vida que faz uma mulher, de uma hora para outra virar uma sapa? Então você faz a pergunta, “Mas o que é uma mulher gay?”.
Bom, originalmente o termo “lésbica” referia-se somente às habitantes da ilha de Lesbos, na Grécia. O que me leva ao primeiro conselho da coluna de hoje: Se por acaso você estiver na Grécia e ouvir uma mulher gritar em alto e bom tom “EU SOU LÉSBICAAA”, não se empolgue logo de cara, ok?
É claro que a conotação deste termo mudou graças a nossa querida Safo (assim como muita coisa mudou desde a criação da maquiagem e da pochete), que é talvez a sapinha mais antiga da qual temos conhecimento. Famosa moradora da ilha de Lesbos, ela ficou famosa por escrever poemas sobre amor e beleza, quase sempre dirigidos para mulheres. Sendo assim Safo nada mais, nada menos inventou a “lésbica”! Logo ser uma mulher gay é escrever poemas para mulheres, admirando sua beleza? Ok, anotando.
Pulando alguns séculos, encontramos Joana D’Arc, heroina francesa da guerra dos 100 anos. Não que nossa querida “virgem de Orleans” fosse uma lésbica assumida como Safo. Ela nunca saiu do seu armário medieval, nunca escreveu um poema para alguma francesinha “oui, oui” ou nada do tipo. E precisava? Joana se vestia como homem, montava cabalo de perna aberta, empunhava sua espada, saia lutando melhor que muito homem e, para proteger a sua (hihi) “puresa”, dormia no meio de um monte de mulheres (sei que não é um comentário necessário, mas “suruba weeeee”). Gente! Joana D’Arc inventou a “sapatão”! Logo então ser uma mulher gay é se vestir como homem, fazer coisas tidas como “masculinas” e dormir no meio de um hárem de francesinhas “oui, oui”? Ok, anotando.
Tomando Safo e Joana como 2 exemplos clássicos de mulheres gays, entendemos que para ser uma mulher gay você tem que:
-Sonhar com mulheres que nem “mulherzinha”
-escrever poemas que nem “mulherzinha”
-sofrer pela perca da amada que nem… “mulherzinha-de-novela-mexicana”
-se vestir que nem “hombre”
-ter jeito de “hombre”
-dormir num hárem de mulheres que nem um “hombre-sultão-das-arábias”
Hum… Mas que atitudes mais opostas. Saindo da total delicadeza poética de Safo, até a brutalidade das lutas de Joana. Como coisas tão opostas podem fazer parte de um só grupo de seres: “as mulheres gays”? Ou será que não fazem? Estaria tal grupo subdividido? Sim? Não? Talvez? Será que está na hora de trocar o absorvente? Dildo colorido é melhor que transparente? São tantas as perguntas que não acho que possa responder a todas numa só postagem desta coluna. Continuaremos nossas pesquisa lesbo-antropológica na próxima postagem. Sigam-me as boas.
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(27 votos, média: 4,89 de 5)









Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!! Num falei que eu ia ser a primeira!!!
Best, A-D-O-R-E-I ! Rapha também informa…que coisa não?!
Tô curiosa pra saber o rumo dessa prosa viu?! E como eu sou BOA (hehe) vou te seguir…
Aguardo mais postagens.
Bjinhos
Bru
Rapha, parabéns!
Muito gostoso de ler!!
Aguardo ansiosa pelo próximo resultado da pesquisa lesbo-antropológica!!
hahaha
Tbm to curiosa pela continuação *.*
Acho que safo é a versão femme e D’Arc é a butch das lésbicas ._.
explica mta coisa…
Comédia… muito bem escrito meeeesmo! Exemplos históricos e tudo ficou super bacana… “oui, oui” ri muito!
Adorei o texto!
super criativo!!!
Parabéns….e continue com a pesquisa logo!!!
bj
Santa Casa de Misericórdia! Sorry. Foi a primeira santa que me veio a mente. Depois da Joana D’Arc, é claro.
Só consegui atender a 30% da lista da mulher gay. Agora fiquei em dúvida … Espero que as cenas dos próximos capítulos acabem com elas (as dúvidas).
Muito bom, o texto.
Parabéns Rapha. Adorei sua pesquisa tão bem estruturada. Mal posso esperar pelas cenas do “próximo capítulo”.
Beijo da Gina.
Raphinha,
Sem comentários…
Vc já sabe que adoro tudo o que vc escreve.
Que ótimo esse espaço aqui pra vc que sem dúvida tem muitas coisas boas pra falar! Terei o prazer de acompanhar, eba!
Mandou bem. Ri horrores, pensei horrores…
BJ GDE!
hauahaua…Nossa muito bom e engraçado.
Beios, e parabens :p
Muito bom, de fato são poucos heteros que conseguem compreender que no mundo gay não existem apenas esteriótipos.
Texto maravilhoso, Raphinha!
mulher é um bicho complicado, imaginem quando esse ser complicado resolve ter sentimentos por outro ser complicado? dá nisso, uma confusão!
que me importa rotular, eu quero sentir!
bjos e bem vinda!!
Muito boa…e por falar em estudo Antropológico…adoroooo!!!!!!!!
Lésbicas subdivididas … Bofes, ladys, Ativas, passivas, total flex ^^
Joaninha Bofinho adooooooooooooooro
Muito bom Rapha!
Parabéns meu Amor!!! Vou acompanhar de perto essa deliciosa viagem que você faz pelo universo das palavras, de forma tão descontraída e gostosa. Sorte sempre, e continue a colorir nossos sorrisos com sua grandeza e beleza interior. Te amo.
Raphinha, sabes que mora no meu coração, parabéns.
Estarei sempre te acompanhando.
Beijo no seu coração.
parabens Rapha..
sao poucas as pessoas q conseguem dominar um assunto tao complicado quanto nós mulheres..
ou melhor nós lesbicas,nas mais diverssas formas, denominaçoes e comportamentos..
boa sorte nos seus proximos posts fecaremos sim ansiosas por eles..
bjinhu
É, pois é, né! Joana D’Arc, a mãe das bofinhas, sendo venerada pelas carolas do mundo inteiro é tão divertido.
E decididamente não curto a palavra lésbica, pq me lembra lesma. Safo bem que poderia ter morado numa ilha com nome mais legal, que tb não poderia ser Creta, pq já pensou que piorada ia dar na coisa? Ver sua best com um blog chamado “Mãe, eu sou Cretina” não ia ser muito divertido.
Texto Criativo e com uma pitada d humor!
E a parte mais legal foi a citação da Joana D´Arc dormindo c as francesas,rs… Surtuda ela? CERTEZA!!!!
“Mãe, eu sou cretina” huashushauhsauhsa!! Só você Carla!! Eu acho a palavra “Lésbica” bonita, pra ser sincera. Odeio é tipo “bofinho”, “sapatão”, mas ADORO carinhosos tipo “Sapinha” aaaw.
Raphaaaaaaaaaa xD
Demorei mais xegay!! huauhauahuahuhaha
Ameiiiii o textooo, como sempre divertido e informativo xD e to louca pra ver a continuação viu?? Isso eh q eh cultura \\o// huahuauhauhauha
bjuxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx=*********************************
Uoouu!
Como a senhorita ta Chic! ohohoh
Adorei Rapha!
Ficou ótimo! Inteligente e HILARIO
Parabens!
BEIJUS!
Olha só!
a pesquisa lesbo-antropológica. heheheheheheheh
Parabéns moça.
Adorei. Irei acompanhar de perto
Bj!
o/ té mais!
Rapha,
ignorando a superficialidade com a qual as personalidades foram tratadas, admiro vc por embarcar em um tema tão abrangente e sério como esse, colocando-o de forma fugaz, buscando amenizar a real conscientização para o fato de se descobrir lésbica, com a comicidade em se tentar enquadrar em um esteriótipo.
um ser humano só é aquilo que diz, acredita e aceita ser, ofertando ao outro que valide o que vê; fora disso, realmente só poderá ser caricatural; uma vez que se enterra em preconceitos, estes que tecem os esteriótipos que o segregam em guetos.
kc´s
Jackie dear,
obrigada pelos elogios, vindo de uma escritora como você, que tem minha total admiração e carinho, significa muito. Contudo, devo apontar que a minha aparente superficialidade é proposital apenas para dar certo tom de descontraimento para a coluna e uma leveza ao texto que fala de um assunto que penso ser um tanto quanto “polêmico”, por assim dizer.
Beijos.
Como sempre escrevendo maravilhosamente bem, amore…
Sem comentario sobre seu texto pq melhor impossivel…
Dificil é não comentar a inveja das pessoas que não possuem o mesmo talento e mesma sensibilidade para escrever demonstrando como as coisas realmente são, ou seja, que não sabem escrever com a alma, pessoas frias…
Mas fazer oq não é amore a inveja realmente deveria matar o mundo seria bem melhor sem esse tipinho de gente…
Ps.: Só podia ser PAULISTA mesmo, kkk…
Parabens e beijos
Ai que orgulho! Minha irmã colunista, arrasando tudo! Irmã se lembre: “o mundo é uma bola (Y)”.
Rapha = best = tudo de bom
AMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
Seu texto, um barquinho leve e ligeiro em um mar tão revolto quanto o deste assunto, só faz imaginar que você é capaz de sintetizar muito bem o que pensa com profundidade.
Acho muito louvável sua atitude em compartilhar a leveza de sua visão, pois quem sabe, não ajuda a tornar os fardos mais suportáveis.
“um barquinho leve e ligeiro em um mar tão revolto” nossa, que poético.
Q ORGULHO MANA o/
parabéns, amei *_*
muito sucesso p/ ti, vc merece todos os elogios e cocotas bouas q aparecerem hohoho
Rapha, seu talento é inegável.
Nao vi nenhum mal em utilizar a história para exemplicar sua colocaçao leve e descontraida.
Possivelmente “alguem” levou a serio demais e perdeu de ler entre suas linhas a criatividade e e o humor inteligente tao presentes.
bjs linda
Obrigada Mistery. Suas palavras realmente significam muito pra mim. Você sabe que a admiração é mútua e o amor é fraterno
SEM noção moça! PARABÉNSSSS RAPHINHA! mew na boa vc foi tocar justo na santa torrada!
Aaaah querida Phoenix, alguém tem que te entrenter neste fim de mundo, não? hehehehe. brigada baby.
É, li a coluna, os comentários, e enfim, eu gostei de tudo, achei graça no “o mundo é uma bola!” de your sister, muito bom…
Caraca Rapha, foi um tema e tanto pra começar, o que define o “ser lésbica”, acho que uma série de fatores (que devem estar norteando sua pesquisa antropo-lésbica), dentre os quais eu poderia citar uns genéticos, outros, sociológicos, outros, psicológicos, etc e tal. Acho que atração, amor e essência são termos que têm a ver: sentir atração por mulheres, amar mulheres, ser mulher (embora as vezes ou nunca, e pelo mesmo motivo, desejasse ver o mundo azul).
Ser ou não ser, eis a questão, acho que não há uma definição, há várias e todas meio que sem sentido, sei lá, porque no fundo o que importa é que as pessoas parem de rotular tanto e começar a pensar no que realmente é importante numa pessoa: o caráter.
Com quem se dorme ou deixa de dormir é só um detalhe.
BJOS E PARABENS, um dia quero ler vc no “Diário” – Que tal uma coluna, Antropo… by Rapha?
Sue, o diário é algo a se pensar hehehehe.
Gentem! Para tudo, to chocada!
Joana D’Arc era? Nunca imaginei, como sou inocente = besta.
Pois é Sammy… Vivendo e aprendendo. Mas me levaram anos pra me tocar nos pequenos detalhes da Joana hehehehe
Gatinha! Sabia que um dia iria te encontrar em algum lugar literário!
Adoro seu estilo, você me faz rir de coisas sérias.
Sucesso! (Joana deveria ser a padroeira das caminhoneiras)
Lau,
marcamos encontro e não lembro? Hehehe. Agradeço seus elogios e concordo com vc.
Beijão.
Não sei porque, isso me lembrou aquela música da “bola” de novo. Não consigo parar de ler e rir disso aqui. Imaginaçõa master.
Muuuuito interessante!
Olha eu me divirto lendo as colunas do paradalésbica.Muda amaneira de escrever o texto,porém tudo gira em torno de sexualidades.E os eternos paradigmas que envolve a sexualidade e as questões de genêro.Ser ou não ser? Se nasce,ou torna-se homossexual? homossesualidade e religião, os bissesuais são mau resolvidos? Gay preconceituoso e homofóbico,ufa! faço minhas as palavras que li em algum desses textos isso tudo me dá um grande cansaço,não passa de verbovagia.Nada muda enquanto não mudarmos a nós mesmos,simples. Então porque não procurarmos ser mais amigas,mais companheiras, mais sábias mais amorosas e acima de qualquer coisa mais compreensivas, já é um bom começo, não?
Onde arrumo um hárem de francesinhas “oui oui”???
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