Marina Lima diz que repercussão de transa com Gal Gosta é exagerada e retrógada
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“Acho uma loucura que essa entrevista tenha tomado essa proporção toda”, afirma a cantora Marina Lima em seu blog. A frase se refere à polêmica entrevista que a cantora concedera à jornalista Joyce Pascowicth, onde afirmou que sua primeira relação sexual com outra mulher foi com a também cantora, Gal Costa.
Sobre a entrevista que virou notícia em muitos veículos de comunicação do país, Marina dispara que não imaginava uma repercussão dessas. “Isso só me confirma o quão de retrógrado está tudo, justamente quando o mundo briga e clama por mudanças”.
Justificando as declarações, Marina afirma que só falou de Gal Costa para fazer um contraponto com o que viveu, “sem interferência da minha família e da caretice que esses pais demonstram ao tentarem aprisionar e chantagear seus filhos”.
Ao final do texto publicado no blog, Marina deixa a mensagem: yes, we can (sim, nós podemos), frase muito usada pelo presidente eleito Barack Obama durante as eleições norte-americanas.
fonte: G. On-Line
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É isso mesmo, Marina: tudo o que você falou na tal entrevista só CONFIRMA a caretice desse mundo. Moro em SP e sinto na pele o conservadorismo medonho daqui. SP é homóbica e hipócrita, apesar da tal parada gay.A caretice e homofoboa estão inclusive nas entranhas da classe artística (de um modo geral) que, supostamente, deveria ser mais libertária, esclarecida, tolerante.
YES, WE CAN! MArina, estou contigo desde que surgistes no cenário musical. Justamente por seres, já naquela época, uma mulher de mente aberta, avançada, num momento em que o Brasil começava a sair, a passos lentos, de uma ditadura escrota. Fiquei fascinada com suas letras e as do seu irmão e a maneira vigorosa de interpretá-las. Enfim, eu tinha achado “minha praia”, pois não me identificava nem um pouco com a mesmice da nossa MPB. “Muda Brasil, Muda! Acorda, Brasi, se toca! Eu também sou daqui, xará… Olha pra mim e vê na minha cara, um Brasil moderno!”
A Gal Costa está absolutamente correta. Ninguém tem o direito de sair por aí contando o que fez na cama com os outros. Sexo é uma coisa pessoal, íntima e privada. Nem os héteros e nem os homos devem sair por aí falando com quem ou que fizeram na cama. Qualquer pessoa tem o direito de defender sua privacidade.
A questão, é que os homossexuais, bi,GLS, enfim esta miscelânea toda, gosta de expor a vida dos outros por maldade ou para se sentirem mais inseridos no contexto social, principalmente quando se trata de gente famosa ou vultos históricos. Ninguém é obrigado a dar satisfações da sua vida para o público, muito menos vida íntima ou sexual.
Os bissexuais, ainda tem motivos mais fortes para se preservarem, pois poderão ser discriminados pelos próprios parceiros héteros que amam, quando tem suas vidas íntimas expostas em público.
E não me venham com frases como “sair do armário” ou “ficar em cima do muro”, pois é um direito de qualquer cidadão ficar no armário ou em cima do muro, afinal, isto não é crime. Ser discreto não é errado. Errado, e anti-ético, é sair por aí expondo a vida dos outros.
Processe mesmo Gal!!!
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