Beijando em Público

Diedra Roiz 29/01/2009 64

DWF15-592822por Diedra Roiz

Sábado saí com duas amigas muito queridas que são namoradas e que se beijam na boca, onde quer que estejam. Sabem o que aconteceu?

Deixem-me contar o caso com detalhes para vocês:

Estávamos eu, a ruiva, essas duas amigas que são namoradas e mais uma outra amiga nossa tomando umas cervejinhas e trocando idéia num barzinho em Laranjeiras.

De vez em quando as duas namoradas se beijavam, nada demais. Beijos carinhosos, sem nada de obscenos. Do tipo que não faria ninguém gritar:

- Arrumem um quarto!

Absolutamente.

Tanto que na hora, ninguém olhou feio, nem disse nada abertamente. Tudo até muito discreto. Foi o que eu achei.

Mas…

Assim que elas saíram, nossa outra amiga disse que a dona do bar (que é amiga dela) disse que um cliente disse para ela dizer para elas pararem porque estava se sentindo incomodado.

Por aí vocês já podem ver que o negócio era um enorme disse-que-me-disse.

Inacreditável.

Eu pulei na cadeira.

Aparentemente calma, mas fervendo por dentro.

A primeira coisa que perguntei, sem alterar o tom de voz, foi:

- Quem foi que reclamou?

Nossa amiga, muito sem graça e tensa:

- Não sei. Não devia nem ter falado, né? Mas sabe como é, minha amiga ficou numa posição chata, sem saber o que fazer, e…

Nem deixei ela terminar. É, eu já tinha bebido, e… se sóbria eu já falo pelos cotovelos, imaginem alegre…

Comecei:

- Diz pra sua amiga da próxima vez falar pra quem reclamar que elas tem todo o direito de se beijar e que se ela viesse aqui falar qualquer coisa daria uma merda federal.

Então nossa amiga foi, na maior boa vontade, chamar a amiga, dizendo:

- Explica você pra ela?

E veio a dona do bar sentar na nossa mesa. Primeiro ela falou:

- Gente, não é preconceito. Eu já não gosto de homem e mulher beijando aqui dentro…

E eu – apesar de estar muito mais do que na cara de que era sim, preconceito:

- Tá, tudo bem. Só que se você viesse aqui falar, reclamar ou expulsar as meninas, elas poderiam processar você. (Nem sei se é verdade, mas joguei). Mais ainda: poderia vir todo o movimento gay pra cá ficar se beijando no seu bar em sinal de protesto.

A mulher arregalou os olhos. Sério. Acho que ela estava imaginando a cena: dezenas de bandeiras – tanto as de pano, do arco-íris, quanto às ao vivo e a cores (o povo LGBT todo se pegando e beijando).

Carnaval em Janeiro…

Começou a empalidecer quando a ruiva – quem conhece sabe o quanto ela é empolgada, principalmente depois de umas cervejas – completou, em tom de discurso:

- É isso mesmo! Vai vir um monte de gay e lésbica ficar se beijando aqui! Isso aqui vai virar o bar do amor!

E repetia, quase gritando:

- O bar do amor! O bar do amor!

Um engraçadinho, já cheio de más intenções, retrucou:

- Então porque não começam se beijando vocês?

E a ruiva, sem sair do salto, nem perder a pose:

- Beijo quando quero, e não pra dar show, meu bem!

A dona do bar ainda tentou se defender:

- Mas beijar em público é tão feio…

Retruquei:

- Feio é atirar a filha pela janela. Feio é arrastar uma criança pelo cinto de segurança não sei quantos metros. Feio é combinar com o namorado matar os pais batendo com um cano de ferro na cabeça deles.

E a ruiva mandou:

- No filme pornô ninguém se importa, pelo contrário! Sacanagem pode. Amor ninguém quer ver!

Repetiu para o bar inteiro novamente:

- Amor ninguém quer ver! Amor ninguém quer ver!

Pronto. Instaurou-se um verdadeiro debate. Todo mundo quis dar opinião.

Incrivelmente, o tal homem que reclamou – se é que ele existe mesmo – não se manifestou. Aliás, acreditam que ninguém ficou do lado da dona do bar?

Os tempos e as cabeças estão mudando? Ou tivemos sorte?

Não sei de dizer.

O fato é que veio até um carinha falar que a tia preferida dele também era lésbica, e beijava as namoradas na frente de todo mundo e se estivesse ali ia apoiar a gente.

E porque resolvi contar isso?

Porque suscitou milhares de questões em minha mente, que gostaria de compartilhar com vocês.

Por incrível que pareça, não estamos em Amsterdan, e esse ainda é um assunto polêmico.

Beijar ou não beijar… Eis a questão!

E por trás, muitas coisas, não é não?

Bom, a ruiva e eu não nos beijamos assim, na rua, onde quer que estejamos. Por que? Não sei. Estabelecemos assim desde o começo.

Às vezes acontece.

No Ano Novo ou em algumas despedidas.

Como aquela lendária vez na fila de embarque gigantesca para Goiânia do aeroporto Tom Jobim (mais conhecido como Galeão).

A ruiva entrega o cartão para um daqueles seguranças de terno, daqueles estilo MIB (Man in Black), se vira para mim, me tasca o maior beijão na boca, daqueles de tirar o fôlego, e… entra. Protegida por aquele vidro fume que separa a esteira e o detector de metais do resto do aeroporto.

Eu fiquei ali, acho que roxa de vergonha. Todo mundo olhando para a minha cara (pelo menos foi a impressão que tive), o tal segurança com um sorrisinho safado no rosto.

Verdade seja dita? Sinceridade?

Adoraria fazer como minhas amigas. Mas não acho tão fácil assim.

Lembram da história da vez em que vi a velhinha e desviei do beijo nos lábios?

Pois é. Existe mais, muito mais enraizado, aprofundado em nossas mentes e corações. Dúvidas, medos, receios, culpas. Quem pode dizer que está completamente livre deles?

Ao nos assumir rompemos muitas barreiras com tudo que nos foi ensinado desde muito cedo, mas… bem lá dentro, os resquícios de nossa criação permanecem.

Saber respeitar as diferenças talvez seja a tarefa mais difícil da sociedade contemporânea, pois a mesma sociedade é que homogeneíza a partir da construção de modelos pré-estabelecidos.

Por isso a visibilidade acaba sendo não só importante, como também nosso melhor meio de quebrar tabus e preconceitos.

Só na freqüência e na qualidade do contato com uma realidade diferente as pessoas conseguem evoluir a esse respeito.

Por isso, apesar de não fazer, apoiei minhas amigas completamente. Não por querer aparecer, ou algo do gênero.

Mas porque eu aprendi que na vida, não podemos nunca, jamais ficar neutros, permitir que as injustiças aconteçam, por mais que num primeiro momento pareça mais confortável não se expor. Porque às vezes, esse pequeno momento de conforto pode custar muito sofrimento para várias pessoas depois.

Não se trata de levantar bandeiras.

É mais, muito mais.

“Pensando grande e fazendo pequeno,
Um pouco a cada dia e todos os dias um pouco,
Porque são pequenas gotas d’água

Que fazem todo grande oceano.” (Autor Desconhecido)

Fazer com que nosso espaço exista realmente.

Sermos aceitas? Conseqüência. A realidade é que precisamos existir primeiro.

Exterminar o cruel sofrimento que é se sentir e ser excluída. Não importa o motivo.

Ser um fantasma, um espectro, uma sombra que não tem direitos nem voz ativa pode ser uma violência tão grande ou maior do que ser fisicamente agredida.

A invisibilidade mata por dentro.

E…

Quem cala consente.

Como diria Martin Luther King:

“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”

Realmente.

Porque – para construir de fato um mundo melhor, tolerante, sem preconceitos, que aceite cada um com suas particularidades e diferenças – temos que, como disse Mahatma Gandhi:

“Ser a transformação que queremos no mundo”.

64 Comentários »

  1. Giow 29/01/2009 at 12:55 - Reply
    Muito bom! “Alguns homens vêem as coisas como são, e dizem ‘Por quê?’ Sonhe com as coisas que nunca foram e diga ‘Por que não?.” (George Shaw)
  2. kle 29/01/2009 at 13:06 - Reply
    Oi Diedra..Adorei a coluna de hoje e´realmente isso ai..este preconceito existe em varios lugares.minha prima mora na holanda ela me disse que la ninguem olha casais se beijando nas ruas em bares pra eles são tao normal..ate qdo viveremos assim neste pais . os direitos são iguais .espero um dia que essa questão de preconceitos se resolvam pra que todos cidadão possa viver em paz beijar onde estiver vindo de vc essas colunas está sendo um aprendizado muito bom .n/ poderiamos ter uma professora melhor de vc so´podemos ter coisas boas parabéns e continue assim bjus de sua fã …
  3. Letícia 29/01/2009 at 13:11 - Reply
    Esta perfeito!
    Eu quando sai do armário não permitia nem que pegassem na minha mão, sentia que todos me olhavam, mas depois de ir em algumas reuniões de lésbicas feministas, caminhada das lésbicas (acontece 1 dias antes da Parada Gay daqui de SP na Av. Paulista mesmo) e por fim ir em várias palestras da Visibilidade Lésbica em setembro do ano passado, acabei descendo do muro. Em uma palestra na USP onde tinha grandes escritoras LÉSBICAS como Laura Bacelar, Lúcia Facco, Naomi e muitas outras, elas diziam que se queremos que algo mude devemos mostrar sim, não sentir vergonha nem medo, não deixar que o PRÉ-CONCEITO da sociedade nos atinja a ponto de querermos ser discretas para não constranger ninguém, se não estamos matando e nem roubando o que tem de mal nisso?! Sou totalmente a favor do beijo entre homossexuais em local público, porque se crianças podem ver cenas de sexo nas novelas que existem por aí, cenas de violencia, por quê não ver duas pessoas do mesmo sexo trocando AMOR e CARINHO atrásves de um simples beijo?!
  4. Guria 29/01/2009 at 13:12 - Reply
    Maldita sociedade hipócrita e torta que condena um beijo – seja lá entre que sexos for – e deixa pra lá as violências e perversidades humanas, de tão anestesiados que estão.

    É exatamente coimo você falou: feio não é beijar na boca em público, feio é atirar a filha pela janela, é arrastar uma criança pelo cinto de segurança não sei quantos metros, é combinar com o namorado matar os pais batendo com um cano de ferro na cabeça deles. Feio é ser colocado num cargo público para servir ao povo e roubar descaradamente como se o dinheiro não fosse de ninguém. Feio é invadir favelas, meter bala em trabalhadores e estudantes e depois mentir dizendo que “era tudo traficante”. Feio é a violência, a corrupção, a burocracia. Beijar na boca em público É LINDO. E É LINDO porque é uma demonstração de amor e não de ódio, que as pessoas parecem aceitar com mais facilidade. Triste desse povo. Triste do ser humano que pensa como essa mulher triste, que não deve beijar na boca nem receber um carinho há séculos.

    Parabéns pelo teu texto e pelo teu grito por justiça, amor e bom senso. Faz bem pra saúde ler textos assim!

  5. Mel 29/01/2009 at 13:28 - Reply
    Diedra,

    Aquele que cala…. consente!

    O medo de dar a cara para bater faz com que a sociedade se acomode. Sociedade eu digo como um todo, nós mesmas nos tornamos preconceituosas. É muito mais fácil se esconder atráz de uma parede e fazer desse mundinho “matrix” o seu próprio.

    Feliz aquelas pessoas que conseguem encarar o mundo de frente, não se importando com os males que acarretam e sim com os benefícios de uma vida.

    Acredito que tomaria a mesma atitude que você.

    beijos

  6. Anak 29/01/2009 at 13:50 - Reply
    Diedra,
    Sou da mesma atitude que vc, também não deixo barato esse tipo de preconceito. Imagina! Consumindo, numa boa, vc é cliente igual a todos os outros… e a figura vem com esse papo… e.. na zona sul? Absurdo…
    Mas realmente prego a ação, temos mesmo que falar, agir e pensar… quanto mais nos tornamos visíveis, mais as coisas são vistas como normais pela sociedade tradicionalista, conservadora, capitalista e… individualista.
    Parabéns pela coluna, agradável e interessante, como sempre :)
    Beijos.
  7. Ádria 29/01/2009 at 14:21 - Reply
    sempre fui meio “armarizada” (expressao da minha ex) em relacao a essas demonstrações de carinho em publico…existiam, mas eram discretas…essa ex me ensinou a sair mais do armario, andar de maos dadas em qualquer lugar, dar selinhos em publico…inclusive, falando em aeroporto, das duas vezes em q viajei durante o namoro, me despedi dela com beijos, na fila da sala de embarque, na frente de todos (ainda nao cheguei no nível do beijão…foi só selinho mesmo! hehehe)
    acho importante sim mostrarmos q o nosso bjo eh tao natural quanto um bjo hetero!
  8. Xandy 29/01/2009 at 14:24 - Reply
    O pior inimigo do homem esta dentro do proprio homem (desconhecido)

    Parabens querida pela sua atitude de não calar-se diante da injustiça, e hipocrisia, pois eu tenho certeza que um casal de heteros nunca teria escutado este tipo de comentario…
    parabens!!!!

  9. Fabíola 29/01/2009 at 15:29 - Reply
    Ahh…eu sou do tipo que beijo mesmo,se não beijar daonde q as coisas vão mudar? Mas nada de pré-sexo no meio da rua,só não me privo de fazer e receber carinho da minha namorada.
    Acho justo.
    Adorei viu?
  10. Lisa 29/01/2009 at 16:49 - Reply
    Parabéns pela coluna, Diedra. Fiz uma esses tempos justamente sobre isto, felizmente não tive nenhum caso a relatar, mas como você eu também não dou meus beijos em público, mesmo porque tem hora para tudo, mas mta gente precisa disto e o que você fez está mais do que certo…
    Sobre o processo, é verdade sim rs o bar poderia ser processado,mas acho que preferiam o processo ao povo GLBT dando uns amassos lá rs
    Bjos
  11. Hérika 29/01/2009 at 17:06 - Reply
    Valeu pela tocada profunda no assunto, sou de total acordo com o fato de podermos nos expressar, não é um favor, é um direito comum, quem se incomoda certamente terá que rever seus conceitos ou preconceitos em algum momento de sua vida, porque quem ama não precisa alugar um jardim para ter direito de mostrar as flores a sua ou seu amado.
    Beijo minha namorada, na rua, na porta do meu prédio, na pracinha perto da casa dela, não aquelas cenas de filmes, só algo que a faça sentir amada e importante em todos os momentos de minha vida.
  12. 29/01/2009 at 18:07 - Reply
    Di,

    Eu realmente não sou dada ao tipo de demonstrações em publico; sempre tive o pensamento que se quero ser respeitada… e me considero uma afortunada pois nunca sofri qualquer tipo de discriminação… devo também respeitar os outros.
    Sei que as pessoas ainda não olham com naturalidade duas pessoas do mesmo sexo se beijando… meu pensamento é… me sentiria bem sabendo que minha atitude esta chocando gratuitamente os outros.
    Veja bem… mesmo no meu grupo de amigas ouço que minha maneira de me portar é um combustível ao preconceito, mas realmente não encaro dessa maneira.. só não é minha maneira de me portar e não faria nada que me aviltasse a alma e bem estar.
    Sou de uma geração que apesar de ter saido do armário ainda anda como se engatinhasse, não nos escondemos mais, mas também não consideramos que precisamos sair com a bandeira do movimento gay em punho.
    Aqui em Porto Alegre tem uma nova geração que são da idade do meu sobrinho (20 e poucos) que não interessa onde estão e com quem estão… se agarram mesmo…
    Talvez com essa atitude eles consigam que daqui a alguns anos as pessoas não parem mais para olhar melhor e comentar o tipo de beijo que está sendo dado, mas no momento devo confessar que nem eu me sinto a vontade com essas cenas…

    É… acho que eu realmente estou ficando velha e pra trás.

    P.S. Amei tua coluna dessa semana… como sempre… maravilhosa.

  13. A.N.A. 29/01/2009 at 21:04 - Reply
    Eu não sou de esconder o meu afeto pela minha namorada seja aonde for.
    FAço questão de andar de mãos dadas com ela e até para chamá-la em algum lugar eu não consigo dizer o nome, sempre sai “Amor olha isso… Vida que você acha daquilo..” e assim por diante.
    Acredito que temos de lutar por aquilo que acreditamos, não acredito nem que seja justo já que para os mortais não há necessidade de tanto ‘sacrificio’, mas é uma opção.

    Certa vez ouvi de uma pessoa “Imagina o trauma que uma criança pode ter em ver 2 mulheres (ou homens) se beijando na rua?” Eu quase infartei, pois quem tem crianças e adolescentes em casa, como é o meu caso, sabe muito bem que isso não é verdade e que essas crianças terão a oportunidade de serem adultos melhores, pois pelo menos respeitar as diferenças eles serão capazes de fazer.

    Lógicamente tudo tem um limite, mas acredito que para qualquer casal tem de ter limite…não da pra se beijar na frente dos pais por exemplo, é muito abuso…rsrsrsrs…mas na rua, no shopping, num barzinho temos mais é que ser feliz.
    E Viva a LIBERDADE. Que ela venha um dia.

    Beijos e mais uma vez, parabéns Diedra.

  14. Sylvana 29/01/2009 at 22:19 - Reply
    Olha Diedra, concordo plenamente com a postura que tomou. Realmente o seu texto nos faz parar e refletir sobre a forma q estamos inseridas nesse contexto. Que papel assumimos? O que representamos pra sociedade e principalmente para nos mesmas? Pois é, são muitos questionamentos, porem o mais importante nisso tudo é termos a certeza de que so mudaremos o quadro atual assumindo posturas como a das suas amigas, fazendo com que um simples beijo ou uma troca de carinho entre duas mulheres ou dois homens sejam vistos de maneira natural como realmente é, e a sua, que se levantou em defesa de algo muito maior do que o pré-conceito sofrido por elas, se levantou contra o pré-conceito sofrido por todos aqueles que ousam buscar a felicidade a sua maneira, indo de encontro a normas impostas pela sociedade ao longo dos séculos e tendo como objetivos a busca do amor, da felicidade e da sua realização como ser-humano. Isso é o que realmente importa, porque enquanto existirem “Diedras”, que lutem e tentem abrir os olhos daqueles que insistem em andar com uma venda tampando-os, tenho certeza que vamos acabar conseguindo a aceitação e o respeito de toda a sociedade e principalmente de nos mesmas.
    Adorei o seu texto!
  15. Nick 29/01/2009 at 23:54 - Reply
    “Auto-preservação”!

    É assim que demomino o fato de pessoas do mesmo sexo não se beijarem em público…

    “Temos que beijar para acabar com o preconceito”

    É um discurso lindo, mas dificil de cumprir.

    Claro que não estou generalizando, mas tem gente – gay’s – que não quer só beijar, acham que estamos na Holanda – faltam mtos anos para chagarmos a esse nível – e querem fazer de tudo e isso acaba prejudicando o que pouco conquistamos.

    Sabe, Di, lendo o “Beijando em público” acabo lembrando que nasci e moro em um dos estados mais “gays” que existe. Pode acreditar, mas se hj no RS é permitido o casamento civil entre pessoas do msm sexo, foi pq o projeto de lei inicial saiu daqui da Bahia há quase 20 anos; se hoje a adoção de crianças por casal de msm sexo está sendo discutida com mais atenção é graças ao projeto de lei inicial que saiu daqui… e vários e vários outros projetos de vereadores de Salvador e deputados estaduais e federais do estado baiano… o que me deixa triste é que temos várias ideias e iniciativas para diminuir o preconceito, tornar normal o relacionamento homossexual, um bjo entre pessoas do msm sexo, mas temos o maior indice de assassinato de gays (masculino, feminino e travestis) em todo o território nacional.

    Vejo tb que nem os famosos que se diziam gays estão mais “nos apoiando”: Ana Carolina se diz bi e por causa disso Preta Gil se diz “Penta”(adorei essa declaração rsrs); Daniela Mercury depois de velha assumi um romance com uma mulher e logo depois começa a namorar um carinha que tem idade para ser seu filho; Margareth Meneses tinha a casa frequentada só por mulheres e outro dia se casou com um carinha e tinha especulações de estar grávida… esse povo muda de sexualidade assim, de uma hora para outra que chega a ser engraçado rsrs(citei essas artistas por serem baianas – com excessão de Ana Carolina)

    Aí vamos as festas Soteropolitanas: Reveillon vc vai ao porto da Barra comemorar o novo ano e se bate com milhares de gays e é a msm coisa com o dia primeiro no tradicional primeiro por do sol do ano. Alguns dias depois vem a Lavagem do senhor do Bonfim e tem até “barraqunhas” só para gays; Festival de verão é festival de gays; Carnaval: se for na “Avenida” o pessoal – gay – se concentra no Campo Grande proximo ao “Beco dos artistas” e se for na “Barra” os gays se concentram proximo a “Off Club” – boate gay mais cogitada da cidade. Aí vem as micaretas, o São João, a Parada Gay, as festas ligadas ao canbomblé e várias outras pq baiano não precisa de motivo para comemorar. Qdo vou em algumas dessas comemorações, para qq lado que olho, vejo um “bando” de gays – todas nós sabemos que um reconhece o outro.

    Aí vem a discussão: Como é que um estado, aliás, uma cidade como Salvador que tem tantos gays, tantos projetos de leis nos favorecendo, vem or “famosos” e do nada decidem que não são mais gays? E o pior é o que mais entristece: essa porcaria de indice mortalidade de gays.

    São por esses e vários outros motivos que beijo qdo tenho vontade e não é para provar nada a ninguem.

    Uma vez eu estava com uns amigos e minha namorada, um carinha chegou querendo ficar cmg – está praticamente escrito em minha testa que sou gay rsrs – eu disse que não queria, mas devido a sua chata insistencia, apresentei minha namorada. Claro que ele não acreditou e pediu que a gente se beijasse, mas apertei a mão dele, pedi para o infeliz ir embora dizendo o seguinte:

    “Velho, eu sei o que sou, do que gosto, minha familia e meus amigos tb, ou seja, não preciso provar nada para vc e nem para ninguem”

    Nunca mais vi esse cara em minha vida. rsrsrs

    bom, é isso! só queri dividir isso com vc, Di.
    É que lendo seu texto, foi inevitável não comentar essas coisas que me deixam mto, mas mto chateada e irritada.

    Espero sinceramente que um dia nos respeitem, né? =)

    bom, agora tenho que parar de escrever… isso aqui está enorme. rsrs

    Parabens por mais um texto, Di.
    Mais uma vez arrasou.

    Beijos =)

  16. Thata 29/01/2009 at 23:56 - Reply
    Como sempre mais uma otima coluna sua! Parabenss!!!!!
  17. menina de ouro 30/01/2009 at 09:43 - Reply
    …é incrível como as vezes somos invisíveis….e as vezes tem gente que ve demais onde nao tem nada d mais……como q pode ter desculpa pior que TBM NAO GOSTO D HOMEM E MULHER SE BEIJANDO NO MEU BAR como assim? tem alguma explicação isso? se é dona d bar?! acho melhor abrir outro tipo de negócio pq pra ser dona d bar…..a visão ta “cega”…..

    =]

  18. 30/01/2009 at 11:13 - Reply
    Adorei!!!
    Isso aconteceu comigo e com minha namorada em um quiosque gay, numa praia de Sampa…
    Acreditem ou não a funcionária do estabelecimento mandou a gente parar de se beijar… por causas dos processos judiciais que a dona estava respondendo… quase mandei a mulher se f…..
    Mas o mundo é assim mesmo, nao é mesmo?!?!?!
  19. yara 30/01/2009 at 11:42 - Reply
    Aprendi em meu primeiro relacionamento, que por um acaso foi com uma mulher 25 anos mais velha que eu e que vinha de dois longos casamentos, que não precisamos agredir os outros por nossa opção!!!Por algum tempo questionava a postura dela em não trocar nem beijos nem andar de mãos dadas em publico, as vezes eu até achava que ela tinha vergonha de mim… Mas um dia recebi um comentário muito preconceituoso de uma familia que passava na rua…
    Daí passei a ver essa postura de outra forma!!! Em que posso me preservar, não me expor…
    O preconceito existe sim, e não podemos negá-lo, mas tb não critico quem faz, eu hoje apenas evito!!!
    Tem situações que acontecem…Mas…

    É isso ai Di!!!!
    Assuntos polêmicos, atuais são são forte…E que espero toda quinta pra lê-los…
    Fica com Deus e até semana que vem…
    beijossssssss

  20. yara 30/01/2009 at 11:43 - Reply
    Corrigindo: Assuntos polêmicos e atuais são seu forte…
    kkk
    bjsss
  21. Luni 30/01/2009 at 13:42 - Reply
    amiga !
    adorei…a parte do “bar do amor” ficou otima !
    imagina se eu tivesse continuado lá…ja tinha uma certa quantidade de cerveja na mente, com certeza ia dar uma “merda federal”
    hahahahahaha
    arrasou ! (:
  22. Diedra 30/01/2009 at 13:49 - Reply
    Meninas Lindas e Maravilhosas,
    Td bem?
    Só posso agradecer a cada uma e todas pelos comentários muito mais do que phodásticos.
    Acho que da próxima vez vou só “soltar” o assunto e deixar vcs comentarem.
    Com certeza, vcs desenvolvem textos, idéias e relatos muito melhores que os meus!
    Muito, mas muito obrigado mesmo! VALEU!
    BJ GDE no coração de cada uma!
  23. Diedra 30/01/2009 at 13:50 - Reply
    Luni,
    Quem mandou sair antes?
    Perdeu a melhor parte da noite! rs rs
    BJUS!
  24. Li 30/01/2009 at 14:34 - Reply
    E viva ao bar do amor!!! Qual é o endereço, vou lá dar uns beijos… rs…
    Brincadeiras à parte, qualquer demonstração de afeto em público e a sua repercussão entre a parte preconceituosa da sociedade sempre foi um grande problema. O que mais me choca nesta história toda é o fato de se for um casal hetero qse “se comendo” em um bar, as pessoas ficam constrangidas, mas ninguém “pede pra sair”. No Plebeu, que fica em botafogo no RJ, um casal de meninas foi “gentilmente” solicitado, pelo gerente, que saíssem da casa pois alguns clientes estavam incomodados com os selinhos que elas estavam trocando. Enquanto isso um casal hetero estava “na maior chupação de língua”, porém não receberam a mesma solicitação.
    Em janeiro, foi a João Pessoa e lá na churrascaria estava uma placa “RODÍZIO CASAL 26,70″ enquanto o individual custava 20,00. Minha amiga e eu dissemos ao garçon que era um rodízio de casal, o homem responde solenementeo “Não pode casal é só homem e mulher”. Nesta hora, coloquei o meu sorrisinho sarcástico e perguntei a ele se ele estava certo disso e que se o gerente dele estava lá. Imediatamente eis que surge o gerente. E tentou me convencer por A+B que Casal significava Homem + Mulher. E em toda discussão filosófica que se formou no restaurante eu disse que então ele deveria colocar na placa que eram apenas casais heteros e que casal, pra mim significava pessoas que se relacionavam afetivamente independendo do gênero,por´me qto mais eu falava mais ele repetia a equação heterossexual… rs.. ele só se deu por vencido qdo eu resolvi perder metade da minha educação e dizer a ele que esperasse mtos processos pela propaganda enganosa ou incompleta do estabelecimento. Resumindo tudo, eu paguei o rodízio de casal e minha amiga disse que nunca mais voltaria lá, não por sermos duas mulheres e sim pq poderiam colocar laxante na nossa comida de tão chata que eu fui. (rsrsrsrs).
    Acho uma puta babaquice ficar regulando se beija ou se não beija na rua.. Calro qeu não vou ficar dando beijos cinematográficos na frente dos outros, nunca gostei disso nem qdo me relacionava com homens. Mas não me privo de fazer carinho na minha namorada, de andar de mãos dadas, de cruzar o olhar sem ter medo algum de alguém perceber. E só tive um único momento de exibição da minha figura, na escada rolante do Rio Sul, mas quem nunca beijou no Rio Sul morando no RJ, hein, Diedra???….rs.rs.rs.rs.rs
    Havia uam namorada minha que dizer que na frente de pai e mãe, crianças e velhinhos a gente não beijava na boca. Eu ria, hj entendo da seguinte forma, não posso querer que meus avós, meus pais e seus contemporâneos aceitem lindamente verem 2 mulheres ou 2 homens se beijando, o mínimo que espero é que eles respeitem o relacionamento. Mas respeito em de ser algo mútuo, não adianta eu exigir se eu não dou em troca. E ao meu ver, vale pra todo tipo de casal. Pq me incomoda mto estar no ponto de ônibus com um casal hetero qse trepando encostado no poste na frente de uma velhinha e eu qse perguntando se eles queriam dinheiro pro motel. Mas no caso de selinhos, acho ótimo, fofíssimo! Aliás, eu queria mto saber onde estava o cliente super macho (se é que ele existiu mesmo ou se não era puro preconceito da dona do bar) que não se manifestou qdo a Ruiva quis criar o “bar do amor!”.
    Di, escrevi mto hj….rs…. Beijos… saudade de vc e da Ruiva…. kd o meu chopp de aniversário?… rs
  25. Janjão Júnior 30/01/2009 at 14:49 - Reply
    Caríssima,

    Perfeito seu texto. Perfeita suas conclusões e ações.
    Há em todos nós, algum tipo de preconceito que muitas vezes nos parece natural, mas que em determinados momentos nos mostra até onde a nossa tolerancia vai. Xenôfobia, Homofobia, racismo, etnocentrismo, times de futebol, sapato na praia, chinelo e bermuda em Boites, entre outros. Todos nós somos capazes de olhares punitivos em algum momento. Eis que vem a tona, o que mais falta nesse mundo: a Tolerancia. Somos diferentes, com gostos diferentes, e saber conviver com essas diferenças é necessário para todos.
    Como Dizia Raulzito:
    “Cada pessoa ou coisa é diferente, Já que assim, baseado em que
    Você pune quem não é você?”

    Beijos em todos e todas

    E viva as diferenças

    ps: Beijar é tão bom

  26. Tata 30/01/2009 at 15:18 - Reply
    Amiga Querida

    Já te falei antes, mas quero aqui dizer em público: VC É PHODAAAAAA!!!

    Adorei o texto. Tão direto, tão delicado! obrigada pela lealdade e pela verdadeira amizade de vcs. Admiro muito vcs e tenho muita boa sorte de tê-las na minha vida. Obrigada não só por este episódio, mas por tudo que já viveram e ainda vão viver ao meu lado… afinal, bom ou ruim, carma é carma! E vamos REVOLUCIONAR…

    …queria ter estado lá para ver a cena, pois conhecendo vcs já posso imaginar… mas fico muito feliz em saber que participei do início de tudo, hehehe…

    …já li o texto 3 vezes e ele me faz dar gargalhadas em alguns momentos, pois é impressioante poder observar o quanto homens e mulheres de nossa sociedade ainda são tão hipócritas. E nem quero entrar aqui numa discussão de que tratam-se de gerações diferentes. O fato é que se trata de direitos humanos. E direitos sexuais são direitos humanos. Eu, pra falar a verdade, nem me lembro quando foi que a gente se beijou. Como as pessoas adoram falar e se sentir incomodadas com tudo, quando na verdade nem sabem do que falam.

    Aproveito então para contar pra vcs que eu e minha namorada tínhamos acabado de sair da casa de uma amiga quando fomos para o bar encontrar vcs. Ela tinha bebido um pouco além da conta. Eu me preocupei em comprar um refri pra ela. Devo ter feito algum carinho ou beijo tão distraído que nem percebi mesmo… acho engraçado que uma situação nada sexual tenha gerado isso tudo. Muito bom! assim as máscaras caem e a gente vê quem é quem, não é mesmo?

    Concordo com tudo que vc escreveu amiga. E acrescento, Não se trata de levantar bandeiras mesmo! mas sim de ter caráter e de ser uma pessoa coerente com o seu próprio discurso. De ser feliz aqui e agora.

    Arrasa! Conta comigo sempre!

    TaTa

  27. decooy 30/01/2009 at 15:30 - Reply
    Adorei essa matéria.
    Confesso que até hoje eu sinto um pouco de receio
    de beijar em público. Estou ficando com uma guria
    e ela não tem essa frescura, então me beija em
    restaurante, em metrô, em qualquer lugar… e eu
    acabo ficando um pouco sem graça. A coisa piora
    quando eu vejo que tem uma criança por perto…
    eu já sou encanada de cirança ver casal hetero
    beijando, porque acho que cirança nao tem que ficar
    assistindo beijo..
    Eu sei que é neura minha huaeheuahau… quem sabe
    um dia consigo tirar isso de dentro de mim! XD
    Acho que tudo isso é fruto de ensinamente de berço
    mesmo. A gente tá tão acostumada a ouvir que é
    errado e que não é comum, que, sem querer, deixamos
    isso tomar conta das nossas atitudes as vezes! eaaheuh
  28. Sandra 30/01/2009 at 15:55 - Reply
    Recebi o link pra coluna e vim ler. Se era uma reclamação real ou apenas um cliente imaginário que serviu para esconder a covardia e o medo pelo próprio preconceito da proprietária do estabelecimento não chega a ser relevante. O fato é que você tem razão em muitos pontos, como quando questiona a dificuldade da mudança interna ou quando chama a atenção para sermos ativos diante de manifestações de injustiça e preconceito (de qualquer tipo).
    Também fazendo referência à Martin Luther King, acredito que todos nós temos um sonho e é o nosso compromisso com ele que pode transformar a nós mesmos e ao mundo.
    Como disse sua amiga, o amor nunca deveria ofender. Não conheço você ou a Ruiva, mas conheço a amiga do beijo e sei o quanto ela é uma pessoa doce e generosa em tudo o que faz e expressa. Se eu posso beijar meu namorado e manifestar meu afeto publicamente, não vejo porque alguém deveria evitá-lo, independente de opções sexuais, gênero, idade, etnia…
    Excelente relato, excelente postura diante do medo. Por que no fundo não passa disso, medo e ignorância. Cabe a quem vê mais adiante acender as luzes.

    La ignorancia es un perro fiel.

    Sandra.

  29. Diedra 30/01/2009 at 16:51 - Reply
    Li,
    minha amiga muito mais do que querida,
    Ri muito aqui ao ler seu episódio no rodízio…
    Caramba!
    coitada da dona do bar se vc estivesse lá com a gente, pq… putz! se alguém consegue falar mais e ser mais enfática do que eu, sem duvida é vc!
    BJ GDE!

    Janjão,
    My favorite music man!
    Tirando o futebol (não te culpo, Flusão na veia!) vc é a pessoa mais tolerante que eu conheço! rs rs
    Aliás, homofobia é algo que nunca constou no seu dicionário, né? Não é pra qq um aos 16 anos, sendo hetero, peitar uma comunidade em fúria pra ficar do lado do melhor amigo que se assumiu gay.
    Faço minhas as suas palavras:
    E VIVA A DIFERENÇA!
    e beijar é muuuuuuuuuuuuuuito bom mesmo!
    BJUS, lindão!

    Tata,
    Pra vc ver!
    Eu tb não percebi vcs se beijando. Devem ter trocado uns selinhos, nada demais.
    Mas é isso aí!
    Sabe que podem sempre contar com a gente, né? Tamos aí, amiga!
    BJ muito mais do que GDE!

  30. Igor 30/01/2009 at 17:06 - Reply
    Isso!
    Mais uma vez, perfeito!
    Tb me sinto assim, já andei por muitos lugares no mundo (estudei e morei na Europa) e já vi o quão simples as coisas podem ser com uma simples mudança no status quo… Como é uma coisa cultural, que foi e é normal em tantas culturas respeitas (como na Grécia antiga e na Holando contemporânea por exemplo)
    Mesmo aqui na nossa pequena grande metrópole provinciana podemos transitar por locais onde as pessoas já começam a sentir vergonha de ter esse tipo de preconceito como boas partes de Ipanema, Copa, Lapa (onde, embora o preconceito ainda exista, e forte, na cabeça das pessoas, elas já se sentem politicamente incorretas se falarem algo). Nesses lugares, que incluem ainda pequenas áreas em grande parte da Zona Sul, onde há alguma condição de impor nossa liberdade sem o risco que se correria ao assumir um beijo em bairros mais para o suburbio, faço questão de cumprir meu papel, beijo meu namorado em público sim e acho isso infelizmente importante ainda, para ajudar a transformar a cabeça dessa gente tão atrasadamente preconceituosa!
    É pena que não é em qualquer lugar que se possa fazer isso em segurança… Ainda!
    Beijos e parabéns pelas palavras e pela bela reflexão!
    =)
  31. Diedra 30/01/2009 at 18:14 - Reply
    Giow,
    Brigadíssimo!
    BJ GDE!

    kle,
    Eu que agradeço!
    Confesso que quando eu estive em Amsterdan fiquei igual uma imbecil olhando os casais do mesmo sexo de mãos dadas… Só faltava dizer:
    - Ah, que lindo!
    Ainda chegamos lá.
    BJUS!

    Letícia,
    Em primeiro lugar, muito obrigado pelo comentário super pertinente!
    Como eu disse em SER OU NÃO SER ASSUMIDA: cada uma tem o direito de agir, pensar e sentir do seu jeito.
    Não podemos impor padrões, de exposição ou não. Cada uma sabe do seu cada um, né?
    Acho que devemos nos respeitar primeiro. Fazer o que nosso coração manda. Nunca nos violentar, seja por medo de se expor, e muito menos por se sentir na obrigação de fazê-lo.
    Quem quer beijar, beija! Quem não se sente à vontade, não beija! Simples assim.
    BJUS!

    Guria,
    Brigadíssimo!
    O amor é lindo! De qualquer forma, e em todos os sentidos.
    Pena que nem todos entendam e concordam com isso. Ainda!
    BJIN!

    Mel,
    Brigadú, viu?
    Adorei isso que vc falou de “mundinho matrix”. No fundo, é isso que os “guetos” são, né?
    Ainda vou escrever sobre isso! Deixa primeiro eu ruminar a questão…
    BJAUN, amiga!

    Anak,
    Valeu!
    Se todos sempre tivessem abaixado a cabeça e se calado, ainda estaríamos nas cavernas, né? Literalmente…
    BJUS!

    Ádria,
    Adorei essa expressão: “armarizada”.
    Ri muito dela…
    Brigadú pelo comentário.
    Sem dúvida, beijar é tão bom, e em alguns momentos, tão necessário… Ter que fazer às escondidas num banheiro é no mínimo, deprimente, né?
    Sim, demonstrações de amor e afeto fazem toda a diferença.
    Apesar de ainda não ser fácil!
    BJ GDE!

    Xandy,
    Sábias palavras!
    Brigadíssimo!
    Com certeza, heteros nunca têm que ouvir esse tipo de besteira… E olha que às vezes abusam, né?
    BJIN!

    Fabíola,
    Amei seu comentário, amiga!
    É, pré sexo na rua acho que só vi heteros fazendo…
    Desejo pra vc e sua namo muitos e muitos beijos apaixonados em público!
    BJUS nas duas!

    Lisa,
    Adoro sua coluna!
    Por favor, me manda o link desse artigo? Quero muito ler! Desculpe, ando numa correria louca, não tô conseguindo acompanhar tudo…
    Brigadú pelo toque de que podemos processar num caso desses, e pelo maravilhoso comentário.
    Acho que processo com manifestação era o merecido se ela tivesse tentado falar algo na hora ou pedir pras meninas se retirarem.
    BJ GDE!

    Hérika,
    Acho que vc tá certíssima!
    Não é pra levantar bandeira ou se mostrar, é pelo sentimento em si, que em alguns momentos não pode ser castrado, né?
    Ainda chego lá, viu?
    BJ GDE!

    Rê,
    Vc sabe muito bem o que eu penso: ninguém é obrigado a nada.
    Detesto regras e padrões, situações onde apontam o dedo e determinam: vc tem que fazer isso ou não pode fazer aquilo!
    Cada uma com o seu cada um. Isso é se respeitar verdadeiramente o ser humano com cada uma e todas as inevitáveis diferenças.
    BJ GDE!

    A.N.A.,
    Brigadíssimo!
    Com certeza, cada uma tem seu limite e deve respeitá-lo e ser respeitada dentro dele.
    Tb não consigo não chamar a ruiva de “amor” em público…
    BJUS!

    Sylvana,
    Muito, mas muito obrigado mesmo!
    Ah, com certeza, é muito mais do que isso. Existem muitas coisas implícitas e explícitas nesse assunto.
    Tantas que olha só como cada vez temos mais coisas a acrescentar a essa discussão…
    Confesso que tô adorando!
    BJAUN!

    Nick,
    Eu que agradeço pelo seu comentário!
    Brigadíssimo!
    Pois é, acho que ninguém é nem deve ser obrigado a nada.
    Temos um grande problema no Brasil: a maioria dos famosos é “fabricada”, já percebeu? A mídia quis assim, e não que eles realmente tenham algo mais que os faça realmente brilhar. Por isso eles sequer podem pensar e se posicionar, são obrigados a obedecer.
    Não é assim em todos os países…
    Enfim…
    O Brasil aoinda tem muito o que mudar, né?
    BJUS, amiga!

    Thata,
    Brigadíssimo!
    BJIN!

    menina de ouro,
    Valeu!
    Pra vc ver!
    Pelo menos ela teve vergonha de ser explicitamente preconceituosa, né? Parece incrível, mas não deixa de ser um avanço.
    BJUS!

    Dê,
    Brigadú!
    Olha, a Lisa agora confirmou: num caso desses, pode processar sim! Na próxima vez já sabe…
    Só discordo num ponto: o mundo não é, está assim. Mas pode e deve mudar, não acha?
    BJIN!

    yara,
    Pois é…
    Como tudo na vida, não tem certo e errado, só formas diferentes. Cada uma sabe muito bem onde o sapato lhe aperta e o que quer ou não fazer, né? Só não aceito que a proibição venha de fora!
    É proibido proibir! rs rs
    BJ GDE!

  32. Karina Nóbrega 30/01/2009 at 20:23 - Reply
    Onde eu assino ein? ^^
    Concordo com tudo.
    Talvez eu seja otimista demais, mas sei lá acredito que estamos caminhando para um mundo menos preconceituoso.
    Tomara né?

    Parabéns Diedra, como sempre seus textos são excelentes.

  33. Jujuh 30/01/2009 at 20:57 - Reply
    Oi Diedra

    Sou nova aki no leskut,
    fiquei curiosa em Ler a sua coluna quando vi uma comunidae amamos diera, curiosa e reslvi então ver do que se tratava

    Gostei muito da foram como vc escreve, parece ser um pessoa observadora ,sensata e de opinião.
    particularmente não gosto de ficar fazendo elogios, mas quero te dizer uma coisa
    continue escrevendo!
    BJujuh

  34. 31/01/2009 at 12:25 - Reply
    Di,

    Como sempre arasou!
    Ri muito… mas qual era o endreço mesmo??? vai ter muita gente querendo fazer uma vizitinha… rsrsrs
    beijos

  35. ****** ***** 31/01/2009 at 18:07 - Reply
    Di,muito legal a coluna.
    Achei engraçado a parte da ruiva!rsrs
    Acho que se as pessoas se emportassem menos com a vida dos outros,esses tabus ja teriam sido quebrados.
    O cara que se sentiu encomodado, na verdade ele ficou foi com inveja das meninas por elas nao terem vergonha de se bejarem em publico e ele ter de beija o boy dele! rsrsrrsrsrs
    Wlu Di!
  36. Nanda Lírio 31/01/2009 at 20:33 - Reply
    Nossa….nossa….nossa….como eu queria….estar no “Bar do Amor”….nessa hora….rsrsrs….tiro o meu chapéu….para a ruiva….e Di….concordo plenamente com….vocês duas….foi hipocrisia dela….dizer que não….gostava de casais héteros….se beijando dentro do bar….o preconceito existe….e cabe a nós….e as pessoas….que não tem esses tipos….de pensamentos….modificar o mundo a nosso favor….sei que não será fácil….mas todas(os)juntos….pelo menos evoluímos….e eu beijo sim….e com todo o prazer….a minha namorada na rua….e andamos de mãos dadas….e abraças na rua….ótimo texto como….todos vindos de ti!….Beijão….
  37. Fe 01/02/2009 at 04:20 - Reply
    Cda um demonstra as suas emocoes de um jeito. Conheco casais heteros que no maximo dao um selinho em publico. Outros, porem, so faltam ir para os finalmentes. Nao faco nenhum comentario e nao critico, mas devo confessar que dependendo da proximidade me sinto incomodada. Mas e o mesmo incomodo que sinto quando estou no metro e me aparece um comendo alguma coisa e fazendo o maior barulho, ou o cara que senta ao meu lado e nao toma o cafe, mas “suga” a bebida nacional. O meu incomodo aparece nao por preconceito.
    Quero acrescentar que nao faz muito tempo um jovem homossexual foi assassinado em Sao Paulo por estar andando de maos dadas com o namorado em uma praca(penso eu).Ele levou tanta pancada na cabeca que o cranio dele ficou todo trincado. O Brasil e uma verdadeira vergonha em termos de crimes cometidos contra homossexuais.
    Li alguns comentarios sobre a Holanda. A questao e simples, EDUCACAO.
    O holandes, assim como outros (ex.canadenses,alemaes,etc),nao passam o dia pensando na vida dos outros. Ha tambem a questao cultural; eles ficam na deles. O sucesso da sociedade de certos paises desenvolvidos vem da mentalidade do povo: Eu faco minha parte, vivo a minha vida na minha comunidade e o resultado se dara em todas as esferas (nao apenas a local). No Brasil nao, tudo e mais misturado, a familia e um grupo de 5000 pessoas e o amor que a nossa sociedade tem pelas novelas(varias por dia) faz com que muitos de seus telespectadores (poucos sao leitores) realmente acredite que possam se meter na vida dos outros dando palpites como costumam fazer em frente a TV.
    Pode parecer exagero, mas nao e. De qualquer maneira, a palavra chave continua sendo EDUCACAO.
    Os paises mais homofobicos sao aqueles em que o povo e ignorante. O Brasil e tao intolerante quanto o Peru (que tristeza!). Ha ai a regrinha do silencio: ser e uma coisa, mostrar e outra. Hipocrisia total!
  38. Darla 01/02/2009 at 07:47 - Reply
    Oi Dii. Muito bom o texto, deu para ficar pensando sobre “Beijar ou não beijar”… Eu não tenho problemas com isso – beijar em público, quero dizer. Mas minha namorada não gosta muito, então eu me controlo. Consigo entendê-la perfeitamente, claro.
    Quando há uma “derrapagem” de nossa parte, costumo desligar meus ouvidos sobre possíveis “bufos” e “exclamações”… Livra-me de aborrecimentos…

    E também tem essa dos filmes: todos adoram assistir, sexo, sexo, masturbação, etc, etc, etc… Uma cena de AMOR entre duas mulheres já agride os olhos puros e os tornam incapazes de suportar essas demontrações afetivas, né?
    Ô mundo hipócrita: onde você vai parar?

    PS: Parabéns pelo texto novamente!

  39. Drix 01/02/2009 at 20:11 - Reply
    Nad, onde você foi que não me chamou para entrar neste absurdo??? Sem comentários…coisas de idade da pedra!
  40. Diedra 02/02/2009 at 09:55 - Reply
    Giow,
    Brigadíssimo!
    BJ GDE!

    kle,
    Eu que agradeço!
    Confesso que quando eu estive em Amsterdan fiquei igual uma imbecil olhando os casais do mesmo sexo de mãos dadas… Só faltava dizer:
    - Ah, que lindo!
    Ainda chegamos lá.
    BJUS!

    Letícia,
    Em primeiro lugar, muito obrigado pelo comentário super pertinente!
    Como eu disse em SER OU NÃO SER ASSUMIDA: cada uma tem o direito de agir, pensar e sentir do seu jeito.
    Não podemos impor padrões, de exposição ou não. Cada uma sabe do seu cada um, né?
    Acho que devemos nos respeitar primeiro. Fazer o que nosso coração manda. Nunca nos violentar, seja por medo de se expor, e muito menos por se sentir na obrigação de fazê-lo.
    Quem quer beijar, beija! Quem não se sente à vontade, não beija! Simples assim.
    BJUS!

    Guria,
    Brigadíssimo!
    O amor é lindo! De qualquer forma, e em todos os sentidos.
    Pena que nem todos entendam e concordam com isso. Ainda!
    BJIN!

    Mel,
    Brigadú, viu?
    Adorei isso que vc falou de “mundinho matrix”. No fundo, é isso que os “guetos” são, né?
    Ainda vou escrever sobre isso! Deixa primeiro eu ruminar a questão…
    BJAUN, amiga!

    Anak,
    Valeu!
    Se todos sempre tivessem abaixado a cabeça e se calado, ainda estaríamos nas cavernas, né? Literalmente…
    BJUS!

    Ádria,
    Adorei essa expressão: “armarizada”.
    Ri muito dela…
    Brigadú pelo comentário.
    Sem dúvida, beijar é tão bom, e em alguns momentos, tão necessário… Ter que fazer às escondidas num banheiro é no mínimo, deprimente, né?
    Sim, demonstrações de amor e afeto fazem toda a diferença.
    Apesar de ainda não ser fácil!
    BJ GDE!

    Xandy,
    Sábias palavras!
    Brigadíssimo!
    Com certeza, heteros nunca têm que ouvir esse tipo de besteira… E olha que às vezes abusam, né?
    BJIN!

    Fabíola,
    Amei seu comentário, amiga!
    É, pré sexo na rua acho que só vi heteros fazendo…
    Desejo pra vc e sua namo muitos e muitos beijos apaixonados em público!
    BJUS nas duas!

    Lisa,
    Adoro sua coluna!
    Por favor, me manda o link desse artigo? Quero muito ler! Desculpe, ando numa correria louca, não tô conseguindo acompanhar tudo…
    Brigadú pelo toque de que podemos processar num caso desses, e pelo maravilhoso comentário.
    Acho que processo com manifestação era o merecido se ela tivesse tentado falar algo na hora ou pedir pras meninas se retirarem.
    BJ GDE!

    Hérika,
    Acho que vc tá certíssima!
    Não é pra levantar bandeira ou se mostrar, é pelo sentimento em si, que em alguns momentos não pode ser castrado, né?
    Ainda chego lá, viu?
    BJ GDE!

    Rê,
    Vc sabe muito bem o que eu penso: ninguém é obrigado a nada.
    Detesto regras e padrões, situações onde apontam o dedo e determinam: vc tem que fazer isso ou não pode fazer aquilo!
    Cada uma com o seu cada um. Isso é se respeitar verdadeiramente o ser humano com cada uma e todas as inevitáveis diferenças.
    BJ GDE!

    A.N.A.,
    Brigadíssimo!
    Com certeza, cada uma tem seu limite e deve respeitá-lo e ser respeitada dentro dele.
    Tb não consigo não chamar a ruiva de “amor” em público…
    BJUS!

    Sylvana,
    Muito, mas muito obrigado mesmo!
    Ah, com certeza, é muito mais do que isso. Existem muitas coisas implícitas e explícitas nesse assunto.
    Tantas que olha só como cada vez temos mais coisas a acrescentar a essa discussão…
    Confesso que tô adorando!
    BJAUN!

    Nick,
    Eu que agradeço pelo seu comentário!
    Brigadíssimo!
    Pois é, acho que ninguém é nem deve ser obrigado a nada.
    Temos um grande problema no Brasil: a maioria dos famosos é “fabricada”, já percebeu? A mídia quis assim, e não que eles realmente tenham algo mais que os faça realmente brilhar. Por isso eles sequer podem pensar e se posicionar, são obrigados a obedecer.
    Não é assim em todos os países…
    Enfim…
    O Brasil aoinda tem muito o que mudar, né?
    BJUS, amiga!

    Thata,
    Brigadíssimo!
    BJIN!

    menina de ouro,
    Valeu!
    Pra vc ver!
    Pelo menos ela teve vergonha de ser explicitamente preconceituosa, né? Parece incrível, mas não deixa de ser um avanço.
    BJUS!

    Dê,
    Brigadú!
    Olha, a Lisa agora confirmou: num caso desses, pode processar sim! Na próxima vez já sabe…
    Só discordo num ponto: o mundo não é, está assim. Mas pode e deve mudar, não acha?
    BJIN!

    yara,
    Pois é…
    Como tudo na vida, não tem certo e errado, só formas diferentes. Cada uma sabe muito bem onde o sapato lhe aperta e o que quer ou não fazer, né? Só não aceito que a proibição venha de fora!
    É proibido proibir! rs rs
    BJ GDE!

  41. Diedra 02/02/2009 at 10:13 - Reply
    decooy,
    Como eu disse antes, o assunto é polêmico!
    Mas realmente, precisamos repensar o quanto a visibilidade é necessária. Nunca se tornará comum se não fizermos, por outro lado existem riscos sim…
    Enfim… Cada uma sabe onde pisa, né?
    BJUS, amiga!

    Sandra,
    Quem conhece as duas sabe o quanto são queridas, né?
    Brigadú!
    BJ GDE!

    Igor,
    Queridíssimo!
    Perfeitas suas colocações. Brigadíssimo!
    Não é à toa que vc vai ser o pai da nossa filha, né?
    BJ GDE!

    Karina Nóbrega,
    Eu que agradeço, amiga!
    Bom, o certo é evoluirmos, né?
    Se for assim, caminhamos para um mundo mais tolerante, em todos os sentidos. Só que o mundo não caminha sozinho, depende de nós. Mudarmos primeiro por dentro para que do microcosmos se atinja o macro.
    BJIN!

    Jujuh,
    Seja bem vinda!
    Muito obrigada e com certeza, continuarei escrevendo sim!
    BJAUN!

    Rô,
    Td bem?
    Muito, mas muito obrigado mesmo!
    Quer o endereço, é? rs rs
    BJIN!

    ****** ***** ,
    Valeu, amiga!
    A ruiva é muito engraçada mesmo, quem conhece sabe…
    BJUS!

    Nanda Lírio,
    Nem sei como te agradecer, viu?
    Brigadíssimo!
    Pois é… Hipocrisia mesmo.
    Mas espero que no fim tenhamos conseguido abrir um pouquinho a cabeça dela.
    BJUS!

    Fe,
    Concordo plenamente com vc!
    Educação é mesmo a chave. Porque se as pessoas pensassem por si próprias e um pouquinho, seria muito, mas muito diferente mesmo!
    BJAUN!

    Darla,
    Brigadú!
    É verdade, vivemos numa época um tanto quanto… caótica.
    Mas no fundo no fundo, as pessoas buscam algo mais. Taí nossa esperança!
    BJ GDE!

    Drix,
    Vc sabe muito bem como é o RJ…
    Finge que é metrópole, mas… tá muito longe de ser…
    Da próxima vez te chamo, pode deixar! rs rs
    BJUS, amiga!

  42. Carla 02/02/2009 at 13:29 - Reply
    Adorei a participação que esta coluna teve, muito legal ler os relatos,as opiniões, creio que esta troca toda é enriquecedora pra todos que leem.

    Beijar em público não é algo que passe pelo meu cotidiano, visto que acabei virando uma quase-ermitã…

    Lembro o causo do livro “Olhares Diversos”, presente de uma amiga muito querida o/, que eu estava lendo na rodoviária de BH, enquanto esperava a Dani, nas vésperas da Parada Gay. Muito distraída, nem vi que tinha uma faixa imensa na capa do livro, escrito: LITERATURA LÉSBICA.

    Só percebi pq notei pessoas olhando pra minha cara com aquela risadinha besta, tipo “uh, eu sei o seu segredinho”. E eu, que to nem ai pro Zé Povo, continuei minha leitura, que aliás é muito boa \o/

    Bjs

  43. Diedra 02/02/2009 at 16:55 - Reply
    Carlinha,
    Fala sério!
    Morri de rir aqui.
    Vc na rodoviária de BH levantando bandeira, ou melhor: faixa – que aliás, é imensa mesmo! rs rs – lésbica?!
    Queria ter visto!
    Realmente, a participação das leitoras aqui nesse texto foi hors concour (é assim que escreve? Vou perguntar pra Pam! rs rs). Eu nem precisava ter escrito nada. Phodástico mesmo!
    BJ GDE!
    e muito, mas muito obrigado a todas que comentaram! Arrasaram, meninas e Igor!
  44. Diedra 02/02/2009 at 16:56 - Reply
    Ops…
    esqueci do nosso outro representante não menina: Janjão! Valeu, lindo!
  45. Ana Cláudia 02/02/2009 at 17:50 - Reply
    Reforçando a maioria dos comentários quero enfatizar a importância da visibilidade. Somente poderemos ter nossos direitos respeitados como qualquer ser humano e cidadão se nossa existência for reconhecida. Como teremos direito, por exemplo de casar se não mostrarmos para a sociedade que queremos ter esta opção como qualquer outro hetero? As pessoas precisam nos “enxergar” para reconhecer nossos direitos. Daí ser importante os personagens gays, a discussão sobre se tal novela vai ter ou não o tal beijo gay e tantos outros exemplos de revelação da nossa existência. Somos homens e mulheres, nem melhores nem piores,mas com certeza dignos do mesmo tratamento que a maioria hetero recebe. Parodiando o iluminado Martin L. King, eu sonho com o dia que os filhos da nação não serão julgados (e condenados, acrescento) pela sua orientação sexual, mas sim pelo seu caráter. Dificulta muito a própria homofobia internalizada em boa parte das pessoas e o preconceito real, diário presente no dia-a-dia, muitas vezes gerando toda forma de violência. Mas, não podemos desanimar nem desistir. Vamos em frente e fazer do direito à diversidade nossa luta para todos e por todos.
  46. Wind Rose 02/02/2009 at 18:46 - Reply
    Não ha muito o que dizer, pois ja disseram, só queria assinar embaixo…
    Adorei. E…vamos beijar, que é bom demais.
    Wind Rose
  47. Rapha 02/02/2009 at 23:08 - Reply
    Di, adorei! Fazia tempo que num comentava nada, essa negócio de férias é pior que volta as aulas O.o

    Eu sei bem como é isso. Ás vezes é complicado sermos gays em público. Tava pensando nisso hoje, que EU estou bem com a minha sexualidade, mas não em como o mundo a vê. Loucura hehhe.

    Parabéns.

    beijo

  48. Prisccila 03/02/2009 at 09:44 - Reply
    Eu já beijei no Habib’s… estava morrendo de vontade, tinha mta gente olhando… nem me importei… tudo bem que não estava lá mto sóbria… masssssss

    faço o que quero e quando quero

  49. annahsito 03/02/2009 at 19:44 - Reply
    Poxa, isso me chocou sabia?? Não o acontecido em si, o que infelizmente é mto natural. A vontade que tenho é mostrar p o mundo que sou gay, meter a boca no trombone, não tô nem aí para o que os outros vão dizer, no entanto não é tão simples, penso na minha familia, uma exposição desnecessária para eles. Beijaria em público sem o menor problema, mas minha namorada não gosta de qqr manifestação de carinho pública, só no meio!!Aff… De qqr modo obrigado pelo txt, foi excelente e gostaria que esse site fosse divulgado p o meio hétero, quem sab eles não conseguem entender o nosso mundo um pouco mais e deixar de lado os conceitos pré-estabelecidos. Bjãõo
  50. Juliana Mell 03/02/2009 at 21:54 - Reply
    Arrasou Diedra!!!
    Eu não poderia esperar outra atitude vindo de vc!!!
    Devemos sempre nos fazer respeitar!!!
    Parabens por vc ter ganho como “A melhor de 2008″, vc mais do que ng mereceu esse prêmio!!!

    Beijos com Mell.

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