Confira!
Capa >> Colunas >> Pequeno Dicionário do Sexo Lésbico – Parte IV

Pequeno Dicionário do Sexo Lésbico – Parte IV

texto-iv-dicpor Diedra Roiz

Leia a Parte III

É, eu sei que tinha dito que seria em 3 partes, mas como vocês viram, o assunto é extenso. Eis a parte 4. Dessa vez prometo encerrar mesmo!

Segundo o Ministério da Saúde, qualquer pessoa com mais de três parceiros por ano é considerada “promíscua”, independentemente da orientação sexual.

Três parceiras por ano? Uma a cada quatro meses, ou uma a cada oito semanas, ou uma a cada 120 dias. Quando se é solteira, é um número ao qual, digamos… não é tão difícil de se chegar. Ou é?

Três por ano. Quem nunca tiver sido – ou não quiser ser -  promíscua não atire a primeira pedra, apenas levante a mão. Quantas?

Ministério da Saúde rigoroso esse nosso, não?

Rótulos à parte, vamos à nossa quarta e última parte?

Ponto G – Concentração de terminações nervosas, vasos sangüíneos e glândulas ligadas ao clitóris, que se localiza em torno da uretra. O ponto é especialmente sensível à pressão e, quando estimulado, pode proporcionar orgasmos intensos.

Questão polêmica entre os estudiosos de sexualidade. Uma parte acredita na existência do Ponto G, porém, a maioria dos terapeutas e educadores sexuais afirma que Ponto G não existe. Ou melhor, que só existe na cabeça!

Então Ponto G é um mito? Será? Se não, onde ele fica? Como ele é exatamente?

Por incrível que pareça, não existem relatos científicos que comprovem a existência de tal ponto no corpo feminino. Quanto à idéia de que cabeça é a chave de tudo, isso se deve ao fato de que o segredo para a mulher sentir prazer e ter orgasmo se relaciona, antes de tudo, a questões emocionais.

Alguém discorda disso?

Óbvio que o prazer é maior quando a mulher está entregue, muito a fim, consciente de onde e como gosta de ser tocada, à vontade com a parceira.

Parece simples, mas nem tanto. Estresse, ansiedade, culpas, medos, cobranças internas, pensamentos do tipo:

  • Tenho que mostrar serviço!
  • Será que ela está gostando de mim? Da minha performance?
  • Será que ela está me achando gorda?

Ficar tentando esconder a barriga, tentar evitar que ela toque em seus pneuzinhos, fazer posições acrobáticas, e etc só atrapalha.

Esse tipo de neura é fatal para a excitação e, em conseqüência, para o orgasmo de qualquer tipo.

É uma bobagem ficar se preocupando com esse tipo de besteira. É preciso se concentrar em coisas muito mais importantes. Como perceber, sentir, explorar, saborear, conhecer a fundo o seu corpo e o da sua parceira. Essa é a graça do negócio, gente!

Na hora do vamos ver, ou dá ou desce. A melhor forma é ser você mesma. Entrega é fundamental. Mande o Watson embora, racionalidade não serve para nada nesse momento. Já que está na chuva, se molhe – use, abuse, lambuze! – para valer.

Mas cá entre nós: como encontrar esse Santo Graal do sexo, mais conhecido como Ponto G?

Levando em conta a corrente que afirma que ele existe mesmo:

Muito se fala e escreve sobre o Ponto G e os orgasmos que o mesmo proporciona. Apesar disso, a verdade é que algumas mulheres sequer têm consciência da sua existência, e a maioria desconhece a sua exata localização e como fazer para obter um orgasmo através de seu estímulo.

Parece incrível? Ou terrível?

Antes tarde do que nunca. Vivendo e aprendendo!

Como procurar – e encontrar – esse nosso tesouro escondido?

Tatear é um bom início…

Não é tão fácil encontrá-lo, porque varia de mulher para mulher. Na localização, no tamanho, na textura e na espessura.

Invisível aos olhos e não muito fácil ao tato, fica logo abaixo do osso púbico, no canal vaginal, na parede voltada em direção ao ventre, entre a abertura da vagina e o colo do útero.

Na prática?

1- Penetre a vagina com um ou dois dedos (preferência: o médio e o indicador), com a palma da mão virada para o clitóris, e o(s) curve em direção ao umbigo.

A ponta do(s) dedo(s) deverá então estar tocando o ponto G.

2- Procure uma área mais rugosa ou áspera que o normal. Devido à excitação, também pode ser um ponto mais duro.

Quando as paredes vaginais estão bem lubrificadas, o ponto G fica inchado, cheio de sangue e portanto mais sensível e proeminente.

Poderá então ser identificado como uma pequena saliência enrugada, uma área oval de 2 cm, na parede frontal interna da vagina.

3- Ao ser estimulado, ele cria uma sensação intensa e característica. Para algumas mulheres esta sensação é similar à vontade de urinar. Para outras a estimulação do Ponto G pode ocasionar uma espécie de ejaculação.

OBS: Como em qualquer outro estímulo humano, não é igual para todas. Não adianta perguntar para ninguém, tem que provar, experimentar mesmo!

Quando o tocar, vai sentir uma sensação bem característica que não vai deixar dúvidas: você atingiu o lugar certo!

4 – Pressione de forma firme e movimente o(s) dedo(s) como se estivesse chamando alguém em um movimento de “venha cá”.

5- Experimente vários níveis de pressão e tipos de movimento.

O tamanho e sensibilidade do ponto G varia muito. Por isso não há um único jeito para estimular. Algumas mulheres apreciam uma pressão ritmada, outras um movimento de rotação, outras preferem estimular o clitóris ao mesmo tempo.

Experimente até encontrar a(s) sua(s) preferência(s) e não esqueçam: o importante de uma jornada não é a chegada, mas o caminho percorrido para se chegar até ela.

Mais do que encontrar um ponto que leve ao prazer absoluto, a procura dele na parceira, ou da parceira, é que faz a graça da coisa.

42-18345637Sadomasoquismo – deriva do nome Donatien Alphonse François de Sade (Marquês de Sade).

O termo sadomasoquismo seria a relação entre tendências opostas, o sadismo e masoquismo.

Como diz o sutra de Lótus: consistência do início ao fim! (Nyo ze hon ma ku kyo to)

Nada contra. Como tudo no sexo: se as duas (ou mais) estiverem de acordo e a fim, tudo bem. Eu realmente penso assim. Espero sinceramente que vocês também.

Mas sejamos realistas: se a homossexualidade ainda não é bem aceita, sadomasoquismo então…

Como sempre, qual é o grande problema?

Intolerância, preconceito, tabus, medos, etc.

No sadomasoquismo, a dor é associada ao prazer. Ok. Mas se as duas querem, quem pode apontar o dedo (não esqueça que os outros três se voltam para você) e dizer:

- Não é normal.

- É nojento.

- Coisa do demo.

- É o fim dos tempos!

E outras coisas do gênero? Gostaria de lembrar que são as mesmas palavras que muitos usam com relação às lésbicas.

É simples, não é? Não faça com os outros aquilo que não gostaria que fizessem com você.

É preciso aceitar, ao invés de julgar e condenar as diferenças.

Apostos à parte, continuemos:

No sadismo a pessoa busca sentir prazer em impor dor física e/ou moral a outra. Envolve atos (reais, não simulados) nos quais a Dominadora obtém excitação sexual do sofrimento psicológico ou físico (incluindo humilhação) da Submissa.

No masoquismo a pessoa busca sentir prazer em receber o sofrimento físico e moral imposto pela outra pessoa. Prazer sexual não só relacionado com o desejo de sentir dor física, mas mediante a humilhação e dominação, e também através de uma situação de inferioridade perante a parceira.

Como podem ver, são tendências opostas que se complementam. É um contato (se não houver consentimento é crime mesmo), uma troca entre pessoas com tendências opostas, que envolve entrega, cuidado, parceria, confiança, responsabilidade e amor. Uma relação como outra qualquer, só que expressa de um modo totalmente diferente (para o senso comum, ou seja: nós. Provavelmente os praticantes de SM pensam o mesmo da gente. Ou não?)

Embora a imagem clássica do sadismo seja a da Dominatriz de máscara, espartilho de couro e chicote na mão, essa é uma imagem comercial, muito mais ligada ao fetichismo do que ao Sadomasoquismo.

O que diferencia os dois? A intenção.

Para a fetichista, a indumentária.

Para a sadista, o prazer da sensação de domínio e de causar sofrimento a parceira.

Para a masoquista, o prazer de ser dominada, humilhada, inferiorizada. Receber o sofrimento que a parceira lhe proporciona.

Entre as adeptas das práticas resumidas no termo BDSM (Bondage, Dominação, Sadismo e Masoquismo), o sadismo se encontra como uma prática segura, sendo sua realização de comum acordo entre as partes envolvidas no ato.

A comunidade BDSM usa o lema SSC, que significa “são, seguro e consensual”.

Em geral o limite pessoal de cada um não é ultrapassado. Pedir para o dominador parar não adianta, para esse fim é utilizada a SAFEWORD (Palavra de Seguranca) que é pré-estabelecida entre as partes.

Gostos, desejos, vontades. Formas e modos de se obter e dar prazer. Isso não se discute. Não existem regras, manuais, nem fórmulas. Certo e errado? Muito menos.

Cada uma tem e sabe muito bem qual em que banda toca. Espero eu…

42-16340093Sexo Anal – ou sodomia

Prática sexual que se caracteriza pela introdução de dedos ou objetos no interior do ânus da parceira sexual.

Tal prática não é muito bem vista. Na verdade, ainda é um grande tabu, não é mesmo?

Ainda assim, é uma forma de se obter prazer, porque a região anal é uma das zonas erógenas mais sensíveis do corpo humano, por isso o ato pode, por si só, levar a pessoa penetrada ao orgasmo. (Orgasmo Anal)

O prazer nem sempre é garantido. Por que?

Se a preparação prévia não for bem feita, e os cuidados necessários durante forem esquecidos por algum tipo de empolgação ou entusiasmo que descontrole a parceira que está penetrando – ou seja: se não se respeitar o tempo nem o jeitinho necessários para o devido relaxamento da musculatura em questão – pode causar dor e até sangramento.

É a mesma historinha do hímen e do dentista da Parte 2, lembram? Se ficar tensa, vai acabar contraindo a musculatura e deixando tudo mais difícil. Sofrido mesmo.

Por outro lado, quando os cuidados adequados são devidamente atendidos, o prazer da praticante passiva pode e vai ser alcançado sim!

A prática da penetração anal também pode envolver, simultaneamente, a estimulação do clitóris, o que facilita o orgasmo.

Mas como diria Jack, o estripador:

- Vamos por partes!

A prática do sexo anal requer alguns cuidados especiais. Se você deseja fazer, mas não sabe muito bem como começar, confira os conselhos de Sue Johanson (aquela educadora sexual que apresenta o programa Talk Sex):

1. Não forçar a penetração de jeito nenhum e nem fazer movimentos vigorosos.

2. Usar muito gel lubrificante à base de água.

3. Usar camisinha sempre.

4. Jamais passar da penetração anal para a penetração vaginal sem trocar a camisinha.

5. A parceira que penetra deve respeitar o “pare” da que está sendo penetrada. Se uma não estiver gostando, a outra deve parar imediatamente.

6. Se uma das duas não gostar e não quiser fazer sexo anal novamente, que fique combinado: sem pressões ou coação. “Não” quer dizer “não”.

Sue Johanson é o máximo, né? Adoro ela!

Algumas observações:

1- Camisinha! Nem preciso mais comentar, né? Todas já sabem que é IMPORTANTÍSSIMA!

2- Trocar o preservativo se resolverem partir para a penetração vaginal após a anal. SEMPRE!!!

As bactérias que habitam o ânus podem causar uma série de infecções caso sejam transportadas para a vagina, devido à incompatibilidade entre a flora bacteriana desta zona com a flora existente no ânus..

Explicações científicas à parte, pense: por motivos óbvios, não é nada higiênico inserir algo que estava no ânus em qualquer outro local, não é mesmo?

Se usar os dedos para a prática do sexo anal e não utilizar camisinha, não os utilize na vagina. É para isso que temos duas mãos!

3- Uso de lubrificantes.

O ânus não é tão elástico quanto a vagina nem tem lubrificação natural como ela.

E saliva nem sempre é o bastante. Para prevenir e evitar qualquer tipo de sofrimento, melhor mesmo é utilizar algum lubrificante à base de água (ver Parte 3) para amenizar o atrito.

4- Preliminares.

Muito importantes nesse caso. Para dizer a verdade: INDISPENSÁVEIS!

Beijos, abraços, carícias por todo o corpo, sexo oral, introdução de um dedo, depois dois, e, só mais tarde, um objeto.

Muita calma nessa hora! Todo cuidado e carinho é pouco! Tudo para que a mulher fique bastante excitada. Dessa forma, a musculatura anal relaxa, proporcionando uma penetração como deve ser: prazerosa e indolor.

Uma forma muito conhecida é o Anilingus (também conhecido por Cunete, Tulipa Roxa, Pérola Negra, Botão de Rosa, Beijo Negro, Beijo Grego, Cuzete, Beijo Natalistico, Folhinha Verde, Laminha, Beijo Bauruense, etc).

Consiste em lamber e beijar o ânus, pois o toque da língua relaxa o esfíncter e propicia uma melhor abertura.

Além disso, as inúmeras terminações nervosas do ânus fazem com que ele seja uma zona erógena particularmente sensível a qualquer estimulo. Um prazer e tanto…

5 – A melhor posição.

Varia. De pessoa para pessoa, momento para momento. Como tudo na vida: é relativo!

O ideal é escolher a que deixe a pessoa mais confortável e relaxada.

De joelhos apoiada nos braços, “de quatro” (de joelhos, com os braços esticados e as mãos apoiadas na cama), deitada de bruços com travesseiros ou almofadas sob a barriga para levantar a parte inferior do corpo, etc.

Tudo depende da combinação entre as parceiras.

Mais detalhes na coluna da Line – Colando o Velcro:

http://paradalesbica.com.br/2008/12/falando-em-sexo-anal/

Tudo muito bom, tudo muito bem. Sempre discutimos as dificuldades, barreiras, preconceitos, traumas e vontades da passiva, que vai ser penetrada, mas agora eu pergunto: e na ativa, ninguém pensa?

Por que se presume que penetrar é fácil, tranqüilo, sem problemas, e só ser penetrada é que é dureza?

A parceira que penetra tem toda uma série de responsabilidades, de pressões, de medos também. Tem que ter calma, paciência, jeito. Talento. Já pensaram nisso? Pois é…

Além disso: não é todo mundo que quer, se sente à vontade ou deseja introduzir o que quer que seja no ânus da parceira.

O principal mesmo? As duas têm que querer. Impossível de outro jeito.

Precisamos, antes de tudo, conhecer nossas expectativas e desejos em relação a qualquer prática sexual. Afinal, sexo é – tem que ser sempre – sinônimo de prazer, não é mesmo?

Fazer algo que não quer só para agradar a parceira é uma péssima idéia. Não tem como sentir prazer desse jeito.

Se quer, faça. Sem preconceitos.

Se está em dúvida, ou com medo de experimentar, é diferente. Decida-se. Sem pressa. Dê tempo ao tempo. Ou se deixe levar pelo momento, também funciona que é uma beleza!

Se não quer, não faça. Sem sofrimentos.

O corpo é seu, você decide o que fazer com ele.

Só não esqueça: está tudo na cabeça.

No final das contas, o órgão sexual mais importante é a mente.

Sexo Casual – ou sem compromisso

É fazer sexo com alguém, sem pretensões de mais nada, nem vínculos afetivos. Uma única vez e só. Apenas para satisfazer a libido.

Depois que termina, cada uma para sua casa ou, se estiverem na casa de uma das duas, a “visitante” da noite (ou do dia) vai embora.

Só sexo. Nada pessoal.

O objetivo do sexo casual é você não precisar pensar nem se preocupar com a outra pessoa. Poder satisfazer o seu próprio prazer. Curta e grossa: usar um outro corpo.

Mostrar serviço e ter boa performance faz parte do jogo, mas sejamos francas: não é uma questão de cuidado, muito menos vontade ou desejo de se proporcionar prazer, é mais… uma mistura de ego (fazer a fama) com receio do que ela vai falar sobre a gente depois (manter a reputação).

Já discutimos isso exaustivamente em “A Era das Pessoas Descartáveis”. Não vamos perder tempo.

Caso tenham interesse em se aprofundar mais, releiam:

http://paradalesbica.com.br/2008/11/a-era-das-pessoas-descartaveis/

Dêem uma lida no artigo “Sexo Casual – Vale a pena?” – da Lisa:

http://paradalesbica.com.br/2008/10/sexo-casual-vale-a-pena/

E vamos para o próximo ítem.

42-17843834Sexo Grupal – ou suruba ou bacanal ou ninguém é de ninguém

O sexo grupal é um comportamento em que mais de duas pessoas (três, quatro, cinco, dez, vinte, etc) praticam atos sexuais juntas.

Nelson Rodrigues adorava colocar nas peças dele…

Se você for ciumenta, fique longe!

Nem preciso explicar o porquê, né?

As formas mais conhecidas são:

Ménage à Trois – ou sexo a três -  já discutimos na Parte 3

Swing – ou troca de casais

Swing não é sexo grupal feito por quatro pessoas aleatórias. É o que é feito por dois casais estáveis que trocam de parceiras.

Porém, existem correntes que também consideram Swing quando um casal adiciona uma ou mais pessoas numa relação sexual.

Ou seja: para ser Swing, tem que ter um casal no meio.

Orgia – Convencionalmente quando são 5 ou mais participantes

O que dizer? Repito o que disse em Ménage à Trois:

Nunca dividiria a mulher que eu amo com ninguém. Trocar, muito menos. E nada que eu pudesse fazer com outra pessoa valeria a pena porque comparado ao que é feito com a minha ruiva… Uhm… Sem chance mesmo!

Não tenho nada contra (sei que isso já está ficando repetitivo, mas… é verdade, fazer o que?). Cada uma sabe do que gosta, o que quer, o que deseja. No caso de um casal, as duas estando de acordo realmente, sem problemas.

Só queria frisar uma coisa: já vi casos em que uma das duas toparam única e exclusivamente para agradar a outra, com medo de perder a parceira. Isso não dá certo, viu? É a maior furada, NO WAY!

Sinceridade é a base de qualquer namoro ou casamento. Entre as duas, claro. Mas em primeiro lugar com você mesma.

Para encerrar o assunto de forma descontraída, impossível não lembrar:

“Fui convidado pra uma tal de suruba,
Não pude ir, Maria foi no meu lugar
Depois de uma semana ela voltou pra casa,
Toda arregaçada não podia nem sentar
Quando vi aquilo fiquei assustado,
Maria chorando começou a me explicar
Dai então eu fiquei aliviado,
E dei graças a Deus porque ela foi no meu lugar
Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém
Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Neste raio de suruba, já me passaram a mão na bunda,
E ainda não comi ninguém!”

(“Vira-vira” – Mamonas Assassinas – Dinho / Júlio Rasec)

Sexo Virtual – ou Cybersex

Sexo via Internet.

Com conexão discada, deve sair caro à beça…

Alguns consideram como um tipo de compulsão sexual. Outros, uma fuga da realidade, das dificuldades para enfrentar distúrbios de sexualidade.

Sinceramente? Eu não sei.

Existem inúmeras razões para se fazer sexo virtualmente. Por namorar à distância, por medo do contato real com outras pessoas, por não ter opção de lugares GLS no local onde moram, por estarem no armário, para esconder a identidade verdadeira, para dar vazão aos desejos e fantasias sexuais sem medo…

Realmente, algumas pessoas optam por passar horas sem fim na frente de um computador, navegando em sites com conteúdo sexual, querendo satisfazer seus desejos.

Quando isso vira uma compulsão, um vício, uma dependência, aí sim é um problema.

Mas se não atrapalha as outras atividades, nem faz com que você se torne uma reclusa que não se relaciona com ninguém sem ser por msn, orkut, email, second life, twitter e etc, tudo bem.

Porque pessoas precisam de pessoas. De pele, gosto, cheiro, calor humano mesmo. Assim como os diamantes, só nos lapidamos com o atrito que só o contato real oferece. Por isso o virtual nunca vai ser suficiente.

Da mesma forma que apesar de toda a tecnologia que o cinema e o vídeo oferecem, as pessoas continuam indo ao teatro. Onde os atores cospem, transpiram, erram. No tempo real, onde tudo pode acontecer. Humano até demais. Sem a edição que a tecnologia proporciona. A artificialidade fria das máquinas jamais pode substituir esse tipo de contato.

Olhar nos olhos de uma pessoa – a que amamos principalmente – é como mergulhar no universo inteiro. Através de uma webcam não é a mesma coisa. É frustrante e insuficiente.

Isso é o que eu acho. Não uma verdade absoluta, ok? Cada uma sabe o que sente e o que deseja.

Sexo tântrico – Surgido na Índia, há 5 mil anos.

O objetivo principal é prolongar a excitação sexual do casal.

Ou seja: muito mais prazer, meninas!

Tem uma coluna MARAVILHOSA aqui no site, que está dando todas as informações. Eu estou acompanhando e digo:

Não deixem de ler!

Aline S. – LesZen

http://paradalesbica.com.br/category/colunas/aline-s-leszen/

Nem de experimentar!

Tribadismo – ou fazer sabão ou colar o velcro ou roçadinho ou lesco-lesco ou frottage

Do grego tríbados = esfregar

Basicamente, é o ato de roçar, esfregar o sexo no da parceira.

Mas também pode ser praticado em diversas posições e em diversas partes do corpo.

Roçar da parte genital (na verdade, o clitóris é a meta) na perna da outra, no osso púbico, glúteos, etc.

Pode ser feito com ou sem roupa, porém… uhm… nada como o contato das peles…

Mil possibilidades.

Este tipo de estimulação genital pode – e deve – levar ao orgasmo simultâneo.

Bom, pode-se dizer que é o “Papai-mamãe” do sexo lésbico. É o básico, né?

Mas um básico que ao contrário do que muitos ainda pensam, não se restringe a um rock de aranhas apenas.

É extremamente sensual. Excitante e intenso. Os corpos se tocam, se roçam, se esfregam por inteiro. Dançam. Enquanto as mãos, bocas e línguas exploram, na mesma. explosiva e arquejante variação de ritmos. Incandescente troca de fluídos e sentidos. Prazer, satisfação, gozo em uníssono.

Preciso dizer mais do que isso?

Virgindade – do latim virgin-is = mulher jovem ou menina

No dicionário: pessoa que ainda que ainda não foi iniciada na prática de coito, ou relação carnal ou cópula. Ou seja: que ainda não teve experiências sexuais.

Um termo é comum para “perda da virgindade” é iniciação sexual.

O conceito virgindade é construído pela sociedade, e pode variar grandemente entre as culturas, sendo mais aplicado a mulheres.

Tecnicamente, nossa sociedade considera que uma mulher perde a virgindade quando ela perde o hímen.

Da mesma forma, a sociedade espera que esta perda do hímen ocorra com a penetração vaginal por um pênis.

Essa visão é conservadora – uma vez que despreza os atuais interesses das mulheres que buscam uma vida sexual mais independente e livre, e é heterossexual, uma vez que considera apenas a penetração vaginal pelo pênis.

Além disso, como vimos na Parte 2, mulheres podem nascer sem hímen ou apresentar hímen complacente (aquele que não rompe no ato sexual). Neste caso, a perda da virgindade seria apenas pela penetração?

Muitas dúvidas surgem a partir daí:

E quem rompe o hímen com masturbação? Ou sendo penetrada por dedos? E se você fizer sexo oral ou anal, mas ainda tiver o hímen intacto?

Como saber se uma mulher é virgem?

Importa?

Se ela for vai te dizer. Com certeza. Para que você possa – ou não, tem quem ache que virgindade é doença, ou melhor: de sexo ruim, como se quantidade fosse garantia de qualidade. Fazer o que? – ter o carinho, a paciência e cuidado necessários (que deveria ter sempre, né?)

Sinceramente?

Ser ou não ser… virgem, eis a questão?

A preocupação e cuidado com a satisfação afetiva e física que o sexo pode – e deve – proporcionar é o que na verdade deveria ser o mais importante. E não quem é virgem ou não.

O grande empenho deveria ser o ORGASMO e não a perda da virgindade.

Infelizmente, nossa sociedade ainda valoriza muito mais aparências, padrões estabelecidos de certo e errado e preconceitos do que o ser humano e sua real felicidade.

Vouyerismo – prática que consiste em conseguir obter prazer sexual através da observação de outras pessoas envolvidas em atos sexuais, nuas, em roupa íntima, ou com qualquer vestuário que seja apelativo para a voyeur.

Manifesta-se de várias formas, mas a características-chave é que a voyer não interage com a(s) outra(s), que às vezes nem sabem que estão sendo observadas.

A uma relativa distância, talvez escondida, com o auxílio de binóculos, câmeras, webcams, etc., ela apenas observa o que servirá de estímulo para a masturbação durante ou depois da observação.

Em Janela Indiscreta (Rear Window), Hitchcock deu destaque ao voyeurismo. Quem não lembra – e xinga -  James Stewart, com a perna engessada, dispensando Grace Kelly de camisola para ficar espionando os vizinhos com um binóculo?

Brian De Palma também entrou na onda do voyerismo em Dublê de Corpo (Body Double). Melanie Griffith fazendo strip-teases na janela em frente.

Dois ótimos filmes.

Zonas erógenas – São determinados pontos ou trechos sensíveis da pele que, ao toque, desencadeiam uma reação de excitação.

Dê uma de Nicholas Cage e saia em busca da lenda do tesouro perdido!

Tatear, de forma erótica, toda a região genital e outras partes do corpo, como barriga, pernas, bumbum, coxas, mamilos etc é um excelente exercício de descoberta de zonas erógenas, algo que com certeza abrirá caminho para mais prazer e mais orgasmos seus e de sua parceira.

Sexo é mais, muito mais do que região genital e seios. Existem prazeres escondidos em lugares que às vezes a gente nem imagina!

Não tema, nem tenha vergonha, ouse!

Possibilidades infinitas. Além da imaginação mesmo. Só depende de você.

E assim, nosso Pequeno Dicionário chegou – enfim! – ao fim.

Espero que tenham gostado e se divertido.

Eu aprendi muito. Nada como uma boa pesquisa, hein?

Agora da teoria à prática, né? Não adianta ficar só falando e lendo, tem que fazer. Porque sexo não se pensa, não se planeja, não se prevê. Se sente, faz, vive. Feeling e vontade meninas. Sem pisar nos freios nem preconceitos.

Ano Novo, técnicas e conhecimentos novos. Muito mais prazer para nós e nossas parceiras.

Um 2009 de orgasmos múltiplos e simultâneos para todas.

Afinal, nós merecemos!

Sobre Diedra Roiz

Escritora carioca radicada em Blumenau - Santa Catarina. Publicou seu primeiro livro, o romance O LIVRO SECRETO DAS MENTIRAS & MEDOS em Novembro de 2009 e o segundo BOLEROS DE PAPEL em novembro de 2011. Todos os contos, crônicas, romances e poesias de sua autoria encontram-se reunidos no blog DIEDRA ROIZ - DIZENDO AO QUE VIM: www.diedraroiz.com

Deixe seu Comentário

Scroll To Top
Copy Protected by Chetans WP-Copyprotect.