Vida Íntima x Vida Externa

Lisa 27/01/2009 12

stresspor Lisa

Você chega cansada, estressada, depois do pior dia no trabalho que você teve, cheia de novos clientes malucos, com problemas em atender os antigos e milhões de coisas na cabeça.

Sua namorada vem gentil, super doce, trata você super bem. Tudo vai às mil maravilhas, pois você esqueceu tudo. Então ela se levanta e vai para o banho. O suplício recomeça, você sozinha no quarto pensando nas mil loucuras do seu dia para confrontar com as mil maravilhas da sua vida íntima. Ela retorna do banho e você já com o humor alterado. Por mais esforço que você faça, você desmorona e acaba descontando nela. E agora? Ela chateada em um canto, enquanto você sente o tamanho do remorso em outro. Ela não é seu cliente, ela não deu motivo para nenhum dos seus problemas, mas ela estava ali, justo quando você estava pensando neles, nos seus benditos “problemas extraconjugais”.

Como conciliar? Todas com certeza têm uma resposta: deixar os problemas na rua e voltar inteira para sua casa. Não é bem assim. Teoria e prática sempre tiveram certa distância, por mais que tentemos unir as duas, nem sempre dá certo. Tempos atrás conversei com uma amiga, que tem a mesma profissão que eu, relatando a dificuldade que tinha de fazer essa diferença, de não pensar nos problemas quando chegasse em casa. Ela me deu várias dicas, tudo que ainda tento fazer, mas ainda assim nem sempre dá certo, algum pensamento absorto passa e me deixa fria e distante, algumas vezes arredia, insegura e até mesmo um tanto quanto ríspida.

A vida lá fora nem sempre vai bem, por melhor que seja a sua vida na sua casa, na sua paz, com sua mulher e com seu cachorro. Até onde podem seus problemas externos contribuírem para uma relação problemática? Então, continuamos tentando separar, continuamos tentando esquecer os problemas da rua, evitando o escorregão. Para as que geralmente comentam, fica a pergunta, como você faz? A minha resposta? Continuo me equilibrando o suficiente para separar, fazendo o possível para cada escorregão ser uma forma de, depois, demonstrar meu amor com todo carinho que eu tenho por ela e ela por mim, pois nada melhor que chegar em casa depois de um dia péssimo e ver que o amor da sua vida está esperando, sorridente e feliz porque você está ali, e principalmente por te amar.

12 Comentários »

  1. Nick 28/01/2009 at 00:07 - Reply
    Nesse caso, a solução acaba nem sendo tão complicada. É só transformar o “descontar” em “conversar”. Chegar em casa, tomar um copo d’água, um chá, um café [varia do gosto de cada uma xD] sentar um pouco, contar como foi o dia, botar pra fora tudo que tá incomodando, gritar, chingar, e eu tenho certeza que a namorada saberá, melhor do que ninguém, como resolver todo esse stress. É bom porque rola conversa em vez de briga, ela ajuda a solucionar e nenhuma das duas sai ferida xD
  2. A.N.A. 28/01/2009 at 10:35 - Reply
    Concordo com a Nick, o diálogo é sempre importante.
    Conversar com nossa companheira e dizer que naquele dia não estamos nada bem seja por este ou aquele problema/situação pode nos ajudar a relaxar e também dá a oportunidade da outra pessoa saber como pode nos ajudar e principalmente a saber em que território esta pisando naquele dia..rs.

    Bjs

  3. Lisa 28/01/2009 at 13:28 - Reply
    Verdade meninas, lá em casa temos já o acordo…. chego em casa, falo meus problemas, mas depois de desabafar eu tomo distancia, mais umas cervejas, volto ao meu estado tranquilo e ai converso de novo com ela sobre qualquer outra coisa… Mas nem sempre foi assim tranquilo..
  4. Danielle Graciano 28/01/2009 at 13:37 - Reply
    Eu descontava tudo na Ana,mas resolvi mudar a situação e conversar melhor com ela.
    Eu chego estressada e fico no meu canto,quando estou chata ela já sabe que nem conversa quero.

    beijinhos.

  5. Mel 28/01/2009 at 14:39 - Reply
    A Lisa tem uma pré disposição a ficar mal humorada. Graças a Deus que uso a “arte milenar oriental da paciência”… rsrsrsrs

    lovu u…

  6. luka 28/01/2009 at 18:24 - Reply
    Difícil é chegar em casa e não ter niguém pra conversar …
    O dialogo é sempre bom , kd eu crescer vou ser igual vcs e ter alguém pra conversar rsrsrs(só pra descontrair );mas tem dias ke e fd msm , principalmente aqueles dias ke não podemos nem nos ver no espelho …
    O melhor msm e fazer igual a MEL (USAR A ARTE MILENAR ORIENTAL RS)

    bejinhos …

  7. Pri 29/01/2009 at 11:35 - Reply
    Acho que temos que extravasar, após a pergunta dela de “Como foi seu dia?”. Clientes achando que são seus verdadeiros chefes, clientes metidos a garanhões…
    Depois de tudo expurgado, olho para o rosto dela e vejo que nada do que aconteceu importa…
    Mas, nem sempre é assim…existem dias que ficar um pouco só, resolve tbm…depende do humor e entendimento de cada companheira..,

    Bjokas

  8. Anak 29/01/2009 at 11:38 - Reply
    “algum pensamento absorto passa e me deixa fria e distante, algumas vezes arredia, insegura e até mesmo um tanto quanto ríspida.” –> sou assim.

    Sou adepta das conversas tbm, até pq o melhor que podemos fazer é colocar para fora aquilo que estamos remoendo. caso contrário, enche a cota e acontece a explosão. Tenho lido mais sobre seres humanos e espiritualidade, de uma forma geral, pq isso me ajuda a me entender. Preciso sempre refletir demais sobre tudo e ajuda quando as coisas fazem um maior sentido…

    Relaxar mais é algo que também busco, fazer uma reprogramação mental, lembrar que a vida é uma ?o e qdo nos consumimos por problemas, reduzimos ela bastante… Nos desgastamos com algo que, na realidade, não importa realmente (eu sei que quando o assunto é $$$ isso importa).

    Essencialmente, quanto à existir no mundo, o que importa é vc, como indivíduo, anseios, vontades, desejos, sentimentos… a vida extraconjugal é parte de sua vida, mas não deve (ou pelo menos não deveria) dominar todo o seu dia.

    Recentemente passei pros meus alunos um video muito interessante do Steve Jobs (fundador da Apple) discursando em Stanford. Dá uma lida qdo puder e veja o vídeo (tá nesse link que vou postar aqui). :D

    Steve Jobs em Stanford, em inglês e traduzido, com links para os vídeos.

    De qualquer forma, tenha força e se concentra em manter a harmonia, tudo sempre se equilibra de alguma forma… e pensemos que estamos prestes a iniciar um ano iluminado pelo Sol. ;*

    Vc escreve muito bem!
    :D Bjos

  9. Lisa 29/01/2009 at 16:57 - Reply
    Anak, você tem muito de mim porque nossas luas têm o “santo” igual rs

    Concordo com tudo o que vocês tem dito, e ah, anak, o discurso com o Steve Jobs É MARAVILHOSO, já vi umas 2x tempos atrás quando recebi por email, adorei.
    Beijos

  10. Diedra 30/01/2009 at 17:52 - Reply
    Texto Maravilhoso, como sempre!
    Nossa, como isso acontece!
    Somos humanas, né?
    Às vezes escorregamos. Mas diálogo é tudo. Principalmente nesses momentos, né?
    Parabéns pela sinceridade e sensibilidade. Um presente a sua coluna!
    BJ GDE!
  11. Line 08/02/2009 at 18:15 - Reply
    Oi Lisa, gostei do assunto, porém é difícil isso acontecer entre eu e a Ligia, primeiro
    nos somos ascendentes no signo (eu acredito muito nisso), somo nervosas e agitadas
    e no começo isso atrapalhava e muito na nossa relação, por isso um dia chegamos a
    ser ex. Porém hoje agente percebeu que nada melhor que a conversa, ás vezes ela tá
    estressada ou com TPM e já vem e me fala, aí eu já me preparo, para amansar a fera.
    hsuahsuashaushasuas’
    Mas agente consegue levar nossa vidinha assim, porque antes de tudo, somos melhores
    amigas, então tenho total liberdade de falar qualquer coisa com ela.
    Espero que todas sejam assim, vocês vão aprender muito com suas parceiras desse
    jeito.
    Beijos, se cuida.
  12. Kelly 01/10/2009 at 11:09 - Reply
    ai gente amei o assunto *-*

    Normalment qdo eu chegava em casa descontava tdo na minha irmã ou na minha mae, com o tempo aprendi e ja chego em casa avisando “estou estressada”. Mas com a namorada é diferente né? Vc pode sentar desabafar senir-se melhor, e aí como a Ana disse, ela jah saberá onde esta pisando!

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