“Amores” Obsessivos

Lisa 06/04/2009 33
mada

Por Lisa

O sábado estava passando calmamente, enquanto víamos um filme de Tarantino; foi quando meu telefone tocou e em meio ao choro de uma amiga foi quando percebi que as histórias de obsessão compulsiva pelo “ser amado” podem ultrapassar facilmente a barreira da loucura. Pouparei dos detalhes da história que sem intervenção teria facilmente um final trágico, mas sei que a maioria das leitoras aqui já viram, ouviram falar, ou até mesmo passaram por histórias assim.

Há de se recordar uma novela, admito não sou muito fã de novelas, mas esta vale a pena comentar, “vale a pena falar de novo”. Todas se lembram da personagem Heloísa, tanto lembram que até hoje por sua obsessão exagerada pelo marido, virou praticamente um adjetivo para mulheres compulsivamente ciumentas e obsessivas. O tema nunca abordado levantou a bandeira do MADA, que com certeza ajudou várias mulheres a entenderem seus sintomas e procurar ajuda. ( Nota: MADA – Mulheres que Amam Demais Anônimas – programa de recuperação para mulheres que têm como objetivo primordial se recuperar da dependência de relacionamentos destrutivos, aprendendo a se relacionar de forma saudável consigo mesma e com os outros – http://madahelp.wordpress.com/apresentacao/ )

Fazer escândalo na frente do prédio, virar noites sem dormir enquanto liga compulsivamente para um telefone celular desligado ou um telefone que chama sem resposta. Deixar inúmeras mensagens de texto e de voz. Rasgar as roupas, jogar fora presentes, esmurrar a parede e às vezes agredir fisicamente o próprio “objeto” amado. Sim, digo objeto pois quando a mente trabalha de forma a ver a outra pessoa como sua única e exclusiva propriedade, numa possessividade doentia, o ser amado passa a ser objeto; o brinquedo de uma criança egoísta e mimada.

Lembro bem de meus estudos na época de meu trabalho de conclusão de curso, sobre as psicopatologias ligadas ao crime; sociopatias, esquizofrenias de todas as espécies, maníacos depressivos e uma infinidade de outras classificações. Tento imaginar o que passaria na mente das pessoas transtornadas por aquilo que pensam ser amor, mas que não passa de obsessão. Sou somente uma jurista, assim não tenho como, por mais que me intrigue o assunto, percorrer pelos meandros mais profundos dos aspectos da mente humana, mas me fascina o fato de que uma pessoa pode perder-se de si pelo fato de querer se encontrar em outra, como quem afunda no mar sem querer voltar para a superfície.
Pelo mesmo lado que me intriga, me assusta como a violência chega rápido nestes casos. Pergunto-me então, se as pessoas que correlacionam a pessoa amada como objeto de sua compulsão, já conheceram um dia o amor. Acredito e, tenho quase certeza que não. O amor, como já dizem, e mesmo a vida o demonstra, não tem conseqüências catastróficas e o bem querer do ser amado é a virtude que mais prevalece neste sentimento, que com certeza está acima de qualquer outro.
Turbações de consciência, ataques de fúria contra qualquer pessoa que se aproxime do “objeto amado”, tem razão o amor que prende, sufoca e até mesmo destrói? “ O amor é fogo que arde sem se ver” arde e aquece, não queima. Melhor sensação do mundo é saber que minha esposa confia em mim assim como eu a respeito e também confio nela. Se um dia acabar (batendo na madeira) ela continuará a ser meu amor, mas não seria capaz de querer alguém ao medo lado que deixasse de sorrir, sufocada por alguma compulsão. O amor é altruísta, a obsessão egoísta.
Sair do limite do amor, para encarar a agressividade da obsessão seria ultrapassar a tênue linha entre a sanidade e a loucura. Não me admiram mais tantos crimes passionais, tantos escândalos aparecendo nos noticiários, com o velho clichê “Se ela não for minha não será de mais ninguém”. Então meninas, amem, com a força da paixão e deixem a obsessão para os fracos, pois quem não sabe amar, se esconde na fraqueza da compulsão.
Raramente cito frases, mas desta vez me obrigo a postar uma música que acho linda, com suas citações bíblicas e de Camões, pois o amor verdadeiro será sempre atual; assim me despeço.

Monte Castelo
(Renato Russo)
Ainda que eu falasse a língua do homens.
E falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria.

É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal.
Não sente inveja ou se envaidece.

O amor é o fogo que arde sem se ver.
É ferida que dói e não se sente.
É um contentamento descontente.
É dor que desatina sem doer.

Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.

É um não querer mais que bem querer.
É solitário andar por entre a gente.
É um não contentar-se de contente.
É cuidar que se ganha em se perder.

É um estar-se preso por vontade.
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.

Estou acordado e todos dormem todos dormem todos dormem.
Agora vejo em parte. Mas então veremos face a face.

É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.

Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria.

33 Comentários »

  1. Juliana Mell 06/04/2009 at 15:24 - Reply
    Oi Lisa, muito bom o tema abordado.

    “A obsessão é uma doença de fundo moral que deve ser tratada por métodos lógicos e racionais apresentados pela Doutrina Espírita. Se vai haver atividade mediúnica ou não na vida do paciente, isto será definido depois do tratamento, pois dependerá de uma série de fatores que deverão ser avaliados pelo dirigente de sessões ou responsável pela orientação da casa espírita.”

    Uma frustração amorosa, uma família desestruturada, escola ou ambiente de trabalho nocivo ou ameaçador podem causar um excesso de ansiedade ou a pessoa pode ficar comprometida emocionalmente e tentar buscar uma saída para fugir desta realidade, são varios os fatores q levam uma pessoa ao desequilibrio.

    E talvez por isso, essa pessoa veja na parceira a tábua de salvação.
    Mas tb temos de ver O Q fez com q a pessoa em questão caísse em desequilibrio…

    No caso da Heloisa de Mulheres Apaixonadas o marido tb tinha sua parcela de culpa…eu lembro q muitas vezes ela pedia a ajuda dele e ele se negava.
    Não to defendando-a não, mas cada caso é um acaso e sua amiga Lisa precisa de ajuda urgente!!!

    Da um RECADINHO a ela por mim?

    “”Se eu pudesse deixar algum presente a você,
    deixaria aceso o sentimento de amor à vida dos seres humanos.
    A consciência de aprender tudo o que nos foi ensinado pelo tempo afora.
    Lembraria os erros que foram cometidos, como sinais
    para que não mais se repetissem.
    A capacidade de escolher novos rumos.
    Deixaria para você, se pudesse, o respeito aquilo que é indispensável:
    além do pão, o trabalho,a ação…o respeito A VC MESMA”
    E, quando tudo mais faltasse, para você eu deixaria, se pudesse, um segredo.
    O de buscar no interior de si mesmo a resposta para encontrar a saída. VC É FILHA DE DEUS E MERECE RESPEITO”

    Mahatma Ghandi

    Luz a Todas.

    Beijos com Mell.

  2. Lisa 06/04/2009 at 15:31 - Reply
    Juliana, entendo seu posicionamento, mas no caso a minha amiga não é a “MADA” mas sim uma das vítimas aterrorizadas…
    Não quis entrar em mérito de cura no texto, mas salientar a existência do problema que fazem tantas pessoas sofrerem.
    Belo comentário, abraços
  3. Mistery 06/04/2009 at 18:24 - Reply
    Mt bom o texto. Parabéns.
    Só quem passou por isso tem noçao de como é estar com alguem obsecado ao lado. Nao existe futuro na relaçao.
  4. Fran 06/04/2009 at 18:51 - Reply
    Oi,Lisa!

    Nao existe excesso de amor, o que existe e excesso de obsessao.
    Motivos? Varios … Pode ser machismo (ela e minha e nao sera de mais ninguem), desvio de carater (o papai e a mamae NUNCA disseram nao ao filho(a), no dia que o cidado(a) ouve o primeiro nao “enlouquece”), etc.

    Eu detesto qdo usam o excesso de paixao (crime passional) para tentar aliviar a pena da pessoa que assassinou a companheira (normalmente os homens e que cometem esse tipo de crime). Acho isso desprezivel. Na maioria dos casos nao se pode nem alegar que a pessoa (o assassino) surtou, pois, geralmente, os crimes sao planejados. Ou seja, nao houve surto coisa nenhuma. Lembra do caso daquele jornalista que matou a namorada de 32 anos, tbem jornalista? Lembra do caso que ocorreu no ano passado com aquela jovem que ficou mais de 2 dias sob a mira do revolver do ex-namorado? Pois e, geralmente esses crimes sao premeditados. Eu acho uma vergonha usarem a expressao “crime passional”, como se esse tipo de crime fosse diferente dos outros tipos de assassinatos, como se eles se enquadrassem em uma “categoria especial”.

    Tchau!

  5. Fe 06/04/2009 at 19:06 - Reply
    “Tento imaginar o que passaria na mente das pessoas transtornadas por aquilo que pensam ser amor, mas que não passa de obsessão.”

    Eu tambem tento …

    Voce abordou o tema muito bem. Um abraco.

  6. Mel 06/04/2009 at 20:26 - Reply
    Amor,

    Realmente o texto está maravilhoso…

    Esse final de semana não foi nada facil!

    O que me alegra é tê-la ao meu lado…

    Te amo….

    beijus

  7. MPB 06/04/2009 at 22:53 - Reply
    A melhor amiga da minha mae foi assassinada por um maluco que dizia ama-la. Ele era casado e nao contou esse pequeno detalhe a ela. Bom, depois de um tempo, percebendo que nada mudaria, ela resolveu terminar o namoro. Ele nao aceitou, a ameacou e depois de algumas semanas a matou. Ela deixou tres filhos adolescentes.
    Nem passa pela minha cabeca aceitar que isso tenha alguma coisa a ver com amor.
  8. Chris 07/04/2009 at 02:10 - Reply
    Eu queria deixar dúvidas. Vc fala de uma maneira tão raivosa e fala em sentimento como se fosse uma crença. “Amor é assim, amor é assado.”
    Pra começar, amor (que é o meu mais ambicioso sentimento), é um sentimento. E só. Não é uma virtude, nem nos leva a sermos incrivelmente maravilhosas e generosas porque estamos amando. E o amor potencializa o que temos: de bom e de ruim. E pela intimidade não temos escapatória: somos vistas como somos. A compulsão, obsessão é uma característica mais ou menos doente de muitas pessoas. E quando elas amam, sua compulsão vem à tona, sua obsessão vem à tona, quer queira, quer não. Mas amor também é dois. O amor, para mim e alguns poetas, só existe efetivamente quando correspondido. Mas é amor, é o sentimento de amor. E pelas sutilezas de tudo nesse mundão, também pode não ser. Mas não somos capazes de julgar. Somos capazes de dizer não, de julgar os crimes derivados de um talvez amor. E esses crimes devem ser julgados pelo que são: homicídio doloso, agressão e todos e tantos outros nomes que não me vem à cabeça agora.
    As pessoas egoístas e mimadas amam sim. Com a mesma intensidade que vc e todas as outras pessoas. Mas amam do jeito que são: de forma egoísta e mimada.
    Eu fico feliz demais que vc tenha uma relação saudável, de muito amor e confiança. E eu desejo isso a todas as pessoas.
    Mas, por favor, é horrível quando alguém tenta dizer para mim o que eu estou sentindo. Eu sei o que sinto. De jeito errado ou certo, sou eu que sinto. Correspondida ou não, infelizmente, os sentimentos são da alma do indivíduo.
    Grande abraço, parabéns pela coluna
  9. Camila Carolina 07/04/2009 at 09:36 - Reply
    Nunca me considerei, mas cogito que tenho porencial suficiente pra isso. Sou a favor da teoria que você nunca pode entrar de olhos vendados no campo dos relacionamentos. Preferir agir sempre pela razão é uma característica minha que se opõe a da minha namorada, e por conta disso, percebo cada dia mais o quanto me torno uma pessoa mais emocional e menos racional.
    Acho que de tão repreendida que fui por ser “fria” simplesmente por não agir com a emoção que agora pareço uma eminha. Agora mesmo estou em uma puta situação chata com ela e, ao invés de agir racionalmente como de costume, sinto que dependo dela pra resolver isso.
    Confesso que depois que li seu texto caiu a minha ficha e isso pode me ajudar muito a trabalhar toda essa emisse minha e tomar cuidado pra que o jeito dela não acabe me transformando despercebidamente em uma nova maneira de ser, a qual não estou acostumada e , consequentemente, não saberia ainda como cuidar.
  10. Angel 07/04/2009 at 09:48 - Reply
    Lisa, gostei muito do seu texto, embora eu não pense como você. Estou bem mais próxima de pensar como Chris. De qualquer forma, parabéns pelo texto e pela coluna.
  11. Juliana Mell 07/04/2009 at 10:34 - Reply
    Oi Lisa, bom dia!

    Sim, a sua amiga é “vítimas aterrorizada”…me desculpe, mas no meu ponto de vista não ha vítimas, acredito muito na Lei de Causa e Efeito e sabe lá o q ela fez para q a, como vc diz, MADA chegasse a esse ponto.
    Tudo na vida ha um limite e TODOS nós temos o nosso.
    Eu não sei o q a “Vítimas Aterrorizada” fez pra desencadear esse reação na Mada, mas vc como advogada, sabe q toda historia tem 2 lados.
    E o recado q eu pedi pra vc dar no comentario acima, foi pra Mada, pq ela sim, esta precisando de ajuda e não de ser julgada.

    Luz e paz a todas.

    Beijos com Mell.

  12. Lisa 07/04/2009 at 11:06 - Reply
    Meninas, realmente pontos de vistas são diferentes. Mas o amor cheio de tropeços ao qual me refiro, está muito além daqueles namoros conturbados que a maioria conhece. Chegam a ameaças de vida e morte, são uma mistura perigosa entre amor e possessão. São a estes sentimentos aos quais me refiro. Juliana, a única coisa que minha amiga fez foi querer terminar pela possessividade, por conta disso o prédio dela foi arrombado enquanto na porta do elevador cravado por uma chave estavam palavras diretas a ela como infiel… vag… entre outras coisas. Ainda telefonemas ameaçadores caso não haja volta no namoro e outras coisas mais que não vem ao caso comentar. A isto me refiro, a este tipo de doença me refiro, não vejo neste caso mais amor e sim obsessão.
    Quando falei de virtude, não disse que o amor é uma virtude, o amor como todo sentimento tem virtudes e defeitos. Somente disse, que uma das maiores virtudes dentro do amor, é o bem querer da pessoa amada – e o bem querer do ser amado é a virtude que mais prevalece neste sentimento.
    O que mais gosto quando escrevo, é ver os diversos pontos de vista, o que abre a mente de muita gente, mas principalmente a minha.
    Beijos
  13. Juliana Mell 07/04/2009 at 11:24 - Reply
    Ta vendo Lisa o q eu falei???
    O ESTOPIN disso tudo foi a INFIDELIDADE da sua amiga ( foi o q eu entendi pelo q vc escreveu).
    A Mada, fraca emocionalmente e espiritualmente, não aguentou!!!
  14. Lisa 07/04/2009 at 12:25 - Reply
    Juliana, ela não foi infiel, AINDA QUE FOSSE, não justificaria, nem o dano patrimonial, nem agressão. Violência não pode ser justificada por nada, também como o escandalo que ela foi obrigada a passar em um prédio em que ninguém sabia da orientação dela.
    Não pretendo falar sobre esse caso mais.
  15. Juliana Mell 07/04/2009 at 12:52 - Reply
    Respeito sua decisão.
    Afinal vc é amiga da “vítimas aterrorizada”.
    Eu so to dando a minha opinião de leitora do PL e estudiosa em assuntos espirituais.
    Como vc postou, deveria ser mais delicada com as criticas, afinal foi pra isso q vc fez esse post não?! Ou vc esperava q TODAS as opiniões fosse, iguais as suas???
    Vou fazer a minha parte como Espírita q sou, e orar pala Mada e vc faça a sua, ou seja, não comente mas o caso.
  16. Lisa 07/04/2009 at 13:58 - Reply
    Juliana, sou espirita também, entendo e compreendo a doutrina, acredito em carmas, acredito nas suas convicções doutrinárias também. Acredito também que viemos a este mundo para aprender, claro, aprender a aceitar e manter a dignidade a fim de não sucumbir nosso espírito.
    O fato de acreditar que os transtornos psicológicos das pessoas que levam o amor ao extremo seja eivado de precedentes tanto desta vida quanto de outra não está aqui sendo contradito, nem mesmo discutido. Em momento algum mencionei a lei superior para explicar fatos, detalhar ou justificar modelos de comportamento de cada pessoa a qual possui o problema, ou mesmo tenha sido ou ainda seja vítima de algo assim. Somente quem passou por experiências como estas sabe do que se trata o assunto. Por minutos não perco uma amiga que por sucumbir ao desejo de possessividade daquela pessoa ia tentar dar fim a própria vida. Não estou aqui para julgar ninguém, estou aqui para entender e amparar a quem deve e, neste caso, não será a perseguidora e sim a perseguida. Não irei me alongar em uma discussão filosófica, nem sobre a doutrina espirita, pois o texto não veio a isto, também as demais leitoras não precisam ler tal discussão tacanha. Estou aqui somente expondo os transtornos psicológicos que afetam as dependentes de amor, ainda que as vezes, não seja amor.
    Espero que tenha sido clara desta vez.
  17. Juliana Mell 07/04/2009 at 14:36 - Reply
    No caso, as 2 deveriam ser amparadas.

    Ate pq, a Mada esta DESCONTROLADA e a meu ver é a q ta mais precisando de amparo nesse momento pra não estragar a vida das 2!!! Capitou onde eu quero chegar????

    Converse com seu/sua mentor(a) e pergunte se eu estou certa ou errada.
    Se estiver errada, aceite desde já as minhas desculpas.

  18. MPB 07/04/2009 at 16:41 - Reply
    Eu acho que o intuito da Lisa foi APENAS de discutir a questão da obsessão, que pode surgir de um relacionamento onde há ou havia amor, e, tbém, que pode surgir de um sentimento que não é, necessariamente, o amor.
    O que eu sei é que se nós formos discutir carmas, sinas, etc nós nunca chegaremos a lugar nenhum no mundo real. Além do mais, há uma explicação muito melhor, eficaz e amparada em pesquisas científicas que tratam do comportamento desviante de certas pessoas. Se considerarmos o cérebro de certas pessoas (p.ex.,diferenças no formato de certas partes,diferença químicas,etc) nem mesmo os psicopatas deveriam ser culpados pelos seus crimes. Acrescentaria tbém o meio. Mas nós sabemos que a grande maioria sabe distinguir muito bem entre o certo e o errado. Mesmo se a amiga da Lisa traiu a namorada (parece não ser este o caso), isso não justifica a outra destruir partes de uma propiedade particular, incomodar pessoas, ameaçar, etc.
    Há limites para tudo. O namorado da amiga da minha mãe, como mencionei acima, a matou sabendo que ela não havia feito nada de errado, sabendo que ela tinha três filhos adolescentes. Na cabeça daquele … ela merecia a morte, na cabeça dele ela tinha feito algo de errado para ele. Ou seja, ele tinha uma justificativa boa. E eu pergunto: E DAI? Ele que fique com a justificativa dele. Ele passou dos limites, matou uma mãe, uma avó, uma trabalhadora que contava o dinheiro toda semana para ver se poderia pagar as contas e continuar indo ao mercado todos os dias apos o trabalho p/ comprar o pão dos filhos.Todos os dias ela saia do trabalho e passava no mercado. Foi assim que ela foi morta. Ele sabia que ela fazia isso praticamente todos os dias. Ele só teve de esperar e fazer aquilo que na mente dele tinha uma justificativa. O … foi preso depois de alguns anos. Ele e a boa justificativa dele passaram alguns anos na cadeia.
    Lisa, você como advogada e amiga deveria aconselhar a sua amiga a ir a uma delegacia, caso a perseguição continue. Nessas horas é melhor pensar de forma prática.
    Abraços.
  19. Lisa 07/04/2009 at 17:16 - Reply
    MPB, é gratificante quando alguém consegue perceber a essência do texto, que não seria abrir espaços para debates e sim expor o assunto.
    Lamento muito pela sua perda, meus pêsames. Era exatamente destes casos que me referia, sobre as psicopatologias, concordo plenamente com você.
    No caso desta amiga, ela não aceita procurar uma delegacia por ser de uma familia tradicional e isso acarretaria escâdalos enormes. Mas já foram tomadas providências com vigilância particular..
    No mais, o tempo se encarrega do resto.
  20. Juliana Mell 07/04/2009 at 22:27 - Reply
    MPB, Foi exatamente o q eu quis dizer acima.

    A Mada esta DESCONTROLADA e o descontrole pode ter graves e piores consequencias do q ja teve. A Mada esta precisando de amparo, ou ate mesmo de ser denunciada pra poder ter um freio.
    Pode acontecer com a amiga da Lisa o q aconteceu com a sua.

    E fica obvio q, se o PL nos oferece esse espaço pra comentar os temas, pode ou não virar debate, ou então é so a colunista bloquear quem ela não quer q comente!

    Luz e Paz a todas.

  21. belisa 08/04/2009 at 00:55 - Reply
    Bom tema, Lisa. Obsessão não tem nada a ver com amor, neh? Qdo. alguém entra nessa categoria(obsessão), acho que já entra num outro patamar, que é a do mêdo, das inseguranças e principalmente da possessão. A pessoa não quer mais o bem da outra pessoa, ela quer ferir, atacar. Ela quer possuir e está tão centrada nela mesma que a outra pessoa se torna objeto sòmente. Quem já amou ou ama, sabe o que é isso. O amor vai contra as atitudes extremas, aos excessos. Abraços!
  22. Camila Carolina 08/04/2009 at 09:06 - Reply
    Penso que pouco interessa se a amiga dela contribuiu ou não pra isso de alguma forma. Até por que não vejo como ” Se dar a liberdade de escolher com quem se relacionar” possa ser encarado como uma agressão a outra pessoa. Ninguém é responsável pelo outro e cabe a cada um saber de si.
    Se a menina nao queria mais um relacionamento, seja qual for o motivo, não interessa oque a outra pessoa vai pensar sobre isso! Em outras palavras : a pessoa que de seus pulos!
    Ela está agindo em direção a consecução de seus fins pessoais e não está afetando diretamente ninguém com isso.
    Por outro lado, se o rapaz se sente afetado, não é relevante as omissões dela.
    A pessoa obsecada tem que simplesmente aceitar os atos alheios na medida que não ultrapassem os limites da liberdade pessoal, afinal, a pessoa não pode obriga-la a querer um relacionamento, não pode obriga-la a fazer aquilo que a ela quer e muito menos a ajuda-la!

    Se alguém não concorda, gostaria muito de saber quem, em sua ampla liberdade de pensamento, considera justificável as atitudes citadas na reprodução do parágrafo abaixo e, caso positivo, poderia dar algum exemplo?

    “Fazer escândalo na frente do prédio, virar noites sem dormir enquanto liga compulsivamente para um telefone celular desligado ou um telefone que chama sem resposta. Deixar inúmeras mensagens de texto e de voz. Rasgar as roupas, jogar fora presentes, esmurrar a parede e às vezes agredir fisicamente o próprio “objeto” amado.”

    Quando se fala em ” doença de fundo moral” abre-se possibilidade para todo um novo leque de discussões que seriam puramente filosófico.
    Oque é doença? Quais são os diferentes substratos em que ela se pauta? Oque é moral? A quem ela se destina? Quem a ela se subordina? Existem consequencias para não submissão? Da onde ela surge?

  23. Lisa 08/04/2009 at 14:25 - Reply
    Belissa e Camila, os comentários de vocês chegaram na melhor interpretação do tema. Camila, realmente não era a idéia, nem seria possível, abrir o leque de possibilidades com relação ao estado mental/emocional das pessoas que se deixam levar pela compulsão, lembro bem de quando estudei sobre, que por mais mais que eu lesse, estudasse e passasse anos tentando entender a psique humana, não chegaria a contemplar sequer uma gota da imensidão que é este assunto.

    Juliana, não faço caso com ninguém que comente em minha coluna, uma disussão é saudável quando se debatem pontos de vistas diferentes, mas a partir do ponto que torna-se repetitiva, deixa de ser objeto de apreciação das demais leitoras. Como bem sabe, até hoje somente deletei comentários de fundo racista ou que fizessem apologia a qualquer tipo de segregação.

    Abraço a todas

  24. Juliana Mell 08/04/2009 at 18:10 - Reply
    Eu realmente falo muito e me torna repetitiva qdo a pessoa não entende ou finge nao entender o q eu etou dizendo.
    Então, como não quero ser objeto de desagrado às suas leitoras, eu te peço q me faça a gentileza de apagar TODOS os meus comentarios.
    Afinal a coluna é sua e a rua é minha!!!rs rs

    Luz e paz a todas.

  25. Lisa 08/04/2009 at 18:35 - Reply
    Não apagarei Juliana, não podo o direito de ninguém se expressar, seu comentário agora realmente foi desnecessário, mas continuará para a leitura de quem desejar.
    Não vejo porque tantos comentários sobre o mesmo assunto, somente isto. Não vejo também necessidade de termos de discutir por opiniões divergentes, pois o PL é cheio delas. O espaço aqui fornecido é justo para isto, mas que seja feito de forma saudável e sem ofensas. Quanto a fingir que não entendi, eu entendi muito bem, porém vejo que o mesmo não lhe pareceu conveniente.
  26. Juliana Mell 08/04/2009 at 18:53 - Reply
    “Não vejo porque tantos comentários sobre o mesmo assunto, somente isto. ”

    Foram tantos pq vc respondeu….a recíproca Dra é verdadeira!!!

    rs rs rs

  27. Geisa 08/04/2009 at 20:35 - Reply
    Lisa, Deus abençoe sua paciencia e sua forma delicada de ser!
    (sem mais comentarios para nao gerar polemica…risos!)
    Beijos!
  28. Fran 08/04/2009 at 22:12 - Reply
    Vou deixar meu segundo comentario aqui.
    O objetivo da Lisa foi tratar de um unico assunto: a obsessao.
    Eu acho que a Lisa e uma das colunistas mais atenciosas do PL. Mas nao da para ficar discutindo “ses”, entrar em detalhes sobre a vida da amiga, que na verdade so serviu de pretexto para a coluna dessa semana, nao da para ficar batendo bola sobre os porques, a culpa da fulana ou da beltrana …
    O assunto principal era a obsessao doentia que algumas pessoas desenvolvem e que, muitas vezes, chamam de amor.
    Nitidamente o objetivo da colunista era falar sobre algo que a amiga dela havia passado, e nao sobre a amiga em si.
    Ha certas coisas que sao erradas. Ponto final. Nao precisamos desenvolver teorias. Um erro e um erro, havendo motivos ou nao.
  29. belisa 08/04/2009 at 22:46 - Reply
    LISA! Você é :
    - educada
    - paciente
    - gentil
    - delicada
    - fina
    Sou sua fâ! Bjs
  30. Lisa 09/04/2009 at 13:37 - Reply
    Obrigada meninas! É gratificante quando compreendem o esforço que faço para ser o mais atenciosa possível com relação a coluna. Obrigada, novamente, pelos elogios, fico lisonjeada e muito grata pelo carinho.
    Beijos a todas….
  31. draperla 10/04/2009 at 14:44 - Reply
    Tenho acompanhado alguns comentarios a respeito do desequilibrio emocional de determinada pessoa apos termio de uma relacao.
    O desequilibrio pode levar o ser humano a cometer as maiores atrocidades.Um termo pesado que merece preocupacao.Portanto recomendo ao paciente tratamento urgente .E aos envolvidos que nao escondam o fato.Registre-se nos autos de um processo.Juliana Mell , parabens por todos os seus comentarios.Sem mais observacoes.
  32. K 11/04/2009 at 12:25 - Reply
    Olá!
    Esse é um assunto complicado, rende muito papo. Eu já passei por uma situação complicada assim e a pessoa nem precisa estar presente para sermos vítimas. Sou meio desligada da TV, por isso não conheço essa personagem que vc citou. Mas não suporto quando escuto “se ela não for minha ela não vai ser de mais ninguém ou eu não vou ser de mais ninguém”.
    A obsessão tem várias formas de existir e muitas até escondidas. Mas existem sempre dois lados da história e cada lado precisa se curar e se cuidar, porque no final tudo o que faz mal vira doença.
    Pra mim é a eterna busca de pensamentos bons, de aceitar o que a vida nos dá e de continuar seja o que for para estarmos saudáveis. Tarefa difícil demais, mas quando tomarmos mais consciência do desapego das coisas, menos obsessões irão existir.
    Beijos e boa Páscoa querida!
  33. "..." 27/05/2009 at 13:42 - Reply
    …1 mês depois, lendo este post (que a propósito, foi escrito dentro de um contexto e na minha opinião com um objetivo claro de “alertar” sobre a questão posse e/ou obsessão X amor) assim como, li também todos os outros comentários percebi que em meio à oposição e contribuição da leitora Juliana talvez tenha tido uma má interpretação quando confundiu MADA (Mulheres que Amam Demais Anônimas) que é um PROGRAMA E/OU PROJETO com PERSONAGEM, a MADA citada pela autora não trata-se de uma personagem (no caso da pessoa que demonstrou comportamento obssessivo para com a amiga da autora) e sim do PROGRAMA MADA! Na minha opinião, uma leitura mais cuidadosa teria evitado alguns “pormenores”.

    Obrigada!

    …Reti”…”cências…

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