Dez Coisas que Eu odeio no Gueto

Diedra Roiz 20/08/2009 29
gueto

por Diedra Roiz em Dizendo Ao Que Vim

O gueto nos liberta do preconceito, ou aprisiona ainda mais?

Para princípio de conversa: gueto (do italiano ghetto) é:

“Um bairro ou região de uma cidade onde vivem os membros de uma etnia ou qualquer outro grupo minoritário, frequentemente devido a injunções, pressões ou circunstâncias econômicas ou sociais. Por extensão, designa todo estilo de vida ou tipo de existência resultante de tratamento discriminatório.”

Logo, por si só já acho um tanto estranho quando alguém bate com orgulho no peito e afirma:

- Eu amo o gueto!

- Só  freqüento lugares gays!

- Só  tenho amigos homossexuais!

Preconceito é preconceito.

Cerca é  cerca.

E gueto é  gueto.

Se você  vai estar trancada, a única escolha é se do lado de fora ou do lado de dentro.

No fundo no fundo, será que existe diferença?

Confesso que qualquer tipo de muro, porta ou barreira… Tudo que dificulta ou impede o convívio, o contato humano, a troca… Que tire o meu direito de ir e vir à vontade me incomoda…

Outro dia, li que:

Gigi Becali, um dos homens mais ricos da Roménia, dono do clube de futebol Steaua Bucareste e líder do Partido da Nova Geração, propõs que se concentrem todos os bares gays e sex shops num só lugar.

A justificativa de Becali? Para que os homossexuais possam:

- Ser deixados tranquilos…

Da mesma forma, na cidade de Colônia, na Alemanha, existe um projeto de um condomínio para abrigar gays e lésbicas.

A justificativa dos idealizadores?

- Um espaço onde homossexuais podem viver livremente…

Cá entre nós?

Enquanto quiserem nos arrumar “um lugarzinho especial” na sociedade, inexiste a idéia de igualdade, de que seres humanos são seres humanos, independente de todo o resto.

A inclusão não é ter um espaço diferenciado, e sim ter direito a todos os espaços.

Quem me conhece sabe que tenho amigos de todos os gêneros, raças, idades, profissões, gostos, jeitos, trejeitos e é… Formidável!

A multiplicidade é bem mais divertida, e de verdade?

Existe forma melhor de um ser humano crescer do que a interação entre diferentes?

Não desmerecendo o gueto, óbvio!

Por mais que a sociedade hoje em dia esteja – ou pareça estar – mais aberta não podemos desvalorizar e desrespeitar quem veio antes e construiu as bases para o que vivemos hoje.

É no mínimo reconfortante saber que existe um espaço conquistado para a livre manifestação de comportamentos socialmente desviantes do padrão.

Lembro muito bem minha reação ao entrar pela primeira vez numa “boate gay”. Espanto, curiosidade, encantamento… Descobrindo que tinham tantas como eu… Achando lindo ver um monte de mulheres se beijando… E olha que eu sempre morei no Rio de Janeiro…

Um local onde se pode respirar, liberar, desufocar o que muitas são obrigados a ocultar, reprimir, negar cotidianamente.

gueto-2Eu entendo, mas…

Impossível ignorar que gueto é um grupo determinado de pessoas num espaço específico para “esse tipo de gente”. Com tudo o que implica de compartimentalização, separação, isolamento…

E talvez a sua própria existência incentive posturas do tipo:

- Aqui não  é gay, não beijem aqui, vão para o lugar de vocês…

Ou acabe dando a idéia de que:

- Olha que maravilha! O mundo é perfeito, inclusivo, sem preconceitos… O mundo é gay!

Ou de que:

- Tudo bem, resolvido o meu problema. Lá fora eu posso continuar fingindo que sou hetero, porque em compensação aqui dentro…

Por favor, não me levem à mal.

Ninguém precisa – nem merece – viver só no gueto, mas…

gueto-3Também não estou dizendo:

- Queimem os lugares LGBT!

(Já tem gente bastante querendo – e fazendo isso, não é mesmo?)

Muito menos:

- Se beijem na praça!

(Cabe a cada uma escolher o que faz com sua bandeira…)

Concordo com o que Cláudio Nascimento (ex presidente do Grupo Arco-Íris e atual Secretário Geral da Associção Brasileira de Gays, Lésbicas e Trangêneros) afirma:

- “Se quero utilizar algum serviço e estou a fim de manifestar meu afeto, não me programo para isso. Temos que brigar pela aceitação, mas também fazer uma avaliação de forças. Não vou a locais homofóbicos, até por uma questão de auto-estima.”

29 Comentários »

  1. 20/08/2009 at 18:50 - Reply
    Di,

    Mais uma coluna pra pensar.

    Odeio segregação… de qq tipo, racial, econômica, sexual…

    Como tb não gosto daquelas pessoas que dizem… (e eu já ouvi isso) agora tá amiguinha das mocinhas(heteros) é… como se fôssemos uma tribo onde só pudéssemos nos relacionar com as iguais.

    Isso tb é segregação e acho a diversidade tão mais bonita, tão mais completa e colorida.

    De que adianta o nosso simbolo ser o arco-iris se queremos que todos sejam da mesma cor e crença.

    Arrasou de novo.

  2. Nanne 20/08/2009 at 19:26 - Reply
    Arrasou de novo [2]

    Adoro este trecho dos tribalistas:
    “Não sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo me quer bem, não sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também…”

    Acho ilógico se limitar a guetos se podemos estar em todos os locais.
    Existe a questão do bom senso, não vou sair beijando em praça pública, reservo para mim e minha companheira nossos momentos, e isso nos basta.

    Parabéns Diedra, adoro suas postagens!

    Beijocas

  3. Le 20/08/2009 at 19:39 - Reply
    Engraçado, qdo li o título do texto eu pensei justamente nas primeiras coisas q vc mencionou.
    O homo q só tem amigos homo, só frequenta lugares para homo, q vive em uma perfeita bolha deve repensar um pouco sua vida.
    Uma vez li um comentário de um empresário gay muito famoso no RJ. Ele disse: “Há mais heterossexuais do que homossexuais na sociedade, por isso eu tenho mais amigos heterossexuais”. Parece lógico, não?
    Bom texto!
  4. black phanther 20/08/2009 at 19:43 - Reply
    perfeitooooooooooooooooooooooo!!!!
    sem palavras!!
  5. Fernanda C. 20/08/2009 at 19:57 - Reply
    Concordo.
    Acho que, de certa forma, é um tipo de preconceiro…? “Heterofobia”?
    Talvez sim… talvez não.
    É direito de escolha sim, viver apenas no mundo GLS.
    Mas se vivermos enclausurado apenas no nosso mundo(GLS), como vamos mostras aos demais (Heteros/Homofobicos) que somos iguais a eles? Como vamos mostrar que temos as mesmas capacidades que eles?

    Adorei ler-te…
    Bjus de Luz.

  6. ...Reti_cências... 20/08/2009 at 20:14 - Reply
    Oi, Diedra sempre que posso venho por aqui dar um passeio e as vezes que vejo algum texto teu sempre percebo um “quê” de ponderação, bom senso, de relativização, penso que essa questão de se enclausurar em locais gay é complicada, assim como, o contrário também, onde se tem o argumento de frequentar apenas lugares heteros para fugir do estereótipo ou mesmo para não se ridicularizar, para não se misturar. A verdade é que o extremismo é sempre um viés perigoso.
    Abraço!
  7. Mallu 20/08/2009 at 22:47 - Reply
    Oii Diedra, tudo bem?

    Adorei seu texto, realmente faz pensar e muito.

    Acho que quanto mais divisões se formarem, mais preconceito haverá. As panelinhas e grupinhos, guetos sociais de homossexuais, negros, heterosexuais, católicos, etc, etc, etc. só tentem a privilegiar sua classe de convivência e ponto. Por isso é tão fácil, de uma hora pra outra, simplesmente mudar o circulo social e lugares que se frequenta. É uma imposição, não sempre clara, de que homos andam com homos e que é cada macaco no seu galho.
    Todas essas divisões só ajudam a todos se afastarem amis do que é diferente, não resolve nada, não é melhor pq te dá mais liberdade, é melhor pq é mais fácil fugir, só isso!Beeem booom seu texto
    Bemm Booom seu texto msm Diedra, Parabéns!!!!

    Beeeijos

  8. e m i 20/08/2009 at 23:10 - Reply
    Ótimo texto! PArabéns! Bem, falar em gueto é muito delicado. Proteção? Auto-afirmação? Contra-preconceito, se é que existe esse termo. Você abordou a questão de “ter espaço em todos os espaços”, concordo. Na minha humilde opinião, às vezes a militância LGBT, de uma forma geral, passa a idéia de que o que a sociedade tem que aceitar são os guetos e não os direitos de homossexuais de ser quem são em qualquer lugar. É complicado estabelecer um limite em que fique claro até que ponto os guetos são positivos ao estabelecimento da igualdade. Aproveitando, lembro que os guetos, hoje em dia, são também extra-físicos, um exemplo: o próprio Leskut. O que quero levantar, aproveitando o texto, é até que ponto essa “proteção” que o gueto pode proporcionar contribui para a visibilidade e discutibilidade do público LBGT?
  9. belisa 21/08/2009 at 00:01 - Reply
    Belo texto, Diedra. Nem sei como comentar porque vc disse tudo com belas palavras, onde impera bom senso e equilíbrio. Homofobia é real, gueto é necessário para `respirar`, mas não serve como retiro, um isolamento do mundo. E o contrário tbm não convém, fugir de guetos para querer se sentir `normal`. Viva a diversidade e pessoas do bem!

    Abraços

  10. Lah 21/08/2009 at 01:42 - Reply
    Oi Di,td bem?!

    Nossa,ótimo texto.Parabéns.
    Infelizmente ainda temos o preconceito batendo em nossa porta realmente =/.
    Concordo plenamente com a Belisa:

    “Homofobia é real, gueto é necessário para `respirar`, mas não serve como retiro, um isolamento do mundo. E o contrário tbm não convém, fugir de guetos para querer se sentir `normal`. Viva a diversidade e pessoas do bem!”

    Bjão,
    paz,luz,amor e sucesso

  11. Bila 21/08/2009 at 10:13 - Reply
    Ei!
    Antes de mais nada quero parabeniza-la pelo texto e assunto nele abordado!

    Minutos antes de ler seu texto estava discutindo um assunto parecido no msn com uma amiga.

    Enfim…

    Se não houver preocupação em erradicar os velhos padrões ou crenças inadequadas ao nosso mundo interior, corremos o risco de viver sob as condições do que nos ensinaram que é correto, mas que nada nos vale em nossa própria vida, só nos causando conflitos, sofrimento e prisões, da qual somente nós mesmos podemos nos libertar.

    Parar, pensar e refletir…

    “Ser diferente é normal.”

    Beeeeijo

    Obs: Adoro suas postagens, embora algumas vezes eu não chegue a comentar delas.

  12. Flor 21/08/2009 at 10:41 - Reply
    Oi
    Excelente reflexão…
    Guetos me assustam…a segregação racial nos mostrou não??
    Convivo basicamente no meio de heterosexuais (não frequento baladas etc), penso assim: antes de ser homo, hetero, bi … somos seres humanos. Não somos apenas gay/les etc somos pessoas(profissionais, pais, mães, filho(a)s, amigo(a)s, irmão(a)s, consumidores, contribuintes e também seres sexuais sim) e sinceramente a minha orientação sexual não é cartão de visita, é uma parte de tudo aquilo que sou ou penso ser!
    Como sabiamente falado acima “A verdade é que o extremismo é sempre um viés perigoso.”
    Finalizando – para ser acolhidos temos que saber acolher também. Tolerância de parte a parte e respeito a diversidade e individualidade de cada um! Penso desta forma.
    Abraços
  13. yohanna 21/08/2009 at 11:51 - Reply
    Gostei! Disse muito do que penso. O maior perigo pra nós sempre será a possibilidade de auto-discriminação (nem sei se essa composição existe, mas acho que me faço entender). Além disso, nunca achei necessário ficar demonstrando afeto e carinhos em público. É tão particular…
  14. Faty 21/08/2009 at 12:18 - Reply
    Oi menina…
    Não posso e nem quero Guetos, isso me lembra nazismo isso me repudia.
    Imagino eu com minha vida formada tendo dois filhos lindos adotados, ficar restrita a único lugar.
    Como seria a minha vida e a deles que temos todos os tipos de amigos e a nossa família como seria.
    Lutamos muito por igualdade não podemos voltar atrás, porque se isso acontecer pra voltar as fogueiras vai faltar pouco.
    Temos nossos direitos somos consumidores, pagadores de impostos ou será que só nessa hora não temos diferença.
    Não permitam nos colocar em um canto qualquer.
    Bjs a todas vcs!
  15. lorena yamajak 21/08/2009 at 13:59 - Reply
    DI, mais uma vez um texto para se refletir.

    sinceramente não gosto muito de gueto(nada contra)mais pq não se misturar,pq homossexual tem que estar em local de homossexual, e hetero tem q estar em local hetero? pq não pode todos estarem junto e se respeitarem? quero muito ter uma familia e poder estar com ela em qualquer local e sermos claro bem tratados, acho que se nós não ficarmos só no nosso “Mundinho LBGT” poderiamos mostrar aos preconceituosos que somos iguais a qualquer seres humanos.

  16. Lorenz 21/08/2009 at 16:21 - Reply
    Pq não desmerecer o gueto?
    A História da Humanidade demonstra claramente (especial no século XX), o desfecho das comunidades que se fecharam em torno de si, e ignoraram ou desmereceram os demais: que desejo sádico é esse que motiva a exclusão de outro ser humano, se somos, todos humanos?
    É MUITA FALTA DE MATURIDADE, ignorar que as diferenças existem, mas que em última instância somos todos iguais. E que,segregação gera guerra, e dor, e prejuízo, e morte, e sofrimento?

    Depois que se fecha em gueto, a comunidade começa a fechar em sub-grupos, e vão trincando até extinguir-se.

    Lesbs. Ok. Mas qtas diferenças não existem entre nós? Lésbicas que são feministas, que não são, que são racistas, que não são. Que estudam, que não estudam, que gostam de rock, que gostam de forró.QUe são do Sul e outras que são cariocas. Qual identidade se sobrepõe?

    Não segregar e combater quem segrega, me parece mais viável que esconder-se no gueto.

  17. Ny 21/08/2009 at 17:27 - Reply
    Perfeita sua colocação!
    Principalmente por não encontrar radicalismo nela. Fico de uma certa forma decepcionada por alguns textos que acham que extremismo deve ser tratado com extremismo e embora o discurso seja contra o preconceito, percebe-se claramente o próprio. Enfim…aina assim respeito, embora descontente, algumas opiniões, algumas ainda possuem bons embasamentos…
    Particularmente falando, embora sinta-me mais a vontade em lugares gays, as vezes sinto-me sufocada. Não sei se já perceberam “os guetos que existem dentro dos nossos próprios guetos”. Grupos fechados, restritos, iguais…O lema parece ser: “Viva a diferença e a liberdade, mas dentro dos iguais e de nossa fronteira”, pra pensar… Sou um pouco suspeita para falar, porque tenho sim uma panela, mas sei que ela é bem aberta… Foi feita pra ajudar mesmo… Enfim, acho que de liberdade ainda temos muito o que aprender…
  18. andressa 21/08/2009 at 19:26 - Reply
    andressa disse:
    Não sei se alguém leu a edição passada da revista veja, para ser mais exata a do dia 12 de agosto. Logo nas primeiras contem uma entrevista pela autora Rosânge Alves Justino, a manchete da entrevista é “Homossexuais podem mudar”, ela entrevista uma psicologa que diz que não existe pessoas que são homossexuais mas sim pessoas em estados homossexual. O que simplesmente me deixou extremamente perplexa , e muito nervosa e injustiçada é essa psicologa ter associado o pró-homossualismo com um movimento nazista “O ativismo pró-homossexualismo´está diretamente ligado ao nazismo. Todos os movimentos de descontrução social estudam o nazismo, porque compartilham um ideal de domínio político e economico mundial”.
    Ela associou o homossexualismo ao um movimento onde os homossexuais também foram um dos que mais sofreram, nos campos de concentração nazista milhares de gays morreram, mas isso ela desconhece. Não é.
    Ela afirma que lutar pelos direitos , querermos ser tratados com respeito, ser considerados cidadãos é uma “desconstrução social”, como assim domínio político e economico sendo que os partidos políticos raramente ouvesse falar de alguem defendendo a causa pró-homossexual? Todos os dias sofremos com humilhaçoes, desvalorização, mas pagamos impostos, cumprimos com nossos deveres, e ela vem dizer que queremos dominio.
    Agora te pergunto “doutora”, quando os alguns “brancos” começaram a lutar pelos direitos do negros, eles queriam era descontrução social? Quando os negros queriam ser representados no governo eles queria o dominio? Quando nossos avós, tios, sofreram com a titadura, eles queriam simplesmentes justiça.

    ESSE É MEU PROTESTO. REVEJA SUA OPINIÃO SOBRE O QUE É DESCONSTRUÇÃO SOCIAL.

    Quem leu a reportagem por favor me deêm suas opiniões, corrija-me se o que falei não condiz com nossa luta, pretendo montar um artigo e enviar para a revista veja mostrando o nosso lado da moeda.

    Conto com vocês.

    beijos.

  19. Silvana 21/08/2009 at 21:07 - Reply
    Oii!!!
    Mas uma vez um texto perfeito. Sem dúvidas nos colocamos dentro de um gueto, nos refugiamos, na maioria das vezes por achar q devemos ir somente em ambiente gays… tomare q dia um dia possamos compartilhar e frequentar livremente ambientes sem nenhuma tipo de discriminação…
    parabéns pelo texto
    :D
    bjo
  20. Célia 22/08/2009 at 12:51 - Reply
    Diedra,
    Ler sua coluna e seus contos tem me tornado uma pessoa melhor. Voce transmite equilibrio, carater, maturidade, amor, franqueza, inteligência, carinho, profissionalismo e outras coisitas mais. Invejo quem compartinha da tua amizade e pode conversar com voce sempre. Sou sua fã. Tenho por voce admiração e respeito.
    Texto maravilhoso.
    Beijos
    Célia
  21. Nanda Lírio 22/08/2009 at 19:06 - Reply
    Mais uma vez….você dá um show Di….com sua maneira de expressar-se…..o preconceito existe….e é camuflado…por essa falsa….amabilidade conosco e….com os demais….mas quem sabe….um dia isso muda….beijão….\o/
  22. Val 23/08/2009 at 03:18 - Reply
    Esse é o principal motivo pelo qual sou contra o sistema de cotas para negros (mesmo sendo negra). Mas isso já é outra história rs

    Mais uma vez Diedra expondo sua maneira de pensar de forma apaixonada e simples, tão simples que nos identificamos quando pensamos de forma parecida.
    Texto incrível como sempre ARRASANDO!!!!!!!!!!
    Beijos Diedra

  23. Lan 23/08/2009 at 13:16 - Reply
    Excelente o texto. Também sou contra a segregação de qualquer forma!
    Bjim
  24. Diedra 24/08/2009 at 10:51 - Reply
    Meninas Lindas e Maravilhosas,
    Td bem?

    Mais uma vez, sem palavras para agradecer os comentários de vcs…
    Gostaria de responder um por um, mas infelizmente, estou numa correria louca por conta de uns prazos de projetos aqui…
    Mas li cada um com o cuidado e a atenção que merecem, ok?


    Nanne
    Le
    black panther
    Fernanda C.
    …Reti_cências…
    Mallu
    e m i
    belisa
    Lah
    Flor
    yohanna
    Faty
    lorena
    Lorenz
    Ny
    andressa
    Silvana
    Célia
    Nanda
    Val
    Lan

    Muito, mas muito obrigado mesmo!
    BJ GDE no coração de cada uma e todas!

  25. Christina Montenegro 24/08/2009 at 12:32 - Reply
    Que bom que escreveu sobre isso!…
    Faço questão de conviver com todas as cores, com a pluralidade humana…
    Entendo os guetos, mas lastimo que fatores socio-culturais estúpidos os provoquem…
    BJS!
  26. Nick 26/08/2009 at 10:55 - Reply
    Oi Di, tudo bem com vc?

    Mais uma vez vindo aqui lhe parabenizar por mais um texto maravilhoso [momento reflexão rs].

    Que a verdade seja dita: Nós, os gays, não podemos nos restringir aos guetos, lógico, mas será que se não existisse esses lugares, teriamos tantos homossexuais assumidos[pelo menos para si mesmo] por aí? É óbvio que temos que ‘lutar’ para sermos aceitos em lugares ditos como héteros, mas todos nós concordamos que ficamos mais a vontade com nossos amigos gays, nossas namoradas em lugares ‘exclusivos’ nossos, não? Tudo é uma questão de cultura, vale ressaltar, pois fomos acostumados a fazer as coisas as escondidas e até aquelas não se escondem para a família, os amigos ou qualquer pessoa que seja, tem receios do que um idoso, uma criança, um adulto ao nosso lado irá pensar. É mais forte do que a gente.

    De qualquer forma, cabe a gente, aos novos gays, continuarmos a mudança para que daqui há alguns anos[espero ainda estar viva para aproveitar rsrs] possamos andar de mãos dadas, trocar carinho, beijar nossa namorada literalmente sem receio algum.

    Valeu por mais um texto, Di. Arrasou, só para variar um pouquinho =)

    Beijo, moça.

  27. Eliara 31/08/2009 at 20:25 - Reply
    Nossa, estava tentando terminar minhas pautas da proxima ediçao da revista e para descansar da minha rotina, comecei a ler sua coluna, a pela primeira vez entro aqui e apaixonei, alias apaixonante, vontade de ter mais tempo e dar um ctrl c e depois ctrl v e passar para muita gente, mas ou fazia isto ou escrevia o comentario, optei por este, me encontrei praticamente no teu texto inteiro, sou a amiga gay dos meus amigos heteros e o “mundo” gay as vezes me detesta, pq nao faço tanta propaganda assim como eles gostariam que eu fizesse, sempre disse que nao colocaria uma bandeira do arco-iris na minha sacada, nao preciso fazer propaganda do que sou, simples assim, e tbm nao tenho que ter somente amigos gays pelo fato de se-lo…me resolvo bem com isto…enfim o que sera que eh o gueto, ele pode estar dentro e fora de vc, so se permitir, mas qdo isto passa a ser uma condiçao, to fora…vou passar mais vezes por aqui. Bj e felicitaçoes pela sua coluna, admiravel.
  28. Diedra 03/09/2009 at 17:02 - Reply
    Meninas Lindas e Maravilhosas,
    Td bem?

    Só pra avisar que não estarei mais postando aqui semanalmente.

    A coluna agora é de 15 em 15 dias, ok? (Por isso semana passada não teve).

    Avisei a todas que tinha contato no leskut, orkut ou email, mas só agora me ocorreu de avisar aqui também…

    Mil desculpas, minha cabeça não está dando conta, muitos projetos ao mesmo tempo…

    Adoraria conseguir continuar escrevendo toda 5ª, mas realmente não está dando, estou absolutamente sem tempo, mas… Prometo me esforçar para continuar conseguindo postar 2 vezes por mês, ok?

    Agradeço imensamente a compreensão, incentivo e apoio,

    Especialmente das que comentaram e eu ainda não agradeci:
    Bila
    Christina
    Nick
    Eliara

    Muito, mas muito obrigado mesmo!
    BJ GDE no coração de cada uma e todas!

  29. R. 07/09/2009 at 23:55 - Reply
    Diedra,
    Segunda vez que comento um texto seu aqui. Nossa realmente magnífico. Parabéns pela coluna e boas matérias.
    Eu acredito que no fundo o preconceito não surja apenas de um lado o preconceito ele é construído pois da mesma forma como os que se dizem hetero tem preconceito com os gays, os mesmos tem um certo preconceito com os heteros e isso, na minha opinião, é a coisa mais idiota do mundo porque todos independente de raça,cor,opção sexual AMA e é isso que devemos cultivar o AMOR, porque é por meio dele que poderemos construir uma sociedade mais igualitária.

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