se o papa fosse mulher
o aborto seria legal
se o papa fosse mulher
o aborto seria legal
seria legal e seguro!
seria legal e seguro!
se o papa fosse mulher…
(rufar insano das latas)
… o aborto seria legal!
cantiga feminista popular
diária querida,
continuemos o mini-especial cotidiana sobre “descriminalização das mulheres que abortaram e legalização do aborto”: hoje quero falar sobre religião e escolha. depois da coluna anterior, que em poucos dias teve muitas visualizações e comentários, ainda há pontos sobre os quais eu, como negra feminista lésbica, acho importante falar.
algumas pessoas acham aborto um tema polêmico. eu não entendo isso assim, mas vou fazer um esforço empático pra me mover um pouco do meu lugar e ir até esse, que entende o tema como polêmico. aí penso que pode ser assim porque movimenta questões muito preciosas pras pessoas, por exemplo: questões religiosas.
diária, sou uma hippie espiritualista. tenho lua y ascendente em peixes. isso significa que minha possibilidade de sintonia com assuntos não-mundanos é ampliada, hiper-sensível, me movimenta, me segura, me define. isso é pra dizer que eu também tenho meus fundamentalismos, quer dizer: tem coisas pra mim que são fundamentais, imprescindíveis, sem as quais ou não vivo ou vivo toscamente. e, querida diária, sou uma mulher preta. pra mim, viver é ser plena. não aceito nem pouco nem tosco.
também tenho minhas manias, minhas verdades, minhas dúvidas, meus medos. também tenho minhas idéias sobre como poderia ser o funcionamento do mundo e das coisas pra que a vida fosse sentida de maneira mais inteira, feliz, conectada e plena. mas não sou uma tirana absolutista, e tenho visto organizações (de poucas pessoas em relação a muitas, principalmente) que se baseiam nisso, em suas vontades, valores e crenças, pra justificar que o que sentem como correto deve ser espalhado pelo mundo.
nesse pedaço de história dessas tais civilizações a que foi dada grande importância, esse ímpeto de se espalhar ganhou nomes como colonização, escravização, patriarcado, racismo. misoginia. heterossexismo. especismo. tecnocracia. religião – entre outros, tão graves, universalistas e massacrantes quanto os citados. agora quero falar sobre o nome “religião”.
não é uma análise filosófica nem semântica nem etimológica nem nada disso, muita gente já sabe que do latim veio pra gente como “religar” etc. e também sabemos (pelo menos eu, minhas amigas e umas outras pessoas que andam falando suas idéias por aí) que essa reconexão se faz necessária justamente e principalmente como resposta a uma desconexão sinistra que, pra vitória daqueles outros nomes citados logo ali em cima, foi parte do modo como se estabeleceram.
a conexão alma e corpo, que pra muitas civilizações e culturas hoje ainda é inquestionável, foi rompida por um processo bem conhecido, documentado e estudado de construção de sistemas (políticos, econômicos, sociais) de outras civilizações e culturas (ditas “dominantes”, “hegemônicas”, “modernas” etc). uma ruptura que se conecta a outras como natureza e cultura, feminino e masculino, negritude e não-negritude etc pra ampliar seu campo de opressão. já falei disso antes aqui mesmo nessa diária.
pois bem. e o que isso tem a ver com despenalização do aborto, legalização do direito de escolha e a necessidade urgente de que ele seja garantido de forma pública e segura, pelo estado, às mulheres que decidirem interromper uma gravidez indesejada?
uma mentira contada mil vezes não vira verdade: e uma religião que se coloca como a mais importante não consegue derrubar completamente a importância de outras religiosidades e cosmovisões: um sistema de pensamento que difere de outros não é “o correto” só porque tem adesão majoritária: ou seja, o que é fundamental pra mim pode não ser pra você.
a idéia de concepção da vida, ou “a partir de que momento um monte de células é uma pessoa?”, não é consenso entre várias, diversas e divergentes formas de pensar, sentir e viver – religiosa, “científica”, politicamente.
e se vivemos embaixo de uma organização política que tem que dar conta de uma pluralidade de religiosidades, afetividades e subjetividades, todas as opiniões devem ser contadas. não só as que se dizem maioria.
é por isso que o estado deve garantir, a todas as mulheres, condições seguras e dignas de exercerem sua escolha. porque o debate sobre a concepção da vida é tão antigo e polêmico quanto as anjas do sexo. significa que não há consenso. e enquanto isso há mulheres morrendo porque vão continuar abortando de maneira clandestina e insegura; morrendo ou ficando doentes, ou tristes, ou sendo criminalizadas. entre elas há inclusive mulheres católicas, diga-se.
e eu, aqui com minhas cosmovisões e minha ética feminista, penso que aborto não é assassinato porque, diferentemente de outras formas de consenso que conseguimos estabelecer coletivamente a respeito da vida, não há consenso sobre o momento da concepção da vida – como não há também sobre quando ela termina, vide o comentário da tai sobre eutanásia.
como estamos aqui em diálogo, e esse, da idéia de concepção da vida sob prismas religiosos, foi um argumento falado várias vezes nos vários comentários, decidi responder a ele solamente.
dia 28 de setembro, que esse ano vai ser uma segunda-feira, é dia de luta pela descriminalização do aborto na América Latina e Caribe. as feministas estamos presentes e seguimos lutando, ampliando o debate e negociando nossos fundamentalismos – menos o direito à vida das mulheres. direito à vida plena, com soberania sexual, reprodutiva e religiosa.
que cada qual seja responsável pelos custos emocionais, afetivos, físicos, sentimentais e religiosos que a escolha de interromper uma gravidez não planejada ou não indesejada pode trazer,
que cada uma que preste contas a seu deus. aqui, no plano material, a democracia em que vivemos ainda é uma organização política que deve servir a todas as pessoas, não apenas a algumas, e nunca apenas à maioria,
que todas as mulheres que abortarem tenham direito à vida digna e plena,
amém.
também tenho uma moral, uma ética. não abri mão de algumas coisas ao me descobrir sapatão, apesar de ter repensado outras. acho perversa a maneira como algumas pessoas misturam “moralismo” com “moral”, e usam isso pra dizer que nós mulheres que defendemos a despenalização do aborto e a legalização do direito de escolha somos “imorais”. também falam isso repetidamente quando apontam a gravidez como um castigo ao livre exercício da sexualidade: “na hora de fazer foi gostoso, né?”.
até quando vamos continuar punindo a nós mesmas por nosso gozo?
essa pergunta fica pra próxima cotidiana.



















O aborto é consequência, na maioria das vezes, da falta de diálogo. E a família, ao se defrontar com a gravidez indesejada, ao invés de apoiar, condena, empurrando suas filhas para a clandestinidade e, muitas vezes à morte ou à mutilação.
É por isso que o assunto deve sim ser abordado e discutido sempre que possível!
Quanto ao aborto não sou contra nem a favor. Todos temos nosso livre arbítrio para decidir. E é sobre isso que trata a discriminalização.
Quem não segue religião alguma não pode depender de conceitos religiosos que regem muitas das leis. Ou pior, quem segue outra religião não deveria seguir uma lei pautada eu conceitos religiosos de outra religião. Afinal as leis devem servir igualmente para todos.
Até mais.
Quem não ler nem deveria comentar,
Quem é contra, argumente contra,
Quem é à favor, agumente à favor,
Devemos debater pois lutando pela causa, seja ela contra ou à favor, podemos ajudar a melhorar as coisas.
Sou à favor, mas não posso comprovar cientificamente que é o certo, afinal essa é uma questão cultural transitória que varia de acordo com cada lugar desse mundão!
Minha argumentação conforme a coluna anterior tem à ver com a formação do SNC, mas como já falei lá, não preciso repetir aqui.
Sto Agostinho dizia que Deus amou infinitamente o homem por isso lhe concedeu o livre arbítrio, mas por conta do pecado original(onde a Eva comeu a tal maçã) o homem racionalmente tenderia a decidir as coisas pelo lado do mal, por isso ele não deveria pensar, deveria apenas seguir a bíblia, ou seja a palavra divina revelada, o que foi nomeado como Ética do dever.
Estamos no século XXI, não acredito que Eva tenha nascido da contela de Adão(apesar de muita gente achar que isso aconteceu literalmente), a história do pecado original me causa repulsa uma vez que foi criada para denegrir e depreciar o sexo feminino(a mulher foi culpada e como punição deveria sentir as dores terríveis do parto!?!), acredito em Deus, tenho minha espiritualidade relativamente desenvolvida, então se for pra falar em Deus, defendo o livre-arbítrio, o direito e a possibilidade de escolha.
Se for pra falar em ciência, podemos debater a questão do SNC, da saúde pública, do controle da natalidade, dos custos aos cofres públicos e etc.
Se for para falar em moralismo, podemos debater as familias estruturadas e não as crianças mães de crianças, a baixa no número de crianças abandonadas versus o crescimento que pode ocorrer no número de adoções….enfim…por aí vai….só não dá pra ficar de fora…devemos discutir o que é melhor pra nós mulheres e tentar reverter toda essa submissão, discriminação, marginalização e etc que o sexo feminino sofreu e vem sofrendo ao longo dos anos.
SIM AO DIREITO DE ESCOLHA, essa é a minha bandeira!
Se não gosta do assunto, não leia o texto, não comente. Esse é um lugar para debate, não para ofensas.
é o que tenho a dizer.
os preservativos estao aí, a pílula do dia seguinte é permitida. mais do que isso já é demais. houve uma uma manifestação de vontade da mãe no sentido de formar essa vida que, precisa a partir de agora ser protegida e respeitada.
Entre as principais causas damortalidade materna estão os casos associados à hipertensão, o trabalho de parto prematuro e a hemorragia, que tem grande potencial de redução. Tbm há perda anual de mts mulheres, por ex: CA de colo uterino, doença que é sexualmente transmissível e que pode ser evitada e diagnosticada precocemente, entre outras. Sua redução está na dependência de políticas de saúde que permitam o acesso à serviços de saúde e de boa qualidade na atenção intermediária, hospitalar, e, sobretudo, na atenção básica!
Coloquei p/ vc, no post anterior, q a atividade sexual cada vez mais precocemente não é assunto recente no Brasil e, com isso, aumentam as conseqüências imediatas dessa sexualização infanto-juvenil. Sabe-se q uma das principais consequências é o aumento de dst nessa faixa etária e a gravidez, às vezes, indesejável. Veja os dados da pnad de 2007, q evidencia a gravidez na adolescência, mas desde 1996 (6,9%) c/ aumento da proporção p/ 2006 (7,6%), de mulheres entres 15 e 17 anos c/ pelo menos um filho. Perguntei: O Estado colocou ao dispôr do cidadão os meios de instrução? o q se tem feito?
O aborto é ataque de conseqüências, Any. Quem ataca as conseqüências, faz isso o resto da vida e não resolve o problema. Tanto é que a legalização do aborto é defendida c/ a educação sexual e prevenção no pós-aborto, exatamente, p/ a mulher não precisar mais recorrer a outro aborto. Pergunto: hoje, de q adianta falar em legalizar o aborto se a educação sexual e prevenção estaria focalizada DURANTE a decisão de interrupção da gravidez, e não ANTES da gravidez?? Esquece-se do antes???
O aborto legalizado em sua forma pura e simples, por exemplo, não vai resolver os abortos por ignorância da gestante, não resolveria às mortes ocorridas por abortos espontâneos, outras causas relacionadas à gravidez, parto e complicações no pós-parto que os números oficiais já revelaram.
E outra: o fato da garota ser adolescente isso não significa que todas as adolescentes desejam interromper a gravidez. O fato da mulher ser pobre também não significa que ela deseja interromper a gravidez. Nesse caso, onde a legalização beneficia essas mulheres?
Já coloquei no post anterior que não acredito que a maioria das mulheres engravidam por falha na contracepção e que morrem apenas pq desejam interromper a gravidez, e coloquei os motivos…
Any, veja bem, são problemas diferentes, então soluções diferentes…
Eu e vc apenas enxergamos soluções diferentes.
Bjo
Concordo plenamente que a legalização pura e simples do aborto não resolve, mas não podemos agir em apenas uma vertente que é a educação que vc preza de maneira tão correta.
Acho que toda unanimidade e generalização é errada por isso devemos levar todos casos em consideração.O caso do estupro, da falha no método contraceptivo, a falta de informação e cultura, no momento de burrice, todos resultando no simples direito de escolha.
Na minha opinião, junto aos investimentos em educação e informação, bem como a possibilidade de escolha em abortar ou não, deveria haver um acompanhamento psicológico da família para entender e endossar ou não os motivos do aborto.Não podemos pensar que a coisa seria por oba-oba.Libera a lei hoje e amanhã as mulheres estarão fazendo filas nas clínicas e hospitais, ninguém mais vai usar camisinha pq depois é só abortar…não é assim…a informação é a maior arma, mas não é a única.
Porque se, com tanta informação, os casos de HIV não diminuem?Pq com o tratamento mais evoluído as pessoas tratam a doença como algo com a qual podem conviver naturalmente e permanecem não usando camisinha.
É uma questão de educação que não acontece da noite para o dia, leva várias gerações para que os investimentos em educação façam diferença.Por isso precisamos trabalhar com todas as vertentes possíveis.Investir no amanhã e trabalhar pelo hoje e o hoje deve possibilitar o direito de escolha, deve subsidiar aquilo que eu entendo como melhor para mim.
Junto com a questão do aborto, também sou à favor do direito de escolha do momento em que eu definir como o melhor pra mim em submeter-me aos métodos contraceptivos definitivos onde o estado não deve decidir quantos filhos eu deva ter antes.
Quanto ao meu corpo, eu é quem deve decidir.
Apenas acredito no direito de escolha.
Ps.:é muito bacana discutir e debater com pessoas educadas e inteligentes que argumentam ao invés de ofender.Obrigada Rosana e a todas as meninas que postaram comentários inteligentes e embasados.
Sim à informação!Sim ao direito de escolha!
Mas pra mim, sou contra.
Sim, pq os ministros do STF ficam lá até que suas bundas criem raízes nas poltronas, vide Eros Grau. Dificilmente esse vai ser o tipo de coisa que se conseguirá mudar na maioria absoluta do STF.
E ficadica que nenhuma lei foge do filtro do controle de constitucionalidade, venha de que fonte for, popular que seja.
tenho um certo medo sobre esse papo de educação sexual nas escolas; há uns anos fiz estágio numa escola próxima a minha casa e uma das coisas que descobri era que havia alternativa a aula de religião, o que ache muito bacana. depois descobri que as crianças (era sétima série) tinham aula de educação sexual. perguntei qual era a professora que dava essa aula, e era a professora de religião. uma senhora crente que pregava a abstinência.
lembro também duma história de um amigo sobre a aula de educação sexual na escola dele. era uma freira e ela dizia assim: ‘vocês estão vendo esse copo cheio d’água? ele é como sua virgindade’ ai jogava a agua no chão, pegava um pano, secava a agua e expremia no copo de novo pra finalizar com ‘posso até recolocar a agua aqui mas nunca será a mesma coisa’.
se as aulas de educação sexual forem desse naipe, medrosas, hipócritas e querendo retardar a sexualidade das pessoas jovens melhor ficar sem. ai é o padre dizendo pra gente não se masturbar, não trepar antes de casar (gente homo, que não pode casar, comofas?) e a pornografia machista dizendo como é que a gente pode gozar, com que caras e com que bocas. vejo um contínuo cabuloso entre essas duas coisas. sem a aula medrosa de educação sexual, sem a proibição do sexo a pornografia perde seu nicho de didática primordial do sexo.
pra mim essa questão é espinhosíssima. assim como a questão do aborto da qual é tangente. mas estou com as meninas: pelo direito de escolha! mesmo sabendo que o aborto não é uma bandeira final não é solução para os problemas ele é parte de um processo de autonomia reprodutiva e sexual das mulheres que passa também por uma educação sexual mais cuidadosa (e na minha cabeça doida: feminista!)
[tomara que esse post não fique coalhado de comentários cansativos como o anterior]
beijas e fiquem bem
Não é por poder abortar que as mulheres o farão indiscriminadamente.
mesmo que se feche um currículo básico, sabe. quem são as pessoas que darão essas aulas?
eu acho assim, enquanto lutamos por educação sexual de qualidade (o que na minha cabeça tá ligado a uma mudança muito radical nos nossos costumes e não numa simples aula de como-botar-camisinha-na-banana) tem um monte de gente que teve nenhuma educação sexual – ou uma educação medrosa, ou acesso apenas a comerciais de tv onde o uso de preservativo está unicamente ligado à ameaça da aids – trepando com caras sem cuidados, expostas a outros tipos de doenças e a gravidez indesejada. e enquanto a paternidade continua ligada apenas a um auxílio monetário (quando está, né?) os cuidados com as crianças continuam sendo ônus exclusivo das mulheres (quando não das próprias mães, das avós). acho que tem muita coisa colada ai nessa questão do aborto. e vejo sim o aborto como apenas uma parte num processo, uma parte bastante urgente, porque tem a ver com garantir que uma porção de mulheres não morram ou não sejam mal tratadas por médicos (e eu conheço uma porção de histórias de mulheres com abortamentos naturais que foram mal tratadas por médicos que pensaram se tratar de abortos induzidos)como se fossem criminosas, por exercer livremente seu direito de escolha.
Sim, Any, problemas diferentes, soluções diferentes… Mas nesse caso, o problema aqui seria pago c/ o extermínio de um descendente apenas p/ resolver problemas de rejeição c/ ele. Vc sabe q eu sou contra a legalização do aborto, pelos dos motivos que já coloquei, que o aborto não protege a mulher (há algum hospital que garante a mulher (por escrito), que se submete a um aborto induzido, mesmo que o procedimento cirúrgico ocorra bem, que ela está 100% livre de ter problemas a longo prazo?), e porque tbm entendo q o filho e a vontade da mãe são coisas bem diferentes.
Esses dias eu vi uma entrevista, q há mulheres, por alguma razão, desejam interromper a gestação. Porém, vale lembrar, o desejo de interromper a gravidez pode acontecer mas em qualquer tempo de gestação e por motivos diferentes. Assim, a rejeição com o filho pode acontecer a qualquer tempo e até mesmo após o nascimento, por exemplo, há mães q abandonam filhos e ficam com outros (especialmente se ela ficou muito ressentida com o companheiro com quem gerou aquela cç), entre outros mts casos.
Para tanto, o sentimento de rejeição pelo filho também pode mudar a qualquer tempo e vir o arrependimento. De repente, a pessoa que desejava interromper a gravidez o sentimento de rejeição pode mudar aos 2, 3 ou 5… meses de gravidez, por exemplo. E, às vezes, somente pelo fato de pensar que um dia já desejou o extermínio do filho, mas que agora é querido, a pessoa se culpa, chora de arrependimento etc.
Eu gostaria de saber, de quem colocou q é a favor da escolha, se vcs sabem:
Esse projeto de lei que vcs defendem é um projeto que tem brecha da permissão de aborto também após os 3 mêses de gestação ou não??
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quem tem que decidir sobre o nosso corpo somos nós mesmas.
afinal, o corpo é meu. faço dele o que bem entender e ninguém tem nada a ver com isso.
se durmo com mulheres e/ou homens, se quero abortar ou não, isso é decisão minha.
chega de homens querendo exercer seu poder sobre o corpo das mulheres!
não somos propriedade de ninguém, a não ser de nós mesmas!
acho muito cômodo ser contra o aborto e não estar na pele de quem já quis fazer.
heheehehehehe
gentedoida.com