Rótulos
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por Má Palas em Menina, não sei fazer poesia.
Olá, meninas, mulheres e moças
Volteiii com imensas saudades de vocês.
Mil e uma desculpas por um este grande momento de ausência. Tive vários problemas pessoais e, para complicar ainda, em todos os setores da minha vida. Mas, graças…está tudo bem!
[Agradecimento especial para Del por ser compreensiva comigo nestes meses de ausência. Valeu demais, Dona Moça.]
Deixando a vida particular de lado, vamos que vamos!!!
Encontrei algumas amigos, esta semana, que não via faz tempo. Conversamos sobre várias coisas e aí, eis que me surgem algumas certezas.
Qual a definição de sexualidade que cada uma carrega dentro de si??
Bem, recorri ao dicionário: “A sexualidade define-se como sendo as suas preferências, predisposições ou experiências sexuais, na experimentação e descoberta da sua identidade e atividade sexual, num determinado período da sua existência.”
Bem, pela definição acima, podemos constatar que todas nós somos lésbicas e algumas, como bissexuais. E até, fomos héteros. Ok! Até agora nada de novidade.
O quê me pergunto é será? Será mesmo que precisamos nos definir, enquadrar dentro de um padrão, ter rotulações, sermos designadas de isto ou aquilo? Para quê isto tudo?
Eu, particularmente, acho que seria incrível não ser nada disso. E digo mais, se conseguisse me envolver com homens (assim sendo “as coisas” entre a gente não mecânica), juro que provaria das duas “frutas”.
Imagina só, que demais! Poder ter dois corpos diferentes na tua vida, seja o momento que for. Poder vivenciar e conhecer personalidades distintas, gostoso difusos, vivências imagináveis. Jurro, se pudesse escolher a sexualidade escolheria, sem pensar duas vezes, ser bissexual.
E o que pergunto é: sexualidade se muda? Nascemos com ela ou a desenvolvemos? Nos envolvemos com pessoas, com o jeito de ser, ou realmente, nos envolvemos por causa do nosso lado sexual e sensual (em alguns casos?).
Há tantas perguntas dentro destas supracitadas perguntas e que eu nem sei mais como definir tudo isto. Tem “gente” que as responderá através da ciência, outras pela sociologia e/ou psicologia, outras através da vertente esotérica e/ou religiosa.
Somo difusos, somos um milhão dentro de um só. Uma hora gostamos de coca e em outro momento queremos guaraná. Eu, não sei responder as minhas próprias dúvidas, a única coisa que tenho certeza é que não quero para mim um mundo fechado e cercado de amarras. Seja o que achar que sou, seja o você achar que sou ou cilano achar que sou, quero mesmo é seguir minha vida.
O importante é, acima de tudo, estar no mundo na sua mais pura essência necessitária de novidade, de pessoas, de sexo, de vida, de trabalho e de amor. E as definições, ah…Deixa-as um pouco de lado, mais especificamente para as garrafas de coca na prateleira de supermercado que precisam de indentifcação do consumidor. Sejamos consumidoras de nós mesma.
Até breve,
Má Palas
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Tbm não aprecio rótulos em pessoas, isso é útil em outras áreas da vida. Rotular alguém de hetero, bi, les é limitar a existência dos mesmos. Sôbre preferir ser bissexual..ahahaha…acho o raciocínio compreensível! Mais possibilidades, mais chances de experiências, de encontrar um amor, etc. Acho que seria o ideal para todo mundo..rs..aliás, li em algum lugar que essa vai ser a tendência para o futuro, todos serão bissexuais e nada será novidade. E nada contra quem sente atração só pelo mesmo sexo, acho ótimo sermos vários tipos, várias cores e tamanhos.
Pois é, bem complicado definir-se (tinha até escrito um texto sobre isso para postar no meu blog, mas deu-se o caos e o perdi¬¬). A gente tem que se definir sobre tudo – e nem é para nosso próprio ego, e sim para satisfazer uma necessidade alheia. Temos que nos decidir sócio e politicamente, profissionalmente, sexualmente… Nossa! Para que tantas coisas? Já não somos suficientemente estressadas.
Para mim, basta saber que sou SER HUMANO DO SEXO FEMININO! Que importa se sou universitária, bissexual (ora hétero, ora homo, ora os dois, depende de quem passar na minha frente!), brasileira…? Chega de tantas obrigações! Sejamos felizes, isso é o que conta!
cada um com seus gostos e preferências…apenas ficaria casualmente com uma bi, nunca levaria uma a sério, não passaria de uma noite, apenas sexo casual..
Preconceito? sim, assumo q sou preconceituosa..mas afinal, gosto é gosto e como disse, nunca levaria uma a sério..isso não quer dizer q eu não respeite as orientações sexuais das pessoas, é uma preferência, um conceito meu apenas.
Parabéns por seus pensamentos tão bem organizados em forma de texto!
Acho que aqueles que não se importam com rotulações(e padrões pré-estabelecidos sabe se lá por quem) não são somente os visionários, os futuristas, os vanguardistas, ou como queiram chamar.
Creio que o que nos liga ao universo é a simplicidade, é o estar e sentir-se bem( seja lá com quem for), é o uno e o diverso que temos dentro de cada um.
Afinal de contas a natureza é assimétrica (quiral) e o caos é a ordem… desculpe se fui longe demais..rsrs
Enfim, acho que vou pintar uma camisa com a sua frase: “Uma hora gostamos de coca e em outro momento queremos guaraná.”
E que sejamos assim,simples e complexos ao mesmo tempo.
Bjs.
Natasha concordo plenamente com vc.Tbm não levaria uma bi a sério pois acho um ser muito inconstante.Pode ser que seja preconceito sim mais fazer o q?!Cada um com com sua preferencia.Eu tbm tenho a minha.rsrs…
Realmente p/ que rotulos?
concordo muito bem com o que você escreveu, mas eu acho que as pessoas as vezes gostam de saber o que são por que se sentem deslocadas com relação as pessoas que a cercam, e gostam de achar um lugar onde se “encaixam” e, geralmente, os circulos sociais heteros e gays não se dão muito bem, com excessoes claro. simplesmente é bom estar cercada de pessoas que são bem como você, que passam pelas mesmas coisas que você e que te entendem perfeitamente. mas rótulos, rótulos mesmo, aquela cosia de te excluir porque você “não faz parte do grupinho”, acho isso a coisa mais ridícula e cabeça fechada do mundo.
minha opinião é um pouco confusa mas, é assim que eu penso. XD
PERFEITO… É desta forma que devemos pensar
Beijooo
Esta questão é meio complicada.
O nome seria um rótulo, ser brasileiro tbém poder ser um rótulo, dizer que você é mineira tbém pode ser um rótulo.
Todos nós temos nossos rótulos, essa é q é a verdade. Só q eles não podem ser mais importantes do q nós. Temos de ter cuidado com a importância q damos a eles…
Bom texto!
Rotulos são exteriótipos que cotidianamente temos o hábito de tecer sobre tudo e todos, e acabam por nos deixar confusas e acreditar que somos ou não diferentes das demais pessoas.
Persebi empiricamente, que devemos ser o que somos, sem nos preocupar com as definições restritas que muitos tendem a fazer de nós. Rotular para conhecer é uma coisa, mas rotular para excluir é babaquice.
Adorei a Coluna.
Beijo
Hein, meninas.
Desculpe a demora para responder os comentários.
Amei todos, com suas diferenças e também com suas concordância.
Sabe, esta semana tive uma aula meio estranha na faculdade que me veio à tona estes pensamentos de vocês e meu próprio deste.
Vivemos em um sociedade em que ao mesmo tempo somos o rótulo de tudo.
Como exemplo cito Ana no comentário dela: “O nome seria um rótulo, ser brasileiro tbém poder ser um rótulo, dizer que você é mineira tbém pode ser um rótulo.”
Eu acho que o mais legal de tudo isto é saber que podemos ser um rótulo de algo e ao mesmo tempo não. Se nos questionar, saber o nosso lugar no Universo e de uma forma íntegra que vivemos com isto, estaremos sendo um “rótulo diferenciado”.
Bem,espero que assim…sabendo e tomando consciencia de tudo isto sejamos cada dia mais feliz.
Abraços para todo mundo.
Voltei cheia de pique.
Má Palas
[...] artigo anterior, escrevi sobre rótulos e estes “seres” estava tendo uma opinião tão grossa, tão baixa, tão tenebrosa, tão [...]
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