Memórias do Apagão
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por Diedra Roiz em Dizendo Ao Que Vim
Aconteceu Terça Feira, durante o blecaute…
Chego em casa pingando. Pega de surpresa por um temporal de verão. Sem guarda-chuva e de sandália…
É, eu mereço!
As calçadas esburacadas da cidade maravilhosa rapidamente transformadas em piscininhas repletas de água podre.
Enlameada, encharcada, o couro molhado se tornando incômodo contra os dedos do pé…
Ainda assim, tento manter meu pensamento não nas viroses e doenças que posso pegar na sujeira do chão, mas no frescor que a água escorrendo em minha pele traz.
O porteiro da noite me olha de cima a baixo. Conseqüência da aderência da camiseta grudada revelando mais do que eu gostaria de mostrar…
No elevador, suspiro exasperada.
Entro quase correndo em casa. Tudo escuro. As meninas ainda não chegaram.
Lavo as sandálias e os pés no tanque da área de serviço antes de adentrar a sala. Tomo um banho rápido. Ligo o computador para finalmente, começar a escrever a coluna do PL e…
A luz cai.
O estabilizador pisca loucamente antes do PC desligar. A lâmpada estranhamente permanece numa semi penumbra… Leve tom de… Mágica?
Antes do breu se tornar total.
Lá fora, na rua, mais gritaria do que quando anunciaram que em 2016 o Rio vai ser sede da olimpíada.
Durante alguns momentos, permaneço parada. Os olhos piscando, tentando se adaptar a não claridade…
A mão se estende e agarra o celular. A luzinha do aparelho me guia até a cozinha, onde a única caixa de fósforos da casa está.
Se ainda fumasse teria um isqueiro no quarto, mas… Felizmente parei de fumar…
Basta um segundo para pensar:
Não tenho lanterna. Deixei as cinco do meu último espetáculo junto com o cenário…
Com o perdão da palavra?
Caralho!
Velas?
Onde tem velas? No meu oratório, claro!
Volto para o quarto iluminando o espaço ainda com o celular. Acendo as velas do oratório. Naquele ambiente de Idade Média pós moderna, finalmente vou até a janela.
Estranho.
A rua das Laranjeiras inteira sem luz? Inacreditável!
Meu celular toca.
Olho no visor antes de atender: Renata.
Minha roommate pergunta:
- A Ju tá com você?
Respondo rápido:
- Ela não tá em casa. Cara, tá faltando luz na rua toda.
E ela:
- Aqui no Centro também. Acho que é na cidade inteira. Preciso que a Ju venha me buscar. Não consigo falar com o celular dela…
Desligamos.
Tento ligar para o celular da minha irmã:
“Rede ocupada”
Tento alguns outros números. A mesma mensagem.
Como na virada do ano novo, quando fica tudo congestionado…
Ligo do radio do celular para a minha gaúcha. Não querendo, mas não tendo como evitar deixá-la preocupada:
- Não tem luz no Rio de Janeiro. Vê se tem alguma coisa na internet.
Ela é muito mais do que rápida:
- Onde tu tá? Tá sozinha? Tá bem?
Linda. Perfeita. Quase babo ao responder:
- Amor, tô em casa. As meninas ainda não chegaram.
Tempo suficiente para ela se informar:
- No site da Globo tá dizendo que tá sem luz no Rio e em São Paulo.
Duvidando ter escutado direito, tento confirmar:
- O quê?
Ela não só repete, como acrescenta:
- Parece que Minas e Espírito Santo também!
- Afe!
É só o que consigo falar.
Pouco a pouco, ela me narra as notícias que entram. A coisa só piora. A luz se apagando em cada vez mais cidades e estados.
E então, naquele momento, ali sentada, pela primeira vez compreendo que na minha casa – como na maioria, eu acho, posso estar enganada – sem luz quase nada funciona. O fogão e o aquecedor do chuveiro (a gás) e o celular (enquanto a bateria durar).
Começo a pensar:
- Que coisa estranha! Inacreditável! Se fosse um filme, seria de terror, claro!
Na minha mente, filme de terror tem uma ligação imediata com aquela que adora, e assiste todos:
- Vou tentar ligar de novo pra minha irmã.
Sou mais uma vez agraciada com a extrema compreensão do outro lado:
- Tá. Enquanto isso vou tomar banho. Te ligo quando terminar.
Dessa vez a ligação é completada. Disparo, aflita:
- Tudo bem?
Minha irmã absolutamente tensa do outro lado:
- Não. Tá faltando luz aqui em Paquetá.
E eu, no auge da minha superioridade de pessoa bem informada:
- Em Paquetá não. No Rio, em São Paulo, Minas, em vários estados.
Depois de um silêncio pesado, a voz dela soa quase apavorada:
- Ainda bem que pedi pro Júnior ficar. Já tava morrendo de medo, agora então..
Não entendo nada. Paquetá é uma ilha onde todos se conhecem, sem nenhuma criminalidade. Com o que diabos ela está preocupada? Talvez seja só desculpa para fazer o namorado ficar. Sou obrigada a perguntar:
- Medo de que, Mari?
Se fosse teatro do absurdo não teria resposta mais surreal:
- Dos mortos vivos.
Só pode ser sacanagem:
- Fala sério, vai.
Ela insiste:
- Tô aqui, iluminando as coisas com o celular, igual em “Quarentena”. Até tranquei minha janela.
Sai de forma involuntária:
- Só tá esquecendo um pequeno detalhe.
- Qual?
- Mortos vivos não existem, sabe?
Ela dá uma risada:
- Em filme é sempre assim. Ninguém acredita. Vai que tem um vírus, e esse vírus se espalha? Você não sabe!
Ouço berros aterrorizados do outro lado.
Que me fazem arrepiar.
- Mari? Mari? Que aconteceu? Fala!
Pavores. Medos. Pesadelos.
Temores e suores frios de infância.
A falta de luz os faz respirarem?
Criam vida e nos privam de toda e qualquer racionalidade?
Debaixo da cama, dentro do armário, no estalar das tábuas.
Ruídos que toda casa ou apartamento faz. Mas que só os insones conhecem e sabem…
Eu já apavorada:
- Mari!
Um grito completamente primal…
Precede o alívio de ouvi-la dizer, ainda ofegante:
- Uma barata!
Definitivamente, minha irmã está surtada.
Melhor desligar. Antes de ser completamente contaminada.
Tarde demais.
Eu já estou…
Fico pensando em todos os filmes de terror que já assisti… Realmente, o que minha irmã disse era verdade…
Salto quando o celular volta a tocar.
Atendo sem ver quem é.
- E aí? Tá apavorada?
Pessoas sem noção parecem ter essa estranha capacidade. De escolher os momentos mais errados. Certos para elas, na verdade.
Minha mudez não a impede de continuar:
- Tô ligando pra todo mundo que conheço que não vive sem computador… Tá fazendo o quê? Escrevendo com caneta? Ou quem sabe lápis?
Minha resposta soa pedante demais:
- Quando não posso digitar, prefiro gravar as idéias no mp3 do celular.
E quando a bateria acabar?
Pelos deuses!
Sou uma escrava!
Sem tecnologia eu mal consigo respirar!
O escuro está só em volta?
Dou a primeira desculpa que consigo formular:
- Minha bateria tá acabando. Preciso poupar.
Desligo realmente preocupada, porque… O telefone sem fio não funciona sem eletricidade…
O único ponto de bateria do celular é a única coisa que me separa da incomunicabilidade…
Minha viagem de auto tortura é interrompida pelo sinal do radio.
Atendo desesperada:
- Amor… E se a luz não voltar?
Ela não ri de mim. Pelo contrário. É doce, carinhosa, suave:
- Amor, calma… Claro que vai voltar.
- Tô entrando em pânico!
Da sala surgem ruídos e vozes. Minha roommate com a namorada.
- As meninas voltaram.
Minha gaúcha parece aliviada:
- Que bom!
Desligamos para que eu possa trocar informações.
A primeira coisa que ouço é:
- Cara, para de escrever! Tá acontecendo de verdade!
Só então lembro sobre o que Renata está falando: antes da maratona de revisão e lançamento de O LIVRO SECRETO DAS MENTIRAS & MEDOS, estava trabalhando numa nova história. Que se passa num mundo onde não existe mais luz…
O vício de atriz é mais forte. Um sorriso interno ao perceber o quanto aquilo tudo pode ser um imenso laboratório…
Penso, mas não falo:
- Caralho! Como posso ter esquecido?
Velas são acesas estrategicamente por toda a casa.
Tinha um pacote no armário da área de serviço. Obviamente, meu HD lotado não me permitiu lembrar disso…
Já sentadas na sala, jantando – eu a vela mor, empatando o clima romântico, pensando em fazer uma retirada estratégica, quando…
O assunto muda para algo fascinante:
- Acredita que na praia de Botafogo inteira, a única coisa acesa é aquele outdoor da Coca Cola? Queria ter tirado uma foto!
Uma das poucas coisas na cidade a ter gerador próprio é… Uma propaganda.
Faz sentido.
Muito mais do que o próximo tópico:
- Será que é uma invasão extraterrestre? Marcianos nos bombardeando? Querendo nos destruir, nos deixando no escuro?
Nem por um segundo pairou a dúvida:
- Só se forem extraterrestres muito burros! Tentando dominar o mundo aqui no terceiro mundo?
Nós três rimos. Na verdade, gargalhamos.
Até vir a lembrança:
- A Madonna tá no Rio!
A curiosidade então se torna só uma:
- Será que ela tá no escuro?
Entreolhamo-nos. Chegamos juntas à resposta óbvia:
- O Fasano sem luz? Nunca!
Pratos na pia, vou para o meu quarto com uma vela acesa grudada num pires.
Deito na cama sozinha.
Por um instante me perco no tremular incerto das chamas…
Ligo para minha gaúcha e digo:
- Momento perfeito pra você estar aqui, guria.
A resposta vem num suspiro:
- Eu também te amo…
O sono está impresso na voz dela. Compreensível. Passa de uma hora da manhã…
O diálogo é rápido:
- Vai dormir, amor. Amanhã você acorda cedo.
- Vai ficar bem?
- Vou.
- Mesmo?
- Sim.
- Vai dormir?
- Tô sem sono…
- Amor…
- Que?
- Qualquer coisa me liga.
- Tá bom…
- Te amo. Pode desligar.
- Também te amo. Beijo. Desliga você.
- Beijo. Manda mensagem quando for dormir. Desliga você.
- Mando sim. Você desliga.
- Tá bem. Beijo. Vou desligar…
Depois do som dolorido do fim da conexão, volto a observar a chama amarela… A cera que escorre da vela… Preciso apagá-la… Perigoso dormir com vela acesa, todo mundo sabe.
Sento na cama.
Mentalmente formulo um pedido inconsciente:
- Queria tanto que a luz voltasse…
Antes de encher a boca de vento e soprar.
No mesmo instante em que os gritos lá foram voltam a ser ouvidos.
As luzes clareando a rua, as casas, e os corações…
Volto a deitar, os olhos fechando, satisfeitos.
A luz outra vez ao alcance da mão. A um toque de botão, para ser mais exata.
Escorrego rapidamente para um sono confortável, seguro e sem medos, pois o breu agora parece mil vezes mais claro.
Deliciosa ilusão de que a escuridão pode ser controlável…
Não é uma escolha voluntária.
A luz voltando no Rio de Janeiro:
http://www.youtube.com/watch?v=sRUabjOJzQk
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o lance da propaganda da coca cola me lembrou a minha cidade tambem. eu tinha acabado de sair do trabalho, me enfiei em dois ônibus pra chegar em casa e no caminho, a única coisa acesa além dos hospitais era uma torre eiffel enorme formada por luzinhas de natal… cheguei a acreditar que era ilusão, até porque ela logo sumiu por trás do viaduto e dos prédios e a escuridão voltou a reinar
Muito louco mesmo…do nada a luz…se apaga e tudo fica piscando…parecia filme de torror mesmo…rsrs…um calorzão e…uma mosquitada sem fim…e 2 da manhã enfim…a luz retorna…e com ela o refresco…do ventilador…maravilhosa como sempre amiga…beijos
Eu acompanhei o apagão só pela tv…
minha cidade foi privilegiada!! hahaha
Só tivemos uma piscada de luz….uns 20 segundos e as coisas voltaram ao normal!
Ainda bem!
P.S: que poder da mente em Di….pede pra ficar milionária!!!=]
Bjão
É incrível.
O blecaute atingiu quase o país inteiro, a imprensa escrita, falada, televisionada mostrou depoimentos dos mais variados e só você mesmo pra transformar uma noite que foi um transtorno pra tanta gente (pra mim, sinceramente, foi indiferente) numa história absolutamente deliciosa.
Volta a luz e “o breu agora parece mil vezes mais claro”.
Falou tudo.
Ótima coluna (pra variar).
nha q coisa broxante!
haha. Minha irmã tbm ficou imaginando 09384232384 coisas. Morrendo de medo.
Eu passei horas, sentada no quintal vendo os vagalumes e os relâmpagos. Nessas horas é ótimo morar no interior do Rio!!
adorei a narrativa, rsrs.
beijos, Diedra!
Nick,
Amiga, que torre Eiffell era essa?
Estranho, hein?
Eita!
Esse apagão foi flórida, não?
BJ mega GDE!
Nanda Lírio,
E bota louco nisso!
Sabe que já teceram mil e uma Teorias da Conspiração, né?
Enfim…
Pelo menos aqui em casa não tinha mosquito! kkk
Brigadíssimo, linda!
BJ ultra GDE!
Stellinha.,
Onde vc mora? Acho que vou me mudar praí! kkk
Pois é, né? Quem dera tornar desejos realidade fosse algo consciente, né? Acontece nuns lances tão de bobeira…
Não podia ser numa aposta da mega sena acumulada?
Ah, quem dera…
Talvez seja mera coincidência, né?
BJ hiper GDE!
Mery,
Brigadíssimo, amiga!
Po, até foi um transtorno pra mim… Mas transformação do veneno em remédio, sabe como? Ou efeito Pollyana… kkk
Tudo tem seu lado bom, e é muito melhor levar a vida assim, no polo positivo, né? Apesar de as vezes ser MUITO difícil… Mas nunca impossível…
Adorei seu comentário, viu?
BJ muito mais do que imenso!
sophia,
nha, concordo com vc, viu?
Espero no próximo blecaute estar muito bem acompanhada, daí de brochante a historinha vai se tornar… Censuradinha… kkk
BJ super GDE!
Ui, nem quero imaginar o que teria sido este apagão se a Ventania tivesse soprando por ai!
Cara, ninguém merece barata com a gente indefesa no escuro. Sua irmã tem razão, sem contar que barata é um bicho meio ET, elas ainda vão dominar a terra MUAHAHAHAHAHHA
Eu gostei muitão deste apagão, imagina o quanto de energia não se poupou? Pena que isto não acontece em países que usam energia “suja”. Só não foi melhor pq a chata da consciência da gente fica lembrando das pessoas e situações em que energia elétrica é vital.
carak! aqui em casa foi muito surreal o negocio! tava bunitinha aqui, esquentando miojo da noite passada no microondas quando PuFT! cade a luz?
kkk
desci no térreo do prédio e, obvio, as vizinhas fofoqueiras já estavam aos seus postos pra falar da vida alheia com o porteiro de quebra galho!
tive que fazer o “grande sacrificio” de ir correndo pra casa da namorada pra ver se tava tudo bem por láá neh!!
heuuhe
esse apagão salvou meu começo de semana o/
Até de um apagão tu consegue tirar história… rs rs rs
Eu como parte desse Brasil q passou incólume à esse fato me senti num verdadeiro conto de suspense…
Barata… mortos vivos… tô vendo q a imaginação é coisa de familia…
Nota 10 mais uma vez…
Rê
Minha cidade não foi afetada pelo apagão.
Uffa!
Adorei o parte melosa da despedida no telefone com a tua guria. =P
Só você mesmo, Diedra, pra fazer um apagão dá origem a um texto tão bom… Parabéns!!
Na minha cidade até teve apagão, mas eu estava na casa da minha vó na praia, e lá não teve apagão o///
Viva casa de Vovis hehehhehe
maluuuco, é acabar a luz e logo pensamos nas coisas mais ridiculas do mundo, não dá para evitar.
eu particularmente morro de medo da menina do exorcista surgir do nada e tocar meu ombro, ou acordar e dar de cara com essa menina ou uma faca controlada por coisas sobrenaturais voando na minha direção >.<
kkkkkkkkk… adorei!
Nossa aqui em Santa Catarina tb foi assim, eu tava jogango Fatal Frame na maior impolgação, puutz falta luz!
Que buc***!
Fiquei deitada no sofá da sala, depois fui até o quarto esbarrando em algumas coisas pelo caminho até chegar ao destino, pegei o mp4 e desabei na cama.
Fiquei ouvindo Radiohead.
Nossa motos vivos ñ existem, mas existe espíritos! xD
Adorei o texto
Aqui no meu estado a luz não faltou… mas sei lá se é por causa da minha infância, a primeira coisa que acontece quando a luz apaga, tudo bem que moro no interior…rs, mas mesmo assim, a primeira coisa que acontece é que todas as estrelas do céu ficam visíveis, porque mesmo em lugares um pouco menores, com todas as luzes da cidade ligadas, elas ficam um pouco ofuscadas…
É um espetáculo, tipo viajar de bus e estar no meio de lugar nenhum em uma noite de luar…ai ai, é bonito
A escuridão não me assusta mais, nem as tempestades, acho que aprendi a encontrar a beleza desses momentos
abraços!
Nossa legals
Todos nós temos histórias pra contar sobre este apagão
Mais o interessante que aí em Laranjeiras RJ é igual aqui em Barueri SP
A Energia acaba e a galera grita UUHHHHH,Quando volta é aquela gritaria EEHHHHH
Não sei se eu acordei as 03:00 com a luz acessa no meu rosto ou se foi com a gritaria da galera entusiasmada …rsrs
Ai eu tbm estava sozinha…mais meus pensamentos são fertéis ,fiquei pensando na minha amiguinha…usahsuhaushau
Bjoss
Até eu q ñ estva ai fquei assustada quando vi na internet e em todos os canais, imagine vcs ai, mais apesar do apagão lamentavel, amei o texto, os dialogos, ri bastante aq.
abraços
Oi flor, tudo bem?
Obrigada por ter ido me visitar,e não não eu não sou pintora..r.srs, no máximo gosto de brincar com as palavras.
Esse apagão com certeza tem noticias para muito tempo. Agora eu não conseguia falar com minha carioca, deu a louca na claro..rsrs.
Bjs
nosssa
pensei na mesma coisa!!
a invasao alienigena, os filmes de terror
ateh na madonna!!
aahauhauaha
medoo de terçaa
Ok, eu achei q fosse só em Vitória q as pessoas gritam quando falta luz… \o/
Eu ainda estou rindo horrores da sua irmã… Tadinha cara, barata no escuro é muita sacanagem!
Vc pode dominar o mundo pensando nas coisas e elas acontecendo…Medo de vc! OO
O texto ficou incrível!
Bjooo.
Adorei o texto!
Olha, aqui em Sp, estava eu vendo Tv e puf! Tive uma sensação muito estranha…mas, o que aconteceu? Não está chovendo, não está trovejando! Será que foi algum acidente pelas redondezas? Algum terrorismo!! Abri a janela do quarto e vi que TUDO em volta e longe estava escuro. A gente começa imaginar mil besteiras, pensamentos sombrios…mas, como não dava pra fazer mais nada, fui dormir cedinho. O triste e dramático é ficar sabendo depois tudo que aconteceu durante a escuridão, são coisas de arrepiar, pessoas aproveitando da situação para dar um fim na vida de algumas pessoas, como aquela que fiquei sabendo, a moça foi assassinada qdo estava dando carona pra uma amiga, a moto se aproximou, ela acelerou e…fim. Mas, para acontecer isso, as luzes nem precisam estar apagadas. Enfim…com luzes ou sem luzes, a vida continua apesar de tudo. Nossa, que comentário sombrio e sem luz!..rs. Parei.
bjs
Eo tava escola… e dormi cedo. Nem vi a luz voltar.
Mais bem que eu desconfei na hora em que acabou a luz que não tinha acabado em só um lugar do Brasil. Eo até desejei por que sempre quis estar em um blackout pelo país. Hahaha… É exitante e desperta a imaginação. O medo também.
nossa. Eu lendo fiquei com medo.
O que mais me encantou no texto. foi a tua gaucha. Queria ter uma assim para mim.
me passa o telefone dela. rs
ops foi brincadeirinha. hehehehe
Eita noitinha complicada aquela…
Estava eu no meu note,acababando de conectá-lo a energia pois a bateria estava no fim quando tudo apagou…
Bem aqui onde moro vive faltando energia, então pensei que voltaria logo, mas já estava maldizendo minha pequena por ter usado o note sem conectar na energia, restavam 10 minutos apenas, resolvi dormir. Por volta das 11 e tantas recebo um sms “a luz acabou em vários estados, fiquem todos em casa”… O queeee? Como assim, ficar em casa, eu estou dormindo! Minha pequena estava com o rádio ligado ouvindo as informações do apagão em outro ponto da cidade, e eu em casa,já acordada sofrendo com o calor, a energia voltaria, mas e minha pequena que estava na rua?
Enfim, eis que por volta de 1:30 me chega uma criança iluminando toda a casa… Meu, quis matar a menina (isso depois de averiguar que estava tudo bem, ela estava sã e salva), o povo dormindo e ela com seu novo brinquedinho, tem coisa pior que facho de luz nos olhos?
Depois foi minha vez de especular o que acontecia no rádio, e rir horrores madrugada adentro com as informações que chegavam (programa muito bem feito pela rádio bandeirantes, não deixando o espectador desinformado)… A energia retornou por volta das 2:40.
Beijos Diedra, adoro a sua coluna!!!
Mazaaa cuidado Aline.. hehehhee ;
baah..maas sab q aqui foi uns dos lugares q nao acabou a energia..
sorte pra gente daqui ..
preju !
enfim..uma loucura isso..
q medo!
Bjoooss para TODAS! ^.^
É aqui no ES foi um dos primeiros a faltar, eu estava na rua, mas aqui tinha luz nos postos de gasolina e letreiros de lojas. Parei num posto e tentei esperar voltar crente que era só no bairro, ainda bem que resolvi vir embora depois de meia hora de espera rsrs A lanterna aqui em casa ficou ligada até uma e meia da manhã, que foi a hora que voltou.
Vendo o jornal depois que a luz voltou: “Estamos recendo a informação que faltou energia elétrica em 8 estados brasileiros incluindo o Paraguai.”
Muito louco mesmo esse apagão. Mas tu é dez guria, escreve história até com o um “simples” blecaute. Gostaria de um dia conhecê-la =) E assim que der terei um exemplar do livro mais esperado. Beijo beijo de uma fã gaúcha.
bom, se o problema de ficarmos completamente no escuro fossem apenas nossos medos e fantasmas internos seria o de menos. O que mais me assusta é que somos totalmente dependente de tecnologia… Fiquei com minha namorada e amigos imaginando no momento do apagão as pessoas que podiam estar presas nos trens, em elevadores, sendo assaltadas ou violentadas nas ruas escuras nesse momento, no prejuízo que donos de sorveterias e frigoríficos estavam tendo naquele momento (evitei comer carne a semana inteira com medo de comprar alguma estragada) e o pior nos doentes nos hospitais. Quando assisti o jornal no dia seguinte, percebi que o problema era ainda maior, pessoas morreram pela falta de energia ou quase (pessoas que dependiam de aparelhos para respirar), caos total nas ruas sem sinalização, grandes prejuízos de empresas…
Nem tinha me tocado do lance da Madona, que ela estava no Brasil nesse momento, rs.
Lembro-me dos momentos que passei com meu avô antes dele morrer em seu sítio, íamos assistir a novela ä luz da lua depois de atravessar uma ponte de madeira sobre um rio até chegar a casa da vizinha mais próxima e depois voltarmos pensando o que faríamos se aparecesse um lobo naquele momento, rs… momentos felizes, inocentes, e podem acreditar são era no século passado mas a apenas 17 anos.
Sempre que falta a luz me lembro da mulher de branco.
Era assim…
A fumaça de um lampião de querosene pretiava a própria claridade, a casa de madeira em cujas frestas via-se a luz da lua. O tentar ritmado do isquero sem gás do velho na porta, cujo palheiro já no toco, queimava-lhe o dedo…
Do vulto, a velha, que passava com a vela, via-se somente a sombra…
Cada passo, a casa inteira respondia em coro… Seja tábua, telha ou porta. Rangia, um choro.
A imensidão escura, inteira, enquadrada naquela porta.
O velho… O isqueiro. Uma batida na aba do chapeu, um pigarro, o olhar perdido no descampado, sem demora a pergunta:
– Voces tam veno?
Todo mundo olhava em direção ao quadro, a porta.
Antes da certeza, o grito… A corrida em direção ao quarto..
Todos os sons agora são visiveis, tateaveis… fedem.
A velha pergunta:
– O que homi?
– A muié de branco, ta passando, la embaixo na porteira…oia.
Nunca descobri se um dia ela viu, pois o unico som que se seguia era a porta se fechando e a tranca selando o quadro… Os passos do meu avô em direção ao quarto, de minha avó atrás.
Quando a luz se apaga, sinto o cheiro da querosene, ouço as tábuas rangendo… O isqueiro do meu avô.
Só não vejo a mulher de branco… Ainda bem.
Lembranças…
Bjos..
Wind Rose
Aqui na cidade onde moro ficou umas 2 horas sem luz, foi uma loucura…
bju
mas um texto maravilhoso com apagão e td…
otimo fim de semana Diedra
Adorei! hahaha!
Meninas Lindas e Maravilhosas,
Tudo bem?
Eu sei, eu sei…
Tô em dívida com vcs.
Sorry!
Sabem como as coisas são, né? Demora a chover na nossa horta, mas quando chove… É uma inundação! Kkk
Muito trabalho, FELIZMENTE!
Além de tudo que vcs já estão carecas de saber, fui convidada para escrever pra LOLA! (revista eletrônica GLS voltada para diversos tipos de manifestações artísticas, inclusive com nus artísticos femininos e masculinos lindos! É, tem pra todos os gostos… kkk.
Tô quebrando a mufa, pq minha parte se chama 3 CONTOS 3 PONTOS:
3 contos sob 3 pontos de vista (LES, GAY e HETERO)e não é fácil, putz!
Mas quem me conhece sabe que meu nome é desafio… kkk
Já adianto que a 1ª edição vai ser MUITO phodástica! Eu aviso assim que entrar no ar, pra vcs conferirem, ok?
Esse apagão foi algo, não?
Espero estar bem acompanhada da próxima vez (não pode ter nenhum antes do dia 19 de Dezembro!!!) pra poder fazer coisas inconfessáveis… Eita!
Carlinha
Becky
Rê
Anne
R.
Lu
Fernanda C.
Boo
Andrea
Lorena
A.N.A
Bruna AP
Isabela
Kr.
Miriam
ALINE/POA
Nanne
Déh
Val
Carolina
Mila
Silvana
Tatá
Apesar de saber que o que quer que eu escreva será insuficiente pra agradecer à altura:
VALEU!!! Brigadíssimo!!!
Quem faz essa coluna são vcs!
BJ ultra mega hiper suuuuuuuuuuuuuuuper gigante no coração de cada uma e todas!
Wind,
minha linda…
Que posso dizer, né?
Vc tem o dom da palavra, eita!
Qtas vezes vou me apaixonar por vc?
A cada momento…
TE AMO!
Pousando por aqui para deixar um abraço alado, e para conhecer mais escritos deste site… Também, bom saber que há mais gente que ousa amar e vivenciar uma relação intensa e verdadeira com quem mora longe!… apesar das dificuldades. Beijos pintados.
Ana Kaminski,
O amor não vê distância, né?
Ou como diria Shakespeare:
“Nem barreiras de pedrapodem deter o amor!”
Seja muito bem vinda!
Volte sempre!
BJ ultra mega gigante!
”Uma das poucas coisas na cidade a ter gerador próprio é… Uma propaganda.
Faz sentido.”
ri muito…. sahuhsauhsauhsauhas xD
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