Metamorfose – Parte II
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por Fernanda Berkanna em Em Cima do Muro?
Leia a Parte I.
Desculpem o desabafo da coluna anterior, mas eu precisava botar pra fora a impressão que eu tive da minha vida ao chegar da viagem… Eu saí de BH de um jeito e voltei de outro. Eu já não cabia mais na minha vida, eu era grande demais pra vida pequena e mesquinha que estava vivendo, então resolvi mexer as cadeiras e mudar o que já não combinava mais…
Estava vivendo uma rotina automática, combinando o stress dos meus dois trabalhos com as matérias da faculdade, sem tempo pra sair um pouco, ficar em casa com papai e mamãe (sim, eu gosto disso), ver minhas avós, minhas amigas… A namorada eu via só no final de semana e olhe lá… Juntar dinheiro tinha virado um objetivo, dar tudo de mim, correr atrás de alguma coisa que justificasse sair cedo da cama e voltar tarde pra casa. Estava angustiada. Nem rezar eu rezava mais.
A namorada entrou numa fase ruim, sumiu, me deixou no ar sem saber o que fazer… Simplesmente me negou a condição de tentar ser companheira, de tentar ser compreensiva, de tentar ser importante. Quando eu queria comemorar um mês de namoro ela me transformou na “pessoa certa que aparece na hora errada”.
Mas eu dei a volta por cima! E fui trabalhar, pois casar está difícil…
Fui viajar toda “zicada”, andava insatisfeita com o rumo que as coisas tomavam na minha vida, com os trabalhos, a faculdade, os amores… Comigo mesma… Estava me achando “feia, chata e boba”… Nenhuma roupa me caía bem, maquilagem nem pensar, me achava uma palhaça. Durante a viagem pude passar um pouco mais de tempo com essa mulher maravilhosa que eu me tornei com o tempo.
Aprendi a me tratar com mais carinho, com mais respeito. Tenho sido muito dura comigo… Me cobrando atitudes que beiravam a rudeza, me punindo por situações que não eram minha culpa.
Ainda bem que eu tenho uma gastrite… Ela é o meu freio… É ela quem me faz dar uma pausa em tudo e olhar mais pra mim… Depois de várias crises, eu dei uma pausa pro meu corpo e comecei a policiar meus pensamentos.
Os textos da Aline e da Helena também me fizeram super bem, e o texto da Bruna P, sobre força, me fez arrepiar quando o reli nessa situação… Então eu comecei a romper o meu casulo.
A luz que me iluminou e me fez enxergar que eu estava estagnada numa vida que não é a minha, me comportando como uma Fernanda que eu não conheço, lavou minha alma e levou todos os pesos, me deixando mais limpa que roupa em propaganda de sabão em pó… Quando temos consciência do quanto somos lindas, especiais, que somos corajosas e temos uma caminhada legal na Terra, que construímos coisas, que fazemos falta… Nossa Senhora!!! Tudo fica pra trás, tudo… Melhor que colo de mãe e avó, só colo da gente mesma.
E cá estou eu, pronta pra conversar com vocês outra vez, sobre o verdadeiro assunto dessa coluna, esse “muro de Berlim” que criamos e sobre o qual nós, bissexuais, somos acusadas de ficar, como a esperar que a direção do vento indique pra que lado vamos cair…
Nos vemos por aqui, beijos…
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Certo…
Bom mesmo é andar pra frente.
bjos!
Noooossa Fe…
Falou tudo! Até quando vc fala dos seus problemas, vc acaba ajudando outras pessoas…. Vc é importante sim, temos certeza, faça sempre bem a si, para que possa fazer o bem ao próximo!
Parabéns…
Fique com Deus
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