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Resolvendo o enigma

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30 novembro 2009 as 6:42 pm 2.410 visualizações 18 ComentariosImprimir este texto Imprimir este texto

bisexual2por Fernanda Berkanna em Em Cima do Muro?

Normalmente eu respondo aos comentários na coluna mesmo, mas foram tantos, que eu resolvi criar outra coluna.

Achei muito válida a discussão sobre HETEROFLEX, concordei com umas, discordei de outras, mas acredito que o mais importante é não rotular pejorativamente. Já sofremos preconceito demais para criarmos mais…

O importante é ser feliz, né? (Acompanha um riso sarcástico totalmente de graça…)

“Só que homossexualidade não existe, nunca existiu. Existe sexualidade – voltada para um objeto qualquer de desejo. Que pode ou não ter genitália igual, e isso é detalhe. Mas não determina maior ou menor grau de moral ou integridade.” CAIO FERNANDO ABREU

Fiquei dias pensando nessa frase do Caio… Assim, fui colocando em xeque o que EU penso sobre bissexualidade, sobre como eu VIVO a bissexualidade… Acabei tendo de concordar com Caio…

Pensem comigo:

A orientação sexual se refere à orientação do desejo afetivo-sexual. A orientação bissexual é a expressão de desejo por ambos os sexos. Contudo, toda orientação sexual não é necessariamente fixa e pode sofrer mudanças ao longo do tempo. Pessoas curiosas ou em fase de exploração da sexualidade podem ter atividades sexuais com ambos os sexos, mas isso não caracteriza a bissexualidade como orientação…

Assim, eu matei o enigma heteroflex… Elas estão se divertindo! Mas eu rezo para Mamãe Oxum por juízo na cabeça dessas moças, para elas terem consciência do que estão fazendo e quais as conseqüências dos seus atos (pois, como disse Martha Medeiros “a coisa mais cruel que se pode fazer é permitir que alguém se apaixone por você quando você não pretende fazer o mesmo”).


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18 Comentarios »

  • hk disse:

    “A coisa mais cruel que se pode fazer é
    permitir que alguém se apaixone por você
    quando você não pretende fazer o mesmo.”

    Vc já tinha postado essa frase em outra
    coluna,ñ é mesmo? Mta boa!

    Qto ao enigma, talvez nem exista um…
    O problema todo está nessa vontade de
    praticamente todos tentarem decidir o
    q é normal ou ñ.

  • verônica disse:

    Bom.. vc comentou que teve que concorda com o CAIO FERNANDO ABREU, não vi isso na sua argumentação, na verdade seus argumentos tornam-se opostos quando ele fala “Mas não determina maior ou menor grau de moral ou integridade” e você diz “Elas estão se divertindo! Mas eu rezo para Mamãe Oxum por juízo na cabeça dessas moças, para elas terem consciência do que estão fazendo e quais as conseqüências dos seus atos”. O que eu vi no seu texto na verdade foi uma série de contradições.
    Do meu pondo de vista, o que eu vi aqui foi mais um reforço ao preconceito, e seja o preconceito qual for não acho que ele deva ser reforçado, principalmente aqui no parada lésbica pela sua credibilidade!
    PS: Espero que você seja mais faliz na próxima matereia!
    “Adquira conceitos e não preconceitos”

  • Fernanda Berkanna disse:

    Verônica, se vc ler o texto em que eu tratei do assunto, iria ver que tinha um exemplo, em que a moça parecia usar o conceito de heteroflexibilidade para poder ficar com todo mundo, sem se preocupar com o sentimento alheio. Eu rezo para colocar juízo no caso de abrir os olhos de gente assim, que uma hora esse comportamento vai prejudicá-las, não no sentido de que elas tem de deixar de ser heteroflex. Mas a palavra escrita pode ser interpretada de diversas formas, e a sua interpretação, mesmo não sendo a que eu desejava, é uma delas. Infelizmente.
    Acho que eu deveria ter sido mais inteligente e pedido um link para o texto que trata do assunto, mas não o fiz, pois sempre penso que as leitoras vão buscar outros textos e tentar entender o contexto… Da próxima vez, eu faço, e serei feliz, pode deixar…

  • Cintia disse:

    Acho que entendi o que voce quis dizer, que muita gente usa o termo bissexual para poder sair por ai, ficando com todo mundo, enfim trazendo ate “má fama” para os homossexuais, e além disso ainda magoa pessoas que se envolvem de verdade por pessoas e nao pelio sexo, muito boa sua matéria, podia ter escrito um pouco mais sobre sua opiniao!
    Parabens!

  • Letícia disse:

    HAHAHAHAHAHA
    Mamãe Oxum?! AMEIIII! Amei a coluna e a frase de Martha! Perfeito!
    *_____*

  • Rosana disse:

    Fernanda, eu gostei bastante do seu ponto de vista. O seu texto, no último parágrafo, pelo o q eu entendi, você fala em haver um conflito entre liberdade e responsabilidade. Eu concordo. Se a pessoa busca apenas sexo sem envolvimento, por exemplo, o outro precisa estar ciente disso e buscar o mesmo, concorda? Assim, é preciso o combinado entre duas pessoas, se preocupar com o outro tbm, conversar sobre a relação no antes. Prevenção sexual se combina no antes do sexo, nao? Então, os seres humanos combinam como será a relação, isso é o acordo, e independe da orientação sexual. bjo

    off. acho necessário, super importante, a expansão de debates bem conduzida sobre a bissexualidade (q vc tem feito mto bem, c/ texto claro e de qualidade nesse tema) na tentativa de excluir definitivamente os preconceios q sofrem os bis. obrigada.

  • Rosana disse:

    off.. mto legal a imagem do texto rsss
    o porta retrato c/ a foto do casório hahahahaa…

  • insana disse:

    galera.. q tal a gnt partie do conceito q as pessoas ficam umas com as outras, e tem gnt q se apaixona e outras não.Pra mim isso acontece sendo a pessoa bi ou n, tipo.. eu vou pra balada fico com uma garota homo e ela simplismente n fica tão fim de mim qto eu dela, assim como pode rolar o contrario. eu n vejo as coisa como Ht e Hm, como simplificar tanto? só penso q desejo independe do sexo e isso de rolar essa quimica tb!Uma pessoa q é bi pode se envolver da msma forma q uma homo. parece ate que quem é bi só ta na vida pra brincar com homens e mulheres.(rs) eu ate acho q esse parece mais um julgamento dos homofobicos em relação a quem tem uma orientação diferente!

  • Cris disse:

    Super concordo com tudo que está escrito nessa coluna. Vale lembrar que algumas meninas daqui tem que parar de julgar negativamente alguém que se define como bissexual ou heteroflex. Tomem vergonha na cara. Eu, particularmente, curto só mulher mesmo, mas não julgo ninguém e não solto frases por aí como “não acredito em bissexualidade”. Também não sou a favor de rótulos. Mas é meio que “o que tem pra hoje”.

  • insana disse:

    eu vejo um preconceito absurdo contra os bis no seu texto!
    msm sendo hmomo!

  • Fernanda C. disse:

    Assim como eu e você aceitamos nossa oriantação sexual, temos que aceitar esse papo de heteroflex.

    P.s: adorei a imagem! xD

  • Fernanda Berkanna disse:

    Onde Insana? Onde vc vê o preconceito contra bi?

  • L disse:

    Não me leve a mal, ou leve, whaterever, who cares?
    Morri. Se é todo mundo com todo mundo não sei porque não ficar ofendida com muitas coisas que, nos lesbicas tanto ficamos… porque afinal, homossexualidade não existe.
    /cansei

  • L disse:

    obs: o fato de eu não concordar não significa que eu linxo bissexuais na rua, ou não gosto delas, tenho amigas bissexuais, sei como elas pensam.

  • Tha disse:

    Pois é…mas as vezes Papai Xangô fala mais alto!!hehe

    Mas concordo contigo (e com a Martha Medeiros!rs), só é legal se o divertimento for mútuo e se todas as partes envolvidas estiverem na mesma sintonia…sinceridade acima de tudo!!
    E chega de rótulos, né?!

  • Rosana disse:

    No penúltimo texto, q tem o título “ Heteroflex – O enigma”, foi colocado o seguinte, segue textualmente: “As pessoas estão experimentando mais experiências sexuais, se permitindo, tentando se encontrar. Acho interessante e válido desde que isso não sirva para desculpar situações indesculpáveis… Quer um exemplo? Duas meninas, uma lésbica e outra heteroflex, numa baladinha, conversando, rola um clima… Elas se beijam, ficam abraçadinhas, tudo lindo até que a moça se solta e beija um rapaz na frente da outra. A sapinha fica triste, fica com raiva e vai pedir uma satisfação quando houve “que foi? Seja mais moderna, eu sou heteroflex, faço isso sempre”… Isso foi um relato que me fizeram”.

    Eu nao vejo problema algum “Duas meninas, uma lésbica e outra heteroflex, numa baladinha, conversando, rola um clima… Elas se beijam, ficam abraçadinhas, tudo lindo”. Mas aí a pessoa resolve viver o livre-arbítrio, ao gosto de suas emoções, estando com outra pessoa – mas sem se preocupar com essa outra pessoa? E ainda usa como justificativa de ser heteroflex ou até pra frentex p/ beijar outro na frente dela ou até p/ sumir? Então, a questão aqui é o tipo de compromisso q a pessoa terá com o outro.

    Por isso, eu bati na tecla, nesse tópico e no outro tópico, q as pessoas combinam como será o relacionamento, o tipo de compromisso… Eu acho importante conversar sobre a relação, haver um equilíbrio, assim, o casal buscar o mesmo. E só conversando que a gente descobre o que o outro pensa… bjo

  • Gabriela disse:

    Gata, nao foi Martha Medeiros que disse essa frase! ela e de um texto do Mario Quintana….rs

  • Débora disse:

    “A coisa mais cruel que se pode fazer é
    permitir que alguém se apaixone por você
    quando você não pretende fazer o mesmo.”
    A frase da outra coluna, foi um pouco modificada mas, foi Bob Marley quem disse. E fala do amor como um todo.
    E todos se identificam com isso. É aí que vemos o quanto esse tão julgado amor que sentimos por pessoas do mesmo sexo, não e nem um pouco diferente daquele que os heteros sentem. Eu como bi, já me apaixonei pelos dois sexos. E sei como um pode ser mais intenso que o outro mas, nunca deixou de ser amor. Nunca deixou.

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