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Brilhantina e saia rodada – Capítulo X

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11 dezembro 2009 as 8:40 pm 2.418 visualizações 37 ComentariosImprimir este texto Imprimir este texto

hugspor Caicai em Muito Longe de Mim

Leia o Capítulo VIII.

Meninas,

como eu disse no primeiro capítulo, a história é dividida em duas partes. Este é o capítulo final da primeira, contada pela Sabrina. Aqui, vocês ficam sabendo o desfecho do conto. A partir da próxima semana, é a vez da Sophia contar o que viveu e o que sentiu por Sabrina. É a mesma história, mas com fatos e perspectivas novos. Espero que gostem e continuem acompanhando!

Ah sim, muito obrigada pelos comentários!

Beijos

Capítulo X (Final da primeira parte)

Na manhã seguinte, Henrique e eu viajamos para a lua-de-mel. Ele escolheu uma praia quase deserta do litoral carioca. Era um lugar pouco conhecido, com pousadas simples normalmente ocupadas por recém-casados. Passamos sete dias muito agradáveis. Henrique fazia o impossível para me fazer sorrir. Não acreditei, porém, que tinha encontrado a felicidade verdadeira, mas sabia que aquilo seria o mais próximo que eu chegaria de encontrá-la.

No entanto, todos os meus resquícios de felicidade sumiram quando voltamos de viagem. Uma das primeiras notícias que recebemos fez meu coração apertar e o medo subir pela minha espinha de uma forma assustadora. Sophia havia partido. De um dia para o outro, acordou e decidiu retomar sua vida na Europa. Arrumou as malas e partiu rumo à Paris, onde continuaria estudando por tempo indeterminado – para sempre, provavelmente. Nenhum adeus. Nenhum recado. Nenhum bilhete de despedida. Nenhuma demonstração de que sentiria minha falta. Ela simplesmente tinha ido embora e não parecia querer voltar tão cedo. Por mais que eu entendesse seus motivos e talvez até tivesse agido da mesma forma, fiquei magoada por ela ter partido sem se quer se despedir. É provável que a despedida fosse dolorida demais para que suportássemos, mas pensar que não tive a chance de beijá-la pela última vez, consciente de que era a última vez, me deixava arrasada.

Enquanto precisava fingir felicidade pelo casamento e pela nova vida, aproveitava os momentos sob o chuveiro para chorar a perda dela. Me encolhia no chão e deixava a água pesar sobre as minhas costas. Demorava horas e, às vezes, rezava para não precisar sair dali e encarar meu marido. Não queria ser injusta com ele, mas a saudade de Sophia me corroia lentamente.

Assim, os dias foram passando. Se não podia ter quem queria, só restava me confortar nos braços de Henrique e tentar fazê-lo feliz. Não que essa missão fosse difícil. Bastava um sorriso para deixá-lo como um bobo apaixonado. Embora fosse dolorido enganá-lo dessa forma, com o tempo acabei me acostumando. Tudo acabou virando tão automático que, certo dia, simplesmente meu amor por ele não parecia mais forçado. E, de fato, não era. Aprendi a amá-lo e a fingir que era uma mulher completa. Sensação essa que só aumentou quando, menos de um ano depois do casamento, me descobri grávida.

Henrique não podia se conter de tanta felicidade. Falava até para estranhos na rua sobre o bebê que estava para nascer. Quase todos os dias ele chegava com um presente novo para nosso filho ainda nem nascido. Eram brinquedos, roupas azuis e rosas – ainda não sabíamos o sexo da criança – enxoval, enfeites para o quarto… Ainda bem que ele tinha um emprego estável e que pagava bem na firma do pai, ou teríamos sérios problemas financeiros.

Foram os nove meses mais difíceis da minha vida. Não imaginava que seria tão cansativo andar por aí carregando alguns quilos a mais na barriga. Minha coluna doía, minha bexiga apertava, meus hormônios me deixavam maluca. Eu era uma Sabrina diferente a cada dia. E Henrique tinha a capacidade de agir como um bom marido compreensivo. Corria para realizar meus desejos e me tratava como uma peça de porcelana. Tudo o que uma mulher poderia pedir aos céus. Nessas horas, eu me sentia ingrata por não dar valor ao que tantas jovens sonhavam e eu tinha. Se tivesse escolha, trocaria o sonho perfeito pela aventura insana de ter Sophia por pelo menos mais uma vez. Já fazia tempo que nem ouvia o nome dela, e meus sentimentos continuavam a procurá-la pelas calçadas do bairro.

A gravidez acabou funcionando como uma forma de desviar toda a minha atenção. Quando Cláudio nasceu, senti uma felicidade que nunca havia sentido. Aquele bebê em meus braços era o maior tesouro que eu poderia ter encontrado. Chorei durante toda a primeira amamentação. Sentia que tinha todo o poder do mundo. E a criança em meus braços se tornou então o grande propósito da minha vida. Eu queria viver pelo meu filho. Dar-lhe comida, educá-lo, vesti-lo, brincar com ele no jardim de casa. Fazê-lo feliz era meu objetivo e eu não poupava esforços para cumpri-lo. Claro que sempre tomei muito cuidado para não transformá-lo em uma criança mimada e sem limites. Cláudio era exemplo entre nosso círculo de amigos. Outras mães me pediam conselhos de como agir em situações complicadas, quando a manha é mais forte que a razão. Logo eu, a mãe mais nova era a que tinha mais tato para lidar com crianças.

Cláudio tinha os cabelos loiros como os meus, mas os olhos marcantes do pai. Seu sorriso se alargava pelo maxilar quadrado igual ao de Henrique. Ele era uma mistura do que nós tínhamos de melhor. E eu, obviamente, nunca me cansei de bancar a mamãe coruja. Passava horas o entretendo com jogos caseiros e brincadeiras simples, que o distraiam da monotonia diária. Não me esqueço do dia em que Cláudio completou cinco anos. Nunca o vi tão feliz. Seus olhos brilhavam entre os balões coloridos e ele corria pela casa cercado de amiguinhos. Naquela noite, dormiu entre Henrique e eu, dizendo que éramos os melhores pais do mundo. Foi então que entendi o quanto eu era grata ao meu marido e o quanto eu o amava. Afinal, ele tinha me dado o maior presente da minha vida.

Dois anos mais tarde, chegaram as gêmeas Gabriela e Camila. Se eu achava que era feliz antes, não tinha nem palavras para descrever o que senti quando peguei minhas meninas no colo. Eram dois anjinhos de face rosada e cabelos escuros, como os do pai. Lidar com o ciúme de Cláudio acabou sendo mais difícil do que criar dois bebês ao mesmo tempo. Mas o apoio de Henrique foi fundamental para que tudo sempre ficasse bem. Embora as meninas brigassem como gato e rato, quando a bronca vinha dos pais, elas se defendiam ferozmente. Eram inseparáveis. E eu ficava aliviada ao saber que sempre teriam uma a outra.

Como mãe, não poderia ter uma vida melhor. Tinha três tesouros preciosos que me orgulhavam a cada amanhecer. Como esposa, tinha o marido mais dedicado que poderia imaginar. Mesmo assim, pelo menos uma vez por ano eu não me sentia completa como mulher. Em todo primeiro de janeiro eu recordava do primeiro beijo em Sophia e, consequentemente, da nossa história. Por mais que os anos se passassem, os sentimentos nunca perdiam a força. Por pelo menos um dia no ano, eu sentia falta dela e dormia lembrando seu perfume.

Quinze anos se passaram até que a vida nos deixasse frente a frente mais uma vez. Era aniversário das gêmeas e toda a família fora convidada para uma comemoração em um clube próximo da nova casa onde morávamos. O mundo tinha mudado demais desde que nos conhecemos. E Sophia, como sempre, estava à frente de seu tempo. Quando aquela mulher de calça de brim tingida de rosa e blusa larga com estampas imitando pele de cobra se aproximou cumprimentando alguns convidados, me perguntei quem ela poderia ser.

Não sei por que, mas não me surpreendi quando ela parou na minha frente. Olhos maquiados com delineador encarando cada centímetro do meu rosto, que corou como quando eu tinha 16 anos.

- Sophia…

Ela sorriu. Com a mesma displicência de anos atrás, com o mesmo deboche do nosso encontro no parque, com o mesmo jeito de me causar arrepios na espinha.

- Sabrina…

Ela me abraçou. E tudo ao meu redor girou rápido e devagar. Um silêncio tomou conta da festa e eu só ouvia a respiração dela. Há quanto tempo eu não sentia aquele corpo junto ao meu. E era exatamente como antes.

Antes que pudéssemos trocar mais palavras, as gêmeas correram na minha direção, questionando quem era aquela moça vestida de forma estranha. Apresentei Sophia como prima de Henrique e uma grande amiga minha. Éramos duas mulheres crescidas agora e deveríamos saber lidar com aquela situação. Mas, no fundo, estávamos tremendo de nervosismo. Sei porque senti o corpo dela tremendo, na mesma sintonia do meu.

Durante a festa, não pudemos conversar. Eu tinha as obrigações de anfitriã, enquanto Sophia era o centro das atenções dos familiares que não a viam desde que era uma adolescente. Henrique, como se adivinhasse meus pensamentos, a convidou para ir a nossa casa tomar um café naquela noite. Seria a oportunidade perfeita para saber por onde ela tinha andado e o que tinha feito. E, por mais curiosa que eu fosse, temi a possibilidade de saber também quem ela tinha amado. Logo reparei que Sophia não usava aliança, não tinha marcas visíveis de gravidez e parecia ter o mesmo ar de liberdade de sua juventude.

Quando sentamos no sofá naquela noite, ela confirmou que continuava sendo o mesmo espírito livre. Sophia não tinha nascido para pertencer a ninguém. O mundo que pertencia a ela. Contou das viagens e aventuras que viveu. Contou dos trabalhos nos quais aprendeu um pouco de tudo. Contou das experiências perigosas que passou em todo o mundo. E, a cada nova história, eu pensava que poderia ter vivido tudo ao lado dela. Como se a minha imagem surgisse abraçada à dela nas fotografias mentais que eu criava.

Henrique, ciente de que costumávamos ser muito amigas, se despediu pouco tempo depois, indo dormir e levando as crianças com ele. Ficamos nós duas na sala, sozinhas, em meio a um silêncio já conhecido. Nossos olhares se cruzaram, procurando por alguma faísca do passado. Não demorou para que nossas mãos se encontrassem e, logo, fizessem as batidas de nossos corações ficarem mais rápidas.

- Você continua linda, Sabrina.

Eu ainda adorava o jeito que ela pronunciava meu nome.

- E você continua surpreendente – respondi, arrancando-lhe um sorriso.

- Senti sua falta.

Não tive tempo de responder. Sophia calou minhas palavras com um beijo. Era um beijo de mulher, não de menina. Nossas mãos mais sábias deslizavam pelos corpos que ardiam por causa de uma saudade que durava tanto tempo. Era hora de matarmos a vontade de pertencer uma a outra novamente.

Mas eu estava em minha casa, com meus filhos adormecidos em quartos ao lado. Assim que me afastei, Sophia entendeu o motivo.

- Vem comigo.

Não pensei. Apenas segui seu convite e a acompanhei em um carro alugado até o flat em que estava hospedada. Mal a porta do quarto bateu, estávamos coladas uma na outra. No chão, tecidos e sapatos misturados. Merecíamos uma a outra. Depois de tanto tempo, era o mínimo que poderíamos ter para compensar a saudade, a dor, a angústia de não estar ao lado da mulher que amávamos. Dividimos novos conhecimentos sobre uma cama espaçosa. Dividimos nossos corpos. Cada beijo tinha um sabor mais forte. Era melhor a cada segundo. Juntas, encontramos o céu.

Sophia abraçou meu corpo e observou meus olhos de uma forma que nunca tinha feito antes. Não com a irresponsabilidade adolescente, mas com a certeza da maturidade. Acariciou meus cabelos e beijou meu pescoço com tanta naturalidade que parecia que estivemos juntas todas as noites daqueles quinze anos ou que ainda éramos duas meninas apaixonadas.

Como tudo o que é perfeito, nosso momento não durou muito.

- Eu vou embora semana que vem. Tirei umas férias, mas logo voltarei para a Espanha para cuidar dos meus negócios.

Não perguntei nada. Não quis saber dos detalhes. Não implorei para que ela ficasse. Não pedi para ir junto. Não me interessei pelo endereço dela. Simplesmente a beijei, certa de que iria aproveitar ao máximo aquele momento e guardá-lo como a noite de despedida que merecíamos ter.

Nos encontramos todos os dias de sua breve estadia na cidade. No último, apenas ficamos deitadas juntas, abraçadas, relembrando nosso passado. Henrique e eu a levamos ao aeroporto. A despedida foi seca, sem lágrimas, sem promessas, sem “até logo”. Na primeira chamada para o vôo, Sophia me abraçou e disse “Adeus, minha menina”. Não tive coragem de responder e apenas retribui o abraço. Esperamos até que o avião partisse. Na volta para casa, Henrique, com o carro parado em um farol, olhou em meus olhos e me surpreendeu:

- Eu sei que você a ama, sempre a amou. Mas obrigado por honrar sua palavra comigo.

Nunca mais tocamos no assunto. E nunca mais tive notícias dela.

Jamais entendi ao certo o que eu realmente senti por Sophia. Aliás, o que ainda sinto. Jamais consegui esquecer as sensações que ela me trazia. Não sei se posso chamar de amor. Parece pouco e parece simples demais para definir. Amor é o que sinto por Henrique. Meu companheiro, meu protetor. Eu o amo carinhosa e quase fraternalmente. Amor é o que sinto por nossos filhos e netos. É algo sublime, que me torna feliz ao vê-los sorrir, ao tê-los ao meu lado. O que eu sinto por Sophia nunca foi esse tipo de amor. Estar com ela era sempre perturbador, quase incômodo. Queria afastá-la de mim, mesmo quando estávamos grudadas em um beijo ou abraçadas antes de cair no sono. Não é um sentimento de querer que ela fique ao meu lado, mas sim de precisar. Não é um sentimento que diz “quero te ver feliz”. É algo que grita “só você sabe me fazer feliz de verdade”. Até a saudade que sinto dela é diferente de qualquer outra que já senti. É a única saudade que não me traz apenas tristeza pela distância e pelo tempo, mas traz o perfume, o toque, o gosto que Sophia tinha. Acho que nunca mais nos encontraremos, exceto nos meus sonhos, nos quais ainda somos duas adolescentes apaixonadas. Mesmo assim, tenho certeza que nossas lembranças se cruzam em certos momentos e fazem com que quase possamos nos ter novamente. Jamais poderíamos ter ficado juntas. O mundo não estava preparado. Nem eu estava. Entendo e aceito que nossa história não fora feita para ter um final feliz. Mas só de ter vivido aqueles momentos posso me considerar conhecedora da felicidade, porque tenho certeza de que sou uma das poucas pessoas que encontrou algo acima dos sentimentos conhecidos pela maioria. Algo maior que o amor dos cinemas. Feliz porque, mesmo sem nunca ter compreendido o que era aquilo, eu não precisava compreender, somente sentir. E, hoje, posso dizer que vivi, que senti, que me apaixonei perdidamente. Sim, eu fui feliz. E sou mais feliz a cada dia que acordo após sonhar com Sophia, com o gosto do beijo dela ainda em meus lábios.


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37 Comentarios »

  • jess disse:

    Parabéns caicai adorei os seus pingos de poesia
    cada palavra foram toques de sentimentos…
    continue assim

    quem sabe se algum dia, vc não pública um livro

    sucesso……

  • Marry disse:

    *-*

  • Ana C. disse:

    aaaaaaaaaah que lindo *___*
    Fiquei muito, mas MUITO puta quando vi que elas não iam ficar juntas, mas me conformei com esse finalzinho ;D

    Que ótimo que a outra parte é com a Sophia narrando, sempre me perguntei porque não era ela quem contava a história.

    Sério essa história é muito boa, parabéns :D
    Ana C.

  • Dika disse:

    Ai que lindo!!

    Adorei a historia!!

    Eu estou “apaixonada” pela historia!!

    Nao vejo a hora pra ver o ponto de vista da Sophia.

    Parabens Caicai, como sempre nos brindando com um capitulo lindo.Como a “Jess” disse parece que cada palavra tem um toque de sentimentos e deixa a leitura gostosa e interessante!!

    Um Beijo,

  • Ju Skin disse:

    Posta logo a versão da Sophia!!! =P

    ahhh essa historia é linda, e até curti que elas não ficaram juntas, porque é clichê demais falar que elas ficaram juntas, e lutaram contra os preconceitos da sociedade da época, e etc… batidinho esse final ja…
    o que eu mias curto nesse conto é a ambientaçao… muito legal, os pequenos detalhes de época, que muita gente nem atenta, mas, dão um gostinho especial na imagem que eu formo na cabeça…

  • Aline disse:

    CaiCai, quebrou minhas perna =/
    naum acredito q elas naum ficaram juntas =(
    ahhh me desiludi agora, e naum gostei do final =/
    mais de toda forma, parabéns..

  • Nah disse:

    Ahh,Caicai,elas tinham que ter ficado juntass!=/
    Mas o final surpreendeu como sempre!tudo dentro da realidade!
    Vc eh otimaa!Parabens.
    Grande Beijo!^^

  • Flavinha disse:

    Caicai vc surpreendendo cada vez mais…
    Muito legal, agora vamos ver o que sofhia vai contar
    esrou ansiosa para ler!

    Parabens caicai vc como sempre dá um show em seus contos!!!

  • Patrícia disse:

    Chorei q solucei aq ao ler o final! Apesar de ter sofrido com esse fim, eu adorei! Naum por elas naum ficarem juntas, claro! Mas pela riqueza de detalhes e de como Caicai é capaz de mostrar uma história tão linda sob pontos de vista diferente e q se encaixam maravilhosamente bem! Os sentimentimentos, as emoções e as reações q cada uma teve. AMEI!

    E meninas…morram de inveja! Eu já li tudo! rs

    Bjus Caicai!

  • Yune disse:

    Esse era o final coerente á epoca xD Parabens, muiiito linda essa historia, porem acho que do ponto de vista da Sophia vai ser mais interessante *-* Beijos

  • Jen disse:

    alguem afim de me apresentar uma sophia?
    :)

  • Ednea disse:

    Neste momento estou chorando (literalmente). Chorando porque estou na MESMA situação que a Sabrina passou.

    É incrível como as palavras, os toques, os olhares… TUDO é igual ao que estou vivendo… Ainda não me casei, nem tive filhos (tenho 18 anos) mas, sei que esse meu amor é impossível. Nenhuma das duas famílias azceitaria.

    Às vezes, as histórias são fatos reais e dessa vez, foi exatamente o que estou passando.

    Dizer que amei ver minha história contada aqui é pouco, em vista que essa foi muito bm contada. Me vi em cada detalhe, cada cor…

    Até o jeito de lidar com a vida das duas é o mesmo que o nosso.

    Parabéns pelo conto! Parabéns mesmo!

    :-(

  • annalu disse:

    nossa chorei, pq é tão real,tanta gente passa por isso…realmente foi intenso *_* E essa história me lembrou que eu devia ter lutado pelo meu amor e não contra o meu sentimento =/

  • Sonia disse:

    Ednea, estamos numa época diferente! Não se conforme com pouco… há milhões de familias que não aceitam, mas o importante mesmo é nossa felicidade e, felizmente, hoje temos muita coisa a nosso favor… pelo menos não temos a sociedade inteira querendo nos matar por sermos lesbicas. (só algumas pessoas :p)

  • Patrícia disse:

    Q isso Edneia??!!!!! Naum pense assim! Vivemos numa sociedade, q apesar de ainda preconceituosa, bem diferente do sociedade da época! Não faça isso, por favor!!! Olha…. Ha alguns meses eu pensava da mesma forma q vc. Eu namorei um homem durante 10 anos q foi meu único namorado. Ele, assim como Henrique, era maravilhoso. Uma pessoa realmente muito boa de coração. Mas eu sabia q naum era ele qm eu amava. E sabia q jamais iria amá-lo ou a qualquer outro homem. Sabia q naum seria justo com ele, muito menos comigo. Sabia q jamais poderia fazê-lo feliz de verdade. É sofrimento d+! Estamos em outros tempos! Vc naum precisa revelar sua sexualiadade pra sua família agora se naum qser, mas depois de uma certa independência, vc vai poder fazer de sua vida o q qser! Minha família é muito conservadora. Apesar de ter terminado tudo com meu ex, ainda naum falei nada. Tou esperando o melhor momento. Vc pode fazer o mesmo! Naum se martirize dessa forma! Caso contrário, de q valeu tanta luta de nossas antecessoras? De q valeu tantas pessoas como nós terem sofrido ameaças, preconceito duro e ferrenho e até violência física? De q valeu???? Se continuarmos às escondidas dessa forma, aceitando o q a sociedade nos impõe denomido de “padrão”, nunk seremos realmente aceitas e aceitos. Pense nisso!

  • vic disse:

    muito muito muito muito bom, ta loco, mas elas podiam ter ficado juntas! :(
    é uma historia que te envolve a cada parágrafo, tu nao quer parar de ler, eu por exemplo li os 9 1ºs capitulos sem parar assim, meus olhos ardiam mas e dai? é otima, maravilhosa! PARABENS

  • Tha disse:

    Amei esse conto! Parabéns!! Muito envolvente a história…
    Ia reclamar aqui pq esperava por um final feliz, mas depois lembrei da época q a história se passou…realmente, imagino q muitas mulheres devem ter agido da mesma forma q Sabrina…Se hj é difícil, imagina 50 anos atrás!!
    Aiai…vou tentar esperar vc postar todos os capitulos, quero lêr o da Sophia de uma tacada só!! Será q consigo???
    Parabéns!! bjoss

  • Nara disse:

    Belo conto, muito bem escrito mas, pq quase não se tem final felizes para as meninas que amam meninas?! Fico frustrada, não pelo conto mas, pela não concretização de mais uma história de amor … Aneimmmmm** torci tanto por Sophia!!! huahauhaah :/

    Beijos Caicai, vc é espetacular!

  • Nara disse:

    Correçãooooo!! Finais felizes” hauhauhauahauhauh

  • Lou disse:

    Gostei da ideia da Jess… um livro seria uma boa. Eu compraria um livro seu ;D
    Adorei o final, realmente seria muito clichê se elas ficassem juntas. Parabéns Caicai.

  • Adriele disse:

    Parabens Caicai!!! mais confesso que momentaneamente eu iria te dizer, – tá louca filha, todas as sua historias nunca terá um final feliz, pois a outra também não teve(Quando ela passa).
    Mas quando vc escreveu “mundo não estava preparado. Nem eu estava” me recordei em que epoca se passava o conto.
    Mais eu vu ter que ti fazer um pedido que no seu proximo conto, pelo menos desta vez, aja um final feliz, isto é as duas ficando felizes para sempre. Mesmo sendo um clichê, mais é o que sempre sonhamos, que istó aconteça nas nossas propria vida.

    Parabéns mais uma vez!!!
    Beijinhos….

  • Fu disse:

    ‘- Eu sei que você a ama, sempre a amou. Mas obrigado por honrar sua palavra comigo.’

    Nunca mais tocamos no assunto. E nunca mais tive notícias dela.”

    Senti um incômodo ao ler isso. É… surpreendente. Uma das histórias que eu vou ler de novo.
    “Parabéns” não é bom o suficiente.

  • Nick Copi disse:

    Nossa Caicai mto lindo!!!!
    Excelente!!!
    Parabéns!!!
    adorei o fato de ter mostrado um final deliz, mesmo sem elas terem ficado juntas fisicamente no final…
    mto lindo mesmo, e realista!!!!
    Estou anciosa esperando pela visão de Sophia!!!!

    Parabéns!!!!
    bjokiiitaaaaxxxx a todas e especialmente a Caicai

  • Marília disse:

    Lindo..!!! Lindo…!!! Lindo…!!! Você conseguiu tirar a chorona de dentro de mim. É a expressão do verdadeiro amor. Apaixonado, descompromissado, gentil e leal.

  • Gisa Lima disse:

    Ainda chorando…

    Como eu já te disse Carlinha, tô passando, “mais ou menos”, por isso e ainda não sei o que fazer, a cada dia fica mais complicado e difícil conviver com a situação de que a garota de quem gosto está com outra sem amor e sem saber como terminar o namoro. =(

    Lindo final, apesar de triste foi perfeito!

    Maravilhosa a forma como você expressar as emoções das personagens e transforma em poesia até um final triste.

    Bjus Caicai e aguardo ansiosa o outro lado da estória.

    Gi.

  • Mlb disse:

    Fiquei maravilhada não só com a história, mas com o uso das palavras.. como voce conseguiu juntar toda perfeiçao em cada momento! so fui começar a ler essa história hoje e desde que começei não consegui parar! Estarei anciosa esperando a versão da Sophia.
    Parabéns, de verdade!

  • Fran disse:

    Você consegui contar a história com total esplendor, fiquei encantada!
    Parabéns Caicai! Estou no aguardo da 2ª parte, bjs.

  • juh R. disse:

    Nossa foi tão triste o fim que me deu um aperto no peito. Queria tanto que elas ficassem junts \o/, rs. Mas como j´[a foi citado a cima, foi o mas real da época que se passa a história.
    Parabens vc escreve muito bem , o texto foi muito envolvente. Gostei muito. To louca para ver a segunda parte, HeHeHE ;)

  • C. disse:

    Chorei, sem palavras.

  • G. disse:

    ai, que triste, chorei =/

    talvez por já ter passado algo parecido.. não fugir por medo ou preconceito.. mas sim porque morávamos longe e não havia lugar pra uma na vida da outra…

    outro dia ela veio falar comigo e me contar que estava com a namorada, numa praça, e viu duas senhoras de uns 60 anos juntas, e elas contaram que namoraram a muiito tempo atrás e se reencontraram depois de anos.. uma delas era casada e pretendia largar o marido em breve.. quem sabe elas não eram a Sophia e a Sabrina da história? quem sabe a Sophia não volta no fim da história dela e muda esse fim triste? podia, hein??!

    quando essa garota tão importante pra mim me contou essa história, e disse que lembrou de nós, eu prometi que ainda faria isso por nós duas. mas que não ia esperar tanto tempo assim. e não vou mesmo.

    que essa história de superação seja um exemplo pra todas que precisam lutar por um grande amor. tenham coragem, meninas!

  • disse:

    caralho, que foda.

  • marcia disse:

    È fogo, quase chorei pela historia tao parecida com a minha.

  • marcella carvalho disse:

    caicai.
    não to conseguindo ler o capitulo VIII, ta dandop erro, e agora como faço pra poder acompanhar, me ajude por favor..
    não quero passar pro capitulo IX, sem antes ter lido o capitulo VIII..
    Me responda por favor.

  • Bina Castelli disse:

    Naum to conseguindo ler o capitulo VIII tb naum
    ain meo Deos me ajudaaa!
    pq ta contecendo isso?

  • marcella carvalho disse:

    noooooooooooooooooossa.
    paralisei por alguns instantes, tive que fazer essa reflexão.
    Parabéns CAICAI espero encontrar muitas historias suas por aqui,pois será um prazer poder ler e dividir com os outros..
    Estou recomendando a tds as minha amigas, pois sei que elas também irão gostar ..
    Bjinhos caicai.

  • Aline disse:

    Nossa NOSSA
    eu tb fikei puta quando vi a elas não fcariam juntas, mais como falaram ai esse fim, nuss =O
    fiquei meio mexida T_T

    sahsahusahusa e o Henrique \o\

    vou ler a versão da sophia *-

  • Qzia disse:

    Nossa é incrivel comu o tempo pode nos abrir oportunidades ..
    Na época da Sophia era muito difícil e sofrido,mas hj apesar d ainda ser duro si revelar pra família e amigos é bem mais fácil.
    CaiCai vc é hiper D+,parabéns ..Continue escrevendo eu amo ler tudo o q vc escreve !! bjão a todas e força !!

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