Tua realidade em meu sonho
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por Clara Bittencourt em Versus para Vênus
Quando o dormir é mais que descanso
A insensatez me chegou bela
Antes mesmo de conhecê-la
Reconhecê-la, porém
Foi como nuvens desenhando
Na imensidão do céu
De espírito, de carne
E de desassossego
Lá estava ela
Nem prado
Nem primavera
Como vivê-la
Em sonho e em terra
- Se somos apenas mortais,
Porque a vi
Antes de tê-la?
Em sopro de Ifá,
Uma concessão de Tempo
Duas senhoritas num sonho mesmo
Apresentando-se a si
Burlando os ventos
Numa noite de março
Pra se encontrarem em setembro
Se do destino não tens medo
Diz-me o porquê,
Qual é o segredo
Quem então é você,
Espírito que a tudo invade
Ou corpo que posso ter?
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Eu li todos os seus “posts”. Parabéns pela coluna.
Quanto à poesia que aqui está, penso assim com relação ao amor.
Acho que já amo um pouco a pessoa que um dia há de se tornar o meu amor. Porém, nós não nos conhecemos ainda, infelizmente.
Adoro sua delicadeza. Um abraço, querida.
Legal!
Sonhar com aquela
q vc deseja é bom.
Duro é acordar e
perceber q se está só.
Mto linda a poesia, a verdade é que eu acho.. hehe Que a gente não tem amor pela pessoa que ainda vamos amar, mas ocasionalmente temos amor, pra dar. E aquele que primeiro nos encanta, devotamos esse sentimento. Acho que amor, é simplesmente uma obra do acaso. As vezes temos muito amor para amar, e as vezes achamos que temos, por isso alguns relacionamentos duram mais. Eu sei lá, pra mim particularmente o amor é confuso demais, desisti de entende-lo, agora eu só o disfruto.
Legal!
Sonhar com aquela
q vc deseja é bom.
Duro é acordar e
perceber q se está só.[2]
Pior do q isso é vc dizer q ela é a mulher dos seus sonhos e msm assim nada acontecer!!!!!!!!!!!!
Clara, que lindo! vc escreve mto bem, obrigada por compartilhar.. Retribuo com um poema de Cecília Meireles, tenha uma excelente semana, bjo.
“O QUE AMAMOS está sempre longe de nós:
e longe mesmo do que amamos – que são sabe
de onde vem, aonde vai nosso impulso de amor.
O que amamos está como a flor na semente,
entendido com medo e inquietude, talvez.
só para em nossa morte estar durando sempre.
Como as ervas do chão, como as ondas do mar,
os acasos se vão cumprindo e vão cessando.
Mas, sem acaso, o amor límpido e exato jaz.
Não necessita nada o que em si tudo ordena:
cuja tristza unicamente pode ser
o quívoco do tempo, os jogos da cegueira
com setas negras na escuridão.”
Cecília Meireles, in Solombra.
Já tive sonhos continuados com uma mesma figura de mulher e por um momento achei que ela seria a ‘tão sonhada mulher da minha vida’ …humm; Quem sabe, né?
Beijos, Clara.
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