Lésbicas só pela internet
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por Laura Bacellar em Cultura L
Tenho tido contato com garotas que são lésbicas só na internet, dentro de seus quartos, diante do computador. Na vida, com pessoas, no trabalho, com seus pais elas são “heteros”.
Tudo bem quando isso é uma fase e a menina depois começa a testar suas asas, mas quando a moça diz que tem 25 ou 30 anos e está esperando arrumar um emprego, sair de casa, ser independente para viver, vejo aí um belo problema.
Porque a vida, como quem tem um pouco mais de idade bem sabe, passa rápido! Vejo meninas a caminho de se tornarem amanhã solteironas amargas, solitárias, sem uma rede de amigos gays e lésbicas com quem trocar experiências, sentindo-se isoladas em suas próprias famílias.
Eu conheço várias mulheres exatamente assim porque ficaram em casa durante os anos 70 e 80 em vez de se arriscarem a ter vivências homo. O mundo hetero não recompensa o nosso bom comportamento, lamento dizer.
Lá para trás era até mais compreensível você ser tomada de medo, já que o preconceito era gigantesco, não havia listas de lugares gls, a gente tinha que descobrir alguém que nos mostrasse onde era o único bar de caminhoneiras da cidade – que era bem baixaria mesmo – e aí ter coragem de entrar naquele ambiente tão estranho e proibido. As informações eram poucas e a sociedade – durante a ditadura, vamos lembrar – pouquíssimo favorável a minorias. Mesmo assim um monte de mulheres e homens homossexuais e transgêneros saíram de casa, do armário, arrumaram relacionamentos, se expuseram, inclusive eu mesma, que tive que enfrentar pais super católicos e amigos para lá de caretas.
Fico então pensando na razão de haver tantas moças assim hoje, sem coragem de sair do quarto e ir a um mero encontro lgbt (uma garota com bem mais de 20 anos me perguntou se podia usar pseudônimo nas reuniões do Projeto Purpurina, dá para acreditar?), sendo que agora há tantos recursos e informações que não existiam para a minha geração e a sociedade ficou tão mais aberta.
Cheguei a algumas conclusões, que convido você a comentar.
Acho que a internet, o celular, a comunicação com câmeras, os sites de relacionamento trouxeram uma interconectividade maravilhosa, que permite à moçada encontrar gente de mesmos gostos no mundo inteiro. Uma garota lésbica pode experimentar muita coisa pela internet, pode ter uma rede de amigas com quem conversa o dia inteiro, pode até fazer sexo virtual com outra no Piauí.
Essas avenidas de comunicação são maravilhosas, todo mundo tem mais é que usar. Só que não passam de comunicação. Falar não é viver. Fazer sexo virtual não é ter um relacionamento. Postar bobagens no orkut (ou leskut ou facebook ou twitter) não é ter amigos.
Somos seres de carne e osso e precisamos de contato ao vivo para criarmos vínculos. Ouvir a voz de alguém enquanto vemos as mudanças de expressão facial, os movimentos do corpo, o ritmo da respiração é muito diferente de ouvir uma vozinha eletrônica acompanhando uma imagem de câmera no canto da tela.
Conviver com alguém no mundo real, ir até um determinado endereço combinando hora, gastando de dinheiro e energia, negociando as vontades de ambas as partes é muito diferente de mandar mensagens instantâneas enquanto fazemos alguma outra coisa.
Ou seja, acredito que a geração que nasceu e cresceu com a internet sabe se comunicar eletronicamente, mas muitas vezes não sabe viver. E viver nessa terra caótica, nesse planeta complicado, vamos combinar, não é nada fácil. A gente precisa treinar um bocado para se sair bem.
Veja moços e moças espantados em primeiros empregos, quando descobrem que seus chefes não são anjos amorosos (como talvez suas mães), mas pessoas irritantes e exigentes com as quais eles não têm a menor prática de como lidar. Vejo adolescentes achando que todos em volta vão correr para ajudá-los em seus sonhos, como fazer um filme ou escrever um livro ou ter um relacionamento perfeito. Recebo toneladas de emails de garotos e garotas frustradas porque o mundo não colabora com suas ideias geniais. E vejo lésbicas jovens – ou talvez nem mais tão jovens – apavoradas de tomar uma atitude, porque seus pais ou namorados (!) ou amigos não vão aprovar.
Então aqui vai minha sugestão: se você está enfiada no seu quarto diante do computador, saia para a rua. Aprender a diferença entre mentiras e verdades, entre truques e sentimentos verdadeiros, entre paixão e amor só dá para acontecer biologicamente ao vivo. A gente precisa encontrar pessoas, trabalhar, interagir para entender os jogos de poder, as seduções, as sacanagens que regem nossa existência. E também para sentir até onde vai nosso poder.
Se você é lésbica como eu, vai precisar mais ainda treinar se opor ao mundo, conviver com a desaprovação, se arriscar em ambientes estranhos, conhecer o que seus pais não ensinaram. Não tem jeito. O que as pessoas da minha geração talvez soubessem com mais facilidade é que o mundo não é perfeito e a gente precisa agir para conseguir o que quer. Ninguém vai bater na sua porta para oferecer um emprego perfeito, nenhuma princesa encantada vai vir até o seu quarto se jogar na sua cama. Você é quem tem que ir atrás, doa a quem doer.
Minha sugestão é que, se você está com sua vida homo enfiada na gaveta, existindo apenas no virtual, que busque todas as oportunidades possíveis de encontros ao vivo com pessoas de minorias lgbt. Festas, bares, boates, ruas gls, lojas gls, encontros como os saraus que a Editora Malagueta promove, palestras, encontros como os do Grupo Purpurina, qualquer coisa. Experimente conhecer gente, ver como falam, experimente estar em ambientes onde homossexuais são maioria e muita gente diz nome e sobrenome sem medo. Não importa se você não tem dinheiro, não conhece, não sabe. Corra atrás, garanto que a experiência vai ser totalmente diferente de qualquer bate papo online.
Dá medo? Claro.
Tem garantias? Nenhuma.
Talvez ninguém goste de você? Talvez.
Talvez você encontre amigos e mulheres maravilhosas pelo caminho? É quase certo.
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“Não tem jeito. O que as pessoas da minha geração talvez soubessem com mais facilidade é que o mundo não é perfeito e a gente precisa agir para conseguir o que quer. Ninguém vai bater na sua porta para oferecer um emprego perfeito, nenhuma princesa encantada vai vir até o seu quarto se jogar na sua cama. Você é quem tem que ir atrás, doa a quem doer.”
Eu passei por isso a pouco tempo,estou aprendendo a viver “lá fora”. E hoje sei que realmente,pra conseguir se feliz,isto é, viver livre e com o que gostamos, precisamos mesmo abrir a asas e voar.
O medo é algo complicado, quem tem insegurança em se assumir perante a sociedade, deixa de viver de forma muito mais leve. Mas cada um sabe onde a ferida dói. Independência financeira não significa independência. Posso afirmar que a melhor coisa que me aconteceu, foi meu irmão ter mostrado meus logs pra minha mãe, foi ruim na época, FOI, mas hoje eu tenho um relacionamento muito melhor com a minha família.
Boa matéria
Vivo mto o real, namoro tenho grupos de amizades vou a baladas bares ruas e naum sendo na zona norte onde moro, saiu de mão dada c minha namorada abraço demonstro carinho… qro mais qro q meus parentes saibam, ainda não abri totalmente pelo preconseito do meu pai… eles dentro de casa sabem, mas sei q naum qrem q td familia saiba… tenho 23 anos naum qro me esconder sempre… naum qro casar e dizer q to dividindo ap c uma amiga… qro dizer a deus e ao mundo q ela é minha mulher… vejo pessoas q escondem de td e tds axu q elas sao mais preconceituosas do q os heteros de verdade, tão renegando o q são por vergonha, não acredito q amar seja um ato “vergonhavel” axu q naum existe essa palavra!!! ahuahua
Otimo texto para as pessoas acordarem viverem amarem chorem levantem
Concordo com todas as suas colocações.
Adorei sua coluna. Acho a net é legal sim, afinal encontrei a Editora Malagueta desta forma e acho este site fantástico. Trocar idéias aqui com pessoas de todos os lugares, classes sociais e idades é algo bacana mesmo, mas não se pode viver uma vida virtual, no mundo das fantasias….
Sempre que sobra uma graninha compro livros na malagueta, adoro os brindes, aquelas sapinhas são lindinhas.
Abraços
A internert É ótima, nos da ass para o mundo, ao tempo em que nos prende na cadeira, em frente a tela. Para viver de verdade eu tive que sair do pais, como se o Brasil fosse o problema de eu não aproveitar a vida. E acontece que a vida real eh imensamente melhor que ficar deitada na cama vendo serie. Eh claro que eu não sou de ferro e vira e mexe eu arranjo tempo pra fazer as coisas que me davam prazer na internet. A. Verdade e que ainda não sei o que sou, as mulheres definitivamente me chamam mais atenção, mas e se for só curiosidade?! Uma fase eu não creio que seja, afinal já são mais de cinco anos com esse sentimento.
Bem, um dia eu descubro e esse dia não precisa estar, eu sei esperar. Nunca achei homo nesse pais. Vou ver se hoje presto mais atenção e ver no que da.
conserteza vai fazer muiiiitas muitas internaltas pensar sobre o assunto. Isso aconteceu comigo tambéém, minha curiosidade surjiu e eu comecei a pesquisa tuudo sobre o assunto a visitar sites, comunidades do orkut, eu era lesbica soo na internet, fiz um fake pra converçar com meninas que eram mais experientes e taals, e nossa, me ajudo de mais, acho que se naum tivesse tido a “ajuda” delas, eu concerteza nauum teria “experimentado” hj eu so lesbica, tenho 18 anos. e toda aquela minha “vergonha” de ser lesbica, de andar com pessoas que são, de frequentar as boates,barzinhos acabo.sem duvidas a internet me ajudo muito, a me “descobrir” a “sair do armario” mais dai trocar, viver, por lêr é outra coisa.
Mandou muito bem Laura… Se você é uma mulher que optou por viver em sua concha será uma pessoa amarga com o passar do tempo… Se a sua família ou amigos não te aceitam do jeito que és, tenha paciência, precisamos dar um tempo para que possam deglutir nossa opção interna, pois nosso único erro, foi o erro que cometeram uma vez… Amar alguém de uma forma especial, porém, não de acordo com os rótulos que a sociedade impõe… É muito triste viver na obscuridade… É gratificante poder sair com seu amor para todos os lugares… Vale a pena correr esse risco em prol de nossa felicidade…
Uau!!!
Ótimo texto!
Muito bem colocada a idéia, parabéns!
Bjus!
Ótimo texto, serviu como um compo de água fria pra espantar o tédio…
Pra espantar o comodismo e tantos outros modismos aos quais estamos
acostumados…
está na hora de mostrar a cara, enfrentar opiniões e fortalecer as
certezas…
Parabéns mais uma vez pelo assunto abordado
beijos
Assunto interessante e também muito bem abordado no ótimo livro da Diedra Roiz, onde o medo de se revelar ia muito além da proteção virtual que esse texto sugere. Vale a pena conferir e refletir.
Abraços
Olá, Laura.
Seu texto me tirou da minha utópica zona de conforto. Confesso que estava mesmo precisando de algo ou alguém que me “sacudisse”… Obrigada!
Bjo grande.
Oi Laura….seu texto foi um tapa de luva, mexeu muito comigo..ultimamente ando me questionando sobre minhas indecisões e medos, realmente ser livre requer atos de coragem, como tudo na vida. Obrigada por expor esse assunto q me sacudiu e me fez parar pra pensar…kkkk
Aplausos Laura!
Excelente tapa na cara de algumas!
Beijos.
Fantástico texto! Parabéns! Como disse a Del acima: excelente tapa na cara de algumas.
O ideal mesmo é fazer uso dos dois recursos… tecnologia e mundo real!
Que país é esse Larissa!? com certeza que há homos! :p
[...] que busque todas as oportunidades possíveis de encontros ao vivo com pessoas de minorias lgbt. Festas, bares, boates, ruas gls, lojas gls, encontros como os saraus que a Editora Malagueta promove, palestras [...]
Tenho que falar isso pras meninas da comunidade de Belém, pra ver se elas me ajudam na minha pesquisa…rsrs
Ótimo texto! Nunca mais tinha lido um texto tão reflexivo como o seu, parabéns!
Ah mas é um pouco complicado pra quem, como eu, tem poucos amigos (e uma dificuldade incrível de fazer mais) e mora em cidade pequena onde é tudo mais secreto e fechado. Eu não tenho medo de mostrar quem eu sou, porque sempre fui meio ‘fuck it’, mas não encontro muitas oportunidades pra vivenciar porque é complicado mesmo. Eu tento, mas nunca acontece grandes coisas. To meio que esperando pra agir mais quando eu for morar fora e torcendo pra que de em alguma coisa, mas isso pode ser tanto ano que vem quanto no outro, depende de quando eu passar no tal vestibular.
Mas pra falar a verdade, melhor assim. Até eu não passar, minha vida vai ser 95% estudo e os outros 5% reservados para as atividades essenciais, como comer, dormir e tomar banho. Sem tempo para sexualidade agora hahaha
Enfim, gostei muito do texo
Adorei o texto!
A felicidade é unica e exclusivamente sua! Sai dessa inercia, viva, busque conhecer, se entregue ao que te faz feliz. Não crie motivos para continuar se escondendo, procure um amor, ou até mesmo uma amizade colorida.
Bju na Alma.
Que texto maravilhoso!!! Abordou mto mais do q o título indica.
Nossa tem tanta gente hoje q até sai e tudo mais, mas o povo tem de tudo (facebook,myspace,orkut,leskut,twitter,link blablabla,sonico,me adiona, etc, etc, etc)!!! A pessoa nasceu depois dos anos 60 e acha q tem q ter tudo isso para ter algum espaco, p/ ter visibilidade. Alguém inventa uma coisa nos EU e o cara nem sabe do se trata direito mas tá dentro da nova modinha. O problema vem disso, da falta de personalidade. A homo atrapalha mais, claro.
E olha q não sao só os mais simples q caem nessa nóia!
Outra coisa os pais protegem mto, coisa cultural mesmo.
E tudo fica pior se a pessoa for homo e medrosa…
Parabéns pela matéria!a vida é um grande risco,mas vale a pena correr esse risco e tentar encontrar a felicidade.
adorei o texto,eu amo ficar na net,mas amo sair tbm….uso a net pra combinar encontros com os amigos,não tem coisa melhor!!!
mas isso não ocorre só entre as lésbicas,muita gente(hetero/homo/bi) fica na net o dia inteiro e nunca saem de casa,mas entre os gays em geral é mais preocupante,pois alem de ficarem na net não revelam quem realmente são,no mundo virtual são uma coisa e no real outra totalmente diferente.
Sair de trás dessa máscara é muito complicado em algumas situações. Como sair atrás de bares, lugares e momentos se a pessoa ainda não se assumiu, se ninguém sabe ainda? Não há maneira, e a internet, o computador são coisas úteis para se ter um pouquinho de liberdade. Esperar ter uma independencia é essencial para muitos casos.
Sem contar também, que não é todo mundo que está preparado para enfrentar pais católicos, ou não.
Tem que tomar muito cuidado ao tratar do assunto “assumir-se”. Cada um é cada um. Não há uma regra, nem “passos” a seguir. Cada situação é uma situação e não podemos generalizar.
Saudações xamânicas, Laura!
Muito interessante e objetivo seu último texto na Newsletter do Parada Lésbica, intitulado “Lésbicas só pela internet”. Realmente, ainda há muitas mulheres nessa condição. No entanto, propostas como a que você viabiliza através da Editora Malagueta, me parecem de fundamental importância para que algumas dessas mulheres possam se sentir mais à vontade socialmente, embora eventos que se destinam, essencialmente, a determinados grupos, acabam por configurar uma forma de gueto. Mas, mesmo assim, ainda representam espaços mais favoráveis a momentos de socalização, onde as pessoas poderão se permitir ser plenamente como são. Por isso, aprecio sua iniciativa. Indubitavelmente, muitas das mulheres que têm conhecimento dos seus esforços nesse âmbito, devem reconhecer o valor dos momentos que compartilham nos sarais da editora. Portanto, deixo aqui minha admiração pelo incentivo que seu texto e sua proposta representam a todas as mulheres homossexuais, em um mundo onde sua sexualidade sempre foi e, se vacilarmos, continuará sendo reprimida, independente de sua orientação sexual.
Um abraço.
Yeha Noha!!!
Ahow!!!
Luiza.
P.S.: Acredito que eu tenha disponibilizado o comentário supracitado em página errada. Por isso, estou colocando ele aqui também. Madrugada… sono e miopia… Combinação excelente para confusões dessa natureza…rsss
Adorei!!!
A vida passa rápido e a gente, diante de nossa insegurança, não nos movimentamos como ela.
Desde a adolescência sabia da minha realidade, mas não queria magoar os pais, afastar os amigos e todos os patatis-patatás… mas chegou o momento que não deu mais para segurar, enchi o peito de ar e contei para eles o que eu pensava que eles não soubessem. Foi um alivio pra mim.
Hoje, converso com muitas garotas na Internet, algumas delas se escondem atrás de perfil fake e sempre questiono o pq de se esconder dessa forma, conto a elas o quanto me fez mal ter escondido a minha realidade de mim mesma (já que eu achava que podia reverter a ‘situação’) e de outras pessoas. Posso não ver o resultado das conversas que tenho com essas meninas que se escondem, mas sei que as coloco pra pensar, pois sempre acabam voltando no assunto.
Laura, adorei seu texto… mesmo…
Com certeza você cutucou muita gente. A mim, você me fez lembrar o quanto fui imatura (nem sei qual adj usar) em fugir da realidade e o quanto me fez bem ter assumido, mesmo sofrendo com o pré-conceito (escrevo sempre com essa grafia) até hoje.
Parabéns… você está realmente de parabéns…
Eu concordo que levar uma”vida virtual” apenas não é saudavel.Porém eu coloco uma velha questão,as cidades pequenas.Eu sou de uma.Só assumi aos 27 e pra min foi a melhor idade,poque foi o momento onde estava preparada pra isso.Cada um tem o seu.Esperar uma independência financeira , principalmente numa cidade pequena não é a regra para se sentir segura, mas ajuda.Em cidades muito menores a mentalidade ainda é as das”década de 60 e 70″.Falo porque morei a vida toda em cidade pequena mas sai e morei sete anos em cidade grande, pude comparar.Muitas não tem essa opção.Por isso algumas pessoas levam mais tempo pra assumir como eu, ou não assumem.Nunca me vali só do meio virtual,esse foi só um suporte para criar coragem e assumir pra minha familia.Hoje tenho curso superior mas não tenho independênica financeira e contei mesmo assim.Logo um curso superior não ajuda a tomar uma decisão, mas tão pouco atrapalha, idem pra independência financeira.Em cidades menores também, ao menos na minha e conheço a bem,não há ruas , bares gays,apesar de gays e lésbicas existirem(poucos assumidos,que é o que conheço),por isso, ao menos em cidades menores há uma certa tendência em se ficar no virtual.Esse não foi o meu caso.Acesso o Parada Lésbica há apenas três meses e pra min foi o ultimo empurrão que precisava.Não sou , nem as mulheres lésbicas de cidade pequena são “solteironas amargas”, só que as realidades são diferentes,existe ainda ao menos na minha cidade, a questão do “zelar pelo nome”.Um valor que, pra min é um valor, que nas cidades grandes não existe com tanta força.Por isso concordo só em parte com a autora.E protesto um pouco contra o texto.Há realidades de cidades grandes e de cidades pequenas, e é muita diferença.
Parabéns excelente texto
E isso serve pra muitas q são um coisa na frente de seu pc’s e outras ao vivo e a cores !
Querida Laura,seu texto fez vir a tona todos os medos que
muitas de nós temos de enfrentar o mundo. O momento de despertar
e buscar novas propostas de vida,precisa chegar um dia.
A descoberta dos sentimentos ,a tentativa de conhecer melhor o
que somos e como vamos conviver com isso é ,com certeza, um passo
enorme para que encontremos aquilo que chamamos de:
FELICIDADE
É quando leio coisas como esse texto, que me dá mais vontade ainda de transgredir todas as regras que meus pais insistem em impor e apesar de todas as dificuldade, tenho muito orgulho de mim mesma. =D
Querida Laura
Como sempre muito sábia e clara nos seus textos e conclusões.
Conheço algumas lés que dizem que não gostam de mulheres e sim de uma determinada fulana rs , de tanto medo de se assumir , é o tipo de gente que precisa de uma terapia urgente , conversa definitivamente não adianta e por aí ai …..
bj, Beth
Isso foi mesmo um “tapa na minha cara”!!!rsrsrs
A matéria estava ótima,e aposto que isso jah vai mudar muita coisa na minha vida… Obrigada
..bjinhus –> ?
É…e o que falar do seu artigo, se EU sou uma das tais mocinhas que só se declaram pela internet?!
Muito interessante os pontos dos quais você tratou, realmente me vi nessas entrelinhas que você escreveu…
Realmente ainda há garotas ‘covardes’ (assim como eu), que mentem pra si mesmas quanto a sua sexualidade, usam de argumentos medíocres para justificarem suas atitudes, mas sabem que no fundo, o futuro que lhe esperam, é exatamente construido pela exclusão que as mesmas fazem no seu hoje…
Enfim…muito bom lê sobre isso, é como nos vermos diante de um espelho com um abismo, que podemos mesmo optar por não nos jogarmos nele, basta querermos e aceitarmos-nos!
Obrigada!
um forte abraço, e espero mais matérias sobre esses assuntos!
Beijos!
é meu caso.
ESTOU SEM PALAVRAS PRA DIZER O QUANTO EU GOSTEI!! DO SEU TEXTO!
SIMPLESMENTE PERFEITO!!!!!!
PARABENS!!!!!!!!!
REALMENTE PERFEITO! *__*
Texto maravilhoso…
que muitas q se encondem atras de um pc ou dentro de um quarto leia, reflita e parta para o voo livre…..
fui exatamente assim, nao tinha amizades q eu pudesse me abrir, familia condenava qualquer ato gay, e me via sozinha num mundo extremamente enorme…
me restou a internt para por pra fora o q tinha dentro de mim, e com ela e por ela familia descobriu, amigos me conheciam realmente e apartir dela me descobrir ao mundo e o descobri.
a tecnologia é extremamente maravilhosa qdo sabemos usa-la, deixem de lado a covardia exorcise o medo e lute pela liberdade e felicidade
garanto q é a melhor coisa q fara a sua vida…..
bjossssssss
uau
realmente
um tapa na casa
serviu pra acordar e sair
dessa vida só di msn…
Valeu aí.
Corrigindo 1: “…favoráveis a momentos de socIalização…”;
Corrigindo 2: “…compartilham nos saraUS da editora…”
Sei que pode parecer ridículo, mas, infelizmente tenho essa mania.
Yeha Noha!!!
Ahow!!!
Luiza.
PALABRAS PARA K .OS MEUS PARABENS ESTA UM TEXTO MARAVILHOSO .UM GRANDE ABRAÇO
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