Violência entre mulheres? Isso existe. Confira a orientação feita à leitora S., vítima de uma namorada violenta.
Sapas no Divã agora é respondido por uma Psicóloga profissional!
Quer compartilhar seu dilema sem revelar sua identidade? Confira a página da coluna e nos escreva. Mas não deixe de verificar os temas antigos, às vezes seu problema já foi respondido.
S. escreveu:
Sei que, pra qualquer pessoa que eu contasse, me chamariam de burra e me mandariam terminar o namoro. Namoro há um ano, com uma garota que foi minha melhor amiga. Depositei todas as minhas forças, minha fé nesse namoro.
Somos muito unidas, as vezes até demais. Passamos pelas mais loucas dificuldades, que toda lésbica adolescente com seus 18, 19 anos passa. Mas minha namorada, tem mudança de humor repentina.
Demorou pra que eu percebesse. E quando eu vi, ela já estava me apertando os braços e me dando empurrões. Eu acabei guardando isso para outras brigas, que viriam com certeza.
A auto-estima dela é muito baixa, ela é mais gordinha, e eu sou magrela, do cabelo liso. Ela cisma que eu tenho vontade de humilhá-la, enquanto eu faço de tudo pra que ela se sinta melhor. Descobri que a mãe dela, tem bipolaridade, e estudando, descobri que 90% dos casos são genéticos.
Ela custou a aceitar a idéia, de ir ao psicólogo, e depois que aceitou, me enrola todo dia, dizendo que nem ela, nem os pais têm dinheiro. Mas as brigas violentas, não pararam. Às vezes, davam uma trégua, mas logo ela estava me dando empurrões.
Hoje, aconteceu a pior delas. Eu sabia que ela viria até minha casa, então saí, porque meus pais estavam aqui e ela daria um barraco. Os motivos são os mais fúteis do mundo. Ela havia perdido o emprego, eu dei atenção demais aos meus pais (que são homofóbicos, e ela os odeia) e eu estava planejando uma festa surpresa de aniversário pra ela, e ela descobriu. Tudo se juntou.
Ela foi atrás de mim, me jogou coisas no meio da rua, puxou meu cabelo, rasgou minha bolsa, jogou tudo no chão. Eu perdi as estribeiras e dei um murro na boca dela, que sangrou. Até o pai dela veio conversar com a gente, pois depois eu acabei indo até a casa dela.
Disse que a maior decepção pra ele é esse namoro. Já aconteceu outras vezes, de empurrões, e apertões no braço, mas dessa vez, foi muito. E eu tenho que me portar bem em casa, pois meus pais já me mandaram terminar faz tempos.
Não sei porque, não consigo sentir raiva dela. Parece ridículo, eu sei. Mas todo o bairro vê nossas brigas, já se acostumaram. Ela deve fazer um tratamento agora e eu também vou procurar ajuda. Mas sinto muita vergonha, por ter perdoado tantas vezes, esperando que ela melhorasse.
A gente deu um tempo, mas acho que na prática, as coisas vão acabar sendo como antes. Só torço pra não me machucar mais. Sei que ela me ama muito. Na mesma hora que bate, ela tenta me abraçar, pede perdão, me implora pra que eu não a deixe. E eu não sei se consigo mesmo, deixá-la. Tenho medo e não duvido, de que, na hora do ódio, ela me mate um dia.
Estou totalmente confusa.
A Psicóloga Lilian Mendes responde:
S. querida!
Inicialmente, preciso explicar que por questões óbvias e éticas não comentarei sobre a namorada da leitora S., uma vez que ela está em tratamento psicológico e aqui não cabe, comentar sobre ela, mas sim e tão somente sobre a leitora em questão. Portanto, todos os comentários do texto referem-se a leitora e a violência entre lésbicas.
O tema é muito triste, mas infelizmente real! E precisa ser exposto, pois servirá para ajudar muitas mulheres que se encontram na mesma situação.
S.,
Já pensou em buscar ajuda psicológica também? Não só para uma transformação e crescimento pessoal, mas para entender o porquê ainda mantém um relacionamento como este?
Quero aqui falar não só com você S., mas com todas as mulheres que neste momento estão sofrendo caladas em seus lares, sozinhas, sem saber nem ao certo a quem recorrer.
Venho percebendo uma crescente nos e-mails que recebo com pedidos de ajuda, da agressividade entre lésbicas.
Não somente pelos e-mails que recebo, mas vira e mexe sempre surgem notícias, algumas até muito pesadas, como por exemplo uma jogou a outra pela janela… Imagine o que aconteceu na relação ao ponto que a pessoa resolveu jogar o seu amor pela janela…
Primeiro que não era amor! Quem ama não mata! Quem ama não bate! Quem ama não agride! Não destrói a vida da outra…
E não é só de suas parceiras que algumas lésbicas estão sendo submetidas à violência, existem as que moram com seus pais e eles estão cometendo verdadeiras atrocidades com suas filhas em nome de religiões, de seus ideais dilacerados pela verdade nua e crua que suas filhas não desejam ter uma vida hetero, em nome da vergonha que sentem de vizinhos e familiares… Em nome de que? De suas próprias crueldades, de uma imensa falta de amor. Acreditam que se usarem de violência conseguirão extinguir tais desejos… Lamentável, jamais conseguirão!
São pais que reprovam a homossexualidade de suas filhas e procuram impor uma vida hetero como “normalização” da prática sexual. Filhas que por serem destituídas de qualquer poder e em muitos casos por depender financeiramente, sujeitam-se a pais, que procuram controlar o corpo das filhas lésbicas, lançando mão de diferentes formas de violência, como os maus tratos, negligência, agressões físicas e psicológicas. Utilizando de acusações, ameaças, e inclusive, a expulsão de casa. A violência com o sentido de dominação do exercício do poder, punição e controle, violência que vem camuflada como ferramenta de ensino.
A mulher na sociedade enfrenta várias formas de violência (doméstica, familiar, física, moral, patrimonial, psicológica, sexual…), são tantas que ficaria horas e horas para elencá-las e explicar todas as dinâmicas.
A violência contra a mulher, além de ser uma questão cultural, policial e jurídica é também caso de saúde pública, muitas adoecem a partir de situações de violência sofrida em casa, recorrem a serviços de saúde com reclamações de enxaquecas, gastrites, dores difusas… Que na maioria dos casos, também precisam de assistência psicológica e orientação jurídica.
A violência não tem preconceitos nem discriminações, ela bate a porta sem qualquer distinção seja das mais humildes até as mais poderosas mulheres, não diferencia as de pouca ou muita cultura, as de vida mais modesta ou as muito bem sucedidas e muito menos as que sabem ou não que tem forças para defender-se.
O problema é intensificado ao considerarmos que além de agressão física há outras formas de violência que a mulher vem sendo submetida, como a sexual, psicológica, moral e até patrimonial.
O fato de ser lésbica torna muitas mulheres ainda mais vulneráveis às diversas formas de violência.
As dificuldades na vida de uma lésbica são inúmeras, desde assumir-se para si mesma, para a família e amigos, como devem se portar no trabalho (muitas vezes chefes e colegas que resolvem persegui-las, humilhá-las…), nas escolas ou nas universidades…
Socialmente muitas precisam esconder-se, fingir, disfarçar, lutar contra a dor de não poder ao menos demonstrar publicamente um carinho a suas parceiras, por mais simples que seja e ainda ter que tolerar todas as formas de agressão, verbal, não verbal, psicológica e até mesmo a física.
Há em muitos casos a dificuldade para se acertar com uma parceira… E quando finalmente a encontra… Surge a violência que destrói todos os sonhos que um dia tiveram… Afinal quem sonha em encontrar a pessoa amada e ser agredida por ela?
A violência doméstica divide-se em fases e ciclos que podem se tornar viciosos, repetindo-se ao longo de meses ou anos.
Primeiramente surge a fase da tensão – Que vai se acumulando e se manifestando por meio de atritos, insultos e ameaças, muitas vezes recíprocos.
Em seguida, vem a fase da agressão – Com a descarga descontrolada de toda aquela tensão acumulada. A agressora atinge a vítima com empurrões, socos e pontapés e às vezes usa objetos…
A seguir vem o momento da reconciliação – A agressora pede perdão e promete mudar de comportamento ou finge que não houve nada, mas fica mais carinhosa, leva presentes, fazendo a mulher acreditar que aquilo não vai mais voltar a acontecer, mas acontece!
É muito provável que o ciclo se repita, cada vez mais, com maior violência e em intervalos menores. Podendo repetir-se indefinidamente, por muitas vezes chegando a uma tragédia, com uma lesão grave ou até o assassinato da mulher.
Para a agressora, a prática de atos cruéis é a única forma de se impor. Tudo ocorre em um contexto muito complexo, que às vezes até pode parecer que se transforma em uma espécie de jogo em que a vítima passa a ser “cúmplice”.
Isto ocorre porque muitas mulheres agredidas e vitimizadas, normalmente sofrem caladas, sentem-se sozinhas, com medo e vergonha. Para elas é difícil dar um basta na situação, além da vergonha, muitas dependem financeiramente da agressora, outras acreditam que “foi só daquela vez”; outras por mais incrível que pareça pensam que são elas as culpadas pela violência; outras porque tem medo de sofrer mais violência ao denunciar ou tentar sair da relação; ou porque não querem prejudicar a agressora, temendo que ela seja presa e condenada.
Violência só gera violência e esta não é somente uma frase antiga e manjada, é fato!
A maior prova que um relacionamento está doente ou quando já não há mais amor é quando não há mais respeito e, violência é um grande sinal de desrespeito não acha?
A pior lágrima é aquela que não escorre, é aquela que é só sentida marcando a alma, marca esta que normalmente demora cicatrizar.
Por mais que seja muito difícil aceitar é preciso reconhecer que a pessoa amada está doente e que os transtornos psíquicos também existem. E que em muitos momentos é algo que nada se pode fazer e somente palavras não adiantam é preciso de ajuda profissional, principalmente a psicológica.
É importante saber quando uma etapa chega ao final, insistir em permanecer, mais do que o tempo necessário, perde-se a alegria, o sentido da vida e das etapas que ainda estão por vir e que é preciso vivenciar. É preciso encerrar ciclos, fechar portas, terminar capítulos, fechar gestalts… Não importa o nome dado, é preciso sentir, admitir e deixar o passado passar e principalmente deixar no passado o que já acabou.
É preciso perceber que há vida do lado de fora, só depende de você. Estenda a mão pedindo ajuda, dê o primeiro passo para o lado de fora, ou ao menos, sonhe com um dia melhor… Não quero aqui ser poética, mas o sonhar com um dia melhor é um dos mecanismos mais importantes que ajudam pessoas que estão passando por momentos tão sofridos a suportar o peso que cada dia tem, em viver algo que não se sabe até quando vai durar. Algumas pessoas conseguem viver sem Deus, mas sem esperança não há como viver!
É preciso também, descobrir que não é porque estão inseridas em uma sociedade preconceituosa, atrasada, machista e cruel… Por ser lésbica tenha que internalizar esses preconceitos ao ponto de sofrerem absurdamente e ficarem caladas! Admitir o inadmissível tolerar o intolerável, por medo de expor o que verdadeiramente são – apenas mulheres que amam mulheres!
Viver com medo? Você acha que merece isso? Se você sente e teme que algo de pior possa acontecer por que esperar passivamente por este dia?
Se ame minha querida e saiba que sua vida é muito preciosa e importante para que seja jogada fora desta maneira. Desculpe, mas é preciso que você acorde, é preciso indignar-se diante dos preconceitos e lutar para defender a pessoa mais importante para você! Você mesma!
Não só para você S., mas a todas as mulheres que estão em situação similar, digo, busque ajuda psicológica para elaborar corretamente tudo que acontece, para que sejam acolhidas e orientadas a encontrar os caminhos de saída desta situação tão triste!
Boa sorte e mande notícias quando puder!
Lilian M. Mendes
P.S. Só mais um e importante comentário:
Às leitoras que não sabem como funciona a ajuda psicológica: são psicólogos que tem como campo de atuação pessoas que estão com dificuldades para elaborar sozinhas assuntos complexos, não pensem que fazer terapia é algo para loucos o que muitos leigos acreditam erroneamente. Loucos são atendidos por médicos psiquiatras, que podem medicar e internar, dependendo do caso obviamente.
Saibam também, que mesmo algumas pessoas que um dia precisaram de um psiquiatra não são ou estão necessariamente loucas.
Por incrível que pareça até pessoas muito cultas tem este preconceito o que não tem nada a ver com a realidade!
Lilian Maria Mendes – Psicóloga Clínica – CRP 06/41736
E-mail: lilianmariamendes@yahoo.com.br
Atendimentos ON-Line e em São Paulo – Capital.






















Segundo, como alguém, mesmo apanhando pra ficar com olho roxo, desfigurada, como era o caso da menina q eu tava ficando, ainda consegue amar alguém assim!!! Não entra na minha cabeça!
Não falei q ela é imbecil por isso não! Tenho outros motivos pra chamá-la assim q não vem ao caso. Por ela apanhar e continuar com a pessoa eu só podia sentir muito por ela. E no caso q citei, não tem nada a ver com bipolaridade não. Tinha a ver com desrespeito com a pessoa mesmo! A pessoa aprontava e se a menina falasse alguma coisa, apanhava! Louca total!
morro de medo dessas coisas…
assusta realmente.
ki amor ki nada… é mais obsseção, antes
de qualquer outra coisa.
morro de medo dessas coisas…
assusta realmente.
ki amor ki nada… é mais obsseção, antes
de qualquer outra coisa.
ahh sobre o psicólogo, eu passei por 1 ano… Adorei o “resultado”
em mim
Comecei a namorar uma garota que ja conhecia fazia um bom tempo.
Após um mes de namoro ela mudou completamente…
As brigas ficaram mais constates, até que uma vez ela me agrediu.
Ela pediu perdão e tal..fiquei mais uns 2 meses depois disso com ela.
Até q um dia de novo ela me agrediu, então terminei com ela, mas fiquei com muito medo.
Hj ela não falo comigo, nem nada..
Minha esposa é muito violenta,nós brigamos e ela vem p/ cima..
Semana passada nossa amigas ficaram apavoradas elas nunca tinham presenciado.. ela me deu chutes no braço e na cabeça.. ainda estou toda roxa! Estamos separadas o problema é que ainda moro na casa da mae dela.. ;~
To procurando um Ap ou Kit mais tá dificil, sei q se continuar lá vou me encomodar.. Já não aguento mais,não tenho mais forças
Depois de ler, relembrei certas coisas que vivi com minha ex-namorada ha 3 ou 4 meses atrás…
Ela era super carinhosa comigo, me tava atenção e tal.. Mas depois de 1 mês de namoro, passou a se tornar agressiva, no começo ela agressividade psicologica.. Eu podia até entender isso, porque ela passava dificuldades no trabalho, na faculdade e com a família q é contra com o caso de ela ser lésbica… Mas depois quando fui dormir na casa dela, me agrediu de tanta raiva porque o pedreiro quebrou a parede da casa dela sem querer. Fiquei chocada com a atitude dela, com medo e bastante triste. Porque ela me agrediu por uma coisa que eu não tinha nada haver… Peguei minhas coisas e fui dormir na sala, com medo dela e ela me chamava, chamava e eu não queria ir para o quarto, aonde ela estava.. Aai ela apareceu na saa, pediu com carinho para eu ir pra cama com ela, pedi com gentileza para ela me deixar na sala, pois queria pensar e me acalmar, e para minha maior surpresa, pegou a cadeira e jogou para cima de mim.. Eu fiquei sem reação, pois não sou de brigar, não consigo… Depois de me acalmar, fui para o quarto e ela já estava dormindo, ia dormir abraçada com ela, só q na hora que abracei, pegou meu dedo e quase quebra ele dissendo que queria dormir em paz. Chorei tanto, que resolvi acabar, hoje ela ainda me pede para voltar, só que não quero ser um objeto, ser usada como um saco de pancada. Porque se for assim, será sempre assim. Entendo que ela está estressada com as coisas, mas partir para a agressividade já é demais… Ainda bem que estou livre dela, pois terminei antes que ela pudesse fazer algo mais… Enfim, a vida continua e espero encontrar alguém que me faça bem.
Adorei a abortagem, ficou legal e interessante.
Abraços. J.
Depois de tudo o que ela me fez (E foi MUITA coisa ruim), eu comecei a sentir ódio, junto com toda aquela vontade de insistir na relação… E então começaram as agressões, seguidas por choro e pedidos de perdão… Durou bastante… Mas depois que acabou, eu me arrependi por cada segundo ao lado dela.
Sentimento ruim… Não quero mais aquilo pra minha vida.
Um xerinhu a todas!
FUTURA COLEGA E PROFISSÃO!!
ABRAÇOS e . . .
Cada vez melhor essa Parada de LésBiCA!!!
Parabéns, muito bom uma profissional aqui!!!
Violência é um ato de covardia e deve ser repudiado.
Muitas das meninas vão discordar de mim só porque sou homem, mas a verdade é que até homens sofrem violência de mulheres. Homens sofrem violência de homens. Mulheres sofrem violência de homens. E mulheres sofrem violência de mulheres.
Seres coverdes que não tem amor próprio e só sabem usar o “amor” como desculpa para serem sádicos conosco.
Menina, não se deixe enganar. Se alguém lhe humilha, bate em você, faz ceninha por qualquer bobagem, tá na hora de chamar o amor próprio e se proteger. Porque infelizmente não dá pra salvar alguém nessas condições…
Eu tentei e acabei muito mal e sem a pessoa em questão.
Levante sua cabeça e bola pra frente.
=)
Esse assunto tem que ser falado sempre…violencia em qulaquer sentido è um absurdo. Acho que algumas mulheres são ensinadas a ficarem por baixo em uma relação,parece que è tipico do universo feminino…sempre amar mais,sempre se entregar mais..etc..
Fazer terapia è a melhor coisa que alguem pode fazer por si mesmo…socrates jà dizia :conhece-te a ti mesmo…è um otimo excercício pra fazer todos os dias.
Daniela
Que relato pesado esse seu..li e reli,e fiquei pensando nisso.
Muita coragem sua terminar de uma vez,é importante ter essa força,porque quando o sentimento é muito grande,as vezes a gente não tem força pra terminar mesmo.Acompanhei uma amiga que apanhava de ficar quebrada mesmo,já a levei ao hospital com uma costela quebrada e tudo,e ela permaneceu na mesma situação.Muito triste!
Ela acreditava naquela coisa de “Ruim com ela,pior sem ela”…E isso é um equívoco daqueles!
Graças a Deus nunca passei por isso,mais acompanhando de perto um caso assim,sei que é muito,muito difícil.
Gente eu b ja sofri agressao da minha namorada…
É dificil lidar com ela ,quero me ver livre mais nao consigo,ela nao sai de casa e quer controlar minha vida ,ate casamento de parente eu nao posso ir
Nao aguento mais ,ja apanhei dela na rua de graça
Nao aguento mais essa situação nao sei o que fazer
Talvez precisemos,sim,de uma segunda chance.Existem momentos na vida em que somos supreendidos pela cegueira da raiva e pelo descontrole emocional.Ninguém conhece a si próprio,até que seja provado o seu limite.Dia desses,estava discutindo com a minha esposa e tentava explicá-la tudo o que acontecera.Temos um trato:cada uma expõe o seu ponto de vista,sem a intervenção da outra e ,ao seu término,é a vez da outra começar a explanar.Isso só funciona na minha vez: eu a ouço falar por horas e quando chega a minha vez,ela fica falando junto comigo.Bem,voltando ao dia da discussão…ela havia colocado o ponto de vista dela e ,como de costume,na minha vez,ela começou a falar junto,demonstrando profundo desrespeito com a minha opinião.Sou faixa preta de judô e sempre fui muito tranquila,nunca briguei com ninguém,nunca dei um tapa sequer… Enfim,sou pacífica e sempre preferi o diálogo à briga.Mas nesse dia em questão,nõ consegui me controlar.Eu estava certa e queria só que ela ouvisse meu ponto de vista,assim como eu fizera com ela.foie m vão,durane minha fala,ela falava mais alto,gritava e repetia tudo o que já havia dito(aos berros)…então,me descontrolei e a empurrei contra a parede,colei meu corpo ao dela (com pressão) e ,aí sim,consegui falar o que penso.Fiquei muito triste por ter usado da força para controlá-la.Sentia-me um monstro,uma pessoa agressiva.Fui perguntá-lapq ela sempre falava junto comigo ,se eu sempre respeitava a vez dela..Ela me respondeu com um sorriso sádico: “É pra você não falar mesmo.Pois não é que eu esteja sempre com a razão,é que o que penso é o mais certo mesmo!”.
Gente,a amo com todo o meu coração,mas percebo os defeitos dela e esse é o pior: ela sempre está coma razão e nunca erra(nunca mesmo).Diante disso,talvez errôneamente,senti-me meio que desculpada por tê-la empurrado.A Injustiça faz isso coma gente,infla nosso peito e faz a gente querer usar a força pra ser ouvido!
Por fvor,não me julguem,pois o maior castigo ainda é a minha consciência!
Ela me deu uma segunda chance após a agressão e fico me perguntando se eu precisava mesmo de chance ou se é ela quem precisa se tratar e perceber que o mudo não gira em torno de seu umbigo.
Obrigada e desculpem pelo desabafo!
Obrigada !!!!
De boa, não me vejo agredindo, ou usando a força com a minha companheira.
Sempre fui contra qlqer tipo de força, pra conseguir atenção.. principalmente qnd meus pais me davam as palmadas (consigo contar em uma mão qnts vezes apanhei) eu sentia revolta, e não vontade de mudar.
Acho que conversa supera tudo.. no meu caso, se ela nao me deixasse falar, eu abraçaria ela, MESMO em uma discução (afinal, to discutindo pra melhorar o relacionamento, se não, eu simplesmente nem me preocuparia) e falaria calmamente “Amor, você falou, mesmo que vc não queira saber, me deixa falar pq eu me sinto melhor assim.”
Tá , pode dizer que eu não faria isso.. mais faria sim.. em discussões em casa mesmo, qnd minha mãe não me deixa falar, ou explicar, eu sempre digo “vc ja falou, agora é minha vez, pelo menos finge que tá ouvindo”.
Acho que diálogo leva a tudo.. e cara, eu ODEIO relacionamentos.. pra eu namorar alguem, teria que amar muito a pessoa.. e evito ao maximo discuções, nao me importo de assumir a culpa pelo que não fiz… o amor, é mais forte que tudo isso, principalmente pra nós, que já temos como “não correto” perante a sociedade hipócrita.
UM BEIJÃO! ;]
Não sei se é porque eu não conheça ou tenha visto nenhum caso de amor relacionado à violencia.
Para mim amor e violencia não combinam!
Agora me lembrei que minha ex costumava falar da ex dela que era super ciumenta de dar até beliscão e que ela tinha se acostumado a isso.
E eu pensava: ” Como é que uma pessoa se acostuma a levar beliscão?”
Eu nunca me acostumaria!!
Enfim recebi instruções de que essas agressões entre mulheres são frequentes e se a pessoas agredida quiser pode sim fazer um B.O, a lei maria da panha vale independente se é uma relação hetero ou não…
Não quero passar por isso nunca mais!
Como se já não bastassem os problemas cotidianos(trabalho, estudo, etc) a comunidade LGBT sofre com preconceito e não aceitação da familia, o que certamente deve contribuir muito para esses desvios comportamentais.
Quando os governos vão enchergar que a regulamentação da situação dos gays como cidadãos com direitos e deveres iguais é caso de saúde pública?
Não dá pra enviar esse texto direto para um e-mail???
Obrigada!
tinha um comportamento doentio com ela, mas como ela sabia dessa história do meu passado teve paciência e me mostrou que ela não era igual a menina, que ela queria esse tipo de relação e que sabia que eu tbm não era assim que eu estava apenas sequelada. Graças a Deus isso passou mas até hj acontece certas situaçãoes com a minha namorada que definitivamente não tem como não olhar p/ tras e não pensar ” Nossa se fosse aquela louca a briga tava feita…” Desejo a todas que se libertem desse tipo de relacionamento e que encontrem pessoas que realmente valham a pena que as façam melhores em todos os sentidos. Abraços.
Para todas as mulheres que amam mulheres: não seja conivente com a violência, denuncie!
Para quem ainda não tem informações da ordem prática, aí segue alguns esclarecimentos:
Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006)
Esta lei cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher.
No segundo artigo da lei, temos: TODA MULHER, INDEPENDENTEMENTE DE CLASSE, RAÇA ETNIA, ORIENTAÇÃO SEXUAL, RENDA, CULTURA, NÍVEL EDUCACIONAL, IDADE E RELIGIÃO, GOZA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS INERENTES À PESSOA HUMANA, SENDO-LHE ASSEGURADAS AS OPORTUNIDADES E FACILIDADES PARA VIVER SEM VIOLÊNCIA, PRESERVAR SUA SAÚDE FÍSICA E MENTAL E SEU APERFEIÇOAMENTO MORAL.
POR ISSO, A LEI MARIA DA PENHA DEVE E PODE SER USADA POR NÓS EM CASO DE VIOLÊNCIA!!!!
Os espaços de violência mais comuns são: os espaços domésticos, espaços institucionais e espaços familiares.
Os tipos e formas de violência mais comuns são: violência física, violência moral, violência patrimonial, violência psicológica e violência sexual.
Em caso de agressão, procure uma destas instituições:
Superintendência de Direitos Humanos coletivos e difusos/ SUPERDir
Te: (21) 2334-5546
Centro Integrado de Atendimento à mulher (CIAM)
Tel: (21) 2299-2122
DISQUE MULHER 2299-2121
SOS Mulher- Centro de Atenção Integral à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Sexual (Funciona no Hospital Pedro II)
Tel: (21) 2299-7825
R. do Prado, 325 1°andar/ Santa Cruz- Rio de Janeiro/RJ ATENDIMENTO 24HS
Delegacia especializada de atendimento à mulher (DEAM):
Centro: Av. Visconde do Rio Branco, 12 Centro/ Referência: prox da Praça Tiradentes
Tels: (21) 2332-9994/ 2252-4166
Zona Oeste: Av. Maria Tereza, 08- 2°andar- Campo Grande/ Referência: Prox ao Hospital Rocha Faria
Tels: (21) 2332-7644/ 2332-7648/ 2332-7645/ 2332-7638
I Juizado especial de violência doméstica e familiar contra a mulher:
R. da Carioca, 72- Centro / Referência: prox à Praça Tiradentes
Tel: (21) 2232-9939
Muito bom!!
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Muitas mulheres tornam-se violentas, sensiveis e agressivas na TPM… Mas a TPM tem tratamento, minha gente!!A TPM não pode ser desculpa para nada disso, mas vale a pena observar as mudanças de atitudes e humor nesta fase do ciclo…
Tenho uma namorada que acha sempre que está certa em tudo e sempre que eu não concordo com ela e tento falar a minha opinião sobre o assunto ela simplismente começa a gritar e me manda procurar uma namorada que concorde comigo em tudo. Poxa não é isso que eu quero. Só quero que ela entenda as vezes que eu estou certa e não somente ela. Muitas das vezes me dá tanta raiva da forma como ela fala comigo que eu sinto ódio de ainda estar com ela.
Quando nós nos conhecemos eu tinha acabado de sair de um relacionamente que me fez sofrer muito pois além de discutirmos muito ela era bem stressada e uma vez ela me deu um empurrão tão forte que eu não aguentei e dei um chute e pegou na boca dela e sangrou. Nossa eu fiquei tão nervosa de ter feito aquilo que terminei com ela. Eu mesma não aceitava que eu tinha feito aquilo mesmo sendo por defesa. Eu amava muito ela mais preferi perde-la do que ter que conviver com aquelas brigas e correr o risco de mais uma vez machuca-la ao me defender.
Bom voltando, essa minha namorada atual quando me conheceu como estava falando anteriormente ela era muito carinhosa e eu muito fria, grossa e não queria aproximação por que eu ainda estava muito machucada mais ela continuou tentatndo e dizendo que eu tinha que mudar e eu fui me controlando e consegui me entregar a ela e hoje estamos juntas a quase 2 anos sendo que de uns tempos para cá ela que tem se tornado estúpida e grossa. Suas palavras as vezes são muito violentas e eu já não aguento mais por que não quero acabar perdendo o controle como já fiz uma vez e acabar machucando ela. Eu gosto muito dela mais não sei mais se vale a pena.
Não sei o que eu faço. se termino logo antes que as coisas piorem ou vou levando para ver se melhora.
isso no é amor nunca, é uma doença!
Quem ama cuida,com amor e carinho sempre..idependente de momentos bons ou ruim.
mas acho q nada melhor do q uma boa atitude da vítima,já q no tem coragem de terminar,nada melhor do q uma boa conversa.dai endiante se no mudar em nada.. vai duer mais vai ser bem melhor terminar..do q viver sofrendo por quem no sabe lhe dar valor..
enquanto uma maltrata outras cuida com carinho e sentimento é coisa q agente conquista aos pouco!beijus a todas.
hungria18@hotmail.com
bem começando posso citar que conheçir uma garota mais velha do que eu ela tinha 36 e hj com 43 e eu ná epoca e eu com 17 anos hj com 24 anos,sabe eu mim apaixonei mesmo,eu morava em uma cidade e ela em outra sabe só que ñ suportava a distancia e fui atraz desse amor pensando que seria um mar de rosa que foi no inicil mais depois fikou um inferno na minha vida ela mora com a familia e eu lá ela trabalhava e fazia faculdade eu eu ñ fazia nada só vivia a vida dela em casa e ela crescedo e eu desistir da minha faculdade e ela fez a dela e eu nada,até ai tava bom eu a amava e achava que estava tudo certo só que com o passar dos tempos começou os estresses ela bebia e eu ñ gostava e nem suportava os amigos dela dai começpu as agreçôes,verbais e até mesmo as agr~çôes fisicas,um dia eu dei um murro nela e ela revidou,eu achava que era só aquela vez dai foi só a 1 vez veio muitas outras até eu resolver sair de lá e voltar pra minha casa,hj ainda estamos,mais queria muito sair desse relacionamento onde ñ existe mais respeito,só agressâo verbal e ñ consigo força por isso queria encontra uma ajuda.
Isso não faz sentido. É óbvio que nenhuma das duas está feliz deste jeito, ninguém que se estressa o tempo todo e chega ao ponto de agredir, está feliz.
E, obviamente, alguém que sofre agressões enquanto luta por uma pessoa que não está fazendo nenhum esforço para melhorar, também não está feliz.
Relacionamentos são para unir pessoas que querem fazer uma a outra feliz, cuidar e dar amor.
Definitivamente isso não é um relacionamento, é doença, de ambas as partes…
Sou muito estressada, tudo tem que ser do meu jeito. Às vezes ela o jeito dela me irrita demais, e eu falo coisas humilhantes durante uma briga.
Da última vez que a agredi ela quis terminar, e eu não saberia viver sem ela.
Cada vez que discutimos, eu volto no tempo e naquela frase. Peso toda a nossa vida rapidamente e vejo que é só mais uma briga, e ela é a pessoa que amo. Isso me controla mais, faz com que eu pare, antes que o pior ocorra novamente.
Eu estava desconfiada que ela estava se envolvendo com outra, tentei saber se estávamos bem? tentei diálogo? fiz várias perguntas na base do diálogo e ela mentia…
Até que mexi no que não devia e vi o que não quis, salvei os históricos do msn e vi realmente que ela estava marcando encontro…fiquei arrasada, chorei e perdi o controle, ela me disse que não tinha nada a ver…como se eu não soubesse o que estava acontecendo, a tensão já estava acumulada e dei esse tapa, mas sabendo que a dor da traição e das mentiras estavam me doendo mais, acabamos de nos casar, com a intimidade sou mais apaixonada por ela, nunca tinha agredido ela antes…isso foi muito impactante na minha vida e dela.
E hoje é hora de cada uma ser feliz e seguir seu caminho sem mentiras, sofrimentos, agressões e perda do amor próprio e ao próximo.
Nossa, que namorada heim?!
E vcs acabaram de se casar? Sinto muito por voce.
Sabe, eu já passei por essa situação, fui agredida anos por uma mulher que amei. Enfim, sempre pensava que iria passar, que era a ultima vez, que ela nao estava fazendo por mal… enfim, sabia que ela tinha bipolaridade e por isso tentava suportar. Mas sem ela tomar a iniciativa de fazer tratamento era impossivel continuar. Só hoje, após quase 2 anos do nosso término, ela começou a se tratar. Isso é complicado, pois na época ela se sentia menosprezada por ter que se tratar, me ofendia dizendo que eu achava que ela era louca, entao acabava me calando sobre a proposta do tratamento.
Mas felizmente tudo passou e estou muito feliz.
Também acho que quando tem agressao perde-se o respeito e o amor já se foi a muito tempo.
Espero que voce fique bem.
Imagino como foi barra, passar por esse relacionamento…Que bom que você superou.
Obrigada pelo carinho e compreensão, conversamos muito e eu a amo, prometi pra mim mesma, não exceder de tal forma de agredí-la estou superando as traições e espero que fiquemos bem…engraçado q as pessoas a volta começam a perceber como é o relacionamento, quando estamos muito envolvidas não enxergamos…a ponto de outras colegas chegarem em você e dizer, olha pára com isso, porque é escravidão, eu não percebia que eu faço tudo pra ela, ela pede uma cerveja eu corro e pego…e assim vai…até o ponto de minha mãe dizer que eu sou boba na mão dela…mas e aí? se eu não sei viver sem ela?! eu não me vejo com mais nehuma mulher, não consigo me envolver com outra pessoa e muito menos terminar o casamento…Desejo que sejamos felizes juntas! mas começo a perder o amor próprio…