Ela é violenta

Lilian Mendes 29/04/2010 63

Violência entre mulheres? Isso existe. Confira a orientação feita à leitora S., vítima de uma namorada violenta.

Sapas no Divã agora é respondido por uma Psicóloga profissional!

Quer compartilhar seu dilema sem revelar sua identidade? Confira a página da coluna e nos escreva. Mas não deixe de verificar os temas antigos, às vezes seu problema já foi respondido.

S. escreveu:

Sei que, pra qualquer pessoa que eu contasse, me chamariam de burra e me mandariam terminar o namoro. Namoro há um ano, com uma garota que foi minha melhor amiga. Depositei todas as minhas forças, minha fé nesse namoro.

Somos muito unidas, as vezes até demais. Passamos pelas mais loucas dificuldades, que toda lésbica adolescente com seus 18, 19 anos passa. Mas minha namorada, tem mudança de humor repentina.

Demorou pra que eu percebesse. E quando eu vi, ela já estava me apertando os braços e me dando empurrões. Eu acabei guardando isso para outras brigas, que viriam com certeza.

A auto-estima dela é muito baixa, ela é mais gordinha, e eu sou magrela, do cabelo liso. Ela cisma que eu tenho vontade de humilhá-la, enquanto eu faço de tudo pra que ela se sinta melhor. Descobri que a mãe dela, tem bipolaridade, e estudando, descobri que 90% dos casos são genéticos.

Ela custou a aceitar a idéia, de ir ao psicólogo, e depois que aceitou, me enrola todo dia, dizendo que nem ela, nem os pais têm dinheiro. Mas as brigas violentas, não pararam. Às vezes, davam uma trégua, mas logo ela estava me dando empurrões.

Hoje, aconteceu a pior delas. Eu sabia que ela viria até minha casa, então saí, porque meus pais estavam aqui e ela daria um barraco. Os motivos são os mais fúteis do mundo. Ela havia perdido o emprego, eu dei atenção demais aos meus pais (que são homofóbicos, e ela os odeia) e eu estava planejando uma festa surpresa de aniversário pra ela, e ela descobriu. Tudo se juntou.

Ela foi atrás de mim, me jogou coisas no meio da rua, puxou meu cabelo, rasgou minha bolsa, jogou tudo no chão. Eu perdi as estribeiras e dei um murro na boca dela, que sangrou. Até o pai dela veio conversar com a gente, pois depois eu acabei indo até a casa dela.

Disse que a maior decepção pra ele é esse namoro. Já aconteceu outras vezes, de empurrões, e apertões no braço, mas dessa vez, foi muito. E eu tenho que me portar bem em casa, pois meus pais já me mandaram terminar faz tempos.

Não sei porque, não consigo sentir raiva dela. Parece ridículo, eu sei. Mas todo o bairro vê nossas brigas, já se acostumaram. Ela deve fazer um tratamento agora e eu também vou procurar ajuda. Mas sinto muita vergonha, por ter perdoado tantas vezes, esperando que ela melhorasse.

A gente deu um tempo, mas acho que na prática, as coisas vão acabar sendo como antes. Só torço pra não me machucar mais. Sei que ela me ama muito. Na mesma hora que bate, ela tenta me abraçar, pede perdão, me implora pra que eu não a deixe. E eu não sei se consigo mesmo, deixá-la. Tenho medo e não duvido, de que, na hora do ódio, ela me mate um dia.

Estou totalmente confusa.

A Psicóloga Lilian Mendes responde:

S. querida!

Inicialmente, preciso explicar que por questões óbvias e éticas não comentarei sobre a namorada da leitora S., uma vez que ela está em tratamento psicológico e aqui não cabe, comentar sobre ela, mas sim e tão somente sobre a leitora em questão. Portanto, todos os comentários do texto referem-se a leitora e a violência entre lésbicas.

O tema é muito triste, mas infelizmente real! E precisa ser exposto, pois servirá para ajudar muitas mulheres que se encontram na mesma situação.

S.,

Já pensou em buscar ajuda psicológica também? Não só para uma transformação e crescimento pessoal, mas para entender o porquê ainda mantém um relacionamento como este?

Quero aqui falar não só com você S., mas com todas as mulheres que neste momento estão sofrendo caladas em seus lares, sozinhas, sem saber nem ao certo a quem recorrer.

Venho percebendo uma crescente nos e-mails que recebo com pedidos de ajuda, da agressividade entre lésbicas.

Não somente pelos e-mails que recebo, mas vira e mexe sempre surgem notícias, algumas até muito pesadas, como por exemplo uma jogou a outra pela janela… Imagine o que aconteceu na relação ao ponto que a pessoa resolveu jogar o seu amor pela janela…

Primeiro que não era amor! Quem ama não mata! Quem ama não bate! Quem ama não agride! Não destrói a vida da outra…

E não é só de suas parceiras que algumas lésbicas estão sendo submetidas à violência, existem as que moram com seus pais e eles estão cometendo verdadeiras atrocidades com suas filhas em nome de religiões, de seus ideais dilacerados pela verdade nua e crua que suas filhas não desejam ter uma vida hetero, em nome da vergonha que sentem de vizinhos e familiares… Em nome de que? De suas próprias crueldades, de uma imensa falta de amor. Acreditam que se usarem de violência conseguirão extinguir tais desejos… Lamentável, jamais conseguirão!

São pais que reprovam a homossexualidade de suas filhas e procuram impor uma vida hetero como “normalização” da prática sexual. Filhas que por serem destituídas de qualquer poder e em muitos casos por depender financeiramente, sujeitam-se a pais, que procuram controlar o corpo das filhas lésbicas, lançando mão de diferentes formas de violência, como os maus tratos, negligência, agressões físicas e psicológicas. Utilizando de acusações, ameaças, e inclusive, a expulsão de casa. A violência com o sentido de dominação do exercício do poder, punição e controle, violência que vem camuflada como ferramenta de ensino.

A mulher na sociedade enfrenta várias formas de violência (doméstica, familiar, física, moral, patrimonial, psicológica, sexual…), são tantas que ficaria horas e horas para elencá-las e explicar todas as dinâmicas.

A violência contra a mulher, além de ser uma questão cultural, policial e jurídica é também caso de saúde pública, muitas adoecem a partir de situações de violência sofrida em casa, recorrem a serviços de saúde com reclamações de enxaquecas, gastrites, dores difusas… Que na maioria dos casos, também precisam de assistência psicológica e orientação jurídica.

A violência não tem preconceitos nem discriminações, ela bate a porta sem qualquer distinção seja das mais humildes até as mais poderosas mulheres, não diferencia as de pouca ou muita cultura, as de vida mais modesta ou as muito bem sucedidas e muito menos as que sabem ou não que tem forças para defender-se.

O problema é intensificado ao considerarmos que além de agressão física há outras formas de violência que a mulher vem sendo submetida, como a sexual, psicológica, moral e até patrimonial.

O fato de ser lésbica torna muitas mulheres ainda mais vulneráveis às diversas formas de violência.

As dificuldades na vida de uma lésbica são inúmeras, desde assumir-se para si mesma, para a família e amigos, como devem se portar no trabalho (muitas vezes chefes e colegas que resolvem persegui-las, humilhá-las…), nas escolas ou nas universidades…

Socialmente muitas precisam esconder-se, fingir, disfarçar, lutar contra a dor de não poder ao menos demonstrar publicamente um carinho a suas parceiras, por mais simples que seja e ainda ter que tolerar todas as formas de agressão, verbal, não verbal, psicológica e até mesmo a física.

Há em muitos casos a dificuldade para se acertar com uma parceira… E quando finalmente a encontra… Surge a violência que destrói todos os sonhos que um dia tiveram… Afinal quem sonha em encontrar a pessoa amada e ser agredida por ela?

A violência doméstica divide-se em fases e ciclos que podem se tornar viciosos, repetindo-se ao longo de meses ou anos.

Primeiramente surge a fase da tensão – Que vai se acumulando e se manifestando por meio de atritos, insultos e ameaças, muitas vezes recíprocos.

Em seguida, vem a fase da agressão – Com a descarga descontrolada de toda aquela tensão acumulada. A agressora atinge a vítima com empurrões, socos e pontapés e às vezes usa objetos…

A seguir vem o momento da reconciliação – A agressora pede perdão e promete mudar de comportamento ou finge que não houve nada, mas fica mais carinhosa, leva presentes, fazendo a mulher acreditar que aquilo não vai mais voltar a acontecer, mas acontece!

É muito provável que o ciclo se repita, cada vez mais, com maior violência e em intervalos menores. Podendo repetir-se indefinidamente, por muitas vezes chegando a uma tragédia, com uma lesão grave ou até o assassinato da mulher.

Para a agressora, a prática de atos cruéis é a única forma de se impor. Tudo ocorre em um contexto muito complexo, que às vezes até pode parecer que se transforma em uma espécie de jogo em que a vítima passa a ser “cúmplice”.

Isto ocorre porque muitas mulheres agredidas e vitimizadas, normalmente sofrem caladas, sentem-se sozinhas, com medo e vergonha. Para elas é difícil dar um basta na situação, além da vergonha, muitas dependem financeiramente da agressora, outras acreditam que “foi só daquela vez”; outras por mais incrível que pareça pensam que são elas as culpadas pela violência; outras porque tem medo de sofrer mais violência ao denunciar ou tentar sair da relação; ou porque não querem prejudicar a agressora, temendo que ela seja presa e condenada.

Violência só gera violência e esta não é somente uma frase antiga e manjada, é fato!

A maior prova que um relacionamento está doente ou quando já não há mais amor é quando não há mais respeito e, violência é um grande sinal de desrespeito não acha?

A pior lágrima é aquela que não escorre, é aquela que é só sentida marcando a alma, marca esta que normalmente demora cicatrizar.

Por mais que seja muito difícil aceitar é preciso reconhecer que a pessoa amada está doente e que os transtornos psíquicos também existem. E que em muitos momentos é algo que nada se pode fazer e somente palavras não adiantam é preciso de ajuda profissional, principalmente a psicológica.

É importante saber quando uma etapa chega ao final, insistir em permanecer, mais do que o tempo necessário, perde-se a alegria, o sentido da vida e das etapas que ainda estão por vir e que é preciso vivenciar. É preciso encerrar ciclos, fechar portas, terminar capítulos, fechar gestalts… Não importa o nome dado, é preciso sentir, admitir e deixar o passado passar e principalmente deixar no passado o que já acabou.

É preciso perceber que há vida do lado de fora, só depende de você. Estenda a mão pedindo ajuda, dê o primeiro passo para o lado de fora, ou ao menos, sonhe com um dia melhor… Não quero aqui ser poética, mas o sonhar com um dia melhor é um dos mecanismos mais importantes que ajudam pessoas que estão passando por momentos tão sofridos a suportar o peso que cada dia tem, em viver algo que não se sabe até quando vai durar. Algumas pessoas conseguem viver sem Deus, mas sem esperança não há como viver!

É preciso também, descobrir que não é porque estão inseridas em uma sociedade preconceituosa, atrasada, machista e cruel… Por ser lésbica tenha que internalizar esses preconceitos ao ponto de sofrerem absurdamente e ficarem caladas! Admitir o inadmissível tolerar o intolerável, por medo de expor o que verdadeiramente são – apenas mulheres que amam mulheres!

Viver com medo? Você acha que merece isso? Se você sente e teme que algo de pior possa acontecer por que esperar passivamente por este dia?

Se ame minha querida e saiba que sua vida é muito preciosa e importante para que seja jogada fora desta maneira. Desculpe, mas é preciso que você acorde, é preciso indignar-se diante dos preconceitos e lutar para defender a pessoa mais importante para você! Você mesma!

Não só para você S., mas a todas as mulheres que estão em situação similar, digo, busque ajuda psicológica para elaborar corretamente tudo que acontece, para que sejam acolhidas e orientadas a encontrar os caminhos de saída desta situação tão triste!

Boa sorte e mande notícias quando puder!

Lilian M. Mendes

P.S. Só mais um e importante comentário:

Às leitoras que não sabem como funciona a ajuda psicológica: são psicólogos que tem como campo de atuação pessoas que estão com dificuldades para elaborar sozinhas assuntos complexos, não pensem que fazer terapia é algo para loucos o que muitos leigos acreditam erroneamente. Loucos são atendidos por médicos psiquiatras, que podem medicar e internar, dependendo do caso obviamente.

Saibam também, que mesmo algumas pessoas que um dia precisaram de um psiquiatra não são ou estão necessariamente loucas.

Por incrível que pareça até pessoas muito cultas tem este preconceito o que não tem nada a ver com a realidade!

Lilian Maria Mendes – Psicóloga Clínica – CRP 06/41736
E-mail: lilianmariamendes@yahoo.com.br
Atendimentos ON-Line e em São Paulo – Capital.

63 Comentários »

  1. Pa 29/04/2010 at 12:48 - Reply
    Uma garota q eu tava ficando tb sofria agressões da ex namorada dela. E mesmo assim, a imbecil a amava d+! Não entendo essas coisas não! Premeiro, não entendo como uma pessoa é capaz de bater em outra, principalmente naqla q diz q ama tanto!

    Segundo, como alguém, mesmo apanhando pra ficar com olho roxo, desfigurada, como era o caso da menina q eu tava ficando, ainda consegue amar alguém assim!!! Não entra na minha cabeça!

  2. capreta 29/04/2010 at 13:33 - Reply
    Parabéns PL por abordar o assunto e parabéns Lilian pela resposta!
  3. Raquel 29/04/2010 at 15:51 - Reply
    Não acho que alguém seja imbecil(num caso desses). Simplesmente acredita na mudança que pode acontecer na outra pessoa (é fantástico poder ajudar alguém e obter resultados positivos). Por outro lado, não dá para ficar sofrendo. Cabe a cada um buscar a ajuda que precisa e, às vezes, aceitar que você fez o que podia e não vai viver da forma que não gosta.
  4. Pa 29/04/2010 at 18:01 - Reply
    Raquel….

    Não falei q ela é imbecil por isso não! Tenho outros motivos pra chamá-la assim q não vem ao caso. Por ela apanhar e continuar com a pessoa eu só podia sentir muito por ela. E no caso q citei, não tem nada a ver com bipolaridade não. Tinha a ver com desrespeito com a pessoa mesmo! A pessoa aprontava e se a menina falasse alguma coisa, apanhava! Louca total!

  5. Ariane 29/04/2010 at 19:52 - Reply
    ki barra, cara.
    morro de medo dessas coisas…
    assusta realmente.

    ki amor ki nada… é mais obsseção, antes
    de qualquer outra coisa.

  6. Ariane 29/04/2010 at 19:56 - Reply
    ki barra, cara.
    morro de medo dessas coisas…
    assusta realmente.

    ki amor ki nada… é mais obsseção, antes
    de qualquer outra coisa.

  7. Loy_Anne 29/04/2010 at 22:40 - Reply
    Há algum tempo era até absurdo dizer sobre violência em relações homoafetivas. Mas o tema, e principalmente as agressões, é mais comum do que se imagina. O PL está de parabéns de abordar o assunto, ainda mais contando com ajuda profissional. Não dá pra julgar a pessoa que se submete a uma situação assim, todos nós sabemos que não deveria aceitar, mas para quem está envolvido é diferente. A moça que é vítima nesse caso precisará de ajuda, talvez até psicológica como foi apontado no texto. Quem passa por isso sempre é levado a crer que isso vai passar, que se amam a ponto de tudo ficar bem, mas não vai. Espero que ela consiga enxergar isso e tudo se resolva.
  8. Jeeh 29/04/2010 at 23:11 - Reply
    Legal tratar desse assunto, afinal Infelizmente ele acontece…
    ahh sobre o psicólogo, eu passei por 1 ano… Adorei o “resultado”
    em mim
  9. Bruna 30/04/2010 at 00:31 - Reply
    Já aconteceu comigo..
    Comecei a namorar uma garota que ja conhecia fazia um bom tempo.
    Após um mes de namoro ela mudou completamente…
    As brigas ficaram mais constates, até que uma vez ela me agrediu.
    Ela pediu perdão e tal..fiquei mais uns 2 meses depois disso com ela.
    Até q um dia de novo ela me agrediu, então terminei com ela, mas fiquei com muito medo.
    Hj ela não falo comigo, nem nada..
  10. Liz 30/04/2010 at 17:21 - Reply
    Oii.. já conteçeu comigo tb!
    Minha esposa é muito violenta,nós brigamos e ela vem p/ cima..
    Semana passada nossa amigas ficaram apavoradas elas nunca tinham presenciado.. ela me deu chutes no braço e na cabeça.. ainda estou toda roxa! Estamos separadas o problema é que ainda moro na casa da mae dela.. ;~
    To procurando um Ap ou Kit mais tá dificil, sei q se continuar lá vou me encomodar.. Já não aguento mais,não tenho mais forças
  11. Ju 01/05/2010 at 15:28 - Reply
    Muito interessante este assunto…
    Depois de ler, relembrei certas coisas que vivi com minha ex-namorada ha 3 ou 4 meses atrás…
    Ela era super carinhosa comigo, me tava atenção e tal.. Mas depois de 1 mês de namoro, passou a se tornar agressiva, no começo ela agressividade psicologica.. Eu podia até entender isso, porque ela passava dificuldades no trabalho, na faculdade e com a família q é contra com o caso de ela ser lésbica… Mas depois quando fui dormir na casa dela, me agrediu de tanta raiva porque o pedreiro quebrou a parede da casa dela sem querer. Fiquei chocada com a atitude dela, com medo e bastante triste. Porque ela me agrediu por uma coisa que eu não tinha nada haver… Peguei minhas coisas e fui dormir na sala, com medo dela e ela me chamava, chamava e eu não queria ir para o quarto, aonde ela estava.. Aai ela apareceu na saa, pediu com carinho para eu ir pra cama com ela, pedi com gentileza para ela me deixar na sala, pois queria pensar e me acalmar, e para minha maior surpresa, pegou a cadeira e jogou para cima de mim.. Eu fiquei sem reação, pois não sou de brigar, não consigo… Depois de me acalmar, fui para o quarto e ela já estava dormindo, ia dormir abraçada com ela, só q na hora que abracei, pegou meu dedo e quase quebra ele dissendo que queria dormir em paz. Chorei tanto, que resolvi acabar, hoje ela ainda me pede para voltar, só que não quero ser um objeto, ser usada como um saco de pancada. Porque se for assim, será sempre assim. Entendo que ela está estressada com as coisas, mas partir para a agressividade já é demais… Ainda bem que estou livre dela, pois terminei antes que ela pudesse fazer algo mais… Enfim, a vida continua e espero encontrar alguém que me faça bem.
    Adorei a abortagem, ficou legal e interessante.
    Abraços. J.
  12. anja 01/05/2010 at 23:29 - Reply
    sou completamente contra a violência entre duas mulheres, minha mulher antes era super violenta com a ex dela, comigo foi diferente ela nunca levantou a mão e estamos com dois anos ela é super meiga e tudo, logico que conversei bastanate no inicio porque sem dialogo ninguem vai a lugar algum…eu ñ passo por isso mas falo que a melhor opção é conversar mostrar que tem além de uma mulher uma amiga!!!
  13. Ca 02/05/2010 at 23:03 - Reply
    Eu passei isso com minha ex…
    Depois de tudo o que ela me fez (E foi MUITA coisa ruim), eu comecei a sentir ódio, junto com toda aquela vontade de insistir na relação… E então começaram as agressões, seguidas por choro e pedidos de perdão… Durou bastante… Mas depois que acabou, eu me arrependi por cada segundo ao lado dela.
    Sentimento ruim… Não quero mais aquilo pra minha vida.
  14. Ilca 03/05/2010 at 12:57 - Reply
    É tão complicado entender, reagir e seguir em frente quando isso acontece… Agressão num relacionamento é algo que ocorre independente da religião, raça, posição econômica ou nível acadêmico. E acredito que a sensação deve ser a mesma para todas. A vergonha, a culpa, a dor, e as vezes, vc fica procurando desculpa para aquilo ter chegado ao ponto que chegou e o pior é qndo acaba culpando a si propria por aquilo ter acontecido…É um turbilhão de informações, de pensamentos bons e ruins que atravessam a mente… Ainda assim, acredito que o importante é seguir em frente, conseguir se reerguer (através do tipo de ajuda que estiver ao seu alcance!e pelo amor próprio que possuir…)
    Um xerinhu a todas!
  15. S. 03/05/2010 at 16:38 - Reply
    Bom, gente eu sou a menina que contou tudo. Na verdade tudo hoje está mil vezes melhor, continuo namorando a mesma garota e com a ajuda do PL, das psicologas e do amor é claro, nem brigar a gente briga mais. Só discussão que é normal mesmo. Queria agradecer, porque li cada comentário, sei como é tudo isso. Espero que tenha ajudado todas que precisassem também. Hoje, eu me amo também, além de amá-la. Hoje eu e ela sabemos e ela pensou em terminar diversas vezes depois, por culpa, por raiva dela mesma. Mas eu não quis. As coisas melhoraram, dei uma chance a mais. Acho que perdão e arrependimento, são atos de amor também.
  16. AniSol 03/05/2010 at 22:10 - Reply
    MARAVILHA!!

    FUTURA COLEGA E PROFISSÃO!!

    ABRAÇOS e . . .
    Cada vez melhor essa Parada de LésBiCA!!!

    Parabéns, muito bom uma profissional aqui!!!

  17. Johnny 04/05/2010 at 01:12 - Reply
    Seguinte, independente de quem seja, você não pode se expor a qualquer tipo de violência. Isso é errado seja entre pessoas do mesmo sexo ou não

    Violência é um ato de covardia e deve ser repudiado.

    Muitas das meninas vão discordar de mim só porque sou homem, mas a verdade é que até homens sofrem violência de mulheres. Homens sofrem violência de homens. Mulheres sofrem violência de homens. E mulheres sofrem violência de mulheres.

    Seres coverdes que não tem amor próprio e só sabem usar o “amor” como desculpa para serem sádicos conosco.

    Menina, não se deixe enganar. Se alguém lhe humilha, bate em você, faz ceninha por qualquer bobagem, tá na hora de chamar o amor próprio e se proteger. Porque infelizmente não dá pra salvar alguém nessas condições…

    Eu tentei e acabei muito mal e sem a pessoa em questão.

    Levante sua cabeça e bola pra frente.

    =)

  18. Daniela 04/05/2010 at 16:50 - Reply
    ola a todas…

    Esse assunto tem que ser falado sempre…violencia em qulaquer sentido è um absurdo. Acho que algumas mulheres são ensinadas a ficarem por baixo em uma relação,parece que è tipico do universo feminino…sempre amar mais,sempre se entregar mais..etc..

    Fazer terapia è a melhor coisa que alguem pode fazer por si mesmo…socrates jà dizia :conhece-te a ti mesmo…è um otimo excercício pra fazer todos os dias.

    Daniela

  19. Jess 04/05/2010 at 19:16 - Reply
    Ju..
    Que relato pesado esse seu..li e reli,e fiquei pensando nisso.
    Muita coragem sua terminar de uma vez,é importante ter essa força,porque quando o sentimento é muito grande,as vezes a gente não tem força pra terminar mesmo.Acompanhei uma amiga que apanhava de ficar quebrada mesmo,já a levei ao hospital com uma costela quebrada e tudo,e ela permaneceu na mesma situação.Muito triste!
    Ela acreditava naquela coisa de “Ruim com ela,pior sem ela”…E isso é um equívoco daqueles!
    Graças a Deus nunca passei por isso,mais acompanhando de perto um caso assim,sei que é muito,muito difícil.
  20. Luiza 08/05/2010 at 05:15 - Reply
    Oi
    Gente eu b ja sofri agressao da minha namorada…
    É dificil lidar com ela ,quero me ver livre mais nao consigo,ela nao sai de casa e quer controlar minha vida ,ate casamento de parente eu nao posso ir
    Nao aguento mais ,ja apanhei dela na rua de graça
    Nao aguento mais essa situação nao sei o que fazer
  21. Lu. 13/05/2010 at 11:34 - Reply
    Vamos falar com franqueza aqui S. Você acha mesmo que isso é amor? Eu sei de pouca coisa da vida… eu to descobrindo agora quem eu sou de verdade… Talvez eu não seja ninguém pra ficar te dando conselhos… Mas de uma coisa eu sei: quem ama não agride, não magoa. Quando se ama alguém, o bem estar dessa pessoa está sempre acima do seu, você a respeita como ela é, você aceita tudo nela e nunca tenta transformá-la. Amar é mais do que sentir gostar. Amar é respeitar, dar valor… então me desculpa se eu digo que o que a sua namorada sente por você é tudo, menos amor! Alguém que te machuca não pode fazer bem pra ti e muito menos dar o valor que você merece. Se afaste dela, porque de nenhuma forma essa relação, da forma como está, fará você mais feliz.
  22. J. 14/05/2010 at 13:59 - Reply
    Gente,
    Talvez precisemos,sim,de uma segunda chance.Existem momentos na vida em que somos supreendidos pela cegueira da raiva e pelo descontrole emocional.Ninguém conhece a si próprio,até que seja provado o seu limite.Dia desses,estava discutindo com a minha esposa e tentava explicá-la tudo o que acontecera.Temos um trato:cada uma expõe o seu ponto de vista,sem a intervenção da outra e ,ao seu término,é a vez da outra começar a explanar.Isso só funciona na minha vez: eu a ouço falar por horas e quando chega a minha vez,ela fica falando junto comigo.Bem,voltando ao dia da discussão…ela havia colocado o ponto de vista dela e ,como de costume,na minha vez,ela começou a falar junto,demonstrando profundo desrespeito com a minha opinião.Sou faixa preta de judô e sempre fui muito tranquila,nunca briguei com ninguém,nunca dei um tapa sequer… Enfim,sou pacífica e sempre preferi o diálogo à briga.Mas nesse dia em questão,nõ consegui me controlar.Eu estava certa e queria só que ela ouvisse meu ponto de vista,assim como eu fizera com ela.foie m vão,durane minha fala,ela falava mais alto,gritava e repetia tudo o que já havia dito(aos berros)…então,me descontrolei e a empurrei contra a parede,colei meu corpo ao dela (com pressão) e ,aí sim,consegui falar o que penso.Fiquei muito triste por ter usado da força para controlá-la.Sentia-me um monstro,uma pessoa agressiva.Fui perguntá-lapq ela sempre falava junto comigo ,se eu sempre respeitava a vez dela..Ela me respondeu com um sorriso sádico: “É pra você não falar mesmo.Pois não é que eu esteja sempre com a razão,é que o que penso é o mais certo mesmo!”.
    Gente,a amo com todo o meu coração,mas percebo os defeitos dela e esse é o pior: ela sempre está coma razão e nunca erra(nunca mesmo).Diante disso,talvez errôneamente,senti-me meio que desculpada por tê-la empurrado.A Injustiça faz isso coma gente,infla nosso peito e faz a gente querer usar a força pra ser ouvido!
    Por fvor,não me julguem,pois o maior castigo ainda é a minha consciência!
    Ela me deu uma segunda chance após a agressão e fico me perguntando se eu precisava mesmo de chance ou se é ela quem precisa se tratar e perceber que o mudo não gira em torno de seu umbigo.

    Obrigada e desculpem pelo desabafo!

  23. J. 14/05/2010 at 14:01 - Reply
    Pessoal,desculpem os erros de digitação acima.É que ,no desabafo,falamos com o coração e digitamos mais rápido que nosso cérebro pode processar.Rsrsrsrs!!!
    Obrigada !!!!
  24. S. 19/05/2010 at 23:17 - Reply
    Eu tbm acho que td mundo precisa de 2ª chance. O problema é que na epoca ela realmente nao estava bem, emocionalmente. Ja deve ter uns 4 meses que td aconteceu. Hj ela é sim diferente, e ate hj paga por td que fez indiretamente, nao que eu a faça pagar, mas as vezes, do nada, ela chora, me pedindo perdão pelo que fez e outras vezes, quando discutimos se ela chega mto perto de mim eu afasto, como de normal, e ela se sente mal, diz que é td culpa dela e taals… Eu perdoei, porque ate hj nao aconteceu nada disso mais, e pq me coloquei no lugar dela. Como disse, a mae dela tem bipolaridade. Talvez ela tenha, ou pelo convivio, teve algo parecido, sei la. Tanto não era por 100% de maldade, (como no caso de uma menina ai em cima) que nas vezes que ela puxou meu cabelo, ela me abraçava depois, de desespero, sem saber o que fazer. Eu sei que só o tempo vai dizer se valeu a pena…
  25. PR de Moura 20/05/2010 at 21:10 - Reply
    Também passo por uma situação similar. Já faço terapia para tentar melhorar e tomara uma titude diante tal violência de minha namorada, ou ex.. não sei. Há um ano e um dois meses. Começou com um tapa no rosto, e com o passar do tempo a violência aumentou; ela já quase me matou. registrei BO’s e os retirei, com vergonha, medo dela e porq
  26. PR de Moura 20/05/2010 at 21:12 - Reply
    Porque sempre voltavamos… alem da violencia, houve varias traiçoes da parte dela com o ex marido, enfim.. um sufoco ao qual me submetia.. E sempre que eu a negava, não queria mais voltar… ela de alguma maneira revertia a situação e me tinha lá, aos pés dela. É muito dificil ainda para mim. Penso que consegui sair disso, mas não tenho certeza. Não sei o que pode acontecer essa semana.. o que ela pode aprontar… Mas digo: é preciso força para se levantar e continuar sem medo de viver…
  27. Barbara 26/05/2010 at 19:49 - Reply
    J.

    De boa, não me vejo agredindo, ou usando a força com a minha companheira.
    Sempre fui contra qlqer tipo de força, pra conseguir atenção.. principalmente qnd meus pais me davam as palmadas (consigo contar em uma mão qnts vezes apanhei) eu sentia revolta, e não vontade de mudar.
    Acho que conversa supera tudo.. no meu caso, se ela nao me deixasse falar, eu abraçaria ela, MESMO em uma discução (afinal, to discutindo pra melhorar o relacionamento, se não, eu simplesmente nem me preocuparia) e falaria calmamente “Amor, você falou, mesmo que vc não queira saber, me deixa falar pq eu me sinto melhor assim.”
    Tá , pode dizer que eu não faria isso.. mais faria sim.. em discussões em casa mesmo, qnd minha mãe não me deixa falar, ou explicar, eu sempre digo “vc ja falou, agora é minha vez, pelo menos finge que tá ouvindo”.
    Acho que diálogo leva a tudo.. e cara, eu ODEIO relacionamentos.. pra eu namorar alguem, teria que amar muito a pessoa.. e evito ao maximo discuções, nao me importo de assumir a culpa pelo que não fiz… o amor, é mais forte que tudo isso, principalmente pra nós, que já temos como “não correto” perante a sociedade hipócrita.

    UM BEIJÃO! ;]

  28. Dika 27/05/2010 at 01:21 - Reply
    Gente, nunca pensei que isso fosse possivel!!

    Não sei se é porque eu não conheça ou tenha visto nenhum caso de amor relacionado à violencia.

    Para mim amor e violencia não combinam!

    Agora me lembrei que minha ex costumava falar da ex dela que era super ciumenta de dar até beliscão e que ela tinha se acostumado a isso.

    E eu pensava: ” Como é que uma pessoa se acostuma a levar beliscão?”

    Eu nunca me acostumaria!!

  29. Ana 03/06/2010 at 01:28 - Reply
    Tenho uma amiga e tem brigas violentas com a namorada quase que sempre por ciumes, mais nunca pensei que eu viveria isso…Eu namorava até um mês atras com uma menina que em uma variação de humor e um ciumes possesivo eu não reparava…Recentemente em uma briga ela me ameçou e ia me agredir, fiquei com muito medo não conseguia trabalhar nesse dia. Ai minha chefe me aconcelhou a ir em uma delegacia para me precaver…
    Enfim recebi instruções de que essas agressões entre mulheres são frequentes e se a pessoas agredida quiser pode sim fazer um B.O, a lei maria da panha vale independente se é uma relação hetero ou não…
    Não quero passar por isso nunca mais!
  30. Anyca 04/06/2010 at 12:11 - Reply
    Assustador a quantidade de coments dizendo que já sofreram algo parecido.
    Como se já não bastassem os problemas cotidianos(trabalho, estudo, etc) a comunidade LGBT sofre com preconceito e não aceitação da familia, o que certamente deve contribuir muito para esses desvios comportamentais.
    Quando os governos vão enchergar que a regulamentação da situação dos gays como cidadãos com direitos e deveres iguais é caso de saúde pública?
  31. Patt 07/06/2010 at 00:37 - Reply
    Lílian! Primeiramente,parabéns!

    Não dá pra enviar esse texto direto para um e-mail???

    Obrigada!

  32. Erika 10/06/2010 at 15:13 - Reply
    É triste, mas é mais frequente do que se imagina. Passei por isso a uns anos atras a garota dizia que era louca por mim mas me agredia não só fisicamente mas psicológicamente tbm. Eu revidava não queria nem saber, depois das brigas era ela roxa de um lado e eu toda arranhada do outro. Minha auto estima foi lá embaixo, engordei não me arrumava mais e ela dizia que n se encomodava pq assim eu não atraia atenção de ninguem rsssssssssssss pode uma coisa dessas? Bom até que chegou um momento que eu não queria mais vê-la nem pintada, mas aí uma irmã dela faleceu e eu passei por cima de tudo p/ dar força e tbm pq achava que no fundo ainda gostava dela. Mas engraçado é que com todo esse drama familiar ela ainda arranjou tempo p/ me trair mas só fiquei sabendo depois através de outras pessoas. Terminamos de fato pq ela começou a ficar distante até que um dia eu liguei p/ ela dizendo que ia a uma festa e ela disse que eu não fosse então perguntei pq eu n deveria ir se estava livre. Enfim eu fui e fiquei com uma garota aí pronto foi a desculpa que faltava p/ ela, no fim das contas acabei sofrendo. Na época eu achava que era pq eu gostava mas hj sei que éra puro sentimento de posse. Hoje tenho uma outra namorada e vamos completar quatro anos de relacionamento. No começo eu
    tinha um comportamento doentio com ela, mas como ela sabia dessa história do meu passado teve paciência e me mostrou que ela não era igual a menina, que ela queria esse tipo de relação e que sabia que eu tbm não era assim que eu estava apenas sequelada. Graças a Deus isso passou mas até hj acontece certas situaçãoes com a minha namorada que definitivamente não tem como não olhar p/ tras e não pensar ” Nossa se fosse aquela louca a briga tava feita…” Desejo a todas que se libertem desse tipo de relacionamento e que encontrem pessoas que realmente valham a pena que as façam melhores em todos os sentidos. Abraços.
  33. Annitta 12/06/2010 at 18:49 - Reply
    S.SEI Q É TRISTE MAS VC PRECISA PENSA EM VC..E SE ELA NUNCA MUDAR??
  34. Nati 16/06/2010 at 13:06 - Reply
    Uma pesquisa feita pelo Grupo Arco-Iris de Cidadania LGBT, em parceria com a Fundação Schorer revelou que 33% das mulheres entrevistadas disseram já ter sofrido algum episódio de violência por suas parceiras.
    Para todas as mulheres que amam mulheres: não seja conivente com a violência, denuncie!
    Para quem ainda não tem informações da ordem prática, aí segue alguns esclarecimentos:
    Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006)
    Esta lei cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher.
    No segundo artigo da lei, temos: TODA MULHER, INDEPENDENTEMENTE DE CLASSE, RAÇA ETNIA, ORIENTAÇÃO SEXUAL, RENDA, CULTURA, NÍVEL EDUCACIONAL, IDADE E RELIGIÃO, GOZA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS INERENTES À PESSOA HUMANA, SENDO-LHE ASSEGURADAS AS OPORTUNIDADES E FACILIDADES PARA VIVER SEM VIOLÊNCIA, PRESERVAR SUA SAÚDE FÍSICA E MENTAL E SEU APERFEIÇOAMENTO MORAL.
    POR ISSO, A LEI MARIA DA PENHA DEVE E PODE SER USADA POR NÓS EM CASO DE VIOLÊNCIA!!!!
    Os espaços de violência mais comuns são: os espaços domésticos, espaços institucionais e espaços familiares.
    Os tipos e formas de violência mais comuns são: violência física, violência moral, violência patrimonial, violência psicológica e violência sexual.
    Em caso de agressão, procure uma destas instituições:
    Superintendência de Direitos Humanos coletivos e difusos/ SUPERDir
    Te: (21) 2334-5546
    Centro Integrado de Atendimento à mulher (CIAM)
    Tel: (21) 2299-2122
    DISQUE MULHER 2299-2121
    SOS Mulher- Centro de Atenção Integral à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Sexual (Funciona no Hospital Pedro II)
    Tel: (21) 2299-7825
    R. do Prado, 325 1°andar/ Santa Cruz- Rio de Janeiro/RJ ATENDIMENTO 24HS
    Delegacia especializada de atendimento à mulher (DEAM):
    Centro: Av. Visconde do Rio Branco, 12 Centro/ Referência: prox da Praça Tiradentes
    Tels: (21) 2332-9994/ 2252-4166
    Zona Oeste: Av. Maria Tereza, 08- 2°andar- Campo Grande/ Referência: Prox ao Hospital Rocha Faria
    Tels: (21) 2332-7644/ 2332-7648/ 2332-7645/ 2332-7638
    I Juizado especial de violência doméstica e familiar contra a mulher:
    R. da Carioca, 72- Centro / Referência: prox à Praça Tiradentes
    Tel: (21) 2232-9939
  35. MSMS 16/06/2010 at 19:57 - Reply
    Tema importantíssimo!!
    Muito bom!!
    .
    .
    .
    .
    .
    Muitas mulheres tornam-se violentas, sensiveis e agressivas na TPM… Mas a TPM tem tratamento, minha gente!!A TPM não pode ser desculpa para nada disso, mas vale a pena observar as mudanças de atitudes e humor nesta fase do ciclo…
  36. fernandafsa 18/06/2010 at 10:36 - Reply
    quando um relacionamento chega ou ponto de ter brigas violentas e bom por um fim pq se deixar vicia e dai pra pior
  37. leona 20/06/2010 at 07:54 - Reply
    Gente este tema realmente é muito importante. A violência vem crescendo entre casais. Isso é um absurdo.
    Tenho uma namorada que acha sempre que está certa em tudo e sempre que eu não concordo com ela e tento falar a minha opinião sobre o assunto ela simplismente começa a gritar e me manda procurar uma namorada que concorde comigo em tudo. Poxa não é isso que eu quero. Só quero que ela entenda as vezes que eu estou certa e não somente ela. Muitas das vezes me dá tanta raiva da forma como ela fala comigo que eu sinto ódio de ainda estar com ela.
    Quando nós nos conhecemos eu tinha acabado de sair de um relacionamente que me fez sofrer muito pois além de discutirmos muito ela era bem stressada e uma vez ela me deu um empurrão tão forte que eu não aguentei e dei um chute e pegou na boca dela e sangrou. Nossa eu fiquei tão nervosa de ter feito aquilo que terminei com ela. Eu mesma não aceitava que eu tinha feito aquilo mesmo sendo por defesa. Eu amava muito ela mais preferi perde-la do que ter que conviver com aquelas brigas e correr o risco de mais uma vez machuca-la ao me defender.
    Bom voltando, essa minha namorada atual quando me conheceu como estava falando anteriormente ela era muito carinhosa e eu muito fria, grossa e não queria aproximação por que eu ainda estava muito machucada mais ela continuou tentatndo e dizendo que eu tinha que mudar e eu fui me controlando e consegui me entregar a ela e hoje estamos juntas a quase 2 anos sendo que de uns tempos para cá ela que tem se tornado estúpida e grossa. Suas palavras as vezes são muito violentas e eu já não aguento mais por que não quero acabar perdendo o controle como já fiz uma vez e acabar machucando ela. Eu gosto muito dela mais não sei mais se vale a pena.
    Não sei o que eu faço. se termino logo antes que as coisas piorem ou vou levando para ver se melhora.
  38. Caila 21/06/2010 at 21:04 - Reply
    é parceiras…o caso é sério,graças a deus isso nunca aconteceu comigo no.Mas na minha opinião,no é pq tem um problema pessoal,ou até mesmo chateada com sua parceira,q se acha no direito de agredir,muito pelo contrário acho q ambas, tá no meio de um relacionamento no numa luta de box…isso é pura estupidez agredir a pessoa q diz amar né…
    isso no é amor nunca, é uma doença!
    Quem ama cuida,com amor e carinho sempre..idependente de momentos bons ou ruim.
    mas acho q nada melhor do q uma boa atitude da vítima,já q no tem coragem de terminar,nada melhor do q uma boa conversa.dai endiante se no mudar em nada.. vai duer mais vai ser bem melhor terminar..do q viver sofrendo por quem no sabe lhe dar valor..
    enquanto uma maltrata outras cuida com carinho e sentimento é coisa q agente conquista aos pouco!beijus a todas.
  39. Caila 21/06/2010 at 21:26 - Reply
    meu msn se quiserem tc comigo!
    hungria18@hotmail.com
  40. liza 24/06/2010 at 22:30 - Reply
    quem ama confia. e naÔ bate nem ameaça
  41. Bianca 27/06/2010 at 16:15 - Reply
    olá a todos!!!
    bem começando posso citar que conheçir uma garota mais velha do que eu ela tinha 36 e hj com 43 e eu ná epoca e eu com 17 anos hj com 24 anos,sabe eu mim apaixonei mesmo,eu morava em uma cidade e ela em outra sabe só que ñ suportava a distancia e fui atraz desse amor pensando que seria um mar de rosa que foi no inicil mais depois fikou um inferno na minha vida ela mora com a familia e eu lá ela trabalhava e fazia faculdade eu eu ñ fazia nada só vivia a vida dela em casa e ela crescedo e eu desistir da minha faculdade e ela fez a dela e eu nada,até ai tava bom eu a amava e achava que estava tudo certo só que com o passar dos tempos começou os estresses ela bebia e eu ñ gostava e nem suportava os amigos dela dai começpu as agreçôes,verbais e até mesmo as agr~çôes fisicas,um dia eu dei um murro nela e ela revidou,eu achava que era só aquela vez dai foi só a 1 vez veio muitas outras até eu resolver sair de lá e voltar pra minha casa,hj ainda estamos,mais queria muito sair desse relacionamento onde ñ existe mais respeito,só agressâo verbal e ñ consigo força por isso queria encontra uma ajuda.
  42. Mulher 28/06/2010 at 21:16 - Reply
    É, minhas queridas, infelizmente eu sou os dois lados da moeda, geralmente começo a quebrar tudo, quando estou com muita raiva por todas a s mentiras e traições que a minha namorada me fez, ela revida, ela me provoca com palavras, ela me humilha…passamos a madrugada inteira.Ela quer ir embora, mesmo ela sendo a errada, e nesta altura tb já não tem certo e errado, é tudo uma coisa só,…e eu não a deixo ir embora. Não me lembro exatamente onde começou acredito ter sido na primeira traiçao dela. E assim, como a maioria ainda estou com ela.
  43. juliana wendler schmidt cury 01/07/2010 at 19:38 - Reply
    Eu namoro a dois anos,sou pavil curto não diigo que sou agressiva,minha namorada me irrita muito não consigo me controlar e parto pra cima dela,eu por muitas vezes tentei terminar mas como sempre não consigo,ja namorei com outras e nunca gostei como gosto da v…não quero agredi-la mas ela pede pra que isso aconteca…ela diz coisas que me machucam e me irritam,ela volta a falar muito no passado.quero deixa-la mas não consigo talvez seja por ela ser uma pessoa boa para mim quando não brigamos.
  44. Paula 04/07/2010 at 11:15 - Reply
    Por que dar uma segunda chance a uma agressora e não para si mesma?
    Isso não faz sentido. É óbvio que nenhuma das duas está feliz deste jeito, ninguém que se estressa o tempo todo e chega ao ponto de agredir, está feliz.
    E, obviamente, alguém que sofre agressões enquanto luta por uma pessoa que não está fazendo nenhum esforço para melhorar, também não está feliz.
    Relacionamentos são para unir pessoas que querem fazer uma a outra feliz, cuidar e dar amor.
    Definitivamente isso não é um relacionamento, é doença, de ambas as partes…
  45. Carolina 05/07/2010 at 11:00 - Reply
    Essa situaçao é mesmo complicada,eu sou uma mulher muito impulsiva as vezes e já quase cheguei a agredir a minha namorada,mas quando percebi o que estava acontecendo parei para refletir e vi que o meu descontrole emocional era por outros motivos relacionados ao cotidiano e nao diretamente a ela,mas pelo fato de ser a pessoa mais presente na minha vida muitas vezes despejava esses problemas nela como se fosse a causa.O importante é saber que em alguns momentos por mais que acreditamos que a nossa companheira esta errada e estamos certa sempre é necessário ter um pouco de flexibilidade e bom censo para ceder,já cometi muitos erros com a minha namorada por ser inflexivel com os erros dela,mas ela tambem soube aceitar os meus defeitos entao devemos ter mais empatia com as pessoas principalmente com aquela que amammos…Tive um pai ausente e muitas vezes agressivo com a minha mae,as discussoes eram muito pesadas até que um dia veio a agressao fisica de fato,eu tinha apenas 12 anos e nunca vou esquecer de tudo o que aconteceu,e lembrar disso me fez pensar que nao quero ter uma relaçao assim com a minha mulher,afinal somos mulheres amando mulheres entao não há razoes para nos comportarmos como “machoes” que só sabem gritar e esbofetear suas esposas na tentativa de fazer valer a sua opiniao.Discussoes sao naturais,afinal as pessoas sao diferentes,mas agressao fisica não deve ser considerada uma coisa natural,entao antes de alguem sair “perdendo a cabeça” por ai relfitam se realmente querem descer ao mesmo nivel dos homens que batem em suas mulheres,que sequestram e desaparecem com elas…
  46. Janaina 06/07/2010 at 03:35 - Reply
    Tenho 21 anos e namoro a 2 anos e meio uma mulher que é 20 anos mais velha. Moramos juntas, eu a amo muito, porém brigamos quase que diariamente e 2 vezes eu a agredi.
    Sou muito estressada, tudo tem que ser do meu jeito. Às vezes ela o jeito dela me irrita demais, e eu falo coisas humilhantes durante uma briga.
    Da última vez que a agredi ela quis terminar, e eu não saberia viver sem ela.
    Cada vez que discutimos, eu volto no tempo e naquela frase. Peso toda a nossa vida rapidamente e vejo que é só mais uma briga, e ela é a pessoa que amo. Isso me controla mais, faz com que eu pare, antes que o pior ocorra novamente.
  47. Marcela 07/07/2010 at 12:22 - Reply
    Eu dei um tapa na cara da minha namorada e fiquei muito mal e estamos terminando, porque é o que devemos fazer, embora que a gente se Ame muito ainda…
    Eu estava desconfiada que ela estava se envolvendo com outra, tentei saber se estávamos bem? tentei diálogo? fiz várias perguntas na base do diálogo e ela mentia…
    Até que mexi no que não devia e vi o que não quis, salvei os históricos do msn e vi realmente que ela estava marcando encontro…fiquei arrasada, chorei e perdi o controle, ela me disse que não tinha nada a ver…como se eu não soubesse o que estava acontecendo, a tensão já estava acumulada e dei esse tapa, mas sabendo que a dor da traição e das mentiras estavam me doendo mais, acabamos de nos casar, com a intimidade sou mais apaixonada por ela, nunca tinha agredido ela antes…isso foi muito impactante na minha vida e dela.
    E hoje é hora de cada uma ser feliz e seguir seu caminho sem mentiras, sofrimentos, agressões e perda do amor próprio e ao próximo.
  48. Bia 12/07/2010 at 02:50 - Reply
    Oi Marcela,
    Nossa, que namorada heim?!
    E vcs acabaram de se casar? Sinto muito por voce.
    Sabe, eu já passei por essa situação, fui agredida anos por uma mulher que amei. Enfim, sempre pensava que iria passar, que era a ultima vez, que ela nao estava fazendo por mal… enfim, sabia que ela tinha bipolaridade e por isso tentava suportar. Mas sem ela tomar a iniciativa de fazer tratamento era impossivel continuar. Só hoje, após quase 2 anos do nosso término, ela começou a se tratar. Isso é complicado, pois na época ela se sentia menosprezada por ter que se tratar, me ofendia dizendo que eu achava que ela era louca, entao acabava me calando sobre a proposta do tratamento.
    Mas felizmente tudo passou e estou muito feliz.
    Também acho que quando tem agressao perde-se o respeito e o amor já se foi a muito tempo.
    Espero que voce fique bem.
  49. Tatáh 17/07/2010 at 23:45 - Reply
    Muito phoda essa história. O que posso dizer é que ninguém deveria sentir vergonha de perdoar alguém ,mesmo alguém que briga com você. Já passei por muitas situações em que tive a escolha de perdoar ou esquecer alguém. Muito difícil,mas sempre perdoei.Perdoaria sempre pois é algo gratificante . Eu penso que perdoando eu poderei ajudara pessoa a ser alguém melhor,ou seja lá o que for.Mas se eu brigar…eu estaria jogando no lixo um relacionamento que eu gosto muito,estaria abandonando …
  50. Marcela 25/07/2010 at 05:19 - Reply
    Oi Bia,
    Imagino como foi barra, passar por esse relacionamento…Que bom que você superou.
    Obrigada pelo carinho e compreensão, conversamos muito e eu a amo, prometi pra mim mesma, não exceder de tal forma de agredí-la estou superando as traições e espero que fiquemos bem…engraçado q as pessoas a volta começam a perceber como é o relacionamento, quando estamos muito envolvidas não enxergamos…a ponto de outras colegas chegarem em você e dizer, olha pára com isso, porque é escravidão, eu não percebia que eu faço tudo pra ela, ela pede uma cerveja eu corro e pego…e assim vai…até o ponto de minha mãe dizer que eu sou boba na mão dela…mas e aí? se eu não sei viver sem ela?! eu não me vejo com mais nehuma mulher, não consigo me envolver com outra pessoa e muito menos terminar o casamento…Desejo que sejamos felizes juntas! mas começo a perder o amor próprio…

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