Carnaval

Jils 11/05/2010 9

Carnaval 1por Jils em Petit Mort

Uma surpresa inesperada que mudou o rumo do feriado.

Tínhamos acabado de acordar e estávamos sentadas tomando café em silêncio. Discutimos na noite anterior por algum motivo que eu nem lembrava mais qual era. Nossa relação não estava na melhor fase, eu andava com a agenda cheia, o que fazia com que não nos víssemos muito. Era sábado e na terça feira seria Carnaval e meu trabalho havia emendado, passaríamos o feriado todo juntas.

Eu pensava numa forma de terminar com aquele clima, mas o friozinho e uma chuva fina típicos de Curitiba, não me inspiravam a sair de casa e procurar algum programa que nos animasse.

A campainha toca.

Ela levanta e vai até a varanda do apartamento ver quem era. Volta dizendo que é o carteiro. Eu coloco uma blusa para disfarçar o pijama e desço as escadas para atendê-lo.

“Uma entrega para mim?”

Achei estranho, afinal quem me mandaria uma encomenda de São Paulo. Penso por mais alguns instantes e então eu lembro do concurso que participei no qual havia sido classificada e ganharia alguns prêmios.

Subo correndo as escadas e abro a porta com a caixa nas mãos e um sorriso malicioso. Ela de pijamas também e o olhar cabisbaixo, me olha sem entender e pergunta com um tom desinteressado “O que era?”.

Eu respondo “Um presente para nós nesse feriado de carnaval”.

Vejo seu rosto tentando procurar um sentindo na conversa. Eu ando em sua direção e tiro a xícara de suas mãos, a faço levantar e a levo para o quarto. Fecho a porta, a faço sentar na cama e começo a abrir a caixa… Vou tirando um a um os prêmios. Ela agora entende minhas intenções e o brilho dos seus olhos muda.

Peço para que escolha qual vai querer experimentar. Um sorriso escapa de seus lábios que já estão entreabertos esperando os meus. Subo na cama e engatinho sobre ela, fazendo com que se deite. A expectativa e a ansiedade agora estão no ar… Em menos de 15 minutos um feriado que estava prestes a ir por água abaixo, se mostra cheio de possibilidades.

Beijo sua boca, beijo com tanta vontade, como se há muito tempo não a visse. Uma saudade inexplicável daquele corpo que estava ali na minha frente me faz aproveitar o momento como se fosse um presente que eu muito desejava.

Passo a mão pelo seu rosto me demorando em cada detalhe que existe, desço lentamente para o pescoço, colo e começo a tirar seu pijama. Sinto sua pele tão macia, sinto seu calor me convidando a percorrer todo seu corpo, todos seus poros…

Carnaval 2

Pego o óleo de cereja e pingo algumas gostas em seu seio, seu corpo estremece e instantaneamente seu seio enrijece. Passeio minha língua com calma, intercalando mordidas e beijos… Vou pingando o óleo até seu umbigo continuando o ritual até chegar ao meu grande prêmio. A cada gota sua respiração fica mais acelerada e suas mãos agarram com mais força os lençóis. Respiro pela boca e ela sente o óleo esquentando o que já está quente e úmido ansioso pela minha boca, língua e dedos.

Seus gemidos rompem o silêncio da casa e isso me enlouquece. Saber que ela está entregue a mim e que está se deliciando com meu deleite. Ela agarra a cabeceira da cama, esta é a deixa do grand finale, eu também já não agüentava mais, estava explodindo em mim e nós gozamos. É incrível como o prazer dela também explode em mim. Escorremos gozo, amor, paixão, desejo.

Já não existe mais briga, ontem, amanhã, compromissos, só existe, eu e ela, elaeu e eunela. Por um longo final de semana.

5por Jils em Petit Mort
*Colunista Estreiante*

Uma doce vingança com uma deliciosa surpresa.

Você estava brava comigo, eu sabia e sentia isso, mesmo você tentando esconder. Estava brava porque tinha me ligado, convidando pra sair e depois de muita insistência da sua parte e muitos “nãos” da minha; eu disse:

“Você quer saber o porquê eu não quero sair contigo?”

“Quero”

“Eu vou sair com outra pessoa”

“Ah… Tá então!”

Tu tu tu tu tu…

Na hora eu ri claro! O acordo sempre foi esse, ou pelo menos eu achei que tivesse deixado claro desde a segunda vez que saímos que eu não queria compromisso na minha vida. Que isso não cabe na minha vida!

Mas junto bateu uma dorzinha no peito, uma culpa por ter te magoado sem necessidade…  Afinal de contas eu gosto de você, do contrário tu não teria estado uma segunda vez na minha cama…

Bom… uns dias depois tu apareceu lá em casa de madrugada. Eu já estava dormindo e acordei com tua ligação dizendo que estava na porta do prédio… Eu desci, de pijama mesmo, morrendo de sono e pensando que quando entrássemos no meu quarto eu ia desmaiar na cama de tanto sono.

Depois de fechar a porta do quarto tu me dá um chocolate… Um agrado claro, assim como o gato que lambe pra depois arranhar… Deitamos e eu resolvo comer o chocolate enquanto conversamos um pouco, e eu acreditando sinceramente que iria dormir, fui me aconchegando, me encaixei no teu corpo pra dormir de conchinha, mas…

Mas eu tinha esquecido que a gente pega fogo muito fácil… Tu começa a me beijar o pescoço, as costas, me morde, me aperta… Nisso meu sono já tinha desaparecido e nós viramos uma… Mas você se aproveita que estou de costas e quer descontar, eu sei, mesmo que você diga que não, você quer me castigar… suas mordidas ficam mais fortes, as puxadas de cabelo mais violentas, você se sente dona da situação…

Mas eu não ia deixar você ilesa… Eu não ia deixar você achar que está no controle da situação, soberana… Ah! Eu tinha que cobrar e com juros.

Quando estávamos “descansando” começa o meu ataque. É a minha vez de usar o teu corpo, de morder cada centímetro, de te fazer sentir minha língua passeando por ele. Tu tenta fugir, diz que não pode, que tu é o “machinho”, que só tu pode provar do meu corpo… E eu digo:

“Eu não faço nada que você não queira”

Tu resiste, resiste o quanto pode, mas tu não agüenta, já está mole, claro, são sensações diferentes da que você está acostumada, são lugares do teu corpo que de certa forma estão adormecidos…

Mas o jogo de poder é uma brincadeira deliciosa, entre fugas fingidas, entregas inusitadas, pedidos, ordens, chaves de perna, mãos presas, beijos e mordidas. Eu te tenho sob mim, invertendo a ordem do jogo que tu sempre propõe. Te sinto por completo pela primeira vez, sinto teu corpo envolvendo o meu, meus dedos, boca, língua … Enfim o gozo…

Nessa hora teu corpo era tão meu que palavras sussurradas no teu ouvido te fazem tremer, beijos no pescoço te fazem gemer e eu não tinha mais nenhum pingo de sono e as idéias para ocupar essa insônia fervilhavam na minha cabeça. Tu num misto de vergonha e satisfação se encaixa no meu corpo, mas agora sou quem não vai te deixar dormir.


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9 Comentários »

  1. Boo 11/05/2010 at 18:55 - Reply
    Um clima de chuvinha pra mim é intimação pra vinho e outras coisinhas mais… independente dos reforçadores de desejo…hehe

    Gostei do texto!

    =)

  2. Dri 11/05/2010 at 22:06 - Reply
    OiE!! E um prazer encontrar por aqui alguem da minha cidade. Esse site esta cada vez melhor. Parabéns pelo texto ficou super legal. Continue please. :D
  3. lulu 12/05/2010 at 09:06 - Reply
    Adoraria passar o ofim de semana quente como esse!!!
  4. Jils 13/05/2010 at 11:09 - Reply
    Lulu todas podem ter um final de semana como esse, criatividade e oportunidade se constroem… hehe
    às vezes com uma ajudinha do destino
  5. Gloritha 25/05/2010 at 10:03 - Reply
    Ju… Ficou optémo.. como todos!

    Poste mais =D

  6. _D a n 11/06/2010 at 12:35 - Reply
    Aiiin saudadees de um amor para brigar e ter uma reconciliação tão gostosa quanto essa. hehehe!

    Estás de parabéns Jils ! :D

  7. maari 02/07/2010 at 16:51 - Reply
    Uiiiii ‘ :9 ‘
    alguém me come ? (66′
  8. Jils 29/07/2010 at 18:25 - Reply
    Maari essa frase célebre me lembra uma peça que fiz há alguns anos atrás…
    tenho que dizer que é difícil as pessoas acreditarem que ela é pra valer hehe
  9. Ro 07/02/2012 at 01:23 - Reply
    Jesus….!!!!!abana!!!

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