por Jils em Petit Mort
Uma noite sozinha num bar, cerveja, sinuca e rock’n roll.
Mais uma noite eu aqui, sentada num boteco sozinha bebendo cerveja. Já fazia mais de um mês que eu me dirigia sempre ao mesmo boteco perto de casa sozinha para beber cerveja e jogar sinuca com os michês que ali relaxavam antes de ir para mais uma noite de trabalho.
Eu conheci eles por intermédio de um amigo, que por sua vez os conheceu em baladas gays da cidade e acabou ficando amigo deles e de vez em quando usufruía de alguns serviços que não eram cobrados pela camaradagem. Acreditem ou não.
Eu me deixava ficar ali, pensando e ouvindo o bom e velho rock’n roll que tocava todas as noites, podia até dizer a playist que logo após Johnny Cash, tocava Pearl Jam e assim seguia.
Imaginava que essa seria mais uma de tantas noites que eu iria embora bêbada para casa, tropeçando nos próprios pés, e que na manhã seguinte nem lembraria como havia conseguido chegar inteira.
Um dos “meninos” chegou e começamos a jogar sinuca. Entre uma cantada mal sucedida dele, convites para acompanhá-lo a sauna gay que trabalhava para fazer uns serviços e alguns copos de cerveja, vejo que três pessoas entram no boteco, duas mulheres e um homem.
Eles pedem cerveja e fichas e partem para a mesa de sinuca ao lado. Uma delas me chama muito a atenção, talvez por parecer tão deslocada naquele lugar. Tinha a pele muito clara, usava roupas pretas e sóbrias, cabelos muito bem arrumados. Parecia uma musicista do conservatório de música, ou da orquestra sinfônica que acabara de sair de um concerto.
Achei melhor nem olhar muito, pensava comigo “ela deve ser hetero, e no mínimo me achar alguma adolescente revoltada que tem tatuagens e não anda em boas companhias”.
Decidi me concentrar no jogo, mas algo estava me incomodando, sentia como se alguém me observasse. Sentia olhares sobre mim e olhava repetidamente para os lados tentando descobrir quem estava tão focado em mim que eu chegava a sentir.
Tenho que admitir não sou a melhor pessoa para reconhecer que alguém esta querendo meu corpo, se eu não estiver focada nisso. E somente depois que o michê chegou do meu lado e disse, “aquela moça não tira os olhos de você” é que fui entender o que estava acontecendo.
Não acertei mais nenhuma tacada depois disso, querendo fazer bonito acabei perdendo a partida. Vi ela indo ao banheiro e pensei mil vezes em segui-la e pará-la na porta. Mas a minha falta de prática não fazia minhas pernas obedecerem, e eu já sentia meu rosto corado.
Continuei jogando tentando recuperar o jogo, mas nada saía como eu queria. Na segunda vez que a vi indo ao banheiro, respirei fundo, terminei a cerveja do copo e fui atrás. No que cheguei à porta ela já havia fechado. Pensei em voltar atrás, estava me achando ridícula, e realmente não estava preparada para um fora fenomenal.
Quando virei para voltar pra mesa, ela abriu a porta. Me olhou com espanto, e com a voz meio embaraçada eu disse “Vai ficar só olhando?”. Minhas pernas tremiam e eu queria sair correndo antes que ela respondesse “Olhando o que?”.
Como se ela estivesse acordando, ela olha pra mim meio desconcertada e diz “Não”. Me pega pela cintura e me beija, um beijo longo e delicioso. Me encosta na parede e fala que eu estou tremendo.
“Claro” respondo, “ou você acha que eu saio intimando as mulheres em toda porta de banheiro”. Enquanto riamos fomos interrompidas pela dona do bar que foi ver por que o banheiro não desocupava. Vejo que ela ficou envergonhada e voltamos cada uma para seu respectivo jogo.
Eu termino meu jogo e sento-me à mesa para beber mais e ver qual seria a próxima reação dela. Ela se aproxima e fala para sairmos dali, ela não queria que os amigos percebessem o que estava acontecendo. Eu digo que tudo bem, que pagaria a conta e a esperaria do lado de fora.
Saio e acendo um cigarro. Acho que foram os 5 minutos mais agoniantes que tinha tido. Quando termino o cigarro e vejo que ela ainda não tinha saído penso em ir embora, me sentia boba, e pensava comigo mesma que sabia que ela não iria embora comigo. Nesta hora sinto uma mão em minha cintura dizendo “vamos”. Eu digo que moro perto e que poderíamos ir para o meu apartamento.
Caminhamos lado a lado, sem dar as mãos ou mostrar qualquer tipo de carinho. Conversando ela diz que toca violino, por insistência de sua mãe que sempre quis tocar na orquestra sinfônica e nunca teve a oportunidade. Mas que seu grande sonho era tocar guitarra, e que sempre que conseguia arrastar seus amigos ia para aquele boteco ouvir rock’n roll.
Pelo rumo que a conversa tomava e o nenhum interesse que ela demonstrava pela minha pessoa, cheguei a acreditar que ela havia se arrependido de ir embora comigo.
Chegamos na porta do meu prédio, e perguntei “Você tem certeza de que quer subir? Se quiser te acompanho até sua casa”. Ela diz que quer subir e quando abro a porta e entramos no hall do prédio, mal tenho tempo de trancar a porta. Ela me beija desesperada como se eu fosse fugir, e eu sem entender e meio bêbada, embarco no ritmo dela. Subimos o primeiro lance de escadas entre amassos, beijos e mãos para todos os lados.
No segundo lance faltando apenas mais um para chegarmos no meu apartamento, tropeçamos na escada e caímos. Ela sobre mim vê a oportunidade perfeita para matar mais um pouco da sua ansiedade. Eu fiquei enlouquecida com a situação, nunca tinha nem ao menos tido beijos mais quentes nas escadarias com medo de que alguém chegasse e achasse aquilo devasso. Mas ela não se importa e suas mãos já estão embaixo da minha blusa, apertando meus seios, sentindo meus mamilos enrijecidos.
Perco a cabeça quando ela morde meu mamilo sobre a blusa e me esqueço que estou nas escadarias do prédio e viro o jogo, a coloco sob mim. Com uma das mãos seguro seu pescoço para apoiar sua cabeça, com a outra invado sua calca sem pedir permissão. Ela sorri com o canto da boca, irônica, como se há muito estivesse esperando essa atitude de mim.
Mato sua vontade desesperada e quando levanto meio zonza não sei se por causa da bebida ou pela situação que acabara de acontecer, vou em direção da porta do meu apartamento crente de que a noite seria longa. Procuro as chaves no bolso e quando finalmente encontro, olho para trás para convidá-la a entrar, não a vejo, apenas ouço o barulho da porta do prédio batendo. Ela havia indo embora correndo e eu nem ao menos sabia seu nome.



















parabéns Jils como sempre seus contos fazem a gentee entra na história e se deliciar em descrições super excitantes excitantes!
Bjaum*
Estou no aguardo de idéias hehe… adoro!
RSRRS…. MUITO BOM!
10!
hehe…
Vou pensar no assunto…
adorei o conto!!! me prendeu!! =)
bj
ehueheueheueh
mas adorei.. esse pra mim foi um dos melhores.. ^^
qualquer dia te dou ideias o/
bJo
tem continuação???
ahh tem q ter!
*–=-*
Rs, muito bom!
“Um improvável reencontro”, necessito ler!!!
se alguma garota aih mora em porto velho,
eu gostaria muito de conhecer. eh que eu não tenho muitas amigas sabe.
eh as que eu tenho não sabe da minha opção ;/
andreia_lau@yahoo.com.br
tou aguardando :}
beijo beijo ;**