Como contar aos pais

Lilian Mendes 17/07/2010 50

Quem nunca teve essa dúvida? Quem não esteve perdida ao pensar em como assumir a sua homossexualidade?

Sapas no Divã agora é respondido por uma Psicóloga profissional!

Quer compartilhar seu dilema sem revelar sua identidade? Confira a página da coluna e nos escreva contando com detalhes o seu problema. Mas não deixe de verificar os temas antigos, às vezes seu problema já foi respondido.

A. escreveu:

Olá,

Sempre fui bissexual, mas relacionamentos sérios sempre tive com homens… Até conhecer uma garota que mudou meu mundo.

Nunca tive a necessidade de falar muito com meus pais sobre minhas preferências sexuais, mas agora se faz necessário, pois gostaria de dividir minha alegria com os que amo. O problema é que meus pais são extremamente religiosos e abominam a homossexualisdade.

Moro na Inglaterra, e estou indo visitar o Brasil junto com minha namorada no final do ano. Não sei se conto aos meus pais por telefone (para eles se prepararem psicologicamente antes de eu chegar), ou se conto quando estiver no Brasil (e eles provavelmente terão um xilique na minha frente)… Ou se nem conto nada pra eles (nesse caso vou me sentir mal)!

Gostaria de alguma sugestão, ou saber de alguém que passou por algo parecido.

Obrigada pela ajuda.

A Psicóloga Lilian Mendes responde:

Olá Alessandra,

Seu e-mail é muito interessante e nos ajudará a atender também inúmeros e-mails que recebemos e que tratam do mesmo dilema de como contar aos pais, uma vez não aguentar mais viver uma farsa e o desejo quase que inadiável de assumir-se diante da família.

As palavras chaves são aceitar-se, bom senso, maturidade e compreensão.

Aceitar-se

Muitas mulheres que amam mulheres passam por esse dilema e viver a vida como se tudo fosse uma grande farsa é muito difícil. Ter que viver se escondendo, às vezes mentindo, ocultando, disfarçando… Creio que não seja tarefa fácil viver numa “clandestinidade”!

Normalmente quem passa por esta situação sente momentos angustiantes, por exemplo, querer conversar abertamente a respeito e não poder, em muitos casos querer buscar ajuda e não saber onde e nem com quem… Viver situações muito complicadas de não saber em quem confiar é complicado. É um desafio constante, viver sem reconhecimento, aceitação social, proteção legal… Realidade esta que atualmente vem mudando lentamente.

Há muitos relatos de mulheres que amam mulheres, que ao descobrirem-se rodeadas de inúmeras possibilidades e sensações maravilhosas não podem desfrutar de maneira tranquila e saudável. Percebem que o mundo ao redor não entende e não aceita (e nem quer) e até a mais genuína forma de expressão do amor torna-se inconcebível.

Sabemos que não é tão simples assumir-se lésbica, caso contrário todas que são já teriam feito, não é mesmo? Todo o processo pode gerar muita angústia, solidão, confusão e em muitos momentos um intrínseco desespero silencioso.

Os conflitos levam muitas lésbicas, sentirem-se sufocadas diante de seus questionamentos, a ponto de atingir os limites das forças humanas, podendo em alguns casos ter como consequências graves perturbações psíquicas.

Conflitos que surgem por perceberem que há determinados momentos na vida que não há mais como fugir de sí e continuar compactuando com o “complô do silêncio” que muito colabora e permite que o preconceito e a discriminação sobrevivam. Os sentimentos são tão fortes que não dá mais para admitir o inadmissível. É quando surge tão intenso e quase que inadiável o desejo de se abrir, não há como negar.

Inicialmente é importante que seja feita uma reflexão cuidadosa para que ocorram algumas definições internas. É preciso avaliar o grau de aceitação que você tem de sí mesma.

Antes de contar o que realmente acontece, é preciso saber claramente, o que quer e ter a firmeza para encarar o que vier pela frente. Sentir-se com confiança que poderá suportar uma reação negativa por parte dos pais e saber que poderá surtir em resultados positivos e negativos. Não há certezas, pois tudo dependerá de vários fatores.

Será imprescindível que seja elaborada e fortalecida a aceitação de si mesma, mas também é preciso ter clareza de que revelar-se é o melhor que pode ser feito no momento.

É preciso ter em mente que todas as atitudes que são tomadas na vida há consequências, sejam boas ou não, sempre haverá! Ao decidir revelar-se ou não, você já se compromete com as consequências.

Para facilitar sua reflexão, sugiro algumas perguntas interessantes a serem respondidas calmamente:

  • Eu realmente me aceito como sou?
  • Será necessário me assumir?
  • Quais os verdadeiros motivos que estão me levando a isso? Visibilidade, orgulho, sinceridade ou para me sentir melhor?
  • Assumir para meus pais, inicialmente, seria uma tentativa de ser aceita ao menos para um pequeno grupo, neste caso o familiar?
  • Contar para meus pais seria algo como descobrir se sou aceita ou não?

Tenho consciência que me assumir poderá implicar em ter uma vida de lutas, com dificuldades, medos, rejeições e aceitações parciais?

Após refletir, se o desejo continuar a ser maior que tudo, será inevitável. Espera-se que o amor irá superar todos os obstáculos que por ventura surgirem. Mas saiba que esse amor inicialmente tem que partir de você para depois vir do outro, ou seja, de dentro para fora.

Na maioria dos casos a aceitação não vem de imediato, os resultados dependem do ambiente no qual você vive, sua história de vida, do grau de aceitação, das dificuldades internas e dos seus próprios preconceitos… Fatores que tendem a influenciar como irá administrar a questão de assumir-se diante dos pais, amigos, etc.

Considere que em alguns casos a situação pode chegar até mesmo com a definição de sair de casa e se houver dependêcia financeira a situação pode complicar.

Bom senso

Ter bom senso para encontrar um momento mais adequado e tranquilo para que seja feita a revelação e não esperar que os pais absorvam tanta informação de uma só vez, é super importante.

Esteja preparada para passar pela fase de aceitação dos seus pais, uma vez que possivelmente levará tempo. Você poderá imaginar o tempo que demorará aos seus pais habituarem-se a esta nova realidade, baseando-se em experiências passadas que tenha assistido seus pais enfrentarem, como situações de grande estresse emocional. Estas situações poderão funcionar como um indicador não só da reação, mas também do tempo de aceitação.

Possivelmente as sensações iniciais de seus pais seriam como uma espécie de “perda”, em que a filha que imaginavam não corresponde à realidade. Provávelmente seus pais sonharam com uma vida heterossexual de acordo com os padrões culturais, estereótipos que foram construídos ao longo da vida, devido a isso é importante respeitar o tempo deles para se habituarem e elaborarem a “perda” e aceitarem a nova realidade.

Prepare-se para responder a questões feitas pelos seus pais, para explicar que ser lésbica não é algo que se escolhe, que não é um defeito, e que não é culpa sua nem deles e nem devido a algo que não tenham feito.

Se por ventura seus pais forem de uma religião que condena a homossexualidade (que é o seu caso), previna-se previamente com argumentos religiosos que poderão esclarecer os que eles apresentarem.

É importante demonstrar que você é feliz com essa maneira de ser e que é possivel viver assim, de maneira saudável e digna.

Saber não só o que dizer, mas também como dizer é fundamental. Fale de sua orientação sexual de uma maneira ampla e muito mais profunda do que simplesmente “eu gosto de transar com mulheres”. Prepare-se para falar um pouco mais de seus sentimentos, como surgiram, as dificuldades que tem enfrentado, os medos que tem de não ser amada, de ser rejeitada, não ser aceita, da expectativa que tem dos pais de que continuem a amá-la da mesma maneira… Fale de uma maneira muito mais significativa e profunda do que simplesmente dar uma conotação sexual e que na verdade é uma atração que não é puramente sexual, mas também emocional, afetiva, espiritual…

Maturidade

Maturidade é importante e caso você seja relativamente dependente de seus pais, ou seja, não consegue se bancar sozinha é importante considerar que uma decisão de tal magnitude seria bem diferente caso fosse uma mulher independente. Em muitos casos, a independência financeira tem grande peso e é um dos requisitos importantes para se assumir frente à família e à sociedade sem que ocorram maiores complicações.

Assumir-se, pode ser feito em etapas, nas quais inicialmente, deverá admitir para si mesma, para alguns amigos, para a família, não necessariamente nessa ordem nem para todos. Considere que tudo também depende do meio em que você vive.

Agora assumir-se publicamente é a parte mais complexa, quando comparamos a ser aceita em pequenos grupos (familiar ou de amigos) e na maioria dos casos ocorre em um processo longo. O que dificulta muitas lésbicas sentirem-se aceitas de maneira mais integrada na sociedade. Apesar de todos os progressos já alcançados, até em grandes cidades há como notar que não é muito fácil você se assumir de uma forma totalmente aberta.

Contudo, considere que há mulheres que não acreditam ser necessário assumir-se, que o fato de os pais saberem ou não, nada interfere em suas vidas. Há também, mulheres que acreditam ser desnecessário dizer que são lésbicas. Outras acreditam que depende muito da situação ou da pessoa para que seja feita tal revelação, preferindo somente pessoas importantes, muito íntimas, que confiam muito, como família, amigos íntimos ou quando são questionadas.

Compreensão

Obviamente que a maioria dos pais ficarão emocionalmente abalados, especialmente se não faziam a mínima idéia da sua homossexualidade, raros são os casos que não acontece. Não se preocupe caso eles queiram conversar sobre o assunto, como um (a) psicólogo (a) ou até um médico (a) da família. Quando entenderem que existem outros pais na mesma situação, certamente irão sentir-se mais compreendidos e menos desprotegidos.

Em muitos casos a principal preocupação dos pais é com a discriminação e com o quanto a sociedade pode maltratar sua filha, assegure-os que sabe se defender, que a sociedade está cada dia mais tolerante e os conceitos modificados. Mas há outros casos, que o que implica em aceitar é o fato de sentirem vergonha diante de vizinhos, parentes, amigos…

Prepare-se para que a conversa seja objetivada, mas na hora é importante reconhecer as diferencças indiviuais, ou seja, cada um reage a sua maneira.

Esteja preparada para uma situação que não necessariamente será exatamente como você gostaria que fosse afinal as pessoas reagem de maneiras diversas e nem sempre quando se espera positividade é ali que se encontra.

Se a maior parte das lésbicas demora algum tempo para se aceitar, é importante compreender que os pais, salvo raríssimas exceções, também não vão aceitar imediatamente.

As reações são as mais diversas, uma vez que ao lidar com os seres humanos tudo poderá acontecer. Não há como prever, mas há como ter uma noção, que alguns se afastarão, outros se aproximarão… E quem você nem imaginava surgirá para lhe dar conforto…

Os pais tendem a se comportar de maneira diferenciada quando deparam com tal realidade, desencadeando uma série de reações, que na maioria das vezes ocorrem de acordo com suas personalidades, crenças e conhecimentos. É preciso ter uma visão realista e compreender que:

  • Poderão aceitar rapidamente, percebendo que o importante é a sua felicidade e o amor que sentem por você;
  • Haverá os que irão demorar um pouco mais e com o tempo acabam adaptando-se a nova realidade;
  • Outros que nunca irão aceitar, até podem respeitar, mas aceitar não, o que na realidade apenas toleram;
  • E os pais que, infelizmente, nunca aceitarão. Neste caso, provavelmente se afastarão ou te afastará.

O processo de aceitação é composto por algumas etapas, agressão, negação e conformação, não necessariamente nesta ordem. Pode ocorrer de maneira isolada ou conjunta, demorar muitos anos ou não.

Muitos pais acabam reagindo de maneira negativa, acabam ameaçando, negando a realidade, evitando ter uma conversa franca e proveitosa a respeito, acabam por afastar a filha com grandes possibilidades de deixar os sentimentos ainda mais fortes e mais confusos. Reprimir pensamentos e conversas sobre o assunto não é o melhor caminho é uma pena que poucos reconheçam.

Infelizmente, alguns pais escolhem buscar maneiras de impedir que suas filhas vivenciem o que desejam. Mostram-se verdadeiros tiranos ao ameaçar, imprimir conceitos errôneos… Muitos chegam ao extremo de expulsar suas filhas de casa e tantas outras atrocidades quase que impossíveis de imaginar. Acreditam que irão vencer pela força, sem notar o quanto machucam e fazem sofrer.

Há famílias que ao saber adotam o esquema de “eu sei e você também, então não precisamos mais tocar no assunto”. O que não deixa de ser uma violência psicológica velada.

Acredito que em situação de conflito pessoal e familiar como esta, seja importante lembrar que se pode recorrer a um suporte profissional de um (a) psicólogo (a).

Nesses momentos de total conflito é essencial dizer para si mesma: “Eu tenho o direito de ser feliz!” E o mais importante: “Eu mereço ser feliz! Quem me amar assim ótimo! Quem não me amar assim o que poderei fazer? O importante é que eu me amo e me sinto merecedora de levar a minha vida da maneira que mais me satisfaz!”

Boa sorte!!

O momento de se iniciar uma vida autêntica e se afastar da traição e da alienação está sempre presente. Não importa o quão presa esteja a pessoa ao mundo alheio, às racionalizações, intelectualizações e análises, não importa quão imersa esteja em padrões, valores e metas do sistema – ela pode decidir, no momento seguinte, alterar todo o curso de sua vida. Ela ainda pode se transformar naquela que realmente é, criando novos significados, valores e realizando potenciais mais condizentes com o seu verdadeiro eu. Ninguém pode lhe impedir de fazer isso. E, em nenhuma circunstância pode-se prever o que a pessoa fará. Independentemente de seu passado, em qualquer situação ela pode reativar as verdadeiras direções do eu. Esta é uma verdade para qualquer pessoa: a qualquer momento, ela pode escolher tornar-se ela mesma, que é o único caminho para uma existência autêntica”.

– Moustakas

Lilian Maria Mendes – Psicóloga Clínica – CRP 06/41736
E-mail: lilianmariamendes@yahoo.com.br
Atendimentos em São Paulo – Capital.

Escutem também o áudio de Helena Paix:
Devo me assumir? Quando? Como?

50 Comentários »

  1. Fabiana 17/07/2010 at 16:17 - Reply
    Olá, achei muito interessante o artigo! Minha mãe ainda não sabe, e minha namorada quer que eu conte, porque vamos morar juntas, não sei como fazer e estou com muito medo. É a primeira vez que tanto eu quanto minha namorada nos envolvemos com alguém do mesmo sexo e estamos apaixonadas, é isso que queremos. Os pais dela já sabem, fingem que nada acontece e que somos amigas, mas minha mãe é muito de lua e não sei qual seria a reação dela, ela ainda paga algumas coisas para mim e eu apenas estudo, ela vai ficar irada e além disso, não sei como chegar e contar, o que falar, não tenho idéia. Moro numa cidade pequena, o que já seria um escândalo. Se puderem ajudar, estou muito confusa e chateada com isso tudo. Obrigada!
  2. Dani 17/07/2010 at 19:07 - Reply
    Os pais da minha namorada descobriram e agora ela vive quase em cárcere privado.. Muito delicado isso..
  3. Cy 17/07/2010 at 23:14 - Reply
    No momento esse é o assunto que mais martela, diariamente, na minha cabeça… As vezes tenho vontade de contar pros meus pais, as vezes acho que ninguém precisa saber intimidades da sua vida pessoal como com quem vc vai pra cama, outras vezes acho que deixar a entender sem falar nada seria o melhor… Enfim, não sei o q fazer!

    Se fosse contar, não saberia como começar um assunto delicado desses.

    Único ponto positivo a meu favor é que acredito que meus pais desconfiem. Duvido que nunca tenha passado na cabeça deles isso.

  4. Dani 18/07/2010 at 14:20 - Reply
    Maravilhosa a iniciativa e o texto. Parada com certeza é um site que tem ajudado a muitas meninas, de diversas maneiras. Não há palavras que expressem a minha gratidão!

    Parabéns a toda equipe e a psicóloga!

  5. Su 18/07/2010 at 17:12 - Reply
    Eu também achava que meus pais imaginavam, mas, por mais dicas que eu já tivesse dado, descobri que nem passava pela cabeça deles.. Acho que os pais têm algum bloqueio pra chegar a essa conclusão, devem ficar inventando pra si mesmos justificativas.
    Quando meus pais descobriram eu estava planejando contar, mas antes que eu pudesse contar meu pai imprimiu conversas do msn e mostrou pra a familia toda, coisa que eu nunca esperaria que ele fosse fazer.
    Agora tá tudo normal, depois daquela coisa toda de falarem o que eu acho que não merecia ouvir,de um gelo básico, de alguns e-mails.. mas o fato é que por mais que voce conheça seus pais não dá pra prever a reação deles.
    Eu já tenho uma certa independencia, então pra mim, a vontade de contar para eles era mais como uma forma de não deixar eles por fora da minha vida mesmo, e acredito até que agora,depois do babado todo, estamos mais próximos, mas pra quem ainda não tem como se bancar sozinha aconselho a segurar um pouco a notícia e procurar ser auto suficiente antes de se abrir pra evitar um sofrimento maior pra voce, porque os pais podem aceitar numa boa ou ficar querendo te forçar a ser heterossexual pra ficar bonito pra os tios e vizinhos, o que é mais provável.
  6. Dika 18/07/2010 at 18:44 - Reply
    Pra mim é extremamente complicado me assumir nesse momento! Minha familia é muito religiosa e tradicional! Sou muito respeitada por todos mas por outros motivos. Eles sempre recorrem a mim se precisam de alguma opniao sobre algo em que posso ajudar. Eu moro sozinha em outra cidade e sou totalmente dependente financieramente dos meus pais. Entao me assumir implica “n” questoes que eu agora nao me sinto preparada para enfrentar! Acho que me assumir agora representará desafios que agora nao posso enfrentar, nao porque eu nao acredite em mim mesma, mas porque minha vida pode ficar muito dificil! Meus amigos sabem e me respeitam! E isso no momento é o que me basta! Nunca tive a necessidade de dizer pra minha mae da minha escolha sexual,já que nunca me meti na vida sexual dela. Acho que da mesma forma que ela nao pergunta sobre os namorados e tbm n tenho que ter o aval dela! E outra eu moro longe, entao o que os olhos nao veem o coraçao nao sente, nao é?!

    Adorei a coluna!

    Eu tbm trato desse assunto no meu blog, claro que de outra perspectiva!

    http://meuqueridoarmario.blogspot.com/

    Um beijo a todas! Espero que tudo dee certo!!

  7. Bette 18/07/2010 at 22:09 - Reply
    Maravilhoso o texto. Parabéns Drª Lilian!!!
    Depois de eu ter passado dos 40 anos e ter me aceitado homossexual, resolvi contar à minha mãe (que também é muito religiosa).
    Isso porque eu já não aguentava esconder o que estava se passando comigo.
    A princípio ela ficou muito abalada, a ponto de entrar em depressão, mas que aos poucos está saindo dela com o carinho que eu e minha namorada temos dado a ela.
    Procuro sempre dialogar com ela sobre o assunto e mostrar-lhe que o fato de eu ser lésbica não mudou em nada o amor que sinto por ela e nem minha personalidade.
    Beijos e coragem aquelas moças que estão com esse dilema. Procure o momento certo para contar, busque o respeito dos seus familiares e seja feliz.
  8. mi 18/07/2010 at 23:30 - Reply
    Vou sedar minha mãe contar pra ela.
  9. Brunna 19/07/2010 at 03:07 - Reply
    Depois que passei dessa fase de aceitação total quanto a minha sexualidade, e que tenho certeza do que quero, tenho sentido uma necessidade de contar aos meus pais. Me sinto sufocada e angustiada, parece que tenho vivido uma vida que não é minha. Sei que a maioria de nós já se sentiu assim, é normal.
    Minha mãe é uma pessoa muito esclarecida, com ela já venho dando meus sinais faz tempo, e tenho certeza que ela está recebendo. Hoje mesmo ela me fez um questionário sobre meninos, perguntando qual era o tipo de garoto que me atraia, eu, obviamente, não soube responder, respondi na base do “embromation”, mas pela expressão dela sei que ela chegou a uma conclusão: Minha filha é lésbica. rs Eu não falo de garotos, estou sempre saindo com “amigas”, sempre declarei meu ódio ao preconceito e meu amor pelo amor livre… Minha mãe é muito observadora, é psicóloga/pedagoga rs então talvez foi o que ajudou ela a entender melhor meus sinais.
    Mas eu quero sentar e conversar, esclarecer tudo o que se passa comigo.
    Meu pai não sei o que esperar, ele é uma pessoa totalmente fechada, com a qual eu não tenho o mínimo contato com ele, meus pais são divorciados.
    Estou só esperando certos problemas familiares passarem para assim poder me assumir para minha família, não quero ninguém pensando que eu virei lésbica por algum motivo, pois não há, sou assim desde que me conheço por gente.
    Estou me assumindo para alguns amigos, aqueles mais próximos, os outros eu digo que tirem suas próprias conclusões, não faz diferença.

    Faço tudo com muita calma porque sei que a mudança é muito grande.

  10. Aline 19/07/2010 at 10:51 - Reply
    Não sei que existe alguem aqui que ja esteve ou conhece alguem na minha situação

    Somos em 3 irmãos…eu e mais 2 homens… Ambos meus irmãos são gays. Meus pais já sabem, convivem bem com eles, mas não aceitam completamente. Até Hj me lembro de algumas expressões usadas pelo meu pai.
    - Imaginem o q vão falar eu gaucho com dois filhos veados.
    - Se querem ser gay que façam longe daqui
    - vcs podem ser o q quiserem… mas saibam que eu sou bem macho.

    Sendo que minha minha tb nao aceita. E ela nunca enfrenta meu pai, para defender os filhos.

    Nunca me interessei por rapazes sempre por meninas. Ja sabia que era lesbica antes mesmo dos meus irmãos. Eu nunca me relacionei com ninguem serio…nunca levei ninguem pra casa e apresentei. Acho sim que meus pais descofiem. mas fazem que nao vê.

    Conheci uma menina…familia dela daria pra fazer propaganda de tão bem resolvida que é.

  11. Renata 19/07/2010 at 13:24 - Reply
    Olá, de uns tempos pra cá venho passando por uma sitação extremamente horrível.
    Conheci uma garota que mudou minha vida,eu já gostava dela antes, mas depois q fiquei com ela me apaixonei mais ainda,minha mãe ficou sabendo e me mandou embora de casa, agora moro com o meu pai, só tenho 15 anos, mas com 15 anos já tenho uma mentalidade mais segura do que da minha mãe com 40.
    E tem muito tempo q não vejo essa garota q eu amo tanto, não sei o que faço.
  12. b 19/07/2010 at 23:12 - Reply
    Bom texto, gostei da análise.
    Se eu estivesse nessa situação, não contaria nada à família ainda. Levaria a garota e apresentaria aos familiares como amiga. Assim, aos poucos, devagar,e na boa, sem ansiedades. Primeiro procuraria trabalhar a situação dentro de mim, ficar calma e com os pés no chão, sabendo muito bem o que quero e traçando o futuro com firmeza e com a cabeça aberta.Sem desespero, sem criar dramas. Fingir ser amiga é difícil sim, não poder compartilhar a felicidade…mas, analisando o conjunto, eu optaria por caminhar em doses homeopáticas, como dizem, pra poder chegar inteira até onde quero de fato e ser feliz.

    abs

  13. 19/07/2010 at 23:25 - Reply
    Que legal encontrar esse texto aqui justamente hoje que tive uma conversa com minha mãe sobre certas desconfiânças dela. Recebi minha namorada aqui em casa como se fosse minha amiga, ela ficou aqui 17 dias e hoje foi embora, (estou inconsolável). Passamos os melhores dias das nossas vidas e creio que minha mãe percebeu o brilho nos nossos olhos, um dia viu minha namorada me acariciando na cama e a partir daí ela tem se comportado estranho, muito desconfiada…

    Minha mãe é uma mulher muito reservada e religiosa como a maioria das mães aqui…até parece cômico…mas é triste! Bom, não sei como será o dia que confessarei a ela, mas sei que irá ser como uma punhalada em suas costas…mas já tomei minha decisão junto com minha namorada, terminaremos nossa faculdade e arrumaremos emprego, ela virá morar em minha cidade comigo…para isso terei que sair de casa, mas já estamos pensando nisso todos os dias. Isso irá demorar alguns anos, mas com o amor que sinto por ela, sou capaz de tudo e me surpreende minha coragem hoje, já que sempre fui covarde e nunca soube ao certo o que queria da vida, nunca soube o que era amar e sempre fui convicta da minha heterossexualidade.

    Bom, como podem perceber, estou loucamente apaixonada por uma mulher, coisa que nunca imaginei…não me considero lésbica, mas isso não é uma não ceitação dos meu sentimentos, é pelo simples fato de não querer me classificar já que estando apaixonada como estou, não há outro ou outra que me possa fazer suspirar como ela me faz…e esse é o barato da situação, isso que faz provar a mim mesma a dimenção de tamanho amor, jamais olharia uma mulher como olho para ela e jamais um homem me faria suspirar como ela me faz…

    A partir disso que tiro todas minhas certezas, certezas que nunca tive na vida e que tenho hoje…irei me assumir aos meus pais, porém pretendo agir racionalmente.

  14. 20/07/2010 at 00:52 - Reply
    ooi,
    minha situação é complicada, eu tenho 14 anos (quinze neste mês) e não sei se conto ou não para a minha família que sou lésbica. Minha mãe eu sei que não vai aceitar muito bem, já conversamos sobre o assunto (ela descobriu que a filha da amiga dela é lesbica e foi morar com a namorada) e segundo ela “nenhum pai quer isso, podem até dizer que é normal, mas não é. A gente aceita porque não tem jeito”. Meu pai eu não faço a menor ideia do que acha sobre homossexualidade, ele é muito fechado e não conversamos muito sobre sentimentos, mas essa é uma coisa que estamos trabalhando juntos para mudar.
    Eu tenho uma prima que “não fala nem esconde” da mãe, e tenho certeza que a mãe dela (minha madrinha) aceita tudo numa boa, acho que a primeira pessoa que me aceitaria seria ela, que é como minha segunda mãe.
    A situação só vem se complicando mais e mais, meus amigos sabem, quase todos sabem (e eu estou naquela: não faço nada pra esconder, nem nego nada, achem o que quiser). Minha namorada assumiu para a mãe dela, e disse que ela aceitou numa boa. Ela diz que quado eu decidir contar para meus pais ela vai estar do meu lado, mesmo que não estajamos mais juntas, ela quer estar lá como minha amiga também.

    Por enquanto minha decisão é esperar eu ser totalmente independente deles e me mudar de casa para enfim contar que não sou a menina hétero que a sociedade quer ver, mas sim a homossexual que está feliz como é..

    ;)

  15. Carol 20/07/2010 at 04:03 - Reply
    Minha mãe descobriu por uma conversa de MSN, e eu que pensei que ela seria super preconceituosa… Não, ela aceitou normalmente, e foi conversando comigo normal sobre isso. Tirou suas dúvidas sobre o assunto, leu, falou comigo… Hoje em dia falamos sobre isso abertamente. Já o meu pai que, sempre foi homofóbico, sempre teve nojo de gente gay e sempre disse que isso era problema, já não aceitou da mesma forma. Ele soube um ano depois da minha mãe e a reação dele foi de eterno desgosto. Disse coisas pra mim que eu não mereceria ouvir. Desnecessário. Coisas como “tenho vergonha de sair na rua por causa de você, vergonha de olhar para as pessoas e blablabla”, depois ele me mandou ir para a psicóloga. Bem, como eu tenho dezesseis anos sou totalmente dependente dos meus pais. Depois de um tempo parei de ir ao psicólogo e ele apenas fingiu que não era com ele, ignorava totalmente o assunto. Sabe, pai é pai e eles não vão deixar de te amar por causa da sua orientação sexual.
  16. kay 20/07/2010 at 09:40 - Reply
    nossa renata..
    meu caso é um pouco parecido com o seu..tenho 17 anos
    há uns 4 anos atrás conhecir uma garota,estudavamos juntas,..
    comecei a me apaixonar por ela!e ela também por mim…
    e agente acabou ficando o sentimento almentou mais ainda pelomenos meu né…com o passar do tempo as pessoas começaram a desconfiar e soltar piadinhas..até q caiu no ouvido dos pais dela..apesar q a mãe dela desconfiava de nóis mas nunca tinha pego nada..
    e a minha também soube,tive q negar..minha vontade era dizer q sim e q minha felicidade tava ao lado dela..mas tive q mentir..pra no correr risco de perder o amor de minha vida..hj tenho certeza q muitos me olham de maneira diferente..mesmo no sabendo oq realmente sou..e a menina os pais a tranferiram de cidade,hj ela tá morando em salvador com a tia..ela tem 17 anos também…é super linda no há como esquecela..amo muito ela apesar da distância,,pensso em ser alguem na vida pra podermos ser felizes juntas é tudo q mais quero…e acho q não tem nada aver essa coisa de idade,o importante é ser feliz e se sentir bem..independente de idade…isso também é preconceito!

    caso queira desabafar..
    meu msn..hungria18@hotmail.com

  17. Carina 20/07/2010 at 22:00 - Reply
    é uma situação mtuito complicada..
    Os pais da minha namorada, não aceitam de maneira nenhuma, e fui … ameaçada de variás maneiras possiveis, ao ponto de ter certeza que a mãe dela me atropelaria se me encontrasse na rua. Estamos tentando reverter a loucura , principalmente da mãe dela, mas não sei se tem algo a ser feito com ela. Ela é um dos casos de pais que não vão aceitar nunca, e antes de se afastarem da filha, vão tentar de todas as maneiras afasta-lá de mim.
    Meus pais aceitarem de uam formaa melhor do que eu esperava, não que me apoiem e talz, mas não se metem na minha vida.. o jeito como contei a eles foi o pior possivelm ,fui obrigada pelas circunstancias.. A mãe da minha namorada, foi até minha ksa fazer um certo escandalo p/ os meus pais, e eu sabendo que ela estava indo lá. contei a eles, foi melhor eles saberem na boa por mim, do que na gritaria por ela.
  18. Alexandra 21/07/2010 at 12:19 - Reply
    Obrigada pelo texto Dra. Lilian, e obrigada pelas experiencias compartilhadas por todas.
    Eu decidi contar antes de ir, para permitir que eles passem pelas fases de agressao e negacao antes da minha chegada. Nao dependo deles financeiramente, mas gostaria de dividir minha vida com eles, ja que encontrei alguem que me faz tao feliz.
    Eles entraram imediatamente na fase da negacao, principalmente a minha mae. Mas nao esta tao mal, ela so repete que vai orar por mim toda vez que toco no assunto.
    Agora so falta saber se vao me aceitar em casa com a namorada, porque se nao, infelizmente nao vao aproveitar muito a minha visita, que so acontece uma vez a cada 2 anos. Nao vou tocar nesse assunto ainda, vou deixar o tempo fazer o servico, agora e decisao deles se eles querem a vida mais simples ou mais complicada. Mas eu, tirei um pesao das costas
    Obrigada a todas x x x
  19. Tata 21/07/2010 at 13:31 - Reply
    meus pais descobriram por uma conversa de telefone, eu estava conversando com a minha namorada… eles sempre foram mto carinhosos e me apoiaram em tudo, mas depois que descobriram que sou lesbica eles viraram compelots estranhos pra mim, como sou dependete finenceiramente deles ainda, eles pensanram em me deserdar, me tirar da faculdade e me deixaram praticamente presa em casa!!! Foi mto sofrido pra nós, mas como eu sempre fui uma boa filha, respeitada na cidade e na igreja eles me deram uma segunda chance, me deixaram voltar p faculdade poram com a condição que eu não voltasse mais a ver minha namorada e esquecesse tudo isso pq p eles mais vale a “reputação” da familia do que uma filha feliz!!! Então estou com minha namorada e vivendo escodido isso! e não pretendo mais falar nada c eles pq nunca vão me aceitar mesmo, meu pai finge q nada aconteceu e minha mãe vive rezando…
  20. ka 21/07/2010 at 15:19 - Reply
    eu ñ contei aos meus pais, e ñ sei nem por onde começar; mais algum dia pretendo. adorei a matéria, na minha opinião a mídia principalmente nas novlas deveriam tratar desses assuntos; como contar aos pais; o q vc precisa saber pra se sentir preparada;… pena q isso ñ acontece
  21. Joana 21/07/2010 at 20:48 - Reply
    oie.. Sou bisexual, minha mãe descobriu que eu tenho uma namorada quando ela resolveu fuxicar meu celular… Infelizmente sou menor de idade, ela é muito antiquada e me proibiu de ver minha namorada =//… mas ainda nos falamos escondidas, e daki a 1 ano quando tiver idade para assumir conseequencias sobre meus atos, vou morar com minha namo *-*
  22. is. 22/07/2010 at 10:35 - Reply
    ah sei lah ..
    pra saber o que sou basta entrar no computador
    e ler meus registros ..
    acho que meu pai sabe .. pelo simples fato
    que eu baixava tlw e deixava no pc .. e ele
    sempre procurava saber o que eu tava fazendo .. (nseipraque)
    e uma vez ele veio com uma conversa de duplo sentido
    eh .. com certeza ele sabe!!
    e minha mae desconfia .. por favor .. cego
    no tiroteio, pode, nao ve, mas escuta o barulho ..
    quando eu tiver minhas coisas .. e eles perguntarem
    eu falo! como nunca vao perguntar .. um dia quando tiver
    de saco cheio eu falo!
  23. Duda 22/07/2010 at 12:53 - Reply
    Gostei do artigo, certamente dará uma luz àquelas que pensam a respeito de assumi-se de uma vez por todas.

    Já passei por isso, muito cedo por sinal, eu tinha 15 anos quando me deparei apaixonada e namorando uma menina. Sempre fui muito quietinha, estudiosa e saía pouquissimo de casa, então imaginei que seria um choque para os meus pais, e sim, foi um ”choquezão”!
    Então fui lentamente aprensentando um estilo de vida diferente que a dos meus irmãos. Roupas e uma postura nada ”feminino”.
    Até que sentei com meus pais e conversamos -na verdade não foi uma conversa- até o momento em que eu falei ”sim, ela é minha namorada” o assunto foi encerrado. Como eu era e ainda sou dependente dos meus pais, eles simplesmente cortaram todo meu dinheiro e fui proibida de sair de casa, sem contar que retiraram o computador e o celular.
    Esse drama não passou de dois meses. Tudo voltou ao normal, e eles teoricamente fingem que aquele episódio nunca aconteceu.
    Hoje eu tenho 18 anos e não sofro mais com isso!
    Mas é possivel ver claramente que, sempre ao sair de casa aquele: ”cuidado na vida”, ”juizo” são referentes a isso.
    Vejo que minha mãe não se importa e até enxerga a posição homossexual de uma forma muito menos preconceituosa de alguns anos atrás, como eu notava. Meu pai segue com a mesma cabeça ”ignorante” de sempre, porém não interfere na minha vida, prefere imaginar que a filha dos sonhos dele ainda existe.

  24. Mila 24/07/2010 at 20:06 - Reply
    Acho que o importante, depois de se aceitar, é ter paciência e mostrar aos pais que vc ainda é aquele bebê que chorava no meio da noite e os acordava, que é aquela criança que eles levavam pra tomar sorvete e ao cinema, ainda é o adolescente enigmático que eles tentavam entender e agradar. Você é a filha querida que seus pais amam. E que isso, o amor, pode manter a relação de sempre e vencer o preconceito. É meio idealista demais, mas não vejo outra forma de aceitação do que ser sincero com os sentimentos e não deixar conceitos diferentes destruir isso.
  25. Aurora 25/07/2010 at 11:48 - Reply
    Eu na verdade antes de ter certeza(mas eu já sabia,rsrss, só não tinha assumido mesmo) sentei e conversei com minha mãe. O quarto dela é do lado do meu e eu ficava conversando com minha amiga(atual namorada) todas as noites até altas horas da madrugada. E no dia em que ela me perguntou se eu sabia o que sentia por ela, tive a impressão de que minha mãe tinha ouvido eu conversar com ela então no mesmo dia sentei com ela e disse que eu gostava da minha amiga, não sabia como gostava mas gostava muito dela. Minha mãe abriu um olho e disse que achava que mulher com mulher não dava certo mas era minha vida. Então acho que me aceitou,rsrsrs, apesar de não tocar mais no assunto e de depois do dia em que eu estava conversando com minha namo meu irmão veio falar coisa eu falei para ele e para todos que quisessem escutar que era minha namoradAAAAAA e então quem da minha familia,os mais próximo, ficaram sabendo e ninguém fala nada mas não me tratam diferente. O que está pegando é contar para meu pai, não sei se minha mãe falou,acho que não, mas contar para ele vai ser difícil, não sei qual vai ser a reação dele, ele é muito fechado e tenho medo.
    Bom não estou mais nem ai para ninguém, não pensei que ainda era dependente dos meus pais, nem em nada, mas acho que porque de certa forma sabia que seria aceita, ou pelo menos não agredida, rsrs.
    Boa sorte para todas as meninas que estão com esse dilema espero que dê tudo certo para vcs e para nós que somos assumidas boa sorte também temos um sociedade inteira para enfrentar pelo resto de nossas vidas ^^.
    Ótimo texto Lilian, parabéns e obrigada ao parada lésbica me ajudou e ajuda muito nesse novo mundo que agora é o meu.
    Bjim
  26. Luh 26/07/2010 at 12:22 - Reply
    Desde muito pequena já tinha certeza do que eu queria.
    E chegou um ponto de eu ter que contar, mas é claro que eu não ia chegar no meio do jantar de ação de graças e no meio do brinde dizer que sou lésbica.
    Pensei um pouco e achei a fórmula..
    Tenho um monte de fotos com minhas ex-namoradas, cartas desde a epoca da maquina de escrever, meu computador é tipo um ponto de acesso ao mundo dike virtual, e como sou uma garota romantica, minha vida lésbica é bem leve e tudo muito bonitinho.
    Um dia eu preparei meu quarto, coloquei toda a minha “vida secreta” em lugares que minha mãe pensaria que eu esqueci de esconder, dexei meu computador ligado sem senha, ‘recebi um telefonema’ e sai “atrasada”. Minha mãe que tem a pessima mania de me tratar como criança foi arrumar meu quarto e achou(leu e viu)tudo. E só disse uma coisa quando eu cheguei em casa:
    - Você é Feliz?
    Eu começei a chorar e disse: – Agora eu sou.
    Ela nunca mais falou nada, ela não aceita e eu sei disso mas ela sabe e pra mim por enquanto isso é o bastante. Age como se não soubesse de nada e eu tambem!

    Um dia trataremos sobre isso, mas só um dia.. hoje não precisa!

  27. Luh 26/07/2010 at 12:41 - Reply
    Minha namorada! ela sim tem um problemão. (na verdade ela não é mais minha namorada mas ainda amo ela), a vida dela é dificil a mãe dela descobriu quando ela tinha 13 anos e desde então começou a trata-lá como doente,(hoje ela tem 17) e ela tem uma necessidade de que a mãe dela veja que ela é Hetero, coisa que não está nem perto da verdade, pra dar uma ideia da loucura ela pegou nojo de homem, por ter que ficar com eles pra agradar a mãe, ela já pegou até primos, ela sofre muito e tem um medo de que qualquer um desconfie que ela é lésbica eu descobri porque meu gaydar não é fraco não! Ela gosta de mim, mas a mãe dela fez de mim inimiga pública numero 1, a mãe dela sabe que ela está fazendo isso para agrada-la, pois quando eu encontrava a mãe dela por acaso ela me dizia barbaridades do tipo -não importa a felicidade. Na frente da filha ela é uma completamente diferente. É assustador.
    Decidi sair da vida dela porque pra mim é muito facil sou lésbica! gostou? bem.. não gostou? foda-se! Talvez um dia ela perceba o significado da frase: “o quanto importa oque as pessoas pensam?”
  28. vi 28/07/2010 at 22:41 - Reply
    oi..eu tenho 15 anos e sempre fui lesbica ,mais tenho um medo enorme de me assumir …eu sempre soube, mais nunca falei nada para meus pais. Depois de eu ter beijado uma amiga ,e ela ter me pedido em namoro eu nao sei o que fazer ..eu acho que minha mae sabe mais ela nao fala diretamente e eu nao tenho coragem de falar ..tipo como eu vou chegar para minha mae e falar “eu sou lesbica!!” ela nunca mostrou nenhum tipo de preconceito ..mais sei la eu nao consigo!!!
  29. NROS 29/07/2010 at 19:33 - Reply
    Bom.. Quero desejar boa sorte a vocês. Passei por muita coisa pra chegar onde estou… Graças a Deus conheci uma menina que é assumida e a mãe dela gosta muito de mim, e como! Tenho a sorte de ter uma sogrinha que aceita numa boa.. Mas antes de estar numa “vida boa”… Passei por dificuldade de minha madrasta nao aceitar e fazer confusão.. E tbm da minha ex… Os pais dela nao aceitavam.. Sabiam, mas nao aceitavam.

    Enfim.. Quero que vocês tenham paciência que tudo se resolverá da melhor maneira.

  30. =p 03/08/2010 at 08:44 - Reply
    oi! ainda nem li o texto mesmo mas por experiencia propria.. nao conte! nunca! a chance deles aceitarem n é das maiores! eu confiei, contei, tentei explicar.. foi tudo com jeitinho e nao funcionou. a coisa q mais me arrependo na minha vida é ter contado por ser um relacionamento muito importante pra mim e ser a pessoa com quem eu qro passar o resto da vida! minha vida e a da minha namorada ta um inferno depois disso. nao vale a pena trocar a tranquilidade que vc tem com ela, pq se as coisas sairem mal vai ser MUITO dificil reconquistar tudo que tirarem de vc. fora as agressoes, as pressoes, as chantagens, etc. bom, pode n ser assim pra tdo mundo e eu posso ter tido muita má sorte, mas se eu pudesse voltar atras, nunca teria contado.

    “Como eu era e ainda sou dependente dos meus pais, eles simplesmente cortaram todo meu dinheiro e fui proibida de sair de casa, sem contar que retiraram o computador e o celular.
    Esse drama não passou de dois meses. Tudo voltou ao normal, e eles teoricamente fingem que aquele episódio nunca aconteceu.”

    citando alguem ai em cima (desculpa, tou escrevendo rapido q tou atrasada) pois eh.. tou nessa fase agora, me mudaram de faculdade, de cidade, tudo. e isso ja tem pelo menos 7 meses. ficam como um cao de guarda atras de mim. pode passar em 2 meses, pode passar em 2 anos, ou pode n passar. detalhe, nada em mim sequer mudou, continuo feminina, ate mais do que era antes, e tambem sempre fui quietinha, caseira. no seu lugar eu nao contaria! beijo

  31. keila 03/08/2010 at 08:53 - Reply
    Olá a minha mãe ja falou que ñ aceita mais respeita,ela se dá muito bem com a minha namorada.Porem a mãe da minha namorada desconfia mais ela tem muito medo de se assum. como eu falo pra ela de tempo ao tempo ela tem que se assumir qnd ela senti no coração vcs queñ são assumidas tem que agir com o coração e ñ pela razão! beilos para todas as mulheres que gostão de mulheres!
  32. Pat 04/08/2010 at 00:12 - Reply
    Está aí descrita a situação mais complicada para uma mulher, assumir sua homossexualidade para a família. Minha história daria um livro, ou dois…rs… Bom, em todo caso, só conhecendo mesmo cada família para saber qual o melhor momento (se é que ele existe!!!) para tal declaração. Minha mãe não aceitou totalmente, mas me respeita e convive com a gente na medida do possível, já a da minha namorada, não aceita em hipótese alguma, tive que mudar até de faculdade para acompanhá-la, uma vez que sua mãe a transferiu de faculdade, a proibiu de falar comigo, ou de ter qualquer contato que for, tomou celular, proibiu de usar o computador, enfim, me expulsou da vida dela, sem contar que ela me chamou para uma conversa e me disse milhões de desaforos, mas tudo bem. Aprendi e venho aprendendo todos os dias que o amor vence tudo e a todos. Estamos namorando a 3 anos, escondido, claro, mas felizes e muito felizes. Ouso até a dizer que se estamos juntas até hoje, se deve aos desaforos que a mãe dela me disse, pois lembro disso todos os dias que temos uma briga ou uma desavença e logo arrumo um jeito de fazer as pazes…rs…
    Então com isso, penso que cada uma tem sua história, seu destino, sua felicidade ou até mesmo sua luta, mas se houver amor e carinho, qualquer situação é controlável e vencida.
    Hoje, só sei de uma coisa: AMOR, TE AMO DEMAIS… e minha vida sem você e sem os nossos problemas…rs… seria vazia.

    ***CASA COMIGO???*** minha flor meu bebe…

  33. sarah 14/08/2010 at 00:35 - Reply
    Bah minha familia apenas desconfia q eu sou lésbica…ateh agora não tive coragem de assumir e pra piorar estou apaixonada pela minha chefe…ou seja estou ferrada!!!O pior é q eu gosto muito dela,mas acho q é impossível eu ficar com ela…afff se eu fosse hetero td seria mais fácil…
  34. LM 17/08/2010 at 17:15 - Reply
    eu sempre fiquei com meninas meu primeiro beijo foi com uma menina mais eu nao sabia que algum dia podia me apaixonar por uma ate que aconteceu … eu lembro de contar para uma amigo que tinha ficado com uma mulher e ele falando que eu um dia poderia me apaixonar e eu pensando que aquilo era impossivel pois e .. nao e!
    agora tem 5 meses que namoro uma mulher e queremos ir morar juntas ela tem um filho e e a 1 vez que fica com uma mulher .
    meu pai e super anos 60 e fala q homosexualidade nao e humano q “estas pessoas” nao sao gente
    entao tomei a decisao depois de sofrer muito de nunca contar para ele.
    o pior de tudo e que meu pai e meu melhor amigo nuca escondi nada dele nem o q a maioria das pessoas na adolecencia escondem: o uso de drogas
    lembro que quando usei sentei com meu pai e o contei.
    mas eu o amo de mais para contar que sou bi ou lesbica agora nao sei mais tbm para ele.
  35. LMC 05/09/2010 at 13:30 - Reply
    Olá.

    estou vivendo uma situação muito mais muito complicada não sei como conto pra minha familia que sou lésbica as vezes eu paro e fico pensando como contar e por onde começar,eu sei que preciso contar a eles pois é muito ruim viver como se estivesse se escondendo do mundo e de todos sem assumir o que realmente sou,a cada dia isso se torna muito angústiante não posso mais viver assim de uns dias pra cá tenho sentido muita vontade contar a eles que sou lésbica pois conheci uma garota que mudou completamente o meu mundo a gente se apaixonou e ela me disse que os pais delas sabem que ela é lésbica agora eu preciso contar aos pais aos meus amigos e a todos que vivem ao meu redor não sei se eles vão me aceitar mas o importante é que eu mesma me aceite aprendi que não importa se a pessoa é lésbica gay o importante é ser feliz com a pessoa desejada a final ser lésbica ou gay isso é uma caracteristica da pessoa.

  36. P 15/09/2010 at 09:32 - Reply
    Chamei minha namorada (na época) para vir a minha casa, estavamos nos conhecendo ainda. A luz da sala estava com problema, eu tentei várias vezes ligar/acender a luz e nada, então acendi a da sala de jantar que deu uma iluminação leve. No meio da nossa conversa, minha mãe-vó nos pega na sala (meio escura) e desconfia, mas não estavamos fazendo nada além de conversar, então ela meio que pirou, mas não disse nada na frente da menina.
    Os meses passaram e fomos ignorando os fatos, até porque era novo pra mim. O namoro acabou porque a garota era resolvida (5 anos mais velha e assumida) e eu ainda era dependente, não deu muito certo.
    Comecei a namorar outra garota (3 anos mais velha que eu) e ela morava longe, nos falavamos sempre – trocavamos cartas, e-mails, telefonemas e usavamos tbm o MSN. Numa dessas cartas, minha mãe-vó recebeu e ao inves de me entregar, ela leu e deu sumiço nessa carta com foto e tudo que veio com ela, foi então quando as coisas pioraram…

    Ela ficou me monitorando, perdi toda minha privacidade (ao ponto de mexer em todas as minhas coisas e lê todas as minhas outras cartas e até esconde-las). Um dia ela entrou no meu quarto e começou a dizer coisas como: ‘Ela é mais velha que você, está induzindo você a fazer coisas erradas’ (eu tinha 16 a 17 anos) Eu expliquei minha situação e disse toda a verdade, ela não gostou e disse que preferia me ver drogada ou morta do que eu fosse lésbica. Esse foi o ponto final da nossa discussão…

    Ficamos um tempo nos evitando, mas voltamos a nos falar uns meses depois e não tocamos mais no assunto até hoje. De vez em quando ela solta umas indiretas, mas eu sei que ela não aceita. Eu a respeito. Nosso relacionamento não é tão bom assim, mas ela faz qualquer coisa por mim, porém falta só a aceitação, ela não quer ver e nem saber de nada sobre, mas ainda fica me investigando as escondidas.

    Minha mãe biológica sabe, não sei o que ela pensa apesar de ser evangelica, mas ela é mais aberta do que minha mãe-vó. Não compreende o porque de ser assim, mas não me critica.

  37. 16/09/2010 at 10:00 - Reply
    Minha situação é delicada: Minha mãe soube da minha homossexualidade de uma maneira nada agradável apresentei minha namorada que era funcionária da escola em que eu estudava, na época como amiga, mas, não colou e o pior casada com um cara super ciumento. Mas, era uma paixão cega e mesmo após sendo flagradas por ele e eu escapar de ser violentada ou morta por ele fugimos. Durou 3 meses, ela voltou para ele e me devolveram na minha casa. Foi super humilhante. Fiquei deprimida e 3 meses depois fui violentada e engravidei. Desempregada e sofrendo pressão para não aceitar o aborto permitido por lei passei por tratamento no Pérola Byinton com psicóloga,ginecologistas, assistente social pedindo carona aos motoristas de ônibus. Não tinha dinheiro para comer nada quando tinha que ficar o dia inteiro no centro e morria de vergonha de pedir o que comer.Jogava alguma indireta e as vezes alguém ajudava. Acabei não abortando mas, quando meu filho cresceu mais fui a luta: Fui panfleteira, divulgadora externa, faxineira, trabalhei contratada na prefeitura já fui dispensada mas, aguarda chamada de um concurso que passei para mesmo cargo e estou trablalhando como posso num call center.Hoje meu filho tem 8 anos. Saí de casa e fui morar com minha companheira que conheci num grupo de ajuda mútua para lésbicas. Fico triste porque ela e meu filho tem muitos atritos: Ele tem ciúmes e provoca o dela também. Ela também já teve problemas com alcoolismo e está em recuperação e também tem umas recaídas. A família dela não quer que minha família saiba, que eu dê endereço, e evito de levá lo lá com receio de que façam jogo emocional com já fizeram antes e ele ficar pior e não querer mais ficar comigo e perdê lo. Mas, é complicado. Meu pai liga e faz um monte de perguntas onde é o bairro, meu horário de serviço… Não sei se contaram a ele… já ouvi ele dizer que acha que homossexualidade é doença por isso já nem conto. Ele é separado de minha mãe, mas, têm contato por telefone.
  38. Lua 21/09/2010 at 02:06 - Reply
    Eu, garotinha cafajeste que pegava os garotos na porta da igreja um belo dia me peguei completamente apaixonada por uma guria de olhos lindos. Ah, acabou com a minha vida e com todas as minhas certezas. Me deixou com muito medo, mas não foi o fim do mundo… Nem passou perto disso. Queria conversar sobre isso com a minha mãe, mas morria de vergonha. Um dia peguei ela lendo uma conversa minha com uma amiga no msn, leu e descobriu tudo. Nunca tocou no assunto e eu nunca insisti. Ela sabe que eu sou bi e não fala nada. Nem tinha que falar mesmo, porque a vida é minha e as minhas escolhas estão acima de contestação. A. conta tudo logo!Não sei o que está esperando. O objetivo real do ser humano é ser feliz o máximo possível, enquanto possível. Uma hora ou outra vai ter que acontecer. Que seja agora. Os pais que amam os filhos vêem além dessas coisas de sexo ou preferências. O amor é uma coisa incondicional e independe do sexo, da cor, da raça, enfim, de todas essas besteiradas que os humanos tendem a colocar como impecilho. Amor é amor, mas seus pais também são apenas pessoas. O problema das pessoas é que elas são humanas demais e tendem a dizer e fazer muita merda de vez em quando. Dá um tempo para se acostumarem depois de contar. Bjus e boa sorte!
  39. naty 22/09/2010 at 20:15 - Reply
    Pois é…a vida não é facil não neh mulherada ainda + pra nós garotas de familia sonhadoras ….ai ai
    ….contei para meus pais aos berros qndo tinha 14 anos…vcs podem pensar que foi muito cedo …mais para mim foi uma eternidade ja qe sempre fui lesbica…no começo foi dificil sim…fui trankada e tudo…tive meus momentos de loucuras…depressão …bebedeira…mais como eu disse no começo …nos garotas do bem sempre temos que vencer e sermos aceitas e respeitadas como tal….
    no + os anos foram se passando …fiz faculdade ,conquistei minha independencia…financeira e emocionalmente …hoje tenho 23 anos…sou super resolvida…minha familia agora aceita numa boa …tive varias namoradas…em outubro faz 5 anos que encontrei o AMOR DA MINHA VIDA rsrsr
    força colegas independeicia sempre!!!!bjos
  40. C 22/09/2010 at 22:21 - Reply
    eu sempre soube que era lésbica, mas preferi me alto enganar durante boa parte da minha vida, só que chegou em um ponto que não dava mais e eu tive que encarar os fatos. Agora eu estou super de boa com a minha sexualidade e segura da minha escolha. Até já contei para umas amigas mais chegadas(e elas aceitaram sem problema). Minha mãe ainda não sabe e sempre que vê um gay comenta alguma coisa do tipo ‘ser gay é errado, é um desvio da natureza blábláblá… são todos uns pedófilos…), então vira e meche eu bato boca com ela sobre isso, mas ela nem desconfia que eu seja lésbica. Minha vontade é de contar pra ela, contudo sei que ela não vai lidar nenhum pouco bem com isso, então enquanto eu não morar sozinha(o que falta pouco :D ) prefiro omitir.
  41. ELI 09/11/2010 at 17:54 - Reply
    Ola meninas !!! bom a ideia de contar aos nossos pais que somos lesbicas pode parecer assustador rsss
    A historia da minha revelaçao tem de tudo …DRAMA ,COMEDIA RSS

    Bom eu tinha 15 anos quando comecei a perceber que era diferente nao QUERO NAMORAR MENINOS…..SOCORRRO…RS
    minha mae ficava jogando indiretas por eu era uma garota bonita e os garotos fcavam dando em cima EU tentava brincar com o assunto falava que estava esperando o principe encatado rs
    Mais o tempo foi passando tinha 17 anos quando cai de amores por uma menina de 27 anos …ela nao era lesbica mais ficou curiosa rss ai começamos a ficar , minha mae achava estranho a nossa amizade mais como eu muito menininha fomos levando ficamos juntas 1 ano nunca fomos pra cama foi um namoro quaze inocente rsss …pra falar a verdade acho que tinhamos um pouco de medo de aprofundar rss ..eu era menor rss
    Ate que um dia a menina chegou e falou que estava gostando de um rapaz fazer o que ?? terminamos e ela casou com este cara …Depois eu tive uma fase tipo PIRIGUETE… muito bjos na boca de varias meninas ai a fofoca começou a correr minha mae ficou sabendo da minha fama de SAPATAO ..RSS ela pirou Minha mae assim como eu nao faz jogo ela foi perguntando E AI VC E SAPATAO?? RSS eu pensei que fosse morrer mais tomei coragem e falei SIM minha vida virou de penas por ar ..Ela contou pra familia TODA virei a ovelha negra da familia ..e complicado ser deicha de lado por sua propria familia nao era convidada pra festas de familia….
    Com 20 anos minha mae me dei um ultimato eu tinha que escolher ser lesbica ou ser sua filha .FALA SERIO MAMAE EU SOU LESBICA NAO ESCOLHIR SER ISSO!!! MAIS SOU!!
    Sai de casa ,da minha cidade …do meu estado..
    BOM tive que me virar mais isso ja e passado hoje tenho 36 anos sou casada com uma linda menina estamos felizes e minha vem nos visitar TODOS OS NATAL rss ela ama minha companheira disconfio que mais que a mim rss Mais isso levou tempo tivemos que passar por muita coisa e perdoar uma a outra
    Hoje ela sabe que sou LESBICA E MESMO ASSIM AINDA SOU SUA FILHA….bjos meninas ate mais ELI

  42. Gisele 27/11/2010 at 18:13 - Reply
    complicado…

    as vezes acho que eles sabem….as vezs não…

    meu irmão sabe – nunca contei, mas ele já deu umas indiretas……..

    sinceramente, não faço a minima ideia de como contar e tbm n sei se estou pronta pra encarar a reação deles (que eu achoq será bem complicada)….

    resolvi que vou deixá-los virem perguntar, já que, ao tomar essa atitude, direta ou indiretamente, eles estarão prontos para ouvir a reposta

  43. anaa 22/12/2010 at 23:54 - Reply
    Olá, meu problema é o seguinte: meus pais são despreocupados com relação ao que faço e não tem a mínima idéia do que eu gosto, quero e tudo mais. Toda a família da minha mãe é religiosa (mãe, irmãs e tias), condena a homossexualidade e a abomina, e tudo que ela faz ou pensa tem que ser de acordo com a igreja. A família do meu pai é extremamente preconceituosa (sexualidade, cor, renda, família), meu pai nem tanto, mas em compensação é um bruto sem coração, cujo a diversão é humilhar as pessoas (principalmente eu). Mal falo com meus pais, com minha mãe de noite e de manhã sedo e com meu pai … quase nunca só um “oi” , “ta” de vez em quando.
    Na minha opinião si eu contar ou mencionar algo do gênero p/ meus pais: vão me expulsar de casa só com a roupa do corpo ou me internar numa clinica de reabilitação com a intenção de “me curar de uma doença”.
    Não tive nem um relacionamento com pessoas do mesmo sexo, mais quando vejo uma menina ou mulher de certa forma atraente, suo frio e não consigo olhar nos olhos dela (ou delas, meu trabalho é muito bom). Eu realmente amo mulheres tenho umas paixonites mas para elas sou apenas uma adolescente curiosa , disse uma a outra: “esquenta não ela ta na idade das duvidas, só tem 16 anos”, aff não aguento, quando tento alguma mi tratam como si eu fosse uma irmãzinha ou filha (fato uma tem 24 e outra 26 anos).

    Já vou agradecendo, pelo menos falei pra alguém. Vlw.

  44. danny 28/03/2011 at 23:47 - Reply
    meninas ,não tenho o q falar, na verdade tenho sim sou bixessuale mas so dois amigos meus sabem por q eles tbm são gays encubados, aqui em casa meu irmão sabe por q ja viu conversas minha no msn quando eu usava o pc dele e esquecia de apagar o histórico das conversas e ja viu eu vendo TLW´pra q mas lesbicos, aqui na minha casa somos muitos unidos saabado e domingo ficamos em casa contando historia e piadas morremos de rih, é bem legal mas a vezes quando passa alguma coisa na tv sobre lesbica meu fala assim pra minha mãe, mãe sua filha é lesbica a senhora vai ter duas noras a minha mulher e a mulher da danny morro de rih e ele tbm minha mãe tbm entra na ‘brincadeira” ela ja falow assim pra umas vez q ele falow isso por mim tudo bem ela não vai larga de ser minha filha pela sua opção sexual mas logo enseguida ela falow “logico q eu imagino ela casada com um homem tendo filhos” mas se não for assim eu so quero é q ela seja felis independente com quem for.
    Eu nunca assumi nada sempre q meu irmão fala de verdade no tom de brincadeira eu nego falo q vou processar ela e começamos arih, mas pelo fato da minha mãe ja ter falado isso axo q ela ja sacou q eu gosto tbm de meninas, por q gosto muito de meninos tbm….
  45. Letícia 10/05/2011 at 21:58 - Reply
    Família demora muuuuuuuuuito pra aceitar.
    E às vezes, sei lá, não há amor entre os familiares mesmo, (por mais incompreensível e triste que isso seja) e simplesmente não aceitam nunca. Acho que é meu caso; du – vi – do que, ainda que percebam o quanto é puro meu sentimento e como eu seria feliz (coisa que todos sabem que nunca fui), um dia aceitem. É triste mas é verdade. Deve ser foda pra quem nasceu em 1960 por a cabeça no travesseiro e imaginar sua filha dormindo com outra mulher. Entendo eles.

    Ler comentários, pegar dicas pra essa hora crucial de “sair da caixa”, somente serve pra gente idealizar um dia em que se sentaria na sala com todos ( TODOS ) que você ama e ficariam em paz. Na prática é tirar leite de pedra, arrancar forças sei lá de onde e falar. Tudo de uma vez. E se preparar para passar a vida dali em diante sem o carinho da mamãe e do irmão, que preferem manter a pose pros titios e vizinhos a se sacrificar, por mais que seja difícil, para ver a filha ou a irmã honestamente feliz!

    Duro, mas os olhos dela são tão incrivelmente doces que reduz toda essa angústia à nada.

    • - 23/05/2011 at 08:53 - Reply
      Adorei o que você escreveu.
      Também fico imaginando como dever ser complicado para quem nasceu em 1960 – que no caso é minha mãe – de ao menos entender.
      • Letícia 23/06/2011 at 21:51 - Reply
        Ah, obrigada.
        Mas é verdade mesmo. É foda entender de verdade isso. A gente, à vezes, entende porque é o que nos resta. Estamos, sem opção, no olho do furacão e não cabe outra coisa senão passar HORAS pensando, pensando, pensando até se conformar que, por mais confuso que tudo isso seja, ainda somos nós mesmas, ainda temos as dezenas de qualidades que sempre elogiaram em nós…
        Acho esse um argumento muito coerente: Eu, enquanto mãe, religiosa, conservadora e etc., ficaria muito mais desesperada em saber que minha filha é lésbica do que com o fato de ela assumir isso ou não. Se ela é, contar ou não torna-se apenas um detalhe, já que não haveria mais nada a ser feito em relação. A “merda” já estaria feita.

        O amor é um ato de fé. Acredito nele. Um dia, tudo vai dar certo.

  46. lyah 10/06/2011 at 22:34 - Reply
    Eu sempre soube que eu era lésbica, rs. nos últimos anos tenho tentado superar muitos conflitos internos por causa da nossa sociedade e de todos os ignorantes que me cercam. Minha mãe até sabe disso, mas continua achando que é só uma fase e que vai passar, e é óbvio PRA MIM que isso nunca vai passar e eu sou feliz desse jeito agora que sei que não é um problema (Nunca vai ser) e é algo normal. Eu realmente não ligo pro meus familiares, só acho que agora não é a hora certa, quem sabe quando eu foi maior de idade. Minha sorte é que minhas tias que tbm são lésbicas me dão apoio e conselhos,,, É ISSO AE ^^
  47. Pri 19/06/2011 at 12:15 - Reply
    Nossa, quantas histórias diferentes por aqui! Mesmo com as dicas sobre falar primeiro para as pessoas mais importantes da sua vida e depois se assumir publicamente, fiz o caminho inverso (ainda não cheguei ao final) e tem dado certo. Eu nunca tive preconceitos e sempre defendi as pessoas mais “diferentes” (em raça, sexo, aparência, etc.). E desde criança já manifestava váááárias características “masculinas”, como jogar bola, Power Rangers, Cavaleiros do Zodíaco, motos (carro, não, hehehe). Odiava saias e vestidos… E ficava horas no telefone falando com meninas que tinham esses mesmos interesses que eu e que, na escola, eram chamadas de “sapatão” quando eu nem sabia direito o que isso significava. Depois tive uma fase bastante feminina (de usar brincos, batom, saia) que foi passando aos poucos. Meu primeiro beijo foi em um menino e foi na verdade uma armadilha dos meus colegas do colégio – e isso foi lá pelos 16 anos, quando tooooodos os meus amigos já haviam beijado alguém e engatado namoros, enquanto eu ficava pra titia e nunca tinha pensado seriamente em ficar com uma menina. Ainda no colégio cheguei a olhar uma professora com outros olhos, estava super tranqüila com essa idéia, mas nada aconteceu. Até que entrei na faculdade e arranjei um namorado. Durou 6 meses, foi bom enquanto durou, nunca mais o vi. E nessa época já tinha um interesse bem maior por meninas e, como fazia um curso com alunos muito liberais e moderninhos (diga-se de passagem, um ninho da viadagem: publicidade), não foi difícil entrar em festas gays e ficar com alguma menina. Daí em diante fiquei anos no ostracismo, me foquei nos estudos e nem fazia muita festa, não conhecia gente nova. Nas redes sociais (que pessoas da família também usam), já colocava a opção “bissexual” e isso nunca me deu problema algum. Comecei a visitar blogs e sites lésbicos e fui encaixando as pecinhas do quebra-cabeças. Entrei num período de questionamentos quando viciei em The L Word e entrei em desespero porque não tinha com quem comentar. Aí, sim, pensei que havia algo errado comigo e esse “errado” era viver entre heteros e não ser lá muito festeira. Mas, como caiu a ficha, resolvi sair do armário primeiro nesse mundo virtual e me assumi para meus amigos. Sempre fui bastante liberal, mas fiquei muito irritada quando amigos meus vieram sugerir sexo a três só porque eu “oficialmente” me assumi lésbica. Arrumei um emprego fixo e não escondo minhas sapatices (fica naquela coisa: ninguém duvida, mas ninguém tem certeza – porque nunca vieram perguntar, hehehe). Depois comecei a dar indiretas para meus irmãos, que são também grandes amigos e acho que nunca se importaram. De uns tempos para cá, venho simplesmente reforçando a minha personalidade – totalmente butch – diante dos meus pais, que talvez desconfiem. Na minha opinião, o “problema” dos pais é que eles são de outra geração e não compreendem coisas que no nosso mundo jovem e liberal são importantes: as roupas que usamos, nossas preferências esportivas, nosso círculo de amigos, nossa identidade virtual, nossas festas, nossos livros, nosso quarto bagunçado, nossas gírias, nossos programas de TV… Em muitos aspectos nós podemos manifestar nossa identidade de gênero, mas ou os pais acham que “isso é normal, minha filha sempre foi assim”, ou imaginam que a gente um dia vá mudar. Por mais sinais que a gente dê, os pais não ligam A com B. Podemos usar anéis nos dois dedões, até mesmo, nos dedões dos pés, mas para outras gerações isso não significa nada. Então, agora eu tô nessa fase de apenas demonstrar tudo, sempre faço meus comentários super liberais, tenho amigos e amigas gays que meus pais conhecem… Vou esperar que eles perguntem, ou vou esperar que eu não agüente mais e fale mesmo. Com ou sem drama, com ou sem violência psicológica, o importante é que eu esteja preparada para o pior.
  48. Mariana 11/04/2012 at 19:33 - Reply
    só queria que eles dissessem: “minha filha, tá tudo bem, de verdade,
    não nos importamos se tu vai escolher ficar com homens ou mulheres,
    só queremos a tua felicidade e iremos te apoiar sempre.”
    e agissem como tal.
    queria parar de sentir vergonha deles. porque eles acham que eu posso me tratar, que eu logo irei me livrar desse sofrimento, deixando implícito que logo deixarei de ser lésbica meu pai me pede pra eu me acalmar, pra eu me “sacrificar”, pra eu ir com “calma”…como se ele soubesse o que isso tudo implica.
    ir com calma que dizer guardar todo o me sentimento numa caixa e esquecer ela lá dentro de mim.
    me sacrificar quer dizer não ser eu mesma, não fazer o que quero, com quem eu quero, não me deixar sentir o que eu sinto.
    ele não sabe o quanto já me sacrifiquei e tentei me acalmar.
    o que eu queria era poder ser quem eu sou
    por conta de toda essa castração e sacrifícios, que eu sou assim, solitária e sozinha.
    minha filha, fica calma, não seja tu mesma ainda…espera mais um pouquinho (uns 10 anos)
    vamos fingir que tu não gosta de meninas e é uma menina traumatizada pelo ex namoro
    assim é todo mundo muito mais FELIZ, não é mesmo?
    é melor eu ser traumatizada, infeliz e depressiva do que ser LÉSBICA. 1000 vezes. é CLARO(desculpem a ironia)

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