6ª caminhada lésbica de brasília
29 de agosto de 2010, saindo da torre de tv às 11h44 e rumando até a Praça Galdino, na 703/4 sul
que radicalidade? ser lésbica é um ato politico! num mundo em que mulheres são assassinada, estupradas, violentadas justamente ser mulher ou por não se submeter ao que se espera de uma mulher, a lesbiandade é um ato politico, uma resposta direta ao aprisionamento do patriarcado e da heterossexualidade obrigatória, imposições simbólicas e explícitas que tentam nos impedir de existir, de gozar e de lutar.
ser radical é ir fundo, ir nas raízes: amar outras mulheres, gozar com outras mulheres, estar com outras mulheres e se conectar com a produção cultural, histórica e afetiva das mulheres são formas de viver essa radicalidade. lesbiandade é sororidade, ou seja, solidariedade entre mulheres. não é só sobre com quem você faz sexo: é sobre alianças afetivo-políticas entre mulheres, é sobre com quem você escolhe compartilhar sua vida e de que forma.
que feminismo? a luta pelo fim do sexismo e da lesbofobia é uma luta feminista, vivida e protagonizada por mulheres, e que tem como objetivo primeiro a libertação de nós, mulheres. mas não é uma luta restrita a nós, e tem que ser abraçada por muitas outras pessoas! primeiro porque a liberdade de todas existe a partir da liberdade de cada uma, e enquanto uma estiver ameaçada, todas estaremos! depois, porque os maiores beneficiados pelo patriarcado, que são os homens, têm que assumir suas responsabilidades e questionar seus privilégios, construir outras formas de existência não opressoras, não sexistas!
o feminismo não é sobre odiar determinadas pessoas, mas sobre afeto por nós mesmas e sobre apostar num modo de vida em que as mulheres sejamos livres, protagonistas, sujeitas de nossas próprias histórias e respeitadas em nossa autonomia.
que anti-racismo? da mesma forma que uma só será efetivamente livre quando todas, todxs e todos formos livres, o sexismo só vai acabar quando o racismo acabar. o feminismo anti-racista entende as articulações das várias formas de opressão, e entende especialmente que o racismo é um sistema de dominação antigo e que tem matado, oprimido, aniquilado, estuprado, silenciado e embranquecido corpos e mentes.
somos diversas, temos muitas cores e tons. o fato de inexistirem raças biológicas não faz com que o racismo desapareça, porque racismo tem a ver com o jeito que algumas aparências são recebidas, ou seja, a existência social das raças. não existimos “independentemente” de nossas cores e formas, existismos a partir delas, e é a partir delas que queremos ser reconhecidas, vistas, respeitadas, amadas. o que significa dizer “ela é uma negra linda” quando não se costuma dizer “ela é uma loira linda”? pense… negritude não é o oposto de beleza! e chega de dizer “neguim é foda”, chega de racismo linguístico!
que anti-especismo? algumas pessoas acham que vegetarianismo tem a ver unicamente com saúde. preferimos entender vegetarianismo como forma de demonstrar solidariedade entre espécies diferentes, humanas e não-humanas. o especismo, que é a idéia da supremacia da espécie humana sobre as outras, pode ser enfrentado como o sistema de opressão que efetivamente é, e que tem reflexos na forma com que a humanidade lida com a natureza em geral: se distanciando dela, e a entendendo como “recurso”, ou lugar de onde extrair riquezas e onde despejar resíduos. a natureza não é algo a ser subjugado, conquistado, oprimido, dominado. uma vida livre de crueldade na alimentação, no vestuário, nos remédios, nos cosméticos etc tem a ver com essa proposta ampla de viver sem contribuir pra opressões que se repetem: “da mesma forma que as mulheres não existem pra servir aos homens e as pessoas negras não existem pra servir às brancas, as pessoas não-humanas não existem pra servir às humanas” – nas palavras de alice walker.
a 6ª caminhada lésbica de brasília tem como tema “somos muitas, estamos em todos os lugares”, e vai ter apresentações de mulheres artistas do DF. escolhemos a Praça Galdino (praça do Índio) como lugar de encerramento porque duas tragédias brutais aconteceram ali: em 1997, o indígena Galdino de Jesus, da etnia Paaxó Hã Hã Hãe foi assassinado, e em 2009 um casal de gays em situação de rua foi executado por um funcionário do público que queria “limpar a cidade”. a praça Galdino é um marco político para os movimentos sociais que lutam pra que muitas existências sejam possíveis e respeitadas em suas singularidades, por um mundo em que caibam vários mundos!!
coturnodevenus@coturnodevenus.org.br @coturnodevenus – associação lésbica feminista de brasília
sapatariadf@gmail.com – coletivo de lésbicas e bissexuais do df



















evento ?
Um beijo.
segue a info da visibilés no rio!
O Fórum de Mulheres Lésbicas e Bissexuais do Rio de Janeiro, em parceria com a Superintendência de Direitos da Mulher e a Secretaria de Direitos Humanos do Governo do Estado do RJ, preparou uma programação extensa e caprichada para o Mês da Visibilidade Lésbica, já que dia 29 de Agosto é, oficialmente, o Dia Nacional de Visibilidade Lésbica.
Veja abaixo a programação:
Dia 05 – Coquetel de Abertura do Mês da Visibilidade Lésbica
Show com Elza Ribeiro e CDF (Coletivo de DJs Feministas)
Mostra de vídeos sobre lésbicas, mulheres bissexuais e homens trans
Exposição de fotografias
+ Surpresinhas!
Local: CEDIM – Rua Camerino, 51 – Centro/RJ
Horário: 18hs – Entrada Franca
Realização: Fórum de Lésbicas e Mulheres Bissexuais do Estado do Rio de Janeiro
Dia 14 – Comemoração da Visibilidade de Lésbica e Mulheres Bissexuais da Baixada Litorânea
11h – 1º Colóquio do Orgulho e Visibilidade Lésbica e de Mulheres Bissexuais da Baixada Lintorânea
17:30h – Exibição do Filme “Sou Mulher, Sou Brasileira, Sou Lésbica” – Direção: Vagner de Almeida
Local: Espaço Cultural de Arraial do Cabo
Realização: Grupos Cabo Free e Arraial Free
Dia 19 – Café com Bolacha Especial – Lésbicas e Artes
Local: Grupo Arco Íris – Rua do Senado n.º XX, Cobertura, Centro/RJ
Horário: 19:30h
Realização: Grupo Arco-Íris
Dia 21 – 2ª Carreata da Visibilidade “Mulher e Violência não combinam, diga não!”
Local: Estrada do Tindiba, em frente ao n.º 2204 – Taquara – Jacarepaguá
Horário: Concentração a partir das 13h
Realização – Grupo Espelho de Vênus
Feijoada da Visibilidade
Local: Centro de Artes da Maré – Rua Bittencourt Sampaio, 181 – Nova Holanda – Maré/RJ
Horário: 14h
Realização: Grupo Conexão G
Maratona Especial Visibilidade Lésbica – Apresentação de Filmes
Local: Cinema Nosso – Rua do Resende n.º 80, Centro/RJ
Horário: 21:30h às 7h
Realização: Grupo Arco-Íris
Dia 22 – 2ª Feijoada “Maria Leva as Outras”
Local: Point do Amarelinho – Praça de Heliópolis – Belford Roxo
Horário: 13h
Realização: Grupo Triângulo Rosa
Dia 26 – Apresentação Pesquisa “Atendimento Ginecológico diante das práticas sexuais de lésbicas e mulheres bissexuais”
Lançamento da Campanha publicitária sobre prevenção às DST para Mulheres que Fazem Sexo com Mulheres
Lançamento do Lençol para Sexo de Mulheres que fazem sexo com Mulheres
Local: Auditório da SUPERDir – Prédio da Central do Brasil, 7º andar
Horário: 15:30h às 18h
Realização: Grupo Arco-Íris
Dias 27 e 28 – II Seminário Estadual de Lésbicas e Mulheres Bissexuais – “Unindo Esforços e Ampliando Conquistas”
Dia 27: Local: Auditório da SUPERDir – Prédio da Central do Brasil, 7º andar
Dia 28: Local: Auditório do CEDIM – Rua Camerino, 51 – Centro/RJ
Horário: 9:30h
Realização: Fórum de Lésbicas e Mulheres Bissexuais do Rio de Janeiro, Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos e Superintendência de Direitos da Mulher.
Dia 28 – Festa de Encerramento
Local: SINÔNIMO – LAPA
Av. Mem de Sá, nº 118, Sobrado, Lapa.
Tel.: (21) 2507-4394/8635-9767
Realização: Fórum de Lésbicas e Mulheres Bissexuais do Rio de Janeiro
Dia 29 – II Caminhada de Lésbicas e Mulheres Bissexuais
“Forum de Lésbicas e Mulheres Bissexuais do Estado do Rio de Janeiro Pelo fim da Violência contra TODAS AS MULHERES.”
Concentração: Copacabana – Posto 6
Trajeto: Posto 6 até o Posto 2 – Praia de Copacabana
Horário: Concentração a partir das 14h
Veja no álbum o folder do evento.
Realização: Fórum de Lésbicas e Mulheres Bissexuais do Estado do Rio de Janeiro
Apoio: SUPERDir, SUDIM
Maiores informações:
http://forumlesbirj.wordpress.com/
Há aquela ideia (ou preconceito) de que toda feminista é lésbica. O que deixa algumas feministas(muitas, infelizmente)bastante irritadas.
Mas o fato é que para muitas, como eu, há sim uma relação entre o feminismo e a vivência lésbica, que vai, como você disse, muito além do que com quem você faz sexo. Para mim, duas transformações maravilhosas (me tornar feminista e lésbica), sem dúvida as melhores coisas que acontederam na minha vida.
A relação entre feminismo e lesbianidade dá uma longa conversa…muito “pano pra manga”.
Talvez seja um tema bacana para um texto e uma discussão no Parada Lésbica.Se é que isso já não foi feito aqui antes.
Quanto à caminhada, será a primeira vez que participarei (vim de outro estado). Já imagino que será ótimo!
Sucesso para todas nós lá!
Andei pesquisando mas não encontrei nada que explique o q é o ” Lençol para Sexo de Mulheres que fazem sexo com Mulheres”.
Alguém tem disponibilidade de explicar?
Obrigada!
Beijos
Segundo, acreditem ou não, minhas críticas não são feitas para aborrecê-las. Muito pelo contrário! São para tentar equilibrar a posição de vcs como mulheres na sociedade e a de nós homens nessa sociedade para que cheguemos á um consenso/paz, ja que ninguem é dono da verdade. Ou seja, algumas vezes vcs exageram na forma de se expressar sobre homem e algumas vcs eu tenho que pedir desculpas á vcs por algo que eu não deveria dizer.
Em radicalidade vc fala de amor, cultura, afetividade, solidariedade e compartilhamento. Ainda que essas relações no contexto sejam de forma íntima entre mulheres, o significado delas é mais amplo.
No seu último post Tate, vc disse para jana que estava com “preguiça de debater com homens”;… e que “acredita na solidariedade e na confiança entre mulheres”. Falta cultura sim, mas de respeito mútuo entre homens e mulheres; falta solidariedade para nos sensibilisarmos com o sofrimento do próximo; falta amor. Um homem que enxerga esses valores não agride mulheres, e isso vcs mulheres não enxergam (ou não querem). Se vc tem preguiça de se relacionar com homens, como vai compartilhar uma forma de mulheres e homens viverem em paz? Homem também é solidário Tate, se não fosse eu nunca estaria aqui apoiando sua causa e parabenizando por seu dia como lésbica. Toda vez que leio alguma coluna desse site me sinto discriminalisado por vcs, por verem em nós homens verdadeiros demônios, porque nunca usam a palavra excessão quando criticam (ou seja o problema não é criticar homens, mas como se critica), criando uma nuvem negra no tema quando se fala de homens. Compartilho com vcs sua revolta, mas não percebo um esforço da mulher em aceitar que os homens não são todos assim, aqui cabe excessão.
“Estou convencido” de que lésbicas discriminam homens SIM, com excessões! Não adianta vcs me responderem o contrário que não me convencem mais. Então o que vcs passam como mulheres/lésbicas, nós também passamos como homens (dadas as devidas proporções)
Esses crápulas que violam as mulheres só podem ter sido criados com base no machismo, egoísmo e outras anomalias em relação á mulher, para justificar esses comportamentos hediondos: O problema é a mentalidade deles, não o fato de serem homens. Acredito que vcs mulheres criaram um trauma de homens com essa história de “patriarcado”. Apesar de muitas de vcs me elogiarem algumas vcs e concordarem comigo em alguns pontos, vejo que ainda estamos muito longe de nos entendermos como sociedade.
Peço desculpas mais uma vez pelo texto longo, mas sincero, e por algum deslise. Não quero mais comentar no PL porque percebi que lésbicas também precisam rever o conceito de discriminação, inclusive entre sua própria comunidade. Não tenho máguas de ninguém, se não tudo o que falei até hoje não teria sentido. Procurei aprender com vcs e não me arrependo de fazer parte desse espaço. Mas desejo do fundo do meu coração, como homem e ser humano, que sejam todas muito felizes, independente de ser o seu dia porque todo dia vcs são lésbicas e “estão em várias partes”.
boa sorte!
É, não é mesmo à toa que eu gosto é de mulher.
Fiquei triste pelo fato das organizadoras do evento cederem às pressões dos moradores da praça onde houve o encerramento da caminhada e não realizarem o show.
Acho que o show seria um espaço de socialização, celebração e diversão para as lésbicas. Isso também é fazer política!
Eu não estou fazendo apologia ao enfrentamento (de um tipo que possa provocar violência).Estou falando de resistência e afirmação. Se os moradores estão incomodados, que ótimo e problema deles.
Achei vergonhoso esse recuo.
Para conferir a programação:
http://www.paradagoias.blogspot.com/
beijos a todas
Bjus.
o seu link)