Uma festa-pedido

Helena Paix 24/12/2010 4
Nada de “Então é Natal” este ano!

Nada de um espírito natalino que contagie apenas temporariamente a cada um de nós.

O Natal, para ser verdadeiramente símbolo daquilo que ele significa, para ser Natal realmente, deve ser acima de tudo, uma festa-pedido.

Um pedido de reflexão.

De mudança de atitude.

De percepção a respeito da vida e das responsabilidades de cada um.

Deve ser um encontro não apenas de familiares que compartilham sangue ou afetividade, mas um encontro de seres humanos que estão ali se comprometendo em serem melhores no ano que está por vir.

O Natal não deve celebrar um Nascimento: ele deve celebrar vários.

O Natal deve ser primordialmente símbolo de um desejo de melhora: enquanto pessoa, enquanto pai, enquanto mãe, enquanto filho, enquanto irmão, enquanto amigo…

O Natal deve ser exatamente o que nasceu para ser: marco de um tempo único e especial: um tempo em que devemos olhar para nós mesmos com olhos sóbrios e extremamente verdadeiros.

O Natal é acima de tudo uma lembrança: mas não uma lembrança longínqua de um Cristo que nasceu para nos ensinar, mas uma lembrança atual e presente de tudo aquilo que ainda precisamos aprender.

O Natal é tempo: e o tempo existe para nos fazer lembrar que tudo passa.

O bom e o ruim.

Basta um pequeno momento de reflexão para você perceber isso: quantos Natais você já vivenciou?

Os Natais da sua infância; os Natais da sua adolescência; os Natais da sua vida adulta.

Os Natais da vida que se renova: o primeiro Natal dos seus filhos.

E o ciclo dos vários Natais que, somados, são exatamente o que devem ser: são vida. Vida acumulada. Tempo.

Então que essa Festa seja esse grande, esse gigantesco pedido: o de que saibamos que cada momento de nossas vidas constrói o todo.

E que aí reside a nossa responsabilidade de cuidar bem de nossas ações e de nossos sentimentos.

De cultivar a sensibilidade que existe dentro de cada um de nós. E perceber que, uma vez estimulada, essa sensibilidade só tende a crescer e a nos melhorar.

Esta é a nossa grande missão Natalina: perceber que dentro de poucos dias um novo Ano nos será dado. E que dentro dele está a nossa grande oportunidade de consertar tudo aquilo que precisa ser consertado.

Em nós mesmos e nas relações com as pessoas que nos são queridas.

O tempo existe para ser usado: então que esse grande e simbólico aniversário sirva para que fortaleçamos a consciência de como usamos esse tempo que nos é dado.

É a partir dessa reflexão que então sim, é Natal.

Com todo o significado de aprendizado e de melhoria que Cristo desejou para cada um de nós.

4 Comentários »

  1. Tibet 24/12/2010 at 21:22 - Reply
    Helena, sempre delicada e generosa! que seja assim… uma reflexão diária, sem culpa, sem medo, onde possamos nos perdoar e rir de nós mesmos! como diria o querido Chico Xavier: “…nós não podemos voltar atrás e fazer um novo começo, mas podemos começar agora e fazer um novo final!…” que possamos juntas, lutar pelas mulheres e dar visibilidade as provas que estão por vir! meus sinceros votos de que todo o BEM te envolva e inspire neste caminho onde as palavras PODEM dar vida!
  2. Pa 25/12/2010 at 20:15 - Reply
    Sempre com reflexões de vera importantes! Tava com saudades dos seus textos aq. Obrigada por ser tão linda com todas.

    Grande bju.

  3. aninhaaruen 25/12/2010 at 20:41 - Reply
    que saudade de vc!!!!!! muito bom o texto! fiquei lembrando dos natais que passei até hj….bjs !!!
  4. Danni A. 25/12/2010 at 21:34 - Reply
    Nossa, texto lindo… adorei suas palavras
    eu como uma adoradora do ”espirito de natal” sempre achei que ele deveria se estender alem do natal para os outros dias do ano tambem, e é assim que eu penso!!!

    feliz natal

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