Lésbicas & DSTs

Del Torres 26/01/2011 36

por Dr. Bruno Molinari e Beatriz Paraguai

Uma coisa que as mulheres lésbicas de forma geral não imaginam, é que elas podem sim ter várias doenças sexualmente transmissíveis, algumas delas até em maior número e com mais complicações do que em heteros ou bissexuais.

Isso se dá por falta de alguns cuidados e informações.

Vamos conversar sobre as principais delas e ver como podemos mudar isso.

DSTs

As DSTs podem ser entendidas como qualquer doença que seja transmitida através de relações sexuais, que podem variar desde um beijo até um ato sexual propriamente dito. Também são conhecidas como DOENÇAS VENÉREAS, uma associação com a deusa Vênus da mitologia grega, responsável pelo amor e sexo.

Na grande parte das vezes a pessoa que está infectada transmite à outra através da relação sexual, mas também pode ser durante o beijo, sexo oral, brincadeiras com dedos , brinquedos, uso de roupas íntimas, enfim tudo que proporcione o contato do vírus ou da bactéria de uma pessoa com a outra.

Entre as lésbicas o número de transmissão do hiv (vírus que provoca aids) são bem baixos, mas outras DSTs apresentam índices altos.

A melhor forma de prevenir o contágio é através da camisinha, mas entre lésbicas isso só é válido no caso de uso de vibradores, objetos, não dá prá usar a camisinha, ainda que a feminina.

O ideal então é que se tenha o máximo de higiene e cuidados com a saúde possíveis.

As DSTs, e aqui não vamos falar da AIDS que merece um capítulo especial, podem levar a sérias complicações como disfunções sexuais, dor durante o ato sexual, esterilidade, aborto, alguns tipos de câncer e até morte.

Como saber se contraiu uma DST

Existem vários sintomas que podem indicar a presença de uma DST, mas muitas delas não têm sintomas e só podem ser diagnosticadas através de consultas ao ginecologista e exames.

Principais sinais e sintomas das DSTs em mulheres:

  1. Aparecimento de feridas (úlceras) em regiões como a vagina, grandes lábios, interior da boca, perto do ânus.
  2. Corrimento: o corrimento da mulher é maior quando ela ovula, mas é um corrimento clarinho e sem cheiro. Se o corrimento mudar de cor, ficar com um cheiro forte, manchar a calcinha ou tiver um sabor diferente, indica fortemente alguma alteração na flora da vagina e a presença de uma DST.
  3. Verrugas nas regiões vaginal e anal são forte indício de DSTs, especialmente o HPV.
  4. Ardência ou coceiras, mais sentidas quando se vai urinar ou no início ou fim da relação sexual. Algumas mulheres podem sentir as duas coisas juntas, ou separadas, ou sentir só de vez em quando.
  5. Dor ou mal estar, geralmente uma dorzinha incômoda abaixo do umbigo, na parte baixa da barriga, quando se urina, evacua ou nas relações sexuais.

DSTs mais freqüentes entre mulheres

1. SÍFILIS

A sífilis é uma DST causada por bactéria que pode ou não ter um período de incubação e até não apresentar sintomas, isso pode variar entre 15 dias até 3 meses.

Os sintomas são muito variados, mas geralmente há o aparecimento de gânglios, que são os órgãos responsáveis pela defesa do organismo, conhecidos como ínguas.

Esse gânglios vão estar aumentados e dolorosos e aparecem geralmente na virilha.

Nesta fase inicial podem aparecer também algumas feridas arredondadas que não doem, nem coçam. E aí aparece um corrimento amarelado pela vagina. Como nesta fase já pode tem as bactérias circulando pelo organismo, podem surgir outros sintomas como febre, mal-estar, cansaço, dores nas juntas. E mesmo antes do aparecimento dos sintomas, a bactéria já está presente no sangue e nas secreções e é possível ser transmitida.

A sífilis é especialmente perigosa em mulheres grávidas, pois pode causar malformações nos fetos.

É uma doença muito séria, mas que tem um tratamento rápido, seguro, barato e eficaz se for descoberta a tempo.

Por isso se você tem algum destes sintomas ou manteve relações sexuais com alguém que teve, é muito importante que procure um ginecologista.

2. Gonorréia ou blenorragia

A gonorréia também é uma doença causada por bactéria e as formas de transmissão são muito parecidas com as da sífilis, ou seja: sexo oral, vaginal, anal, beijos, dedos, brinquedos.

Além deste nome feio prá caramba, a gonorréia tem um período de incubação menor do que o da sífilis, entre dois e sete dias, e homens e mulheres tem sintomas um pouco diferentes.

Sintomas na mulher

  • Corrimento vaginal
  • Dor no canal da vagina com irritação
  • Alterações intestinais

O tratamento também é rápido e eficaz, mas deve ser feito com rapidez.

3. Herpes

A herpes é causada por um vírus, não tem transmissão exclusivamente sexual, mas aparece com uma freqüência maior em regiões como boca e genitais.

O herpes é uma doença da pele, que aparece sob a forma de pequenas vesículas com líquido transparente dentro.

Neste líquido há uma quantidade muito grande de vírus, que infectam outras pessoas onde quer que haja o contato.

As vesículas coçam e ardem, uma dor em queimação. E, uma vez contaminada, a pessoa fica com o vírus latente no corpo para sempre, mas quando sofre algum tipo de desequilíbrio físico ou emocional, como estresse, insolação, queda de resistência, o vírus sai deste estado de latência e a doença reaparece.

O tratamento é feito com pomadas, medicações injetáveis e comprimidos, e apesar de não levarem à cura, agem diminuindo o tempo de duração das existentes e previne o aparecimento de outras.

4. Candidíase

A candidíase é ocasionada por um fungo e tem transmissão especialmente por via sexual ou pelo contato com a secreção deixada por uma pessoa contaminada, como por exemplo nas roupas íntimas.

Os sintomas na mulher são coceira vaginal intensa, saída de corrimento viscoso esbranquiçado pela vagina, com aspecto de leite coalhado. Em mulheres submetidas a grande estresse físico ou emocional, assim como o uso de roupas íntimas pouco ventiladas (apertadas demais ou feitas com tecidos sintéticos como nylon ou lycra) e a falta de higiene íntima são fatores que predispõem a um maior desenvolvimento do fungo da candidíase.

Por isso é muito importante se ter uma vida saudável, se alimentar, usar roupas íntimas de algodão, e nunca usar roupas íntimas usadas de outras pessoas, além de não transar ou fazer sexo oral em alguém que tenha corrimento vaginal.

5. Tricomoníase

A tricomoníase é causada por um protozoário chamado Trichomonas. A transmissão se dá basicamente por via sexual e raramente através do contato com roupas íntimas contaminadas.

Os principais sintomas na mulher são: corrimento esverdeado , malcheiroso, acompanhado de coceira intensa, dor e irritação na vagina.

O diagnóstico é feito pelo ginecologista, na hora do exame mesmo, e o tratamento é com cremes vaginais e comprimidos.

6. HPV ou condiloma

O condiloma ou crista de galoé uma doença de transmissão sexual provocada por um vírus (papiloma), que tem preferência pela região genital de homens e mulheres.

Pode passar desapercebido nos casos leves, mas de modo geral provoca verrugas de tamanhos variados que crescem e se multiplicam.

O período de incubação é bem variável indo de semanas a meses.

O maior problema do HPVé que uma porcentagem dele está associada com o câncer genital (colo de útero) e não tem cura, apesar dos tratamentos serem eficazes para a transmissão e o aparecimento de novas lesões.

O que fazer se tiver com sintomas de DST

Faça apenas o tratamento que seu médico, de preferência ginecologista, der. Não aceite indicações de vizinhos, familiares, amigos ou funcionários de farmácia.

  • Siga a receita médica e use os medicamentos na quantidade e horas certas. E até o fim do tratamento. Mesmo que não haja mais sinais ou sintomas da doença.
  • Todos as parceiras sexuais devem ser avisadas e tratadas também.
  • Deve-se evitar relações sexuais durante o tratamento.

Depois de tantas considerações, situações de risco, doenças envolvidas, será que ainda vale a pena transar?

Transar é uma das melhores coisas do mundo e é um grande prazer.

Claro que vale a pena transar, fazer amor, mais vale mais a pena a gente se conhecer e respeitar, e em qualquer situação só fazer o que é seguro, que não vá te machucar, nem machucar ninguém.
O ideal é fazer acompanhamento ginecológico de seis em seis meses.

Mas muitas lésbicas por vergonha não vão ao ginecologista, mesmo quando alguma coisa não vai bem, e quando vão muitas vezes não falam que são lésbicas, nem o que sentem. Isso leva ao surgimento de muitos problemas e erros pelos quais a maior prejudicada é a própria pessoa.

Por isso nada de vergonha!

Compartilhem suas informações sobre prevenção e DSTs entre lésbicas nos comentários.

36 Comentários »

  1. Ana Rosa 26/01/2011 at 21:44 - Reply
    Muito bom esse texto, nos precisamos saber o riscos que corremos e como nos cuidar
    É de extrema importancia tratar desse assunto, espero que muitas leiam e aprendam…
    um abraço…
  2. Adriana 26/01/2011 at 23:22 - Reply
    Às vezes basta uma unha mal cortada.
  3. elizabeth 26/01/2011 at 23:53 - Reply
    O mais bacana era não ficar trocando de namorada toda hora. Manter uma relação estável, afinal esse tipo de relacionamento faz bem em todos os sentidos e evita um monte de atritos. Eu por exemplo sou muito ciumenta, não gosto nem de pensar na hipótese de ser traída. Não sei porque muitas meninas insistem em sacanear sua parceira. Pra mim não é tão difícil, é só ter força de vontade …
    • Camila 10/02/2011 at 23:02 - Reply
      Não acho q seja força de vontade e sim o sentimento q vc sente é o q faz vc nem olhar p lado.
    • Juliana 27/02/2011 at 21:28 - Reply
      Elizabeth hoje em dia monogamia não singnifica nada. Por exemplo hoje vc conhece uma garota e começa a namora-la, vc obviamente não vai pegar uma lupa e olhar ela por dentro pra saber se ela tem alguma lesão ou verruga, qualquer coisa do genero que se pode parecer uma DST, vc também não sabe com qtas ela ja saiu antes de vc e com qtas as que sairam com ela ja sairam. Sua namorada pode aparecer com HPV (citei o HPV pois é uma doença q infelizmente esta ficando cada vez mais comum, para cada 4 mulher 1 tem HPV) daqui alguns meses. (de quem ela pegou vc nunca vai saber, nem ela) Pode ser de vc, pois vc tb teve outras parceiras antes dela, o negócio é tratar, procurar um ginecologista e não ficarem culpando uma a outra ou se culpando. Lembre-se que hoje em dia todo mundo faz parte do grupo de risco
  4. Priscila dos Anjos 27/01/2011 at 10:17 - Reply
    Nossa, gostei muito desse texto. Meus parabéns ao parada lésbica, acredito que o compartilhamento deste tipo de informação específica sobre questões que nos afetam, mulheres lésbicas e bissexuais, diretamente no cotidiano e dizem respeito à nossa forma particular de exercício da sexualidade é uma das funções principais deste portal e também uma de suas maiores contribuições. É um orgulho ver que somos bem maiores que simples espaços de divulgação de festas ou encontros_ não que isto não seja importante também, mas vamos além disto.
    Abraçosss, Priscila.
  5. Jils 27/01/2011 at 10:17 - Reply
    Muito boa e completa a matéria, ela deveria ser indicada ao Ministério da Saúde que montou uma cartilha para Lésbicas e Bissexuais que não traz nada concreto de prevenções.
  6. mariângela 27/01/2011 at 13:09 - Reply
    Acho muito importante informar as pessoas sobre DSTs e gostei muito do texto. Apenas gostaria de observar que a Cândida e a Gardnerella são fungos que vivem na vagina da mulher e que eventualmente, quando ocorre condições favoráveis, como excesso de umidade, associada com uma queda na imunidade, existe uma proliferação anormal desses “bichinhos” causando os desconfortos já listados no texto. Então elas devem ser tratadas. Mas na maior parte do tempo a Cândida e a Garnerella estão na nossa vagina sem nenhuma manifestação. Outros cuidados importantes: não permanecer muito tempo com roupa de banho molhada, quem costuma lavar a calcinha no chuveiro deve colocá-la para secar em local ventilado e de preferência ensolarado, sempre que puder não usar calcinha, as que costumam dormir de calcinha deveriam acostumar-se a tirá-las à noite. Um abraço a todas.
  7. Mah 27/01/2011 at 16:23 - Reply
    Esclarecedor !! otima iniciatica e um lelissimo artigo.
  8. Alcione 27/01/2011 at 16:38 - Reply
    Adorei o texto , objetivo e claro… higiene , parceira fixa e cuidado com seu corpo não faz mal a ninguém … nada como estar bem e aproveitar ………..
  9. Caa 27/01/2011 at 19:41 - Reply
    Muito boa a matéria.
  10. samemartins 27/01/2011 at 19:46 - Reply
    Interessante. =)
  11. Diva Karioca 27/01/2011 at 20:23 - Reply
    Importantíssima questão!!!
    Deve ser sempre divulgada.
    Gostei muito e acredito na informação como uma boa prevenção.

    Valeu!!!

  12. Mariah 27/01/2011 at 21:04 - Reply
    Assunto pertinente. Já fiz algumas pesquisas e realmente há uma incerteza quanto à transmissão do HIV. Até onde eu sei existem poucos casos na literatura sobre a transmissão do vírus entre lésbicas. Entretanto, entram outros fatores como o fato da mulher não ter certeza se contraiu de homem ou de mulher (no caso das bixessuais), ou até mesmo as que não se denominam lésbicas, entrando na estimativa de mulheres heteros que contraem HIV… Enfim, não o melhor mesmo é se prevenir!
  13. Barbara 27/01/2011 at 23:00 - Reply
    Muito bom o texto.
    Na minha opinião, as lésbicas precisam visitar mais um/a ginecologista.
    Algumas têm vergonha e medo, enquanto outras acham que estão isentas de terem DST’s só porque são homossexuais.

    Porém, o risco existe. E vale lembrar que ir a/ao ginecologista e fazer exames regulares ajuda a prevenir o câncer de mama e de colo do útero que têm alto grau de incidência entre nós justamente porque não temos essas regras básicas de prevenção como hábito.

  14. marcia 27/01/2011 at 23:53 - Reply
    Gostei da foto das duas garotas!
  15. Joseane 28/01/2011 at 23:14 - Reply
    Del, essa materia realmente é muito boa.Sempre tive preocupação com as doenças Dst, principalmente a Aids.Obrigada pelas as informaçoes, Bjim e ate!!!!!!!!!!
  16. Adriana 29/01/2011 at 01:30 - Reply
    Muito bom.
    É por isso q adoro esse site, sempre q posso
    estou eu aqui lendo tudo e vendo.
    Muito bom se manter sempre informada, para ter um relacionamento durador
    tem que ter dialogo.

    Beijos

  17. Morgana 30/01/2011 at 13:38 - Reply
    Texto extremamente útil. A gente vê, por exemplo, no The L Word, a Shane pegando todo mundo e eu penso… tá, sei, é um filme, mas e na vida real, cadê os cuidados? Eu e minha companheira fazemos acompanhamento ginecológico todo ano: ultrassonografia transvaginal, papa (o mais detestável dos exames, mas de suma importância), mamografia, ultrassonografia das mamas e neste ano ainda fiz vulvoscopia e colonoscopia. Tudo zerado. Tem que se cuidar, não tem jeito.
  18. Lisa 03/02/2011 at 15:01 - Reply
    Bem interessante a matéria, mas no caso, só há uma forma de prevenção quando há o uso de vibradores e enfins, mas fora isso a única prevenção seria saber se a parceira tem ou não dsts e aí não transar com ela? :L
  19. Dra.Jackill 09/02/2011 at 02:30 - Reply
    Del, parabéns pelo tema abordado.

    Lisa, respondendo a sua pergunta, existem outras formas de se prevenir DSTs entre as les (e isso vale pros hts também) que não são muito divulgadas e/ou praticadas. Por exemplo, durante o sexo oral é aconselhável que se cubra a região vulvar com plástico filme; na penetração com os dedos pode se usar uma luva de procedimento (aquelas de látex que vc encontra em qq drogaria) ou a chamada “camisinha de dedo”, neste caso é indispensável o uso de um lubrificante. Enfim, pra cada prática existe uma ou mais formas de se prevenir.
    E além da prevenção na ora do ato sexual é muito importante que se faça um check-up pelo menos uma vez por ano pra se certificar de que tudo está bem.

    Espero ter ajudado.

  20. Junis 14/02/2011 at 19:49 - Reply
    Legal! Numa ong de direitos humanos, na realidade uma aliança de direitos LGBT aqui no Paraná, em Curitiba, chamada Aliança paranaense pela cidadania LGBT no prédio da conhecida DIGNIDADE, tem cartilhas informativas muitíssimo interessantes voltadas exclusivamente para este público. Tem uma só para trangêneros, só para gays e uma só para lésbicas. Também recebi um e-mail um dia com um video no youtube mostrando uma espécie de “camisinha” para a língua. rsrs, para o sexo oral. rsrs. Muito interessante! rsrs Sugiro a todas
  21. Junis 14/02/2011 at 19:50 - Reply
    Sugiro a todas daqui do Paraná, e em especial as que moram em Ctba e redondezas a irem lá na Aliança conhecerem a ONG e pegar esses informativos e tem algumas camisinhas de graça para quem quiser…Levem a cartilha junto e saberam o que fazer com elas. rsrs
  22. Juliana 27/02/2011 at 21:13 - Reply
    Olá Meninas
    Hoje em dia todo cuidado é pouco, pois todo mundo faz parte do mesmo grupo de risco, a partir do momento que se entra em contato com fluidos de outra pessoa estamos sujeitos a esses riscos. DST’s são inumeras, e muitas pessoas tem e não sabem que tem o virus dessas doenças só vai aparecer (descobrir) qdo a imunidade abaixar. Todo cuidado é pouco pois essas doenças não estão estampada no rosto de quem tem.
    Quero fazer um resalto qto ao HPV, existem mais de 150 tipo diferentes do virus do HPV, o problema do HPV é que ele pode causar o cancer do colo do utero. Na rede privada existe vacina para o HPV que pode ser tomada as mulheres entre os 9 até os 26 anos (se não me engano) mas a vacina não previne contra esse 150 tipos de HPV, somente os mais comuns, e a vacina tem 3 doses. Segundo o INCA (instituto nacional de cancer) para cada 4 mulheres 1 tem HPV, o numero esta ficando cada vez mais alto, pois muitas vezes ela é assintomatica (sem sintomas) e só é detectada atraves do exame de papanicolau (por isso a importancia de se fazer anualmente), pois o problema maior do HPV é ele se transformar no cancer de colo uterino. Não basta só camisinha, ou no nosso caso usar filtro de PVC para previnir, pois o HPV se a pessoa tem as verugas ou microverugas ou qualquer lesão mesmo não tendo as verugas mas tendo o virus no organismo passa pra outra pessoa q tenha contato sexual, só o minimo contato já é suficiente para transmitir o HPV, por exemplo apenas uma “brincadinha” ou pre eliminar sem proteção passa HPV. Existem estudos também comprovando que vc pode pegar HPV na boca através de sexo oral.
    Por tanto meninas todo cuidado é pouco, mesmo que vc saiba, conheça e escolha bem com quem vc vai pra cama, vc nunca sabe com quem essa pessoa teve relações anteriores, isso é uma corrente sem fim. Só não esta sujeito hoje em dia quem se abster-se.

    beijos

  23. Natalia Strauss 28/02/2011 at 15:14 - Reply
    Gostei muito das dicas de conhecimento !

    Parabéns !

  24. Alecky 05/03/2011 at 20:45 - Reply
    Não somente no carnaval, mas nós devemos estar sempre antenadas quanto a nossa segurança. Não Basta proteger uma vez, é preciso ficara atenta sempre. A saúde é muito importante, não podemos deixá-la em segundo lugar.
  25. Satine 06/03/2011 at 01:22 - Reply
    Bom segundo a minha ginecologista, o riso de contaminação de DSTS entre um casal de lésbica é pequeno. O que ela me orientou é, manter atualizada os exames de saúde, e no caso de um das parceiras apresentar alguma doença venera, não compartilhar objetos de penetração sem o uso de proteção da camisinha. E ter o cuidado de limpar as mãos ao tocar a vagina de sua parceira e depois a sua. Ainda me sugeriu lenços umedecidos se fosse o caso. Já que os virus e bacterias so sobrevivem em temperatura ambiente por alguns segundos. Fui eu e minha parceira e ela ainda comentou sobre outros casais lésbicos pacientes dela que lidam com esse dilema. Sabe, ela é super renomada, vou pedir a ela para escrever um artigo sobre isso.

    Quanto a mim, acho que a verdadeira prevenção é perder o medo e o receio de conversar sobre isso com sua parceira, pois ai sim ira poder se prevenir adequadamente de alguma contaminação. E ir ao ginecologista e fazer exames periodicos, se nem você souber o que tem como se proteger de alguém?

    Bjs, meninas.

  26. elizabeth 08/03/2011 at 17:34 - Reply
    Juliana, monogamia pode não ser garantia de uma vida 100% saudável, mas é ainda uma boa idéia. Eu sei que todos nós estamos no grupo de risco, mas se o casal se cuidar o risco diminui. Obrigada.
    • Juliana 13/03/2011 at 22:32 - Reply
      Concordo com a monogamia, eu mesma sou uma pessoa monogâmica, mas hoje em dia existem pessoas que trocam de namorada, namorado igual muda de roupa, foi isso q quis dizer.
  27. Amanda 14/03/2011 at 23:36 - Reply
    Muito bom o artigo,gpstei muito e concordo com alguns comentários. Temos que nos cuidar,ir regularmente no ginecologista,e principalmente deixar de ter vergonha. E se sucegar com uma menina só também ajudaria rs! Felicidades a todas!
  28. Marina 16/03/2011 at 22:31 - Reply
    ótimo texto! ótimo msm!

    é incrível como a sexualidade das mulheres causa tantas reações nas pessoas, como ‘esconder’ q existem várias manifestações de amor entre as mulheres. mto se estuda no curso de medicina sobre as DSTs e sua relação c a heterossexualidade e c a homossexulalidade masculina, mas no caso das lésbicas, é uma questão q nem é citada.

    nas aulas de ginecologia e DIP (doenças infectoparasitárias) nunca nenhum professor abordou a questão e sempre q questiono os professores sobre o tema poucos são os q sabem responder algumas poucas questões…

    daí penso, se nem os profissionais de saúde dominam o assunto, o q dirá a população geral!!!

    parabéns pelo texto! divulgarei aos colegas!

    abçs

    • gabriela 18/03/2011 at 19:15 - Reply
      O seu comentario me lembrou uma aula que tive na semana passada. Faço cursinho e na aula de biologia mais precisamente de DST, para introduzir o tema ele começou comentando os ‘tipos’ de sexo. Achei muito interessante quando ele perguntou quais os tipos e disse apenas que eram 6: começou a listar: penis-vagina, penis, anus… e no final insistiu: “vamos gente, falta mais um. alguem se lembra?” e finalizou com vagina-vagina.
      Nesses alguns anos de aula que tive, foi a primeira vez que ouvi um comentário, de fato, sobre ‘sexo lesbico’ em uma aula de biologia.
  29. Beea 07/11/2011 at 11:13 - Reply
    não existe nada melhor que transar e higiene ..
  30. Karine 09/11/2011 at 16:20 - Reply
    ainda bem que só tenho uma namorada e bem limpinha
    rs
  31. Mish 14/01/2012 at 14:18 - Reply
    Parabéns! Muito difícil achar essas informaçoes na net e há bastante dificuldade para algumas pessoas falarem disso com outras pessoas. Muito bom mesmo.
  32. Carol 18/04/2012 at 00:08 - Reply
    Nossa essi texto vay min ajuda mtoo,vay ser um pouco dificil fikar um tempo sem sexo mais valy a pena esperar um tempo ate eu conhecer uma mulher definitiva!Nossa essi texto vay min ajuda mtoo,vay ser um pouco dificil fikar um tempo sem sexo mais valy a pena esperar um tempo ate eu conhecer uma mulher definitiva!

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