Papéis Sexuais

Lilian Mendes 24/01/2011 25
Ativa, passiva, relativa. Até que ponto faz sentido se rotular?

É preciso levar em conta que o sexo entre mulheres é algo muito maior do que o senso comum sugere, uma vez que a existência dos relacionamentos por si já demonstra que os padrões sociais e do senso comum foram quebrados, porém a coisa não é tão simples se obervada na prática.

Quando o casal está em sintonia e ambas estão felizes e tudo é perfeito, o problema é quando não existe uma sincronia entre as parceiras e o descompasso no relacionamento sexual acaba levando ao término da relação.

Há vários exemplos deste tipo de desacerto, mas vamos citar apenas alguns. Existe aquela lésbica ativa que não permite que a toque, mas sua parceira deseja tocá-la. Há também a lésbica que é só passiva e não deseja sair desta condição, não querendo tocar sua mulher, porém sua amada deseja ser tocada… E por aí vai!

Para solucionar problemas desta ordem, é sempre recomendado o diálogo e a transparência, porém é preciso ter mentes e corações abertos para descobrir novas formas de relacionar-se sexualmente, novas maneiras de dar e obter prazer. Obviamente desde que seja consentido e prazeroso para ambas, afinal não é interessante forçar sua própria natureza e seus verdadeiros desejos.

O tema sexualidade é amplo e apresenta inúmeras variantes e quando falamos de papéis sexuais não é diferente.

A lésbica pode ser exclusivamente masculina ou feminina, mas também pode apresentar uma mistura entre o masculino e o feminino com inversões de papéis. Apenas para elucidar, há a lésbica ativa, a passiva e a que é chamada por muitas de relativa.

Lésbica ativa nada mais é do que aquela que conduz o ato sexual, a que assume a postura masculina. Normalmente quando assume esta postura de maneira rígida, não aceita ser tocada.

A passiva é aquela que é conduzida, ou seja, a que é tocada pela parceira ativa, e tem postura totalmente feminina na cama.

Já a relativa é a que assume os dois papéis, que permite tocar e ser tocada sem qualquer problema. Obviamente que cada papel é exercido de acordo com a sincronia do ato. O que a deixa em lugar confortável, uma vez que poderá relacionar-se tanto com ativas quanto com passivas e até mesmo com outras que sejam também relativas. São mulheres que até se relacionam com as que têm seu estilo padronizado (exclusivamente passivas ou ativas), por algum tempo, porém, normalmente não levam a relação adiante por muito tempo, exceções existem é claro, mas são exceções.

Há diferenciações entre papel sexual e identidade de gênero, sendo que esta última é a convicção íntima do ser, que pode ser masculina ou feminina, é como a pessoa se apresenta para a sociedade, como se veste, se comporta… E papel sexual que é como a pessoa se comporta sexualmente.

São diferentes uma vez que a lésbica pode apresentar vestimentas, comportamentos e posturas masculinizadas e não necessariamente desempenhar da mesma maneira na cama. E o contrário disso também acontece, ou seja, mulheres muito femininas, que adoram vestimentas femininas, usam salto alto, batons… E são exclusivamente ativas no ato sexual. Neste caso em especial há muitos casos de não serem percebidas socialmente como lésbicas, a não ser por pessoas que tem seu gaydar ativo, de tão femininas que são.

Para solucionar tais impasses é necessário que a pessoa assuma de forma equilibrada dialogar com sua parceira, sendo que ao verbalizar os sentimentos você cria maneiras para lidar melhor com eles. Desde que seja de maneira franca e sem cobranças e exposto de maneira saudável os reais motivos que estão atrapalhando a felicidade do casal. Se você ama sua mulher não deve haver problema em dar retorno do que é gostoso e o que não é, afinal a cumplicidade precisa existir.

Ter medo de perder a parceira e não demonstrar quais são suas reais necessidades, vontades e desejos não é o melhor caminho, porque assim você a cada dia estará se afastando da sua verdade interior.

Respeito é a alma do sucesso em qualquer tipo de relacionamento, portanto respeitar tanto a você quanto a sua parceira é imprescindível. Buscar novas maneiras de sentir prazer é importante, desde que não haja sacrifícios da outra parte comprometendo a individualidade.

É se os conflitos relacionados a papéis for algo constante e difícil de resolver sozinha é indicado buscar ajuda psicológica.

Recrie seus conceitos, permita-se experimentar, e não esqueça que seus reais desejos precisam fluir.

25 Comentários »

  1. Ariadny 24/01/2011 at 12:22 - Reply
    Amei o artigo !
    Acho desnecessário classificar a sexualidade de alguém .
    Eu e minha namorada temos 8 meses de namoro e no começo era meio complicado porque foi minha primeira relação sexual com mulher e fui passiva por ela ser extremamente ativa apesar de super feminina mas depois que a intimidade entre nós duas cresceu abandonamos os rótulos e o sexo fluí de acordo com o momento , claro que temos nossas preferência que por acaso são iguais : ativas mas nos damos bem dessa forma e nunca tivemos nenhuma briga por isso

    :)

  2. Lyne 24/01/2011 at 12:53 - Reply
    A muito tempo enquanto estudante de psicologia me indago sobre questo~es de identidade de gênero, e de papel sexual,a le´m de aquestão da passividade , atividade e relatividade no meio lésbico …achei muito interessante!
    No Conpsi 7 , na Bahia , apresentarei o artigo mulheres que amam mulheres e um dos pontos que podem ser citados será justamente esse
    : )
    parabéns pelo belo texto!
    Com lésbica Relativa acho que estou de boa com essa temática de atividade e passividade!
  3. H. M. de Souza 24/01/2011 at 14:49 - Reply
    As indagações sobre identidade sexual e identidade de gênero são mais comuns do que supomos:,
    É uma pena que algumas mulheres ainda se travam tanto num ato que deveria ser simplesmente como o proprio nome sugere “sexual”.E tenho certeza de que a questão que incide no ato, é o que chamamos de identidade de gênero.Muitas mulheres sofrem por não aceitarem o próprio corpo,e com isto preferem, durante o sexo não serem tocadas, como uma forma de esqueçerem seus descontentamentos.Tenho uma amiga que tem o comportamento masculino bem acentuado e ela não permite de forma alguma que sua companheira a toque, sequer os seios!Fico me perguntando quem sofre mais :Quem se priva? Ou quem é privada?
    H.M.S
  4. Mel 24/01/2011 at 16:46 - Reply
    Sou completamente relativa :)
  5. Ro 24/01/2011 at 17:45 - Reply
    Não importa o papel sexual que se adote, quando 2 mulheres se amam de verdade, tanto querem receber, quanto dar prazer, isso é maravilhoso! Ninguém deve se privar de sentir o prazer nesses 2 pápeis. Eu mesma, em minha primeira experiência com uma mulher e ainda virgem, fui unicamente passiva,mas pq minha namorada assim o queria, por eu ser inexperiente e ela mais ativa,mas já sentia o desejo tbm de conduzir o ato, e não sentia que só recebendo prazer a relação sexual era completa,bom, depois de algumas relações com ela, comecei a querer tbm conduzir o ato, e hj depois de um pouco mais de experiência me considero relativa, isso tbm depende muito da mulher com quem sinto desejo ou me relaciono, se ela é bastante feminina, meu desejo é mais de ser ativa,mas não unicamente ativa,pois é sempre bom receber carinho e carícias da nossa amada) e como prefiro femininas, to indo mais por esse caminho. Bjs a todas !!
  6. anja 24/01/2011 at 20:12 - Reply
    eu e minha namorada já estamos juntas a mais de 2 anos e somos mt relativas, vivemos super bem.
    nossas preferências é nos satisfazermos e isso basta!
  7. Vanessa 26/01/2011 at 14:36 - Reply
    Lilian, tenho 29 anos, minha namorada 24. Estamos juntas a 4 anos.
    Estamos MUITO mal sexualmente apesar de indubitavelmente nos amarmos muito.
    Por favor, converse comigo por email?

    Eu não tenho grana para um psicologo e estou com muito medo de pirar. Para falar a verdade eu já estou pirando.

    Obrigada, parabéns pela sua formação. Esotu no 3° semestre de Psicologia :)

  8. Mah 27/01/2011 at 13:16 - Reply
    Já dizia Fernando Pessoa: “O amor que é essencial. O sexo é só um acidente. Pode ser igual; pode ser diferente.”
  9. Naiara 30/01/2011 at 19:17 - Reply
    Acho que hoje em dia não cabe mais rotulos em uma relação, so o meu primeiro relacionamento que eu fui passiva no inicio, mas foi so ate pegar intimidade, ai foi perfeito, nao consigo dizer o que me da mais prazer ou que me agrada mais pois os dois são perfeitos. Feminina é passiva e bofinho e ativa isso já foi isso hoje em dia tbm já não faz mais tanto sentido. Muitas femininas ativas e muitas bofinho passiva já conheci varias, mas tem pessoas que ainda se sentem bem sendo apenas um dos dois!! Cada um é cada um!!

    bjs

  10. elizabeth 31/01/2011 at 03:46 - Reply
    O que faz um relacionamento dar certo é o amor, pois por causa dele somos capazes de entender e compreender a pessoa com a qual estamos nos relacionando. Sem amor isso é praticamente impossível. Enfim, uma relação sem amor se torna desgastante e o geito é cair fora. Eu particularmente não acredito em divisões naquela hora, o que manda mesmo é a emoção, a paixão… ou quem sabe eu tive a sorte de estar com a pessoa certa, que pensa como eu, não está nem aí pra rótulos e frescuras. Um dia está ativa, outro dia está passiva, e assim vamos levando a vida na boa, isso sim é vida. Amar é muito bom.
  11. andreia 02/02/2011 at 00:13 - Reply
    sou extremamente relativa,adoro isso,é como diz a matéria,consigo me comportar em quisquer situação,tocar e ser tocada,acho desnecessário de fato,essa rotulação,na verdade o momento é que diz…..
  12. Michelle 15/02/2011 at 21:09 - Reply
    Eu acho que rotulos não fazem mal. Eu sou EXTREMAMENTE passiva, enquanto minha namo é relativa. Brigamos muito por causa disso, mas vamos levando…
  13. Fabi 18/02/2011 at 01:37 - Reply
    Assume a postura Masculina? Feminina? Isso não existe, sou feminina sendo ativa e feminina sendo passiva,e tenho dito!
  14. SUZANA 20/02/2011 at 22:58 - Reply
    BOM ACHO QUE ENTRE QUATRO PAREDES TUDO É PERMITIDO DESDE QUE AMBAS ESTEJAM DE ACORDO….PORÉM EU SOU UMA PASSIVA ASSUMIDA..RSRS…E PORTANTO ADORO MULHERES ATIVONAS…..
  15. Sara 11/03/2011 at 13:16 - Reply
    “Labels are for cans, not people.” Anthony Rapp.
    É como diz a surfistinha:
    “Oi, meu nome é Bruna e eu faço o que você quiser.”
    Rótulos deixam a relação monótona… Todo mundo gosta de surpresas.
  16. kaah 16/03/2011 at 22:59 - Reply
    Acho que esse negocio de rotulo é sem importância, porem existe mesmo as passivas, ativas e relativas…
    eu e minha namorada estamos juntas a 1 ano e 3 meses e nos damos muito bem no nossa vida sexual,
    tem dia que estou ativa e ela passiva ou vice versa.
    Tudo depende do dia e momento…
  17. Isa 20/04/2011 at 20:57 - Reply
    Olá meninas!!!
    Essa matéria é de janeiro…Mas só hoje que passei meus olhos nela.
    Então sobre a questão de rótulos, embora seja desnecessário…
    Como não rotular uma mulher que não queira ser tocada pela sua parceira?
    Nesse caso ela só pode ser ativa, certo?!
    E a parceira que só quer ser tocada e não o contrário?
    Então esta é passiva.
    E eu que adoro tocar e ser tocada, sou relativa!
    Mas tenho uma dúvida sobre as totalmente ativas…
    Como elas obtem orgasmo se não permitem serem tocadas durante a relação???
  18. cintia 30/04/2011 at 20:43 - Reply
    Olá meninas…eu sou ativa..e assim como gosto de tocar na minha parceira ,também gosto de ser tocada..não vejo problema nenhum..claro q tenho algumas restrições…mas não consigo sentir total prazer ,sem q ela me a toque…minha parceira e eu conversamos sobre..e ela sabe minhas preferencias ao ser tocada…as vezes se empolga…mas nada q uma pegadinha nela mais forte não resolva…e a faça esquecer…por alguns momentos rsrs..mas nada de irritação..eu a entendo…adoro aquela pequena…mas continuo sendo bem ativa..o artigo é mto bom..não importa os rótulos..importa ser feliz ..amar e ser amada…beijos meninas..!!!
  19. Lee 15/05/2011 at 02:14 - Reply
    Eu acho que está valendo tudo entre quatro paredes contanto que tenha respeito.
  20. fer 18/07/2011 at 03:41 - Reply
    pela primeira vez estou me envolvendo com uma mulher que é 100% ativa
    ate ai tudo bem,
    mais o problema é que na hora h ela nao aceita tirar a roupa
    estou um pouco preocupada e gostaria de saber se isso é normal
    e o que devo fazer ja que não consigo convence-la
    • Fernanda 11/12/2011 at 00:10 - Reply
      msn:nandafreire11@hotmail.com
  21. Thamires Rufino 24/09/2011 at 13:28 - Reply
    Eu sou extremamente a favor do PRAZER!Amo sentir prazer,e AMO em dar prazerr pois sinto prazer!!!Sem rotulações galera,o amor não tem código de barra.Vamos ser livres!!!!E ainda mais,quem vai pensar em róulos na hora que estiver tudo fluindo?Eu pelo menos não penso e jamais vou pensar!Beijos meninas,bom fds!
  22. Yzi 21/11/2011 at 01:58 - Reply
    Esse lance de rótulo cmg não cola! Eu namoro a 1 ano e 8 meses, sou a primeira (e ultima) mulher com que minha namorada se relaciona. Fui a primeira a toca-la, sendo que eu já tive muitas outras experiencias frustadas como ativa absoluta. Hoje sei realmente o que é sentir prazer, pois eu e minha namorada somos livres de rótulos. Sexo bom é quando existe orgasmo em ambas as partes, e eu sou prova viva de que não é possivel chegar ao orgasmo sendo cem por cento ativa. Viva a VERSATILIDADE!
  23. Tay Lee 02/02/2012 at 14:02 - Reply
    como se diz aqui na minha cidade não importa se e´ caminhoneira ou patricinha…somos “total flex” rs
  24. Lori 02/02/2012 at 14:21 - Reply
    Tem tbm as reflexivas!! ;)

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