Ativa, passiva, relativa. Até que ponto faz sentido se rotular?
É preciso levar em conta que o sexo entre mulheres é algo muito maior do que o senso comum sugere, uma vez que a existência dos relacionamentos por si já demonstra que os padrões sociais e do senso comum foram quebrados, porém a coisa não é tão simples se obervada na prática.
Quando o casal está em sintonia e ambas estão felizes e tudo é perfeito, o problema é quando não existe uma sincronia entre as parceiras e o descompasso no relacionamento sexual acaba levando ao término da relação.
Há vários exemplos deste tipo de desacerto, mas vamos citar apenas alguns. Existe aquela lésbica ativa que não permite que a toque, mas sua parceira deseja tocá-la. Há também a lésbica que é só passiva e não deseja sair desta condição, não querendo tocar sua mulher, porém sua amada deseja ser tocada… E por aí vai!
Para solucionar problemas desta ordem, é sempre recomendado o diálogo e a transparência, porém é preciso ter mentes e corações abertos para descobrir novas formas de relacionar-se sexualmente, novas maneiras de dar e obter prazer. Obviamente desde que seja consentido e prazeroso para ambas, afinal não é interessante forçar sua própria natureza e seus verdadeiros desejos.
O tema sexualidade é amplo e apresenta inúmeras variantes e quando falamos de papéis sexuais não é diferente.
A lésbica pode ser exclusivamente masculina ou feminina, mas também pode apresentar uma mistura entre o masculino e o feminino com inversões de papéis. Apenas para elucidar, há a lésbica ativa, a passiva e a que é chamada por muitas de relativa.
Lésbica ativa nada mais é do que aquela que conduz o ato sexual, a que assume a postura masculina. Normalmente quando assume esta postura de maneira rígida, não aceita ser tocada.
A passiva é aquela que é conduzida, ou seja, a que é tocada pela parceira ativa, e tem postura totalmente feminina na cama.
Já a relativa é a que assume os dois papéis, que permite tocar e ser tocada sem qualquer problema. Obviamente que cada papel é exercido de acordo com a sincronia do ato. O que a deixa em lugar confortável, uma vez que poderá relacionar-se tanto com ativas quanto com passivas e até mesmo com outras que sejam também relativas. São mulheres que até se relacionam com as que têm seu estilo padronizado (exclusivamente passivas ou ativas), por algum tempo, porém, normalmente não levam a relação adiante por muito tempo, exceções existem é claro, mas são exceções.
Há diferenciações entre papel sexual e identidade de gênero, sendo que esta última é a convicção íntima do ser, que pode ser masculina ou feminina, é como a pessoa se apresenta para a sociedade, como se veste, se comporta… E papel sexual que é como a pessoa se comporta sexualmente.
São diferentes uma vez que a lésbica pode apresentar vestimentas, comportamentos e posturas masculinizadas e não necessariamente desempenhar da mesma maneira na cama. E o contrário disso também acontece, ou seja, mulheres muito femininas, que adoram vestimentas femininas, usam salto alto, batons… E são exclusivamente ativas no ato sexual. Neste caso em especial há muitos casos de não serem percebidas socialmente como lésbicas, a não ser por pessoas que tem seu gaydar ativo, de tão femininas que são.
Para solucionar tais impasses é necessário que a pessoa assuma de forma equilibrada dialogar com sua parceira, sendo que ao verbalizar os sentimentos você cria maneiras para lidar melhor com eles. Desde que seja de maneira franca e sem cobranças e exposto de maneira saudável os reais motivos que estão atrapalhando a felicidade do casal. Se você ama sua mulher não deve haver problema em dar retorno do que é gostoso e o que não é, afinal a cumplicidade precisa existir.
Ter medo de perder a parceira e não demonstrar quais são suas reais necessidades, vontades e desejos não é o melhor caminho, porque assim você a cada dia estará se afastando da sua verdade interior.
Respeito é a alma do sucesso em qualquer tipo de relacionamento, portanto respeitar tanto a você quanto a sua parceira é imprescindível. Buscar novas maneiras de sentir prazer é importante, desde que não haja sacrifícios da outra parte comprometendo a individualidade.
É se os conflitos relacionados a papéis for algo constante e difícil de resolver sozinha é indicado buscar ajuda psicológica.
Recrie seus conceitos, permita-se experimentar, e não esqueça que seus reais desejos precisam fluir.






















Acho desnecessário classificar a sexualidade de alguém .
Eu e minha namorada temos 8 meses de namoro e no começo era meio complicado porque foi minha primeira relação sexual com mulher e fui passiva por ela ser extremamente ativa apesar de super feminina mas depois que a intimidade entre nós duas cresceu abandonamos os rótulos e o sexo fluí de acordo com o momento , claro que temos nossas preferência que por acaso são iguais : ativas mas nos damos bem dessa forma e nunca tivemos nenhuma briga por isso
No Conpsi 7 , na Bahia , apresentarei o artigo mulheres que amam mulheres e um dos pontos que podem ser citados será justamente esse
: )
parabéns pelo belo texto!
Com lésbica Relativa acho que estou de boa com essa temática de atividade e passividade!
É uma pena que algumas mulheres ainda se travam tanto num ato que deveria ser simplesmente como o proprio nome sugere “sexual”.E tenho certeza de que a questão que incide no ato, é o que chamamos de identidade de gênero.Muitas mulheres sofrem por não aceitarem o próprio corpo,e com isto preferem, durante o sexo não serem tocadas, como uma forma de esqueçerem seus descontentamentos.Tenho uma amiga que tem o comportamento masculino bem acentuado e ela não permite de forma alguma que sua companheira a toque, sequer os seios!Fico me perguntando quem sofre mais :Quem se priva? Ou quem é privada?
H.M.S
nossas preferências é nos satisfazermos e isso basta!
Estamos MUITO mal sexualmente apesar de indubitavelmente nos amarmos muito.
Por favor, converse comigo por email?
Eu não tenho grana para um psicologo e estou com muito medo de pirar. Para falar a verdade eu já estou pirando.
Obrigada, parabéns pela sua formação. Esotu no 3° semestre de Psicologia
bjs
É como diz a surfistinha:
“Oi, meu nome é Bruna e eu faço o que você quiser.”
Rótulos deixam a relação monótona… Todo mundo gosta de surpresas.
eu e minha namorada estamos juntas a 1 ano e 3 meses e nos damos muito bem no nossa vida sexual,
tem dia que estou ativa e ela passiva ou vice versa.
Tudo depende do dia e momento…
Essa matéria é de janeiro…Mas só hoje que passei meus olhos nela.
Então sobre a questão de rótulos, embora seja desnecessário…
Como não rotular uma mulher que não queira ser tocada pela sua parceira?
Nesse caso ela só pode ser ativa, certo?!
E a parceira que só quer ser tocada e não o contrário?
Então esta é passiva.
E eu que adoro tocar e ser tocada, sou relativa!
Mas tenho uma dúvida sobre as totalmente ativas…
Como elas obtem orgasmo se não permitem serem tocadas durante a relação???
ate ai tudo bem,
mais o problema é que na hora h ela nao aceita tirar a roupa
estou um pouco preocupada e gostaria de saber se isso é normal
e o que devo fazer ja que não consigo convence-la