Qual é a relação entre eles?
Quando vemos esses três nomes e os associamos às pessoas que andam na mídia por motivos diferentes, podemos pensar, a primeira vista que eles nada tem em comum. A partir de um segundo olhar, no entanto, podemos perceber que os três possuem uma ligação.
Por favor, antes que me interpretem mal, quero deixar bem claro que não os estou comparando, muito menos colocando-os em um mesmo saco. Estou apenas querendo levantar uma discussão a respeito dos vínculos que existem entre todos os seres humanos, suas responsabilidades e suas possibilidades de influenciar na construção de um mundo mais solidário.
Hoje em dia, a humanidade está ampliando a consciência da ligação entre tudo e todos que se encontram no planeta Terra e à sua volta. Um “porquinho” que atira lixo na rua tem sua parcela de responsabilidade na inundação que atinge ruas, casas, matando, soterrando, levando na enxurrada; a executiva que dirige por quilômetros todos os dias, sozinha em seu carro refrigerado, com bancos de couro, tem responsabilidade sobre o efeito estufa, a camada de ozônio, a fome no continente africano, isso sem falar no abate de gado, que envolve crueldade, desrespeito à vida dos animais etc, etc, etc.
Logicamente, por instinto de auto-preservação, procuramos não refletir a respeito dessas conexões e na nossa responsabilidade social, ecológica e moral. Ficaríamos malucos se parássemos para pensar de onde vem o bife que se encontra no nosso prato (aliás, no de vocês). Não comer carne, no entanto, não faz de mim nenhuma santa, já que não consigo abrir mão de luxos (como o carro e outras coisitas mais) que facilitam tanto a minha vida.
Todos nós, sem exceção, compartilhamos o planeta, a sociedade, e temos essa responsabilidade. Se isso é um fato em relação às pessoas comuns, o que dizer das figuras públicas, cujas declarações e atos são veiculados exaustivamente, entrando em todas as casas pelas televisões, jornais, pelas telas de nossos computadores?
Chegamos, então, ao nosso primeiro nome: Bolsonaro. Uma pessoa pública, que vocifera insultos contra homossexuais, embrulhados em palavras vazias, que compõem um discurso pseudo-moralista, mas inegavelmente homofóbico.
Sinceramente, não consigo imaginar o que se passa na cabeça dessa pessoa, ao ver, como uma das repercussões de sua fala infeliz, um grupo de skinheads armados com soco inglês e estrelas ninja caminhando pela Avenida Paulista destilando ódio e preconceito, em apoio às suas palavras.
Será que, em nenhum momento, ele se dá conta de que está contribuindo para a perpetuação da violência, da intolerância e do ódio? Será que ele não percebe que homossexuais sempre existiram e sempre existirão, e que, portanto, a sociedade precisa conviver com el@s, gostando ou não?
Daí chegamos ao nosso segundo nome: Wellington. É ele mesmo: o atirador da escola de Realengo, que matou 13 crianças.
Discursos como os de Bolsonaro estimulam adolescentes, jovens e outros nem tão jovens a recusarem o convívio com a diferença. As escolas, sendo como são, um micro-universo social, reproduzem hábitos, preconceitos, discursos e atos sociais, daí o aumento dos casos de uma prática terrível: o bullying.
Pessoas públicas como Bolsonaro, que incitam a violência contra os “diferentes”, têm sua parcela de responsabilidade na formação de uma mente doente como a de Wellington. No último vídeo divulgado gravado pelo rapaz ele diz que seu ato seria para vingar aqueles que, como ele, haviam sido humilhados e maltratados por serem “diferentes” (olha a palavrinha aí).
Há pouco tempo, foi veiculado pelo youtube o vídeo daquele menino australiano que reagiu às agressões de um colega atirando-o no chão com violência. Ele foi transformado em herói e recebeu milhares de mensagens de apoio de pessoas que, como ele, sofreram bullying.
Será que se o menino agredido por ele, em sua reação explosiva, tivesse morrido ou ficado paraplégico, por exemplo, ele teria o mesmo apoio? E a pergunta mais perturbadora que fiz a mim mesma: será que há pessoas que, por sofrerem bullying de maneira séria e contínua, estão, mesmo que secretamente, apoiando o ato bárbaro de Wellington?
Gostaria de ter a certeza de que não. No entanto, essa certeza se desmaterializa diante da recorrência desse tipo de atentado pelo mundo.
O bullying é decorrente da intolerância e é uma coisa muito, mas muito séria. Será que Bolsonaro tem consciência disso? Será que ele não consegue concluir que deveria ficar calado, ao invés de contribuir para a violência social?
Afinal, o que ele acha ou deixa de achar é da conta exclusiva dele e de quem convive com ele. Não ligo a mínima para isso. Mas ligo, no momento em que ele destila suas opiniões de maneira pública, envenenando mais ainda nossa sociedade que sofre da doença da ignorância e intolerância.
A violência contra homossexuais, negros, nordestinos, judeus, mulheres, crianças etc precisa ser contida e não estimulada. As figuras públicas poderiam não apenas se manter neutras, não contribuindo para aumentar o problema. Poderiam ajudar a diminuí-lo.
Finalmente chegamos ao nosso terceiro nome: Maria Gadu, Há pouco tempo rolou uma discussão bastante inflamada no Dykerama, na coluna da Hanna Korich em que ela comentava que Maria Gadu poderia “sair do armário”. Diversas leitoras ficaram indignadas, defendendo o direito da cantora de não falar sobre sua sexualidade. Algumas vieram com aquela história de “o que se faz entre 4 paredes não interessa a ninguém”.
Acho que há um equívoco muito sério nesse papo. A homossexualidade precisa deixar de ser tratada como uma relação de adultério, na qual a pessoa entra em um quarto de motel, transa, e volta para a sua vida “normal”, com marido (ou mulher) e filhos, A homossexualidade não é apenas uma questão sexual. Digo sempre e repito, até a exaustão, que a homossexualidade envolve afetividade, estilo de vida. Não é só cama. Não cabe entre quatro paredes.
Em relação à Maria Gadu, tudo bem. Concordo que todo mundo tem o direito de se assumir ou não. Aliás, não a conheço pessoalmente e nem sei se ela é homo, hetero ou bissexual. Na verdade, não estou me referindo a ela por algum motivo especial. Só usei o seu nome, pois foi o citado na coluna do Dykerama. Estou querendo falar, genericamente, a respeito das pessoas públicas que não se assumem.
Agora, se ela (assim como muit@s outr@s) é homossexual, por ser uma figura pública, penso que seria um ato de solidariedade se ela assumisse isso publicamente. Como dizia Harvey Milk, o primeiro político norte-americano assumidamente homossexual, assumir-se homossexual faz bem para nós mesmos (pois sem dúvida é uma libertação) e faz bem para a sociedade. Quanto mais pessoas se assumirem, mais conhecidos, amigos, parentes dos homossexuais podem se tornar aliados nessa luta tão difícil contra o preconceito.
Claro que não tenho nada a ver com a vida de nenhum famoso homossexual. Para mim tanto faz se el@s querem se assumir ou não, já que tenho segurança em relação a minha própria homossexualidade. Agora, será que el@s percebem como poderiam ajudar moças e rapazes super inseguros, que sofrem por terem desejos homossexuais, dando-lhes a certeza de que não precisam se envergonhar de nada?
É lógico que el@s tem todo o direito de não fazerem nada, de não contribuirem, achando que assim ficarão neutr@s. Só que uma coisa eu aprendi, ao pesquisar para a minha tese: aqueles que se julgam neutros, estão, na verdade, cooptando com o sistema hetero-falocrático. Mas isso é uma opção de âmbito puramente pessoal
Agora, uma coisa eu não posso deixar de questionar. As meninas que defendem tão veementemente o direito das pessoas públicas viverem no armário bem que se sentem confortadas por poderem falar sobre sua homossexualidade (mesmo que através de pseudônimos) com pessoas públicas (embora não com o alcance de voz de Maria Gadu ou Bolsonaro) como eu, como Hanna e como outras tantas que alegremente, seguramente e orgulhosamente dão sua cara a tapa, vivendo fora do armário e dividindo suas experiências e orgulho por serem homossexuais.


















Ja em relaçao as palavras do Bolsonaro comparadas com a tragédia no RJ, eu achei legal, porém fico com a minha opniao: as palavras dele nao me afetaram pois é uma coisa que muitos pensam…a unica diferença é que ele teve a coragem de falar. Antes isso do que ficar calado e expressar a propria opniao com violencia. (Fique claro que eu tenho NOJO dele por ser homofobico.) So’ nao achei que as palavras dele foram tao graves…fico indignada em pensar que fizeram mais escalpor do que as milhares de agressoes e mortes que ocorrem todos os dias com homossexuais.
Parabéns pelo artigo!!! concordo com o que vc coloca sobre pessoas públicas se assumirem e também sou a favor de nós nos valermos do direito de sermos nós mesmas em todos os ambientes, pois ao impormos nossa presença, de mãos dadas com a namorada ou falando que somos lésbicas, estamos mostrando pra sociedade que isso é normal! Eu costumo brincar que meu armário veio sem porta, pq nunca me escondi, mas é por isso mesmo que sei como é difícil passar por determinadas situaçõpes quando se é assumida e jamais recriminaria uma pessoa por não se assumir, pois essa decisão requer maturidade e força e é particular a cada um, sendo uma pessoa pública ou não!
mais uma vez parabéns pelo artigo!!!
Mas só pra exclarecer: Maria Gadú já é assumida publicamente, há muito tempo. Logo que ela ficou famosa nacionalmente, apesar das grandes emissoras não abordarem muito o tema, vários sites de pequeno e grande porte, como o Vírgula UOL, a entrevistaram a respeito, e ela falou sobre o assunto sem constrangimento algum. Ela disse não sentir necessidade de levantar bandeira, mas afirmou que beijou a primeira garota aos 15 anos de idade.
Pois é, só que até mesmo os representantes (ñ meus…) das org. LGBT fazem questão de colocar todo mundo no mesmo saco. Um funcionário de uma instituição da Bahia há poucas semanas disse que os homossexuais têm que evitar comportamentos de risco. Ele estava falando sobre violência contra homossexuais e comportamento sexual.
Ele falou sobre evitar sair com estranhos, não levar desconhecidos pra casa, andar sempre com camisinhas (gays e lésbicas) e etc. Parecia que ele estava falando sobre profissionais do sexo.
Eu NÃO preciso sair preparada de casa, eu não preciso andar com camisinha e outras coisas na minha bolsa, pois sei que não vou fazer sexo casual com um estranho(a), nem com uma das minhas amiguinhas… Parecia que ele estava falando de bichinhos no cio. Sinceramente… dispenso esse tipo “apoio”.
Por que tantos, mesmo os mais abertos, ligam a homossexualidade à promiscuidade? E olha q todo mundo sabe que do lado de lá tbm rola muita…
Você tem um ‘representante’ que ao falar sobre homos fala claramente que a maioria só quer saber de sexo, que temos que sair “preparados” com camisinhas etc e tal (homos = animais no cio). Até parece que ninguém trabalha, estuda, etc.Aí tem uma parada gay que é um carnaval só para homos. Dizem que eles querem protestar e lutar pelos seus direitos… Eu nunca vi ninguém protestando só de sunga rosa ou vestido de Barbie, ou mostrando os seios para pedir o casamento homo.
Eu acho que os próprios homos tbm devem rever algumas coisas. Pelo menos, os que não concordam com algumas coisas: como dizer que a parada gay de SP nos representa, ou que todos os grupos LGBT fazem um bom trabalho tenham a coragem de dizer suas opiniões em público.
Mas se o povo brasileiro fosse mais educado, essa visão sobre nós não seria a mesma. E a discriminação seria mto menor.
Abs pra ti
COMO ELA MESMO DISSE NINGUÉM CHEGA EM CASA FALANDO: MÃE SOU HETEROSSEXUAL,ENTÃO PORQUE TENHO QUE DIZER QUE SOU BISSEXUAL OU HOMOSSEXUAL…”
ISSO É TÃO ÍNTIMO,PESSOAL E CABE A CADA UM O DIREITO DE FALAR OU NÃO.
ELA NUNCA NEGOU QUE GOSTASSE DE MULHERES,JÁ ADMITIU QUE ESTAVA NAMORANDO (UMA MULHER),E QUE JÁ NAMOROU HOMEM TAMBÉM..ENTÃO PORQUE AS PESSOAS TEIMAM EM DIZER QUE ELA NÃO ASSUME LOGO QUE É LÉSBICA?
EU HEIN…
EU SIMPLESMENTE RESPEITO SEJA A GADUZINHA,OU ANA CAROLINA QUE SE DIZ BISSEXUAIS.
COMPLICADO MESMO AGRADAR A TODOS,SE NÃO SE “ASSUME” É PORQUE TEM MEDO DE DÁ A “CARA PRA BATER”,SE ABRE O JOGO QUER GANHAR MÍDIA…
POR DEUS…
Não sou fã da Maria Gadu, nem nada do tipo. Mas alguém já parou pra pensar que ela pode ser heterossexual? Não seria preconceito NOSSO crer que pelo estilo de roupa que ela usa, ela é ou não lésbica?
Ela mesma se disse contra a homofobia no Altas Horas, aliás um excelente vídeo pra se ver no youtube, aonde a Luiza Possi também ia, mas por motivos de trabalho não pode comparecer. E disse também que já tinham inventado mil coisas dizendo que as duas tinham brigado, que haviam se separado, e que por isso Luiza não ia.
Além disso Gadu falou que por ela se vestir assim ou assado, as pessoas deduziam coisas sobre ela e logo ela não pode ter amigas mulheres que saem logo deduzindo terceiras coisas.
Vamos deixar de nos inflamar por isso ou de usá-la como exemplo.
Agora em relação a ser homo e se assumir, acho que isso cabe a cada um, e sinceramente acho MUITO melhor viver as claras, ser honesta com o mundo, isso só traz paz interior!
Beijo a todas e LUZ!
Tudo bem, ela e´ linda, usa maquiagem, mas gosta mesmo e´ de mulher !!!!(eu gosto tb)!!!
Q BOM!
Pessoas faziam chacota de mim na escola quando eu era criança, e eu agradeço muuuito por isso. Me construiu, me fez ser mais forte. Se não fosse o “bullyng” ( esse estrangeirismo tosco que querem enfiar em nossa boca) eu seria uma pessoa despreparada e fraca perante o mundo.
Acho que tod@s as pessoas deveriam pôr seus nervos à prova enquanto crianças ou adolescentes, sério mesmo, isso nos constrói e faz sermos mais cabeça erguida no futuro.
Quem não aguenta uma piada sem chorar se mande pro porão por que no convívio social não tem vez.
Gostaria de acreditar, veêmente, numa utopia, mas vai longe da realidade.
Vivemos numa selva de pedra, que sobrevivam os mais fortes.
Quem não está satisfeito, tente criar um novo modelo de convivencia, em outro lugar (e me convidem).
O bullyng não é algo a ser incentivado como motor de evolução pessoal; muito pelo contrário, na maioria dos casos a prática acaba por estigmatizar a criança.
Agora falar que: “Quem não aguenta uma piada sem chorar se mande pro porão” é de uma frieza incrível. Poxa, você não acha que é cobrar muito de uma criança/adolescente essa postura (de não chorar)?
Eu gostaria muito de acreditar que você foi uma criança que não sofreu quando fizeram chacota de você na escola. Mas lendo o que você escreveu acho que é uma utopia pessoal sua pensar que você saiu fortalecida dessa história.
Desculpa se fui grossa, não foi a intenção.
Sei respeitar e compreender a diferenciação de comportamento das pessoas.
As pessoas reagem de formas diferentes à situações comuns, a isso chamamos pelo nome de individualidade.
Mas, concorde comigo, nosso modelo social não adimite pessoas fracas, despreparadas e frágeis. Não acho esse modelo (capitalista, monopolista, democrata – ditadura da maioria- e massificador) nem um pouco ético, mas tenho ciencia de que dentro dele não há outra forma de sobreviver se não sendo mais forte que todos.
Gostaria que existe outra forma de sociedade em que pudessemos ser livres, onde as diferenças fossem decididamente respeitas, mas isso sim, é utopia.
Nem por isso há que se deixar de lado, mesmo que seja uma ilusão, o sonho de uma sociedade mais sensível as diferenças. Digo isso, porque concordo quando você diz, mesmo que indiretamente, que o bullyng nada mais é que reflexo do que encontramos na sociedade. E é por isso que nossa luta do dia dia para termos nossos direitos está tão entrelaçada ao fim do bullyng.
Por fim só queria dizer que acredito que a sobrevivência está mais ligada à resistência que cada pessoa desenvolve individualmente, das maneiras mais distintas.
Bjs, boa semana!
reproduzir seu texto. O seu texto foi digno, conciso e certeiro. É preciso plantar sementes de boas palavras. Fico no aguardo.
Obs. não concordo em nada, sofrer bullyng seja de que tamanho for dói, e pode gerar diferentes reações,
uns poucos saem mais forte, outros pegam em armas e saem atirando. Rezo para não ser vizinha e nem estudar na mesma escola dos que saem atirando.
Agradeço a todas pelos comentários. É muito bom termos este espaço para debate de ideias.
Gostaria de responder a alguns comentários específicos:
Rosa, claro que está autorizada. Obrigada.
Renata, vegetais não são seres sencientes, que sentem dor e angústia. Quanto ao abate humanitário, é lindo no papel, mas está muito longe da realidade. Recomendo que vc veja o documentário Terráqueos, que tem a trilha sonora do maravilhoso Moby, ou que vc leia o livro Comer animais, que acabou de ser lançado. Será bastante esclarecedor.
Eryka M, eu também sofri bullying na escola e consegui transformar isso em vontade de lutar por relações sociais mais saudáveis e solidárias. No entanto, alguns não conseguem superar a dor. Destes, raros saem matando por aí, mas muitos cometem suicídio, outros tornam-se “aleijados emocionais”. Trabalho em escola e presencio consequências terríveis dessa prática. Não devemos minimizá-la, pelo contrário, temos que combatê-la e nos solidarizarmos com os que sofrem bullying.
Suzana, usei o nome da Maria Gadu apenas como um exemplo. Como disse, não sei quase nada sobre ela, não sou fã, nem acompanho suas declarações. Só falei nela porque foi o nome citado na discussão do Dykerama. Agora, esse argumento de que ninguém precisa dizer “sou heterossexual” é furado, pois se ninguém precisa dizer isso é por um motivo muito sério: a sociedade considera a heterossexualidade algo compulsório e não admite outras possibilidades.
Beijos a todas.
Certas pessoas, digamos que se sacrificaram para que outras estivessem livres hoje, por exemplo Martin Luther King, entre outros exemplos, essas pessoas são os verdadeiros exemplos para nós que precisamos dar a cara à tapa e lutar para que um dia as pessoas não sejam julgadas pela sua religião, sua etnia, seu gênero ou sua sexualidade e sim pelo seu caratér. ( Adaptação da frase de Martin Luther King) “Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados
por sua personalidade, não pela cor de sua pele.”
Sim. Isso mesmo. Quem dera contássemos com mais pessoas corajosas como ele. Certamente o mundo seria muito melhor.
Renata,
Definitivamente este não é o forum adequado para discussão de direitos animais, mas gostaria de dizer que se vc se sente bem sendo carnívora,, quem sou eu para dizer alguma coisa? Continue a fazê-lo tranquilamente. Minha companheira e meu filho, por exemplo, comem carne e eu não os considero piores que os vegetarianos por isso. Só não tente me convencer de que ter carne apodrecendo dentro do meu intestino é algo agradável e natural. Me recuso a fazer isso com o meu corpo. Assim como me recuso a achar que é normal me alimentar a partir da morte de animais criados de maneira absolutamente anti-natural, confinados, entupidos de hormônios, apertados, sem ver a luz do sol.
Quanto ao método humanitário de abate, vc trabalha em algum frigorífico? Fiquei curiosa a respeito, pois, segundo todas as informações que eu tenho, a indústria de produção de carne se importa mais com a velocidade do abate do que com a dor dos animais.
Mas, como disse antes, na verdade este espaço não é o apropriado para essa discussão.
Caso vc se interesse em continuarmos a conversar sobre isso, mande-me um e-mail e eu terei prazer em trocarmos ideias.
Beijos a todas.
Nao gosta é uma coisa, querer eliminar é outra. Eu abomino politicos, isso nao significa violencia.
Mas os comentários de pessoas públicas pode sim influenciar o pensamento de algumas outras pessoas mal informadas e manipuláveis.
Ah, um adendo em relação ao comentário da Diana sobre o Balsonaro em que ela diz “em momento algum ele incita a violencia contra homossexuais”. Bem, se ela se informasse não diria bobagens.
Abs
A sociedade produz tudo isso… Pelo simples fato de estabelecer padrões o tempo todo… Temos padrões de conduta, padrões de estética, padrões até de amor…
Bolsonaro é a representação explicita da discriminação, ele traz um discurso perigoso de intolerância, pois sendo uma pessoa pública e “reprodutora” de “opinião” ele perpetua pensamentos discriminatórios, pois quem não segue o padrão não é digno de respeito…
Wellington sem dúvida é uma vítima também dessa sociedade enraizada de padrões…
Sexualidade não acontece em quatro-paredes, a sexualidade é uma manifestação humana, que sem dúvida ultrapassa o ato sexual, a socidedade sexista e heterosexista sem dúvida é o armário…
Pessoas públicas que não assumem claramente sua sexualidae (não sendo o caso de Maria Gadú que já disse aos quatro cantos: Gosto de gente!, Afirmando assim sua bissexualidade), perpetuam também a visão muitas vezes equivocada sobre os homossexuais…
Como lésbica assumida, já ouvi diversas vezes de lésbicas: Pra que dizer que é lésbica? Os heteros não dizem sou hetero!
Eu digo sim, pois sendo identificada posso lutar pelos meus direitos, posso dizer que homossexuais existem, posso ser eu sem me esconder, sem que as pessoas fiquem em dúvida sobre mim, posso ser quem sou, e mesmo muitas vezes tendo vontade de desistir, não tenho vergonha de amar, pois para mim o amor não tem padrões, não tem regras, e o meu amor sendo do tamano do universo não cabe num armário…
Maria Gadú não sou muito fã dela! Prefiro Adriana Calcanhoto e Ana Carolina.
Quanto ao bullying sofri muito na escola, mas na minha época não tinha tanta repercussão quanto hoje! Aliás na minha época ninguém ligava muito para isso!
Mas hoje sou uma pessoa realizada, pois todos que me zuaram na escola não deram pano pra manga! Não entraram na universidade, não concluiram os estudos e alguns posso dizer que se envolveram até em coisas pesadas (como drogas, prostituição e bebidas alcoolicas).
Posso dizer que sou feliz! Estou prestes a me formar, nunca precisei passar por cima de ninguém para conseguir alcançar os meus objetivos, sou humilde e sempre ajudo o meu próximo! Ou seja, apesar de ter sofrido bullying não precisei matar nenhuma pessoa ou muito menos revidar as brincadeiras e as chacotas.
beijos a todas!
Mas o texto é realmente muito bom!!!
Até onde eu sei, ela já falou abertamente sobre a bissexualidade dela, dando fim a certos burburinhos e tal. Já expressou chateação em relação às fofocas de que estaria tendo um caso com a Luiza Possi, enfim… É claro que seria ótimo se todos os famosos saíssem do armário, mas também é meio complicado querer forçar isso. Da mesma forma que sou livre em me posicionar sobre minha homossexualidade (e não foi nenhuma ong ligada ao movimento LGBT que me mandou ser assim), cabe a reflexão se não seria inadequado tentar impor a nossa visão de visibilidade aos outros.
Enfim, não tô querendo justificar os famosos que ficam em cima do muro, dentro do armário, encubados, etc. Não sei se consegui me fazer entender, mas é mais ou menos isso o que eu quis dizer: é ótimo que eu, você e outras pessoas saiamos do armário, mas precisamos tomar cuidado pra isso não virar uma regra autoritária, pois cada um tem seu momento e suas particularidades… abraços!
Diante do fato do mundo está sendo transformado em lata de lixo, e as pessoas estarem
se transformando em meros consumidores sem alma nem sentimentos.
O capitalismo selvagem é um mal que muito tem a ver com a violencia, a intolerancia e outros males.
Bolsonoro e o psicopata, são almas gêmeas pois pensam da mesma forma “vou detonar o que me incomoda”
Já Maria Gadu, realmente ela tem direito de não falar de vida pessoal.
Mas, enquanto não eliminarmos o consumismo e o materialismo de nossa existencia, ou seja, transcendermos a mera condição material e não buscarmos a espiritualidade e restarmos os valores
essencias como o respeito ao outro, a honestidade, o amor universal vai continuar tudo como está.
infelizmente.
Seria maravilhoso que uma pessoa pública lutasse pela nossa causa e nos defendesse, além claro de Preta Gil que está fazendo um bom trabalho, mas andorinha só não faz verão, não é mesmo?
Mais uma vez parabéns Lucia, que mais pessoas leiam esse texto e percebam que podem fazer muita diferença no mundo de hoje.
Só que como já foi dito, escolher dizer ao mundo é algo muito íntimo e pessoal e vale também para a celebridade e seria injusto cobrar um posicionamento público… embora seja bacana enaltecer o quanto é positivo que ocorra, agora independente de ser gritado aos 4 ventos ou velado por 4 paredes (pq se n é público fica no privado mesmo)… podemos e devemos usar a nossa voz para falar a favor de todas aqui e da vida que desejamos e merecemos ter e isso independe de ser assumida, o ruim é quando a pessoa não se assume e ainda vem a público depor contra e fazer um desserviço social, como a Claudia Jimenez por exemplo, ela e o Bolsonaro dão no mesmo.