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Ela não quer sexo

O que fazer quando o relacionamento esfria sexualmente?

Muitos relacionamentos lésbicos apresentam uma vida sexual saudável, constante e satisfatória, porém o contrário também existe.

A falta de sexo no relacionamento é mais comum do que se imagina, são lésbicas que vivem verdadeiras “tragédias” pessoais, muitas sofrem caladas por não saberem como lidar com a situação, nem conseguem decodificar claramente os reais motivos que levaram sua parceira a rejeitar uma das mais importantes manifestações de amor e cumplicidade. Optam pelo sofrimento silencioso por medo de dizer tudo que sentem e o relacionamento acabar.

Dúvidas, medos e angústias são – entre tanto outros – sentimentos fortes que invadem a vida das que vivem este dilema. Apesar de terem suas parceiras são mulheres que acabam se satisfazendo sexualmente pela masturbação. Suportam o problema na esperança de um dia resolver a situação, seja pela separação ou pelo resgate de uma vida sexual plena.

As dúvidas variam de acordo com a situação, mas giram normalmente em torno do que fazer se a mulher amada tem todas as qualidades que a completa, mas não oferece o sexo que gostaria de ter. E se oferece, é um sexo morno e insatisfatório. Será que o melhor caminho é optar pela traição? Terminar e buscar um novo relacionamento ou tentar solucionar o problema?

Os questionamentos que permeiam a situação são inúmeros desde: Ela não me ama mais? Ela tem outra? Não sou mais uma pessoa desejável?  Será que não sou boa de cama? Não sou capaz de despertar mais os desejos dela? Afinal o que há de errado, o problema está em mim ou nela? Neste momento as discussões são inevitáveis.

Em muitos casos a parceira que se nega, usa como argumento que a outra só pensa em sexo, o que na maioria das situações não é verdade. Assim, a lésbica rejeitada acaba por acreditar que está em si o foco do problema. Culpam-se e acabam por acreditar que são amantes insaciáveis e a parceira que se nega é que está no âmbito de normalidade. Aceita desculpas femininas clássicas da parceira, algo do tipo: que está cansada, com dor de cabeça ou com sono, os dias passam e, nada muda, estas desculpas inicialmente podem até “colar”, mas não será ad eternum.

Os motivos para tal recusa, podem ser os mais diversos que deverão ser investigados com responsabilidade. Será importante descartar problemas ligados à saúde e, as consequências da vida contemporânea, tais como, dupla jornada de trabalho, estresse da rotina, problemas financeiros, falta de tempo e preocupações das mais variadas.

Ritmos diferentes também devem ser considerados relevantes bem como entender que cada parceira tem suas necessidades individuais, seus desejos e fantasias e que cada uma tem sua frequência sexual. Também é preciso saber qual o importância do sexo na vida dela, há quem consiga permanecer no relacionamento sem sexo, por amar muito e para ela é o que basta.  O que para muitos podem parecer contraditório, para ela não é. De acordo com o momento de vida do casal e também do ritmo existente entre as companheiras há menos ou mais frequência na prática do sexo e, tudo depende de uma série de fatores.

Em alguns casos a essência da crise no relacionamento sem sexo está na exigência de exclusividade e fidelidade o que leva à perda total da excitação uma vez que acreditam erroneamente que não seja mais preciso conquistar a parceira, assim o relacionamento se torna frio e monótono.

O comodismo também é algo importante para entender as razões para dar continuidade a um casamento sem sexo, evitando assim os desgastes inerentes da separação. São mulheres que preferem sublimar a sexualidade, por conveniência e interesses outros.

Para reverter tal situação pode ser interessante comparar o próprio relacionamento com o de outros casais podendo assim promover diálogos com sua parceira.

Criatividade também será importante sendo uma das primeiras providências a serem tomadas.

Sinais devem ser primordialmente considerados, afinal a intimidade em um relacionamento é essencial e se ela é nula geralmente o relacionamento é superficial.

Saiba que o sexo é um dos termômetros de uma relação, mede a intensidade de intimidade, cumplicidade e como tal não pode ser ignorado ou ter sua importância reduzida. É através do sexo que se aliviam tensões, que se alimenta mais intimidade na relação. Ignorá-lo seria simplesmente ir contra a própria natureza.

 

A idéia de viver um relacionamento sem sexo é assustadora para inúmeras pessoas, mas ainda há as que corajosamente persistem em acreditar que resolverá o problema e conseguirá retomar a felicidade. São mulheres que sofrem demais, na esperança que tudo voltará ao normal, na tentativa de um recomeço que em muitos casos não ocorre e o problema perdura por muitos anos.

Evidente que uma vida sem sexo é demasiadamente sofrida, o que naturalmente afeta e prejudica a saúde psicológica das envolvidas. Depressão, uso excessivo de álcool, insônia, irritabilidade, somatizações são algumas das consequências.

Sexo é importante para a vida saudável do casal. Uma vida sem sexo é totalmente inviável e destrutiva para a saúde psicológica e orgânica.

Para algumas pessoas sexo é fundamental, já outras acreditam que é apenas um complemento. Verdade seja dita que um relacionamento não se sustenta apenas com a satisfação sexual, porém sem ela não há como ser plenamente feliz.

Pense em todas as possibilidades antes de criar fantasmas que podem atrapalhar um relacionamento que vai bem, converse, pergunte e proponha o que for necessário. Afinal, relacionamento se constrói a duas e você tem papel tão importante quanto sua parceira para que a relação flua com total cumplicidade.

Ficar em abstinência é bem complicado e difícil de suportar, porém qualquer que seja a sua escolha faça de maneira consciente. Lembrando que só você é capaz de saber quais são suas prioridades.

Caso sinta que fez tudo o que podia e mesmo assim os resultados não foram positivos, não hesite em procurar uma psicoterapia para entender e encontrar os caminhos de saída desta situação.

Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que haja falta de amor.

- Vladimir Maiakovski

Beijos a todas!

Sobre Lilian Mendes

Psicóloga Clínica (CRP 06/41736) - consultório em São Paulo - Capital - Contatos: lilianmariamendes@yahoo.com.br

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