No contexto de uma importante abertura política às discussões acerca dos direitos civis da comunidade LGBT, casos como o protagonizado pelo deputado federal do PP (Partido Progressista), Jair Bolsonaro, que recentemente voltou a fazer declarações públicas de cunho homofóbico e racista, devem servir de reflexão a respeito da dinâmica adotada pelo eleitorado brasileiro para escolher seus representantes.
Se a existência de partidos políticos é uma dos principais fundamentos da democracia, uma vez que expressam a opinião pública de determinadas parcelas da população e oferecem aos eleitores modelos de agenda que atendam às suas necessidades, o Brasil, que adota um sistema eleitoral multipartidário, contando hoje com 27 partidos políticos registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), certamente poderia ser considerado uma das maiores e mais justas democracias existentes.
O problema é que quando há um número tão alto de partidos, cada um contando com um estatuto próprio, torna-se ao eleitor particularmente difícil conhecer a todos e definir aquele cuja posição política mais se assemelha às suas aspirações pessoais. Como consequência, acabamos ficando reféns de personalismos, votando em figuras públicas simpáticas que conseguem chamar a nossa atenção para si com artimanhas publicitárias bem elaboradas.
Esquecemos que o jogo político é partidário, não individual, e que, portanto, os candidatos estão amarrados ao estatuto da legenda que integram. Ao fazê-lo, jogamos no lixo o nosso direito civil de sermos representados por organizações que entendam e lutem pelas nossas necessidades, retardando conquistas que já deveríamos ter obtido, como o direito ao casamento homoafetivo.
É preciso que nos esforcemos, que busquemos formas de perceber as nuances ideológicas dos partidos aos quais nossos representantes políticos se filiam. É preciso que nos interessemos, que sejamos parte integrante da voz da opinião pública que cobra resultados e não esquece a história e, principalmente, é preciso que façamos as ligações do passado com o presente, afim de que outro Bolsonaro jamais possa gozar de imunidades parlamentares para nos diminuir e desrespeitar.
Declarações de Jair Bolsonaro:
“Estou me lixando para o movimento gay. O que eles têm para oferecer? Casamento gay? Adoção de filho por gay? Nada disso acrescenta nada” (Revista Época online).
“Reitero que não sou apologista do homossexualismo, por entender que tal prática não seja motivo de orgulho” (Em nota de esclarecimento divulgada no site do deputado).
“Eu defendo a tortura” (IstoÉ Gente).
Evolução histórica do Partido Progressista (PP)
Façamos as ligações!




















Nada melor do que entender sobre uma questão, para poder debatê-la com segurança….estrei atenda às sua informações sempre !
Grande beijo
Obrigada pelas palavras gentis.
Entendo o que você quis dizer sobre o termo “casamento homoafetivo”. Escolhi “casamento”, ao invés de “união”, porque me parece que “casamento” trás consigo uma conotação de direito civil mais crua, sem distinção de opção sexual, enquanto “união” me dá a impressão de pretender separar em uma categoria a parte os casais gays.
Espero que eu tenha me feito compreender
De qualquer forma, vou sempre levar em consideração a sua sugestão ao tratar do tema.
Obrigada
Em qualquer lugar você pode dizer que é lésbica e ninguém te olha com cara de espanto. Eles aceitam e respeitam as diferenças.
Abraços
Andresa
E na minha opinião, devemos continuar usando o termo casamento homoafetivo mesmo, ao invés de união. Como a própria autora já disse, o que buscamos é a igualdade em comparação ao casamento entre um homem e uma mulher. A grande bancada evangélica é sim um óbice(e dos grandes!) na hora da aprovação não só desse tema, mas de váaaarios outros relacionados aos avanços nos direitos do grupos LGBTTT (???. Sempre me atrapalho com a sigla correta,rs).
Depois do que a Dri disse, acho que vou pra Alemanha pegar uma alemã pra mimkkkkk.
Beijos, bem vinda Carla, espero poder sempre participar.
Se você quiser dá uma olhada no google em uma cidade que se chama Köln. Köln é a cidade mais gay da Alemanha.
Eu sou casada legalmente com minha companheira faz muitos anos e aqui temos os mesmos direitos que os heterosexuais.
ADORO! !!!
=)
Em entrevista à Revista Veja de 09 de Março de 2005, o então Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil e atual prefeito do município de João Alfredo (PE), Severino Cavalcanti, declarou:
“O que é ruim é fácil de proliferar. Por que oficializar uma coisa dessas? [em referência ao projeto de casamento homoafetivo]. Podem debochar de mim, mas quem de bom senso defende a união de homem com homem e mulher com mulher?”.
Importante destacar que Severino Cavalcanti também pertence ao PP (Partido Progressista).