I’m falling in love again – Parte 5

Jils 29/06/2011 10
Continuamos mantendo contato de uma forma mais descontinua, com intervalos bem irregulares, que foram ficando cada vez mais esparsos até eu mandar um e-mail que não foi respondido, e mais um, outro e outro até eu desistir.

Temporariamente claro…

Algum tempo depois estou eu empregada, com tempo livre, uma internet rápida quando resolvo fuçar no Orkut. Estou eu fuçando os perfis alheios, vendo fotos, lendo descrições, bisbilhotando recados e eteceteras até que tenho um insight: “Por que não procurar por ela?”

Dito e feito, a globalização é uma maravilha, depois de algumas tentativas e erros a procura por nome, sobrenome, cidade e idade. Decidi procurar pelo apelido e… Eureka!! Achei o perfil dela.

Re-estabelecemos contato. Ela me contou o que havia acontecido no tempo em que perdemos contato, disse que havia se mudado de Londrina e tinha voltado pra casa dos pais temporariamente pois iria trabalhar em um navio… “Num navio?! Como assim um navio?! Por que sair do Brasil?!”. A pergunta saltou pela minha boca, mas decidi não escrever porque afinal de contas eu não tinha o direito de bisbilhotar a sua vida… pelo menos não ainda.

O jogo começa mais uma vez.

Eu jogando meus verdes, ela me mostrando as fotos das viagens do cruzeiro, histórias que conta das cidades das pessoas… Até que um dia resolvo fazer aquela pergunta que havia ficado entalada, ao que ela responde:

_ “Eu estava confusa, minha vida ainda não havia tomado um rumo, eu não conseguia trabalhar na área que gostava da minha profissão e minha vida sentimental estava uma bagunça”.

_ “E agora como está?”

_ “Estou bem, cheia de planos para quando voltar. Ah! E estou namorando… uma menina”.

Ninguém melhor para me entender naquele momento do que Maysa, “meu mundo caiu” e caiu feio… Já era ruim ter levado um fora de uma menina hétero, mas nada foi pior do que convertê-la ao babado e perdê-la para outra.

Tentei não demonstrar meu desânimo e despeito nos e-mails que se seguiram, passei por várias fases para aceitar o fato. Da negação “não ela deve ter dito isso para eu parar de incomodá-la, não deve ser verdade”, para a raiva “pqp não acredito que dei uma de padeiro, que tive a oportunidade e a perdi”, a depressão “meu Deus por que isso aconteceu comigo, já não era humilhação suficiente ter levado o primeiro fora?”, até chegar a aceitação “ok. Ela está namorando, mas isso não me impede de ser amiga dela e quem sabe um dia algo acontece. A esperança é sempre a última que morre”.

O tempo passa, passa, o mundo dá voltas, voltas, o navio circulou países, continentes e ela volta ao Brasil.

Um dia no MSN ela me diz que desistiu do navio porque queria criar raízes, procurar um emprego e um lugar para morar. Achei a idéia ótima, mas sem muito entusiasmo até ela dizer: “Estou pensando em ir morar em Curitiba”. Eu quase tive um ataque do coração, pronto me derreti na cadeira e não sabia como me recompor, meu queixo deve ter caído no chão e meus olhos saltado da orbita como um desenho animado. Não tive como conter o pensamento: “Agora é a hora”.

As conversas no msn ficam mais freqüentes, quase diárias, os assuntos se aprofundam, e graças a tecnologia e a paciência do meu amigo que tinha internet e webcam em casa, as conversas são “ao vivo” e a ligação que temos aumenta. Aliás isso deveria ser um capítulo a parte, assim como os Olhos de Ressaca de Capitu. Porque realmente é algo um tanto quanto unusual, não? Ter uma ligação tão forte com alguém que eu vi duas vezes na vida e só mantenho contato pela internet.

Pensei: “É o amor!”.

Crio e fantasio várias histórias. Me vejo indo buscá-la na rodoviária, dando aquele abraço apertado e a girando no ar (mesmo ela sendo mais alta que eu) e é claro a beijo, a cena clássica. Aquele beijo com o qual eu sonhava desde o da que a havia conhecido.

*suspiros*

10 Comentários »

  1. Fu 29/06/2011 at 18:41 - Reply
    “Ter uma ligação tão forte com alguém que eu vi duas vezes na vida e só mantenho contato pela internet.”

    Quem nunca sentiu isso que atire a primeira pedra.

  2. Fu 29/06/2011 at 18:41 - Reply
    P.S.: Paguei um pau por ter citado Dom Casmurro.
  3. Sara 29/06/2011 at 18:43 - Reply
    Adorei o texto! Passei por isso recentemente… e ainda espero ela voltar pra mim…rs Mal posso esperar pelas cenas dos próximos capítulos…rs

    Um abraço!

  4. Cristal.. 29/06/2011 at 23:15 - Reply
    nossa to amando está história…
    O que mais me impreciona é que o sentimento entre duas mulheres é muito intenso antes mesmo que aconteça…
    Já temos nossas fantasias e desejos dentro de nos….amu espere que não demore pro proximo capitulo….

    ps….minha história é alguem que ama e é amadoo…um amor impossivél…

    Amoooo…

    :)

  5. Juliana Souza - vulgo JilsDead 30/06/2011 at 14:57 - Reply
    Obrigada Fu, sou apaixonada por Dom Casmurro.

    Meninas obrigada pelos comtários.

  6. Bruna 30/06/2011 at 20:20 - Reply
    Bom, eu conheci uma menina numa festa em um dia e nunca mais nos vimos. Na verdade, só por internet, durante um bom tempo…varando as madrugadas. A internet faz com agente o que a distância nos impede…não acho nem um pouco estranho sentirmos algo tão forte por alguém que só vimos uma ou duas vezes na vida, ainda mais se ela passa a fazer parte do nosso cotidiano depois (mesmo que não pessoalmente).
  7. Alice 01/07/2011 at 13:39 - Reply
    O q + gosto nessa história é a ligação com o nosso cotidiano e realidade (Muito bom v e/ou revivenciar sentimentos comuns de muitas mulheres). Tô aprendendo! rsrs…
  8. Camila 03/07/2011 at 19:42 - Reply
    Ho ho ho, como vai acabar esse história ai hein?

    Se é que acaba né, vai depender da criatividade hehe

    Vc esta escrevendo cada vez melhor Ju, serião!

    Beijos

  9. Escaminha 04/07/2011 at 17:19 - Reply
    A internet faz milagres….
  10. Tatiane Cabral 12/07/2011 at 00:51 - Reply
    Estou ansiosa pela continuação da história!! = ]

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