Temporariamente claro…
Algum tempo depois estou eu empregada, com tempo livre, uma internet rápida quando resolvo fuçar no Orkut. Estou eu fuçando os perfis alheios, vendo fotos, lendo descrições, bisbilhotando recados e eteceteras até que tenho um insight: “Por que não procurar por ela?”
Dito e feito, a globalização é uma maravilha, depois de algumas tentativas e erros a procura por nome, sobrenome, cidade e idade. Decidi procurar pelo apelido e… Eureka!! Achei o perfil dela.
Re-estabelecemos contato. Ela me contou o que havia acontecido no tempo em que perdemos contato, disse que havia se mudado de Londrina e tinha voltado pra casa dos pais temporariamente pois iria trabalhar em um navio… “Num navio?! Como assim um navio?! Por que sair do Brasil?!”. A pergunta saltou pela minha boca, mas decidi não escrever porque afinal de contas eu não tinha o direito de bisbilhotar a sua vida… pelo menos não ainda.
O jogo começa mais uma vez.
Eu jogando meus verdes, ela me mostrando as fotos das viagens do cruzeiro, histórias que conta das cidades das pessoas… Até que um dia resolvo fazer aquela pergunta que havia ficado entalada, ao que ela responde:
_ “Eu estava confusa, minha vida ainda não havia tomado um rumo, eu não conseguia trabalhar na área que gostava da minha profissão e minha vida sentimental estava uma bagunça”.
_ “E agora como está?”
_ “Estou bem, cheia de planos para quando voltar. Ah! E estou namorando… uma menina”.
Ninguém melhor para me entender naquele momento do que Maysa, “meu mundo caiu” e caiu feio… Já era ruim ter levado um fora de uma menina hétero, mas nada foi pior do que convertê-la ao babado e perdê-la para outra.
Tentei não demonstrar meu desânimo e despeito nos e-mails que se seguiram, passei por várias fases para aceitar o fato. Da negação “não ela deve ter dito isso para eu parar de incomodá-la, não deve ser verdade”, para a raiva “pqp não acredito que dei uma de padeiro, que tive a oportunidade e a perdi”, a depressão “meu Deus por que isso aconteceu comigo, já não era humilhação suficiente ter levado o primeiro fora?”, até chegar a aceitação “ok. Ela está namorando, mas isso não me impede de ser amiga dela e quem sabe um dia algo acontece. A esperança é sempre a última que morre”.
O tempo passa, passa, o mundo dá voltas, voltas, o navio circulou países, continentes e ela volta ao Brasil.
Um dia no MSN ela me diz que desistiu do navio porque queria criar raízes, procurar um emprego e um lugar para morar. Achei a idéia ótima, mas sem muito entusiasmo até ela dizer: “Estou pensando em ir morar em Curitiba”. Eu quase tive um ataque do coração, pronto me derreti na cadeira e não sabia como me recompor, meu queixo deve ter caído no chão e meus olhos saltado da orbita como um desenho animado. Não tive como conter o pensamento: “Agora é a hora”.
As conversas no msn ficam mais freqüentes, quase diárias, os assuntos se aprofundam, e graças a tecnologia e a paciência do meu amigo que tinha internet e webcam em casa, as conversas são “ao vivo” e a ligação que temos aumenta. Aliás isso deveria ser um capítulo a parte, assim como os Olhos de Ressaca de Capitu. Porque realmente é algo um tanto quanto unusual, não? Ter uma ligação tão forte com alguém que eu vi duas vezes na vida e só mantenho contato pela internet.
Pensei: “É o amor!”.
Crio e fantasio várias histórias. Me vejo indo buscá-la na rodoviária, dando aquele abraço apertado e a girando no ar (mesmo ela sendo mais alta que eu) e é claro a beijo, a cena clássica. Aquele beijo com o qual eu sonhava desde o da que a havia conhecido.
*suspiros*






















Quem nunca sentiu isso que atire a primeira pedra.
Um abraço!
O que mais me impreciona é que o sentimento entre duas mulheres é muito intenso antes mesmo que aconteça…
Já temos nossas fantasias e desejos dentro de nos….amu espere que não demore pro proximo capitulo….
ps….minha história é alguem que ama e é amadoo…um amor impossivél…
Amoooo…
Meninas obrigada pelos comtários.
Se é que acaba né, vai depender da criatividade hehe
Vc esta escrevendo cada vez melhor Ju, serião!
Beijos