Inseminação Artificial

Liana 11/07/2011 4

Métodos de reprodução assistida: Engravidando com segurança e baixo custo.

Meninas, queria me desculpar pelo sumiço, é que Junho foi um pouco difícil profissionalmente, mas prometo que me programarei melhor para não sumir novamente.

Dando continuidade a série de reprodução assistida, neste texto falarei sobre a inseminação artificial, feita em clínicas de reprodução assistida.

Custos

A primeira diferença começa aqui, na coluna passada falamos sobre a inseminação caseira, que tinha praticamente custo zero, porém vários riscos legais em relação à disputa de paternidade e outros riscos relacionados a saúde com os riscos de contaminação de DST.

A Inseminação Intra-uterina ( mais informações aqui ) pode ser considerada a mais próxima do processo natural e conseqüentemente da inseminação caseira que já falei aqui.

Normalmente os valores giram em torno de R$ 7.000,00, incluindo a compra do sêmen, mas isso vai variar de clínica para clínica, mas é preciso desconfiar de lugares muito baratos, pois como todo negócio, a reprodução assistida também é atingida por profissionais inescrupulosos, interessados apenas em ganhar dinheiro.

Claro que não é pouco dinheiro e por isso existem alguns projetos que facilitam para os casais (sem distinção de orientação sexual) ou mulheres solteiras que queiram ter filhos, vale a pena conferir:

Como funciona

(processo retirado do site Bebê de Proveta, do Dr. Fernando Prado, que é responsável pela maioria dos bebês que conheço pessoalmente de casais de mulheres e foi médico do casal Munira e Adriana)

“A estimulação dos ovários pode ser feita de diversas maneiras, com medicamentos administrados por via oral, via intra-muscular ou sub-cutânea. Podem ser iniciados no 2º dia da menstruação e se estender por 5 a 15 dias, de acordo com o esquema utilizado.

Durante todo esse período, o crescimento dos folículos ovarianos é acompanhado cuidadosamente através da ultra-sonografia pélvica endovaginal. Normalmente, espera-se um crescimento de 2 a 5 folículos durante esse período. Quando pelo menos um dos folículos ovarianos atingir 18 milímetros ou mais de diâmetro, administra-se o hCG para completar o amadurecimento dos oócitos e induzir a ovulação.

Aproximadamente 36 horas após a administração do hCG, solicita-se a coleta dos espermatozóides por masturbação (no nosso caso essa fase é substituída pelo espermatozóide do banco de esperma). Este sêmen será tratado no laboratório com o intuito de separar os espermatozóides mais competentes para a fertilização, descartando-se células com defeitos, espermatozóides mortos e outras substâncias que não devem ser transferidas para o útero.

Terminado o preparo do sêmen e com o auxílio de uma cânula especial, os espermatozóides serão transferidos diretamente para o interior do útero da paciente. Com a pressão empregada durante a transferência e a oclusão da saída do colo uterino, espera-se que os espermatozóides penetrem nas tubas uterinas e atinjam o local da fertilização.

O embrião ou embriões formados serão transportados pela tuba até a cavidade uterina onde ocorrerá a implantação e o desenvolvimento da gravidez.

A taxa média de gravidez por ciclo de inseminação artificial é de 20 a 30%.”

Então apesar de ser um processo mais barato, a taxa de sucesso é mais baixa que a da FIV (Fertilização In Vitro), porém é mais alta que a da Inseminação Caseira, tornando assim o processo mais acessível para quem tem pouco dinheiro e também não tem interesse em fazer a troca de óvulos (uma gerar o filho da outra).

Vantagens

Acho que eu nem precisaria falar das vantagens, mas vamos lá:

  • Proteção contra DST’s e outras doenças
  • Doador desconhecido (pela leio doador precisa ser desconhecido, a menos que seja seu marido e como não é o nosso caso…)
  • Maior probabilidade de sucesso, pois há estimulação ovariana com medicamentos.

Na próxima quinzena falarei sobre FIV (Fertilização In Vitro) e os avanços que conseguimos no CRM-SP (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) para termos a permissão de utilizar a técnica ROPA (que consiste em uma mulher gerar o óvulo da outra).

Até lá!

4 Comentários »

  1. A.N.A. 15/07/2011 at 15:21 - Reply
    Só a nível de conhecimento, o Hospital do Servidor, em SP, faz esse tipo de inseminação, em casais homossexuais.
    Só trata funcionárias públicas.
    A parte boa do Servidor, é que só precisamos arcar com a medicação e com o banco de esperma. E sai praticamente pela metade do preço (ou menos até).
    Eu fiz todo os exames, e são vários. Eu e minha companheira estamos querendo uma criança, mas acredito que iremos adotar mesmo, agora mais por uma questão de saúde minha.

    Gostei do texto sobre fertilização caseira, mas realmente não quero correr o risco do homem achar que pode exigir a paternidade um dia.
    Continue contribuindo conosco..
    Abraços.
    A.N.A.

  2. fabi 07/08/2011 at 22:44 - Reply
    aaaaaaaaaaaaaaaaaaaa que linda
  3. claudia 27/09/2011 at 07:59 - Reply
    Ola fiz a primeira tentatitiva, comprei o material mas nao deu certo, agora a clinica diz que eu nao tenho mais material para fazer a segunda, depois de subimeter a uma cirigia para limpar as trompas e tomar os remedios, e agora veio com preços abusivos o que devo fazer.
    Sou lesbica e casada a nove anos, tenho 32 anos.
    gostaria de saber se tem agum banco de seme de graça, pois nao tenho problema de gerar uma criança, so nao tenho a maquina que faz.
    por favor me ajude nao guento mais gastar tanto e nao conseguir.
    • Liana 20/11/2011 at 21:33 - Reply
      Olá Cláudia,
      Aqui no Brasil não temos banco gratuito, infelizmente ficamos reféns das clínicas e profissionais.

      É importante verificar as taxas de sucesso da clínica, no nosso caso também é importante verificar se casais homossexuais já fizeram procedimentos com resultados positivos no local, pois as clínicas são obrigadas a nos atender, mas nada garante que estão realmente fazendo o trabalho seriamente.

      Beijos e boa sorte!

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