Martha Medeiros me salva…

Drix 28/08/2011 8

Olá pessoas queridas!

Doida de vontade de escrever um monte de coisas aqui. Na verdade, vontade de trocar ideias e conversar com vocês. Só que minha mente este final de semana anda curtíssima. Tentei até montar um texto desabafo…mas nada deu certo. Resolvi então colocar por aqui dois textos de Martha Medeiros. Todo mundo já está “abusado” de saber que sou apaixonada por Martha, Caio F. Abreu e Lispector. Mas estes dois abaixo de Medeiros, me pegam pelo pé… espero que gostem ou adorem como eu…

“De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda  mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos,sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário,queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par e não como pares? Ter um parceiro constante, não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo a expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.”

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“A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir “eu te amo” num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir “eu te amo” numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.”

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Ótima semana e cuidem-se crianças!

Cheiro,

Drix

 

 

8 Comentários »

  1. Luh 28/08/2011 at 21:31 - Reply
    Já havia lido esse texto, adoro Martha Medeiros, ótima escritora.
    Obrigada por repassar esse texto, achei ótima a ideia.
  2. KARLA 28/08/2011 at 21:37 - Reply
    vc escreve bem pra caramba adoro seus contos, textos, me identifico muito com o q vc posta asvezes tenho a impressão q o texto foi feito pra mim. dessejo q vc continui tendo essa inspiração pra sempre. bjs.
  3. mari 28/08/2011 at 21:59 - Reply
    já tinha lido esse texto da Martha, através de uma amiga que me indicou pelo facebook, achei incrível, se alguem que assim como eu ta precisando de uma amiga me adiciona veiramaria68@yahoo.com.br meu nome é mariana.
  4. fran 28/08/2011 at 23:38 - Reply
    Nossa, eu sou mais uma fã, dessa excepcional escritora, já li todos os contos e poemas dela escrito. ela é um genio na arte de escrever, eu adoro e recomendo a todas martha medeiros – Poesia Reunida”…nossa essa mulher surpreende cada vez mais…
  5. elizabeth 29/08/2011 at 11:15 - Reply
    Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade?
    Se fosse prá mim escolher entre uma companhia e o dinheiro, eu escolheria o amor.
    Solidão que não tá com nada!
  6. Hanelore 30/08/2011 at 04:21 - Reply
    Eu estava lendo hoje alguns textos dela, ela é maravilhosa !
  7. Hanelore 30/08/2011 at 04:45 - Reply
    (…)

    A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
    ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

    Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
    É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente…
    E só então a gente poderá amar, de novo.

    Martha Medeiros.

  8. Ju 30/08/2011 at 23:38 - Reply
    Desculpa pelo comentário Drix,mas se não me engano esse texto é do Mário Quintana!!
    Mas,belo texto,de fato! Bjo

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