Varrendo preconceitos, criando um novo mundo em que diferenças serão toleradas e até mesmo cultivadas, recebendo elogios pela coragem e também duras críticas por mostrar aos caretas que, mesmo com a desaprovação deles, continuamos com o nosso jeito masculino, seguindo sempre em frente com a cabeça erguida.
Ser uma mulher fora do estereótipo feminino requer auto-estima elevada, para ouvir mais alto o nosso próprio coração e calar as vozes inquisidoras que temem que algum vírus maléfico transforme todas as mulheres em lésbicas masculinas. Não, esse risco não existe!
Não queremos ser exemplos de conduta para a filha de ninguém, mas queremos mostrar que seguir o próprio jeito de ser é o único modo de se tornar mais bela, de brilhar e de ser feliz.
Não seria nada evolutivo viver em um mundo completamente formatado, cheio de regras que só servem para uma maioria, e onde os diferentes são fadados ao sofrimento eterno. Prefiro algo mais simples e requintado, onde só imperaria o amor. Difícil? Claro, mas se todos os esforços forem canalizados para este fim, milagres aconteceriam todos os dias, até conseguirmos provar a nós mesmos que Deus se manifesta através desse amor que podemos sentir uns pelos outros. É aí que reside a grande libertação. É aí que descobriríamos toda a nossa potencialidade.
Quebro paradigmas, não para chocar os incautos, mas para abrir mais possibilidades de sermos felizes. Para alguns é humanamente impossível uma mulher ser feliz e realizada usando as vestimentas de um homem e vice-versa. Se tudo o que for incômodo para mim for considerado anormal ou errado, eu veria o mundo como algo extremamente ruim, afinal poucas coisas acontecem exatamente como eu gostaria que acontecessem. Se mal consigo segurar as rédeas da minha própria existência, imagine como seria querer controlar a vida de outras pessoas.
Se dou poder aos outros, me preocupando com o que os choca, com o que pensam, com o que querem para a minha vida, eu nunca conseguiria ter e realizar os meus próprios sonhos e isso geraria infelicidade na certa! Fácil culpar o mundo pelos planos não traçados e pela falta de tempo para sorrir. Ninguém pode preencher a vida de outra pessoa sem deixar de preencher a própria existência. Ao vigiar o vizinho deixamos momentaneamente de olhar para a nossa própria vida. Tomamos conta da vida dos outros pois da nossa própria vida há quem cuide, isto é, quase não pensamos nos nossos sonhos, nos nossos propósitos, pois perdemos tempo pensando no que seria melhor para outras pessoas o tempo todo. Deixar que outros digam o que é melhor para nós, seguir receitas prontas de como ser considerado normal pela sociedade é o jeito mais fácil de justificar nossas falhas, nossas derrotas, nossa falta de tempo para batalhar o que nos realizaria de verdade.
É preocupante saber que, para a nossa sociedade, é menos chocante ver uma cena de violência explícita do que uma de amor entre pessoas do mesmo sexo. O amor livre e desprovido de dogmas e preconceitos ainda é visto como algo estranho, ameaçador, pois tudo o que liberta, tudo o que amplia nossa consciência é assustador por nos tirar do lugar comum, da comodidade de ter a ilusória sensação de controle das situações.
Para crescer basta fazer algo diferente, todos os dias, daquilo que estava acostumada. Experimente algo novo, vista roupas confortáveis e compatíveis ao que realmente você é, exercite a gentileza, a bondade e a flexibilidade. Alimente sempre o lado bom das coisas, das pessoas e das situações. Não se preocupe tanto e ocupe-se ao máximo com bons pensamentos e atitudes positivas. Deixe fluir o amor e os bons sentimentos que brotarem em seu coração. Viva, sempre, e deixe que todos os tipos de homens e mulheres vivam com liberdade e amor.


















“Se mal consigo segurar as rédeas da minha própria existência, imagine como seria querer controlar a vida de outras pessoas.” No meu sentir, eis aí a síntese de tudo.
Abraços
Talvez seja por isso que não encontro grandes problemas no meu relacionamento. Uma tem que ceder.
Tudo bem que não seja uma situação nada convencional, mas cada um com seu geito, né.
Além do mais, não estamos prejudicando a vida de ninguém.
No fim acho que infelizmente elas ainda sofrem mais preconceito, por que meio q tá na cara q ela eh lesbica so por n ser feminina, ai em certas situaçoes elas saem mais prejudicadas.
Eu sou feminina e gosto de ser assim( meus amigos gays me chama de travesti rsrsrrs) mas no fim das contas acredito que cada um deve ser feliz…. do seu jeito
Viva e deixe viver.
Como sempre, um ótimo texto e reflexão.
Parabéns. bjo.