De acertar quando devia errar. De errar tanto quando precisava acertar.
Porque eu quero ter o direito de estar errada. Quero com isso não ser tão criticada. Também cansei de ser idiota e me sentir como tal. Tentar fazer o certo é o que procuramos a vida toda, mas por que é tão difícil? Porque não sabemos – Simples e direta resposta. Pior que já sabemos.
Posso me jogar no abismo e sentir um mar azul e delicioso ou posso encontrar as pedras frias e definitivas. Fim? Não, não neste abismo. Me jogo e, sim, sei do risco e sei como seria confortável meu passo para trás. Porém, cansei, cansei do confortável, da zona do limite. Do bem estar e do feliz. Quero perder meus limites. Não quero sequer entender meus limites. Por vezes, me deixem ser irracional!
Tentar adivinhar o que diz o futuro – fortuna das cartomantes. Quem sabe? Mar azul ou pedras? Duas opções, uma chance de 50%, muito melhor do que a chance de ganhar na loteria. Mas por que tanto medo? Porque cansamos, porque cansamos do não, porque cansadas do doer vamos tentar ouvir o sim sempre que pudermos, pois sempre queremos. Não queremos sofrer, não podemos, não aguentamos. Esquecemos, porém, que daí crescemos. Continuarei a crescer até minha cabeça bater nos céus, a considerar que meus pés não mais estão no chão, talvez não demore muito tempo.
O fato é que cansei também de escrever, cansei também de pensar e sequer de olhar para meu lado e entender o outro. Estou sendo egoísta como nunca fui. Talvez por todos estes anos foi o que me faltou. Não, egoísmo não é bom, mas precisa ter a dose certa para não perdermos o tempero da nossa autoestima.


















Arriscar… essa tem sido a palavra do momento pra mim… cansei de não buscar as coisas por medo…
Bjxxxxxx
Como de costume, suas palavras foram perfeitas. Curiosa a forma como você escreve, faz parecer ser fácil. Você passeia pelas frases como quem anda por ruas conhecidas da vizinhança. Sempre admirei esses seus “passeios”, sempre vou admirar.
Gostei particularmente desse texto, desse desabafo…da sinceridade que muitas vezes não é fácil de dizer.
Muito bom mesmo, parabéns.
Um beijo e por favor, se canse de tudo, mas não se canse de escrever.
Eu também cansei de pensar demais nos outros (esquecendo de mim),pensar no bem estar de outrem,deixando muitas vezes o meu de lado.
Parabéns pelo texto!!!!
E quando bate essa crise existencial é como se dissemos intimamente: “Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo, e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros.” (Caio Fernando Abreu).
Lisa, sua linguagem é tão simples, mas eficazmente resgatadora. É o nota-se como uma totalidade, e como essência. Na percepção de um ser humano que chegou ao seu limite, mas sem arrogância do egoísmo.
Esse texto é um chamado para: O desapego da nossa autonegligencia, percepção da nossa passividade diante outro, e a buscativa da nossa própria autoestima.
Parabéns pelo texto! Tudo que precisava neste exato momento.