Ser ou não ser? Eis a questão.
Olá queridas leitoras do PL. Quando estava pensando no tema desse texto resolvi falar sobre algo polêmico e que possa ajudar muita gente. Já que estou cursando um Mestrado em Ciências das Religiões pensei que seria interessante falar sobre a homossexualidade e Religião.
Então comecei a minha pesquisa, e a primeira coisa que achei foi no Wikipédia, a enciclopédia livre:
O relacionamento entre a homossexualidade e a religião varia de maneira enorme durante tempos e lugares. Alguns grupos não influenciados pelas religiões abraâmicas – judaísmo, cristianismo e islamismo – veem a homossexualidade como sagrada, enquanto que os grupos que foram influenciados por tais religiões veem-na quase sempre de forma negativa. Na era do colonialismo e imperialismo, praticado geralmente por países de fé abraâmica, algumas culturas adotaram atitudes antagonistas quanto à homossexualidade. Atualmente, grupos e doutrinas de religiões abraâmicas geralmente veem a homossexualidade negativamente; alguns desencorajam a prática, enquanto outros explicitamente a proíbem. É ensinado que a homossexualidade é pecaminosa, enquanto outros dizem que qualquer ato sexual por si só é pecaminoso. Apesar de tudo, há algumas pessoas dentro desses grupos religiosos que veem a homossexualidade de maneira mais positiva – há até quem pratique cerimônias religiosas de casamento entre pessoas do mesmo sexo. Alguns grupos afirmam que a homossexualidade pode ser “superada” através da fé. Há vários “centros de cura” espalhados pelo mundo, de onde saem os “ex-gays“. No entanto, nenhum estudo científico comprova esta prática e ela é desencorajada pela maioria dos médicos.
Por esse texto do Wikipédia vemos que essa relação existe desde os primórdios, e que em cada cultura pode ser encarado de forma diferente. Apesar disso, essa preocupação vem de seres humanos, independente da religião e da cultura.
Continuei minhas pesquisas e cheguei a um texto de um por Prof. Dr. Daniel Helminiak (Ex-Padre Católico) que está em português de Portugal e deixei original. O mesmo foi o que mais pareceu completo e instrutivo.
Colocar fontes de terceiros, a mais das minhas palavras, foi a minha escolha para mostrar uma pesquisa bem completa e com um nível mais científico, que foge ao nível particular e de opiniões, no qual um assunto como esse não pode nem um pouco ser analisado de forma coloquial e sem embasamento. E como ainda estou engatinhando nos estudos das Ciências Religiosas, não tenho um arcabouço teórico para escrever um texto como esse só com minhas palavras.
Homossexualidade e Religião
Argumentos Religiosos contra a Homossexualidade
por Prof. Dr. Daniel Helminiak (Ex-Padre Católico)
Nenhum argumento religioso contra a homossexualidade sobrevive a uma análise crítica. Qualquer motivo religioso padrão não é mais do que ficção, fruto de convicções cegas. O “argumento” é somente uma preferência pessoal, uma posição apoiada por uma “escolha” e não por “argumentos racionais”. A Religião é, assim, uma máscara usada para encobrir o preconceito.
A Bíblia NÃO condena a homossexualidade
As investigações científicas mais recentes demonstraram e denunciaram erros de tradução e de interpretação nas passagens que dizem respeito à homossexualidade. A maioria define claramente, como por exemplo em Ezequiel 16, 48-49 e no Livro da Sabedoria 9, 13-14, qual foi o pecado de Sodoma (Génesis 19): orgulho, ódio, abuso, dureza de coração. Sexo nunca é mencionado. Também o termo “não natural”, por exemplo, que encontramos na Carta aos Romanos 1, 28-29 devia ter sido traduzido pelos termos “atípico” ou “não convencional”. A Bíblia lida em coerência com os seus próprios termos e contexto, não apresenta nenhuma condenação explícita dos actos homossexuais. Ver D. A. Helminiak, What the Bible Really Says About Homossexuality, Alamo Press, 1994.
O Cristianismo NÃO se opôs sempre à homossexualidade
Até cerca de 1200, excepto no período por volta da altura da queda do Império Romano, a homossexualidade era, em geral, aceite na Europa cristã. No século VII, na Espanha Visigoda, uma série de seis conselhos nacionais da Igreja recusaram-se a apoiar a legislação do soberano contra actos homossexuais. No século IX códigos penais extensos por toda a Europa tratavam de questões sexuais detalhadamente, mas nenhum fora de Espanha proibía actos homossexuais. Pela altura da Alta Idade Média existia uma sub-cultura gay emergente e um corpo de literatura gay padrão estudada nas Universidades dirigidas pela Igreja. Ver J. Boswell em Christianity, Social Tolerance and Homosexuality, University Chigago Press, 1980.
Na prática da Igreja, procriação NÃO é essencial para ter relações sexuais
A filosofia estóica defendia que a concepção de bebés era a única razão eticamente aceitável para ter relações sexuais. O Cristianismo desde cedo incorporou esta noção na sua doutrina e algumas igrejas invocam-na para condenar a homossexualidade. Contudo, muitas destas igrejas permitem o uso de contraceptivos e permitem o casamento (e relações sexuais) entre casais que sabem serem estéreis ou entre casais que já ultrapassaram a idade para procriar. Até mesmo a Igreja Católica enfatizou recentemente a importância da união emocional e da partilha do amor como centrais para a intimidade sexual. Evidentemente, as igrejas não acreditam que a única e principal razão para a intimidade sexual é a procriação.
O argumento da “complementaridade” NÃO é coerente
Supostamente a complementaridade dos sexos é uma requisição estabelecida por Deus para os relacionamentos sexuais. Mas a “masculinidade” e “feminilidade” são estereótipos. Na realidade, as características da personalidade das pessoas são mistas e abrangem tanto a esfera do masculino e como a esfera do feminino. Quaisquer duas pessoas, heterossexuais ou homossexuais, podem facilmente qualificar-se como complementares nalgumas características psicológicas, ou noutras. Deste modo, a complementaridade em questão só pode ser biológica. Ora, apelar à complementaridade é só uma maneira de dizer que só uma mulher e um homem podem partilhar a intimidade sexual. Logo, o verdadeiro argumento é este: as relações sexuais homossexuais são erradas porque sexo entre um homem e uma mulher é que está certo; casais homossexuais não podem partilhar nenhuma intimidade sexual porque não são heterossexuais. O argumento não explica nada, é circular, a verdadeira questão fica por responder. Indo um pouco mais longe, o argumento da complementaridade afirma que o único acto sexual permissível é a relação sexual entre pénis e vagina, mas não apresenta nenhuma razão para esta afirmação (na qual poucos acreditam, de qualquer modo).
A homossexualidade NÃO é uma doença
A Religião afirma que a homossexualidade é uma aberração em relação à ordem da criação de Deus. Contudo, a maioria das investigações científicas – zoológica, médica, psicológica, sociológica e antropológica – mostram que a homossexualidade é uma variante normal. Não só é prevalente em muitas espécies animais, como nos humanos a homossexualidade tem uma base biológica, é fixada no início da infância e presente em praticamente todas as culturas conhecidas. Não há nenhuma prova credível de que a orientação sexual pode – ou deve – ser modificada. A não ser que ser simplesmente homossexual em si venha a ser considerado como uma patologia com que se nasce, a ciência actual não é capaz de detectar nada de “doente” na homossexualidade e considera-a parte do mundo que Deus criou.
Os homossexuais NÃO são irreligiosos
Muitas pessoas condenam os homossexuais afirmando que são contra Deus e pecadores, mas os homossexuais cristãos contemporâneos reconhecem a sua auto-aceitação como fruto da graça de Deus. Eles testemunham que desde que “se assumiram” sentem-se mais felizes, mais saudáveis, mais produtivos, mais afectuosos, mais em paz, mais alegres e mais próximos das outras pessoas – e mais próximos de Deus. De acordo com o critério de Jesus “Pelos seus frutos os reconhecerás” (Mateus 7, 16) os homossexuais cristãos devem ser verdadeiros profetas do nosso tempo. Pelo contrário, colocar a tônica nos piores elementos e exemplos da comunidade homossexual – ou heterossexual – é uma maneira injusta de avaliar a questão.
*Traduzido por Rita P. Silva de “Religious Arguments Against Homosexuality” © Daniel Helminiak
Se formos analisar de acordo com a realidade social das pessoas, aos olhos de algumas religiões não faríamos quase nada, como pelo Catolicismo nem usaríamos a caminha para prevenção, só faríamos sexo para reprodução, mas sabemos que sexo não é só para isso, pesquisas científicas e Médicos comprovam que uma vida sexual saudável, independente de Homo, Bi ou Hetero, faz muito bem para a saúde física e emocional de qualquer ser vivo, o importante é estar bem resolvido e fazer qualquer coisa que seja no limite.
No entanto, enquanto uma pessoa não estiver bem preparada e viver com sentimento de culpa, vai estar se martirizando do mesmo jeito. Tire esse peso das costas. Se privar de encarar sua realidade como realmente sente e quer ser na essência, baseado numa visão externa vai deixar de viver a sua própria vida e sim viver a vida que outros querem para você.
E uma pessoa adulta pode e deve buscar o que é melhor para si mesma, distinguindo o que é bom e mal, mas no seu próprio embasamento. Construa sua vida, seus princípios, seus norteamentos, sim baseados nos que você se identifica, mas não ser igual a nada e ninguém. Seja honesto com você mesmo. Você não é uma cópia, você é único, seja mais você e viva buscando a SUA felicidade.
Existem tantas coisas ruins, tanta destruição no mundo e entre as pessoas que ficar recriminando a sexualidade saudável é falta do que fazer e se preocupar.
Desejo que tenham tido uma boa leitura, desejo conseguir ajudar muita gente com o que escrevo e desejo um mês de Setembro cheio de Luz para todos.
Beijos,
Namastê,
Aline S.


















Valeu Aline! Bjs
Realmente é muito difícil de se abordar e ter segurança para falar do assunto. Por isso que comentei sobre o meu mestrado em Ciências das Religiões, pois abordamos muito esses assuntos em sala de aula. No entanto, a minha pesquisa em si não trata desse assunto (sexualidade e gênero).
Procure se entender independente dos fatores externos, seja mais você.
Abraço,
Aline S.
Não sou religiosa, mas achei muito interessante esta chamada de atenção para a religião. A religião não condena nem faz mal a ninguém, quem a “governa” é que só faz besteira.
O texto do Prof. Dr. Daniel Helminiak está em vário lugares da rede.
Existe a diferença entre Religião (instutuição) e Religião (conjunto de sistemas culturais e de crenças), pense nisso. Mas concordo que quem coordena deturpa muita coisa mesmo.
Que bom que publicou o texto, parabéns por divulgar coisas boas.
Abraço,
Aline S.
Parabéns
1 – Primeiro parágrafo depois do texto do Prof. Dr. Daniel Helminiak: …nem usaríamos a cami(si)nha para prevenção, …
2 – Penúltimo parágrafo: …distinguindo o que é bom e ma(u),…
Logo mais responderei os cometários.
Abraço a todos.
Aline S.
Abraço.
Chama-se “Gays y lesbianas – vida y cultura: um legado universal”. Não estou com ele aqui agora justamente pq emprestei a uma amiga que está preparando uma palestra, mas acho que o livro é um trabalho de doutorado.
Bom, joguei no Google e o encontrei nesse link: http://www.amazon.com/Gays-lesbianas-cultura-universal-Spanish/dp/8496431193
Abraço e sucesso.
Não se preocupe que não vou falar sobre isso no mestrado e jamais poderia ser usado o Wikipédia como fonte bibliográfica para uma pesquisa científica. Só se pode usar fontes publicadas em pesquisas cintíficas (como artigos, mestrado e doutorado). E usei ele para lançar a primeira curiosidade e observações acerca do tema com as leitoras, entendeu? Como a publicação daqui do site não é científica, ai sim dá p usar ele. Tanto que o meu comentário sobre o Wikipédia foi bem superfícial, como ele é.
Somente comentei o meu mestrado para explicar a coragem de abordar um tema complexo como esse. Minha pesquisa não tem nada com sexualidade e genero.
Espero que não tenha ficado mal entendido em relação ao meu comentário do mestrado com o texto aqui do site.
Mas valeu pela dica do livro, inclusive vai ser bem aproveitada por outras pessoas.
Obrigada pelo comentário.
Beijos.
ningu
Bom que se libertou. É muito bom amar, fazer amor, trocar essa energia sexual e trenscendental, independente do sexo. O sentimento está acima do gênero.
A Igreja sempre criou seus discursos para contêr a sociedade e manipulá-la.
Abraço,
Que bom que existe os estudos científicos para desmistificarem tanta coisa no mundo ne? Fatos não são mitos, publicações não são crenças. E eles se julgam certos porque exatamente não sabem o que falam quando criticam os outros. O mundo acadêmico, pesquisadores, cientistas e estudiosos não se encomodam com essas pessoas. Só quem não entende que se encomoda. Por isso, relaxe, mesmo que vc n seja uma estudiosa do assunto, procure entender, pesquisar e dar força as suas proprias convicções (que é o que eles fazem).
Abraço.
Aline S.
Averdadeira religiao está em Thiago i
Sou evangélica,existe hoje a igreja contemporânea que nao exclui,aliás é a igreja da inclusão onde tem pastores homossexuais
Um pesquisador e estudioso das Religiões sabe que não existe verdadeiro, certo ou errado em Religiões. Quem entende mesmo não diz isso jamais. O verdadeiro, certo e errado está em cada um, e cada pessoa tem suas convicções individuais. Não podemos dizer q o nosso “certo” é para alguém, pois é relativo, não absoluto.
Não uso orkut mais. E se vc ler o comentários, expliquei que minha Dissertação não é sobre gênero e sexualidade. Obrigada pela dica de pesquisa e pelo comentário. Que bom que se encontrou numa religião. O importante é isso, cada pessoa se encontrar.
Abraço.
Aline S.
Eu fiz mestrado em língua portuguesa e sei como é de grande valia todo tipo de material para uma tese
Que Deus a abençoe
Este é o link do profile
http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?origin=is&uid=13578736342156305100
Essa força que me leva pra você,
Eu só sei que faz bem,
Mas confesso que no fundo eu duvidei.
Tive medo, em segredo,
Guardei o sentimento e me sufoquei.
Mas agora é a hora,
Vou gritar pra todo mundo de uma vez…
Eu tô apaixonado,
Eu tô contando tudo e
Não tô nem ligando pro que vão dizer.
Amar não é pecado
E se eu tiver errado,
Que se dane o mundo,
Eu só quero você.
letras de Luan Santana
Ame seu pai e sua mãe verdadeiramente,respeite o próximo!No amor faça o mesmo.
E Deus nos abençoará!
É isso q acredito,só isso,nada mais que isso.
Beijos
Obg pelo coment.
Aline S.
Hoje em dia sou assumida eu decidi assim e quando o fiz foi como se eu tirasse um peso das minhas costas. Sempre fui determinada e esclarecida comigo mesmo e sei que muitas pessoas não tem essa mesma capacidade.Cansei de me preocupar com que os outros vão pensar… Eu tenho que esta bem comigo mesmo porque a vida é minha não dos outros eu quem tenho que cuidar de mim e viver minha vida.Fiz muitas reflexões,analises e li muito para chegar onde estou hoje.É tantas coisas que falam por ai que sempre achei ABSURDO! Mas graças a Deus tenho uma cabeça muito boa, uma mente aberta.Sei que não pratico MAL, sempre faço o BEM ajudo as pessoas sempre que preciso e acho que isso que Deus quer de nós que saibamos perdoar, amar o próximo viver na caridade.
Parabéns pelo texto com certeza vai ajudar muitas pessoas, pois ainda tenho muitas amigas que ficam na igreja louvando ao senhor porque acham que estão endemoniadas e ficam com mulher as escondidas, mas Deus ver tudo,né? …Precisamos sempre falar nesses assuntos porque na verdade não é somente preconceito e SIM falta de informação… Bjuxxx