Capítulo 38: Muitas conversas

Mamba Negra 05/10/2011 17

No fim de semana convidamos Juliana e Marcileide para jantar. Manuela fez questão de organizar e preparar o cardápio. E eu aproveitaria para contar a Juliana sobre a conversa com Marcela.

Mal chegaram as convidadas, Manuela nos serviu o vinho, e Marcileide me pediu uns minutos a sós. Convidei-a para o escritório e assim que fechei a porta ela começou a falar:

- Bárbara, quero te agradecer e dizer que você é muito importante para mim, de certa forma você me deu a Juliana.

- Ah não, Marcileide! O mérito é todo seu.

- Tenho necessidade disso! –  ela continuou – Você me orientou no começo e deu certo, mesmo eu tendo titubeado em alguns momentos você estava lá e reforçou como eu deveria agir, devo isso a você…

- De jeito nenhum, Marcileide! Eu posso até ter te dado umas dicas porque conheço a Juliana e sei o que a conquistaria, mas foram só dicas de como se aproximar…

- Dicas valiosas! – ela emendou.

- Mas dicas só aproximam, a conquista é outra coisa. E quem a conquistou foi você, do seu jeito!

- Tenho certeza que você deve ter ajudado também naquela ocasião… – ela parou de repente, como se estivesse sem jeito.

- Ocasião? – perguntei tentando me lembrar.

- Do modo grosseiro como ela falou, referindo-se a ex, a Madalena, aqui na sua casa, lembra? – ela explicou.

- Ah sim, mas olha, eu não fiz nada além de mostrar a ela como tinha sido infeliz no comentário. Até queria ter sido mais incisiva, mas achei que ela mesma deveria digerir a situação e entender de vez os sentimentos.

- Eu saí daqui naquele dia me sentindo muito mal… – ela mudou o semblante, pareceu chateada.

- Eu percebi.

- Naquele dia eu achei que tivesse chegado ao fim. Sabe quando você percebe que investiu todas as suas fichas em algo e descobre que fora tudo uma ilusão?

- Sei!

Ela me olhou surpresa, parecendo confusa.

- Acho que não sou a única a ter sofrido uma desilusão, não é?

- Não, acho que todo mundo passa pelo menos por uma na vida.

- Mas no meu caso, não era só uma desilusão amorosa, era desilusão com a vida. Sofri e sofro muito preconceito o tempo todo. Para mim não é só olhar alguém interessante e partir para o ataque…

- Acho que entendo o que quer dizer.

- A primeira coisa que sentia quando via alguém interessante era: será que vai me rejeitar por eu ser gorda?

- As pessoas são impiedosas quando não se preocupam em magoar o outro, não é?

- Exatamente! – ela sorriu tímida – E foi por isso que eu saí daqui arrasada naquele dia. Percebi que tinha me enganado em relação a Juliana, que ela era igualzinha a essas pessoas, e eu tinha me iludido mais uma vez…

- Eu sempre acreditei que a Jujú era uma pessoa do bem, só não tinha ainda pensado claramente sobre o assunto, por pura falta de oportunidade.

- Não tinha convivência, não é! – Marcileide explicou, compreensiva.

- Por conta do trabalho é muito cercada de gente medíocre, acostumada a valores equivocados, pessoas vazias de sentimento e lotadas de preconceitos.

- Muitas delas são educadas assim, nem as culpo por isso!

- Isso é muito grave Marcileide, os pais ensinam os filhos a serem preconceituosos, pequenos e quando se dão mal, colocam a culpa na sociedade, nos amigos, como se a obrigação de educá-los fosse da sociedade, da escola e não deles. O preconceito se aprende dentro de casa, é passado de pai para filho.

- Agora entendo porque a Juliana adora você. Posso te dar um abraço? – ela pediu já se aproximando com os braços abertos.

- Adoraria! – respondi já recebendo um abraço apertado.

- Gosto muito de você! – ela beijou-me o rosto. – Estou vivendo a melhor época da minha vida, e devo isso a você.

- Não, você não me deve nada. A Juliana está apaixonada, encantada por você, por quem você é. E isso não tem nada a ver comigo, só com você!

- Sabe o que é, Bárbara, estou acostumada com as pessoas fingindo coisas o tempo todo: que me acham bonita, que gostam de mim, e que são minhas amigas de verdade, mas tudo isso do lado de fora, assistindo, como espectadoras. Algumas se dizem solidárias, mostram preocupação, mas confortavelmente instaladas em suas posições de “benquistas” pela sociedade.

- Sei como!

- Naquele dia, quando eu fui embora não disse nada, mas você percebeu tudo. E mesmo dizendo que não ajudou, eu sei o que fez. A Juliana me contou. Você não é do tipo que fica parada esperando a pessoa te pedir ajuda…

- Ei, também não é assim! – interferi.

- A Juliana já me falou muito de você, e sei do que estou falando. – ela insistiu.

- Eu acredito que viver não é só fazer as coisas de sempre, com as mesmas pessoas, e sempre do mesmo jeito, temos que ousar!

Ouvimos leves batidas na porta.

- Estão sentindo nossa falta! – comentei antes de abri-la.

- Bárbara, a Manuela tá precisando de você na cozinha. – Juliana foi logo dizendo – E eu da minha namorada! O que tanto vocês conversam aqui trancadas? – fingiu aborrecimento.

- Preciso me trancar com você também, Jú! Tenho um assunto sério pra te contar. Mas… – voltei minha atenção para Marcileide – Não sei se terminamos, o que me diz?

- Terminamos sim! Acho que disse tudo que queria e espero não ter te chateado.

- Você nunca me chateia, Marcileide! Você é uma graça!

- Gente! E essa saliência com a minha namorada? – Juliana implicou.

- Abre esse olho Jujuba! Se a Marina me dispensa eu tomo ela de você. – provoquei-a.

- Marina dispensa? Tomo ela de você? Como é que é? – Marina foi logo dizendo ao se aproximar.

- Gente, tão precisando de mim na cozinha. Com licença?! – saí à francesa.

Encontrei Manuela já na sala indo me chamar.

- Tô precisando de você Babi, me ajuda? Mas se estiver ocupada, tudo bem. – ela disse assim que me viu.

- Ela já desocupou! – Juliana se aproximou com Marcileide – Chega de portas fechadas!

- Ainda falta você, Jú! – falei com uma piscadela sexy.

- Gente, o que faz tanto com elas a portas fechadas? – implicou Marina, fingindo estar indignada.

- Barbaridades! – provocou Manuela cínica.

- Mato você! Barbaridades é só comigo! – Marina reclamou me apertando a bochecha com a mão.

- Pra cozinha, Manu, já! – puxei-a pelo braço – Você pára, hein, menina.

Ajudei Manuela a finalizar o jantar, e logo estávamos na mesa saboreando a deliciosa comida que ela havia preparado.

- E a Fernanda? Tudo bem com ela? – perguntou Juliana. – Que tal combinarmos uma ida a boate?

- Ela está bem! – Marina respondeu somente.

Juliana e eu nos entreolhamos e ela deve ter entendido pelo meu olhar o motivo pelo qual Fernanda não estava entre nós.

- Ainda não a conheço. Podíamos combinar semana que vem. – sugeriu Marcileide.

- Vamos combinar. – comentou Juliana – Mas, Bárbara, você ainda não me contou como foi a conversa com a menina. – mudou o assunto.

- Acho que ficou resolvido! Ela tentou me intimidar, mas acabei mostrando que não ia cair na dela.

- Tentou te intimidar de que forma?

- Insinuando que sabia que eu gostava de mulheres.

- E ela sabe como?

- Pois é! Isso envolve você.

- Eu?!

- A Juliana? – questionou Marcileide.

- Era isso que eu precisava te contar, Jú. – pensei por um instante – Marina e Manuela já sabem, e a Marcileide acho que vai acabar sabendo mesmo, não é? Então acho que posso dizer na frente de todas. – disse esperando seu aval.

- Ah sim, pode contar! Não tenho nada a esconder da Marci e já estou curiosa.

- Ela disse que sabe que gosto de mulheres porque sou sua amiga e você já ficou com uma dela…

- Como é que é? – ela interrompeu.

- Isso mesmo que você ouviu, ficou com a amiga dela uma noite na boate.

- Que amiga?

- Uma de dezesseis anos…

- Você tá brincando, né? – foi a vez de Marcileide interromper.

- Claro que sim, Marci! Ela só pode estar brincando. – Juliana pareceu não acreditar.

- Disse que você tinha bebido e que a tal menina mostrou o documento de uma outra que estava com elas…

- Não sou tão idiota assim! E se elas são menores nem deveriam ter entrado lá…

- Ah, Juliana, vai dizer que você acredita mesmo que barrem a entrada de menores na boate e não vendem bebida alcoólica também? Se bem que uma coisa implica na outra né!

- Tô tentando entender, lembrar dessa situação ridícula. – ela passou de desacreditada a nervosa.

- Ela disse que estava escuro, a menina maquiada, e você tinha bebido…

- Mas como me deixou entrar nessa, Bárbara?

- Eu não estava junto, e depois quando nos viu juntas achou que estávamos namorando, e desencantou você, ainda bem, né!

- Mas então sua aluna sempre soube de você, por isso te perseguia…

- Não, ainda não sabia. Só a amiga tinha nos visto juntas até então.

- E… – ela nem precisou de muito tempo para se lembrar – No parque! Ela nos viu naquele dia, por isso ficou fazendo perguntas.

- Exatamente! A Marcela comentou com a amiga, me descreveu, e a amiga chegou a conclusão que era a mesma que tinha visto com você no bar, ou seja, a suposta namorada. – expliquei.

- Puta que o pariu! – ela vociferou nervosa – E agora, Bárbara?

- Ela disse que a amiga não pretende nada com essa história, mas como eu não sabia de nada, fiquei com cara de tacho, acabou me surpreendendo e fiquei sem ter o que dizer…

- Eu nem me lembrava mais disso, quer dizer, se for a que eu estou pensando. Você estava em Vitória, foi no começo do ano, férias. E eu acabei saindo sozinha, bebi e acabei levando a menina para casa…

- Tô perplexa! – interrompeu Marcileide. – Justo você que leva seu trabalho tão a sério.

- Foi meu único deslize! Jamais saio assim sozinha… Saía né! E dificilmente levava para casa no primeiro encontro, e essa menina… Que inferno! – Juliana agora se mostrava bastante nervosa – Lembro de ter ficado preocupada no dia seguinte, depois de tê-la visto sem a tal maquiagem…

- Então você se lembra? É isso mesmo? Esperava que você não confirmasse e que ela tivesse se enganado. – disse vendo minha última esperança indo embora.

- Eu me lembro de ter ficado com uma menina na boate e ter levado pra casa, foi a única vez que… Fiquei na dúvida. Então acho que é verdade. Essa história de ter mostrado documento eu já não lembro, mas também pouco importa agora.

- Também acho! Não sei o que dizer. – falei sendo sincera.

- Mas se a menina te enganou mostrando documento de outra, se maquiou para parecer mais velha, fica óbvio que ela te enganou, isso não pode ser crime. – comentou Manuela curiosa.

- Não é crime porque ela tem mais de quatorze anos, e foi com o consentimento dela… Mas ninguém acreditaria nisso. – riu demonstrando nervosismo – Na verdade, eu fui a vítima dessa história, mas é óbvio que a responsabilidade é toda minha…

- E isso pode te complicar! – Marcileide interrompeu parecendo preocupada. – Mas se isso foi no começo do ano, e ela não te procurou até agora, acho que não tem intenção de te prejudicar mesmo.

- Nunca se sabe! – Juliana tinha o semblante preocupado – Seria uma mancha na minha carreira, e das grandes!

- Faz assim Juliana, conversa com seus amigos, analisem a situação, pense com calma e depois você decide o que fazer. Pensei até em não contar, achei que pudesse ser melhor você não saber, assim não viveria atormentada com isso…

- Fez bem em ter me contado, Babi. Eu preciso saber pra poder me prevenir de uma futura ameaça.

- Por isso te contei logo, pra você estar preparada caso acontecesse algo. Mas acho que vai ficar por isso mesmo.

- Eu espero sinceramente que sim!

- Estou do seu lado! – Marcileide a abraçou carinhosa – Ficará tudo bem!

- Eu também acredito nisso! – concordei me mostrando positiva.

- Eu vou resolver isso! – Juliana sorveu um grande gole do vinho que estava tomando – Mas agora vamos voltar ao nosso jantar que está maravilhoso.

Mudamos o assunto e seguimos com a conversa até tarde, mas eu percebi pelo semblante de Juliana o quanto aquilo tinha lhe afetado. Mas como não tinha nada a fazer naquele momento, achei por bem esperar que ela achasse a melhor situação para o caso.

Lá pelas tantas elas foram embora, Manuela para o seu quarto e levei Marina para o meu, ainda tinha uma pendência para resolver com ela.

Mesmo ela nunca mais tendo tocado no nome da família, eu precisava resolver algumas coisas que estavam ligadas a esse “assunto delicado”.

- Marina, preciso conversar uma coisa com você.

- É sobre o que aconteceu no jantar, não é? – perguntou parecendo não estar gostando da abordagem.

- Eu não te pergunto nada, não me meto nos seus assuntos com a sua família, mas a Fernanda faz parte deles. E eu gosto muito dela. Gostaria de convidá-la para fazer coisas conosco, mas…

- Mas tem a minha irmã! Eu sei que você não quer vê-la nem pintada…

- Não é nada disso! Eu nem a conheço.

- Mas ela te prejudicou! Eu sei de tudo que ela fez.

- Marina, na verdade, ela foi bem mais impiedosa com você. A mim ela prejudicou sim, mas ela nem me conhece, não tem sentimentos para comigo. Agora você é irmã, conviveram desde que nasceram. Acho bem mais grave!

- Nós conversamos muito e ela se mostrou muito arrependida do que fez. Pediu perdão várias vezes por ter sido sempre uma péssima irmã. Implorou por uma chance e eu disse que o tempo poderia mostrar se ela estava realmente arrependida.

- Vocês têm se visto?

- Na casa da minha mãe, com quem tive outra conversa definitiva, coloquei as cartas na mesa.

- Imagino que tenha sido uma conversa difícil.

- Disse a ela que se quisesse continuar me vendo nunca mais falasse do meu trabalho, se metesse ou ousasse falar algo sobre você, das minhas roupas, meu cabelo…

- Nossa! – exclamei abismada.

- Durante muito tempo, eu briguei de modo velado contra tudo que ela me impunha, mas cheguei no meu limite. Continuo indo lá pelo meu pai, mas ela nem ousa mais me afrontar. Acho que, enfim, entendeu que eu não vou ser quem ela quer.

- E sua irmã? Como está com ela?

- Em pé de guerra! A Zazá disse…

- Acho engraçado você chamar ela assim. – comentei.

- Quando comecei a falar, foi assim que a chamei, e aí ficou até hoje.

- Acho fofo!

Ela pareceu um pouco sem jeito e prosseguiu com o assunto.

- Então, quando ela disse que não ia se casar, acredito que você já saiba disso… – esperou que eu confirmasse, o que fiz com um gesto de cabeça e ela prosseguiu – Despertou a ira de mamãe. E fez-se o inferno naquela casa. Zazá quase nem fica mais lá. Quando não está trabalhando, se enfia na casa da Fernanda.

- A Fernanda é boa companhia para ela.

- Excelente! Ela só vai lá em casa ainda para pegar algumas coisas que precisa: roupas, coisa de trabalho, enfim.

- E por que ela não se muda logo para a casa da Fernanda?

- Ela precisa ficar um pouco sozinha. Sair da casa da mamãe para se meter na casa da Fernanda não vai ajudá-la. Ela nunca precisou se virar com nada, e indo para casa da Fernanda isso vai continuar.

- É verdade. Se ela pretende crescer, nada melhor que morar sozinha por um tempo.

- Pelo menos para dizer que mora, né! Porque vai viver enfiada na casa da Fernanda. Mas só o fato de ter que cuidar de algumas coisas sozinha já vai ajudá-la.

- Também acho válido!

- E obrigada por você não ter destratado nenhuma das duas! Peço desculpas em nome delas.

- Imagina Marina, não tem que pedir desculpas por elas. Sua irmã já se desculpou e sua mãe nem me ofendeu muito, deixei ela falando sozinha.

- Achei o máximo isso! Ninguém nunca deixa ela falando sozinha.

- Eu iria acabar ofendendo ela se continuasse ouvindo aquelas coisas. E como era sua mãe eu não queria isso. Fiz por você.

- Obrigada e desculpas mais uma vez.

- Sua irmã foi bastante educada comigo. Me encontrou na escola.

- Ela tinha ido pegar a chave com a Fernanda que tinha esquecido de deixar.

- Depois na casa da Fernanda também foi educada. Eu fiquei tão aliviada em saber que você não tinha me dado um fora, e que tinha me procurado…

- Fiquei louca a sua procura. Como minha irmã te disse, mamãe me prendeu até o outro dia. Eu tentava te ligar e você não atendia por causa da troca dos números.

- Fiquei com muita raiva quando vi sua cara de desdém, olhando para minha suposta ligação.

- Você estava nos vendo, né? Zazá me contou.

- Saí desnorteada e fui parar na frente da sua casa, vi vocês duas paradas na frente do prédio esperando sua mãe que saía do carro e tentei te ligar, mas…

- Eu também te liguei muitas vezes, pena que não tinha seu telefone fixo, podíamos ter evitado tanto sofrimento.

Contei a ela como fiquei arrasada, machucada a ponto de Cristina me oferecer o atestado.

-A história se repetia, né?!

- Exatamente! Se eu já não tivesse passado por tudo antes talvez não me abalasse tanto, mas…

- Sei como, e entendo.

- Aí fui pra casa dos meus pais, mas ainda tentei te ligar do aeroporto, antes de embarcar.

- E eu não atendi, achando que era a ex-amiga sacana.

- Mas o importante é que agora tá tudo explicado, resolvido, e você está aqui, na minha cama. Já te disse hoje que te amo?

- Nenhuma vez. Estou inconsolável!

- Eu te amo, minha menininha linda! – beijei-a fazendo cócegas.

- Aí, lembrei de uma coisa – ela cobriu o rosto com as mãos. – Lembra do parque?

- Porque? – questionei tentado me lembrar de algo.

- Eu fui mais cedo pra não te encontrar e acabei tendo que fingir que não te vi… Fui mais tarde e dei de cara com você. Cheguei a rir da minha brilhante idéia e mudei de lado pra que não nos encontrássemos novamente…

- E eu fiz o mesmo! – disse caindo na gargalhada.

- Duas bobas! – ela riu também.

- Mas e a Fernanda? Como fica a história? – insisti. – Queria convidá-la para fazer programas como o de hoje, mas não sei como você está com sua irmã e não queria te chatear perguntando. Então, posso convidá-las?

- Eu não estou a irmã mais amiga do mundo. Mas pode convidá-la. Ela me pediu desculpas pelo amigo gay que ela me fez namorar.

- Ela comentou comigo.

- Disse que se sentia péssima com isso e vai fazer de tudo para apagar as impressões ruins. Que vai ser uma irmã de verdade daqui pra frente.

- Torço para que isso aconteça, será muito bom vocês se aproximarem.

- Tomara! Tenho medo que não dê certo, mas ao mesmo tempo quero tanto!

- Vai dar! – abracei-a – Você é apaixonante e tenho certeza que ela vai adorar a irmã que enfim vai conhecer de verdade!

- Agora me beija? – pediu toda carente – Tô querendo você.

E a noite foi maravilhosa, como sempre, ao lado da minha ovelhinha adorável.

17 Comentários »

  1. Janayane Ap. 05/10/2011 at 14:42 - Reply
    amei esse capitulo,as coisas estão se encaminhando pros seus devidos lugares
    Parabens Mamba muito bom
  2. Rosianne Lory 05/10/2011 at 15:33 - Reply
    Como sempre, capítulo estupidamente lindo…
  3. Sarah Jhennifer 05/10/2011 at 16:02 - Reply
    Ai gente… Essa onda de coisas boas esta me deixando com frio na barriga… Mas de qualquer forma adorei o capítulo.
  4. Aline Lee 05/10/2011 at 17:18 - Reply
    Arrasou em amsi um capitulo!. Mas odeio seu gostinho de quero mais.
    Escreva um livro, e eu comprarei na hora!

    Parabéns. Voce inebria minhas tardes.

  5. nee 05/10/2011 at 19:54 - Reply
    muito bom :D
    só eu morro quando alguém pede beijo? hahaha

    bjs

  6. Ana Oliveira 05/10/2011 at 23:06 - Reply
    Cada capitulo uma nova experiencia de emoções e percepções.
    Parabéns Mamba, por nos proporcionar essa riqueza de sentimentalidade.
    Este capito está demais.
    Como é bom vê Barbara transbordar de felicidade na companhia de seu grande amor.
    Parabéns Mamba!!!!!!
  7. Thathy 06/10/2011 at 00:04 - Reply
    ahh que bonitinho *-*
    supeeer quero uma Marina pra mim tb… =)
  8. Cris 06/10/2011 at 00:06 - Reply
    aaaiiiii…é tão romântico esse conto…me derreto…rsrs
  9. Ari 06/10/2011 at 01:29 - Reply
    Quero uma Marina pra mim
  10. Malu Savassi 06/10/2011 at 02:41 - Reply
    Cap. de hj foi tranquilo. Sem muitas emoções. Morri de peninha da Ju. Tadinha. Ai ,ai,ai, cada dia eu me apaixono mais pela Marina. Quero ela pra mim.
  11. kelly 06/10/2011 at 19:40 - Reply
    Malu amiga falta vc mostrar ft de como imagina a Juju né?!!!!bjus linda
    • Malu Savassi 07/10/2011 at 09:48 - Reply
      Kelly, minha linda ! Num é que eu já pensei nessa possibilidade. Só que eu precisava de mais detalhes da Ju. Acho que a Mambinha descreveu muito pouco dela. Não lembro como ela é. Preocupa não, vou dar um jeito nisso. Heheheheheehehehe….
      Bjosss….
  12. thally 07/10/2011 at 02:40 - Reply
    amei os contosss,maravilhosos.parabens…
    mas e so ate o 38 ou vc ainda vai continua?
  13. Malu Savassi 07/10/2011 at 09:54 - Reply
    Tadinha da Ju ! Fiquei com peninha dela. Ela tá precisando de um corpo amigo. Ops ! Ombro amigo. Hehehehehehehehe… Se ela quiser estou aqui. Mambinha, descreve pra mim como é a Ju. Acho que esqueci como ela é. E acho que vc a descreveu pouquissimo no conto. Por isso não lembro de seu perfil. Por favor ! Por favor ! Por favor ! Rsrsrsrsrsrsrsrsrsr….
    Bjosss…
  14. Duda 07/10/2011 at 16:05 - Reply
    perfeitoooooooo
  15. Bárbara 07/10/2011 at 20:24 - Reply
    Enfim, as coisas estão se ajeitando!

    Parabéns mais uma vez Mamba! Muito lindo! Eu não quero uma Marina pra mim, pois já encontrei a minha! Hahaha…

    Beijos…

  16. rafs 07/10/2011 at 22:03 - Reply
    Acompanhando sempre essas mulheres! E que enredo hein? Acho que daria um filme ótimo, já pensou nisso Mamba? Você tem talento de sobra.
    Obs: também tenho uma Manuela que vai e vem na minha vida… aiaiai, mas não me dou bem com ela porque ainda não virou amizade.
    Beijão!

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