Capítulo 19
Depois de muito pensar, sentir e depois de algum tempo casada, acho que o que mais atrapalha a descoberta sexual de qualquer um é o olhar do outro. Ok, talvez não de qualquer um, mas de pessoas inseguras como eu (vocês sabem quem são…talvez tenham se identificado um pouco com o processo).
Ando lendo muito – férias, esposa longe, etc. – e me deparei com o trabalho de Naomi Wolf sobre a descoberta da sexualidade na adolescência. Para mim, tem muita ressonância.
É como se a sua sexualidade não te pertencesse. Como se você aprendesse a ignorar sua intuição, seus desejos, suas vontades mais imperiosas em nome de algo mais formal, socialmente mais aceito.
Eu estava muito mais interessada em cumprir a tarefa que me parecia imposta a toda mulher que não queria ser um fracasso – ser amada, desejada, casar, construir uma família nos moldes dos comerciais de margarina – do que em me conectar com aquilo de que eu realmente necessitava.
Porque é uma necessidade se encontrar nesse campo, como em vários outros…
É triste saber que você dava mais valor ao que os outros poderiam pensar, a ser bem-sucedida diante de alguma banca imaginária de juízes sociais, do que ao que você sentia.
Mas não é tão triste quanto morrer sem nunca ter descoberto isso…
Eu me permiti descobrir aos trinta e três.
Sou surda e lenta. Algo dentro de mim gritava e eu não ouvia. Fazer o quê?
Capítulo 20
Hoje telefonamos na hora do almoço só para dizer que estávamos com saudade. Anne pegou uma gripe e estava tão rouca que achei que fosse outra pessoa.
- É você mesmo?
- Não, Cláudia!!! Não!!!
Isso foi irônico.
- Claro que sou eu, Cláudia, quem mais poderia ser?
- Sei lá. Podia ser uma colega de trabalho.
- Faz uma pergunta, qualquer pergunta…
- Qual é o nome do nosso brinquedinho sexual?
- Lú.
- Ah, então é você mesma.
- Mas, vem cá…E se fosse uma colega minha de trabalho?
Enfim, o nome disso é saudade.























na verdade, antes de me assumir eu não tinha essa visão ‘quero ser um comercial de margarina’, hahaha…, na verdade eu tinha a certeza de que morreria sozinha (e seria encontrada apenas duas semanas depois meio comida por um pastor alemão)…
Bom, ainda acho que vai ser assim mesmo, terei que conviver apenas comigo mesma, sem ninguem pra dividir a vida e os sonhos, ninguem pra conversar e até brigar… (triste neh?!?!)
Tem coisas que as vezes não cabe a nós mudar =/
vc não acha q tem uma diferença entre a descoberta da sexualidade e a simples curiosidade?
Acho q a descoberta tem a ver com vontade de ficar com alguém, de fazer tudo (namorar, abraçar, beijaar, etc), e a curiosidade às vezes é algo q vem a cabeça da pessoa por um momento (+ de um, talvez) mas q não passa disso, os pensamentos não se ligam totalmente, tipo: quero sair com ela, conversar, conhecer, namorar e etc e tal. Talvez porque a pessoa não se permiti viver outras experiências ou já tem alguem do sexo oposto, mas talvez porque ela realmente percebeu q foi só curiosidade, que os pensamentos não são claros qto a isso. Então ela deixa isso de lado porque ñ foi algo tão forte ou por outros motivos.
Mas tem gente q só de ter a curiosidade vai lá pra conferir… outras precisam mais do q uma simples curiosidade.
O fato de ter ficado com alguem do mesmo sexo depois dos 30 não siginifica q vc só se descobriu homo nessa época… por motivos q só vc sabe vc só pode viver isso agora, mas vc já era homo…
Um pessoa pode ser homo sem nunca ter ficado;sem nunca ficar com outra do mesmo sexo… acho q só o fato de pensar e se ver com outra pessoa do mesmo sexo já te faz homo. Mas como eu falei, se esses pensamentos só aconteceram em um momento, ou algumas vezes, e vc deixa isso pra lá pois acha q não vale a pena, entao foi só curiosidade, mas se esses pensamentos estão dento da cabeça mesmo vc não praticando vc é homo, eu penso assim… acho q vc tbm.
Bjos linda!