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	<title>Parada Lésbica - O Portal das Lésbicas. &#187; Colunas</title>
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	<description>Notícias, músicas, televisão, cinema, reflexão, discussão, o ponto de encontro para mulheres que amam mulheres.</description>
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		<title>AMOR ÀS AVESSAS &#8211; Capítulo 29</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 20:05:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diedra Roiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boleros de Papel]]></category>
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias & Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA["Mel caminhou direto para ela, puxou Dani pela cintura, e a beijou..."]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt">
<div>
<p><span style="font-size: x-large"><strong>Dia de Cumpleaños </strong></span></p>
</div>
<div>
<p><span style="font-size: large"><br />
</span></p>
</div>
<p><span style="font-family: 'Courier New',Courier,monospace;font-size: large"><a href="http://paradalesbica.com.br/2012/02/amor-as-avessas-capitulo-29/amor-as-avessas-cap-29/" rel="attachment wp-att-26415"><img class="alignright size-full wp-image-26415" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Amor-as-avessas-cap-29.jpg" alt="" width="212" height="300" /></a>Por volta das cinco horas da tarde, Dani invadiu o apartamento de Deca e Raq:</span></p>
<p>- Vocês precisam me ajudar!</p>
<p>Deca foi rápida:</p>
<p>- Olha só, Dani: ontem a gente até te disse onde a Mel ia estar, mas se vocês não se acertaram, a gente não pode fazer nada.</p>
<p>Dani se jogou no sofá, sem se importar com o que Deca tinha falado:</p>
<p>- Calma&#8230; Só quero a opinião de vocês sobre o meu presente.</p>
<p>Raq sentou ao lado de Dani, curiosa:</p>
<p>- O que é? Mostra logo!</p>
<p>Dani exibiu uma caixinha azul, aveludada. Quando abriu, deixou as duas espantadas. Eram duas alianças de ouro branco &#8211; Mel detestava dourado &#8211; com o nome delas gravado.</p>
<p>Raq rapidamente disse:</p>
<p>- Nossa, acho que ela vai adorar!</p>
<p>Mas Deca não foi tão otimista:</p>
<p>- Não sei não&#8230; Isso não é meio precipitado? Ela não te quer mais nem como namorada&#8230;</p>
<p>O sorriso de Dani morreu:</p>
<p>- Ela te disse isso?</p>
<p>Raq deu uma cotovelada em Deca, mas nem assim a impediu de continuar:</p>
<p>- Dizer não disse, mas&#8230; Na cabeça da Mel, o que você fez é imperdoável.</p>
<p>Os olhos de Dani se encheram de lágrimas. Ela colocou as mãos no rosto, de cabeça baixa.</p>
<p>Deca ficou absolutamente surpresa ao perceber que Dani estava chorando.</p>
<p>Surpreendeu Raq dizendo:</p>
<p>- A Mel é louca por você, Dani. Todo mundo sabe. Você só precisa insistir, mostrar que realmente tá mudada.</p>
<p>Deca era a melhor amiga de Mel. Ela a conhecia bem até demais. Dani levantou a cabeça, sentindo uma nova esperança despontar, abrindo um sorriso entre as lágrimas:</p>
<p>- Você acha?</p>
<p>Raq e Deca se entreolharam, antes de responderem juntinhas:</p>
<p>- Claro!</p>
<p>***<br />
Mel passou o dia atendendo ligações de feliz aniversário. Almoçou em casa mesmo, pediu um prato de massa.</p>
<p>Quando escureceu, começou a se arrumar. Tinha acabado de sair do banho quando a campainha tocou. No fundo, mas bem lá no fundinho mesmo, tinha o desejo, quase uma esperança, de que fosse Dani. Abriu a porta e deu de cara com a mãe:</p>
<p>- Será que eu posso entrar?</p>
<p>Muda de surpresa, Mel fez que sim com a cabeça. Ficou em pé, olhando a mãe se sentar no sofá. Houve um minuto de silêncio, então ela disse, sorrindo nervosamente:</p>
<p>- Melzinha, senta aqui do meu lado, vamos conversar.</p>
<p>Mel obedeceu, estranhando. A mãe segurou as mãos dela, e disse:</p>
<p>- Desculpa tudo que eu te disse, filha. Mas é que&#8230; Entenda, foi um choque&#8230; Não é o que eu queria pra você&#8230; Não é o que eu tinha imaginado, mas nem sempre a gente sabe o que é o melhor&#8230; Você é minha filhinha querida, não quero brigar com você. Qero te apoiar, ficar do seu lado&#8230; Qero que você saiba que te amo muito, Melzinha. Do jeito que você é! E&#8230; E pode levar sua amiga&#8230;</p>
<p>Mel não teve como deixar de achar graça. Corrigiu:</p>
<p>- Namorada, mamãe&#8230;</p>
<p>- Que seja&#8230; Pode levar sua namorada lá em casa.</p>
<p>As duas se abraçaram, aos prantos. Até que a mãe de Mel disse, enxugando as lágrimas da filha:</p>
<p>- Chega de choro, Melzinha! Hoje é seu aniversário, você não pode ficar com a carinha inchada&#8230;</p>
<p>Beijou-a e a abraçou, acariciando os cabelos da filha. Depois se levantou, dizendo:</p>
<p>- Bom, vou indo&#8230; Amanhã leva sua namorada pra almoçar lá em casa. Mandei fazer seu prato preferido, como sempre! Já ia esquecendo&#8230; Trouxe uma lembrancinha. Acho que você vai gostar&#8230;</p>
<p>Com um risinho cúmplice, entregou um embrulho para Mel antes de a beijar e sair.</p>
<p>Assim que trancou a porta, Mel abriu o presente. Era uma estatueta linda de&#8230; uma mulher nua. Nada sutil. Mel não se conteve, e riu. Ainda tinha muito que conversar com a mãe&#8230;</p>
<p>***</p>
<p>Dani estava ansiosa. A vontade que tinha era ir até o apartamento de Mel, mas não podia, tinha espetáculo.</p>
<p>Depois dos aplausos, quase correu para o camarim. Tirou a maquiagem, tomou um banho rápido, se arrumou e se perfumou inteira. Pegou um táxi, morrendo de pressa, e foi direto para o apartamento de PH no Arpoador, onde seria a festa. Foi PH quem atendeu o interfone:</p>
<p>- Qual é a senha?</p>
<p>Dani respondeu, a contragosto, odiando a senha que achava ridícula:</p>
<p>- Dako é bom&#8230;</p>
<p>PH riu horrores do outro lado:</p>
<p>- Ok, pode entrar!</p>
<p>Abriu a porta ainda dando risada. Antes de entrar, Dani perguntou:</p>
<p>- Cadê a Mel?</p>
<p>PH colocou uma latinha de cerveja na mão dela, e deu de ombros, respondendo:</p>
<p>- Sinto muito, queridinha, mas ela ainda não chegou&#8230;</p>
<p>O DJ amigo de João já tinha começado a tocar. A sala maior estava sem móveis, com luzes piscando, quase uma boate. Mas apenas algumas pessoas se animaram a dançar. Dani já estava na terceira latinha de cerveja e nada de Mel chegar.<br />
Raq conhecia bem a amiga:</p>
<p>- Tá nervosa, né? Não precisa nem falar. Vem, vamos animar essa festa.</p>
<p>Saiu puxando Dani para o meio da sala, e começaram a dançar.</p>
<p>***</p>
<p>Mel trocou de roupas várias vezes antes de finalmente decidir o que ia usar. Era sempre assim quando estava ansiosa. Horas para ficar pronta. Acabou escolhendo um vestido vermelho que a deixava quase fatal. Levou um bom tempo se maquiando, e também ficou indecisa em que perfume colocar. Acabou se decidindo por “Sweet Temptation” da Victoria Secret. Só então ficou satisfeita e saiu de casa.<br />
Deca estava na cozinha quando o interfone tocou. Atendeu como PH tinha pedido:</p>
<p>- Qual é a senha?</p>
<p>A voz de Mel respondeu do outro lado:</p>
<p>- Não faço a menor idéia&#8230; Mas não vai me deixar de fora no meu próprio aniversário, vai?</p>
<p>Deca implicou, rindo:</p>
<p>- Isso é hora da aniversariante chegar? Que eu saiba quem chega atrasada é a noiva&#8230;</p>
<p>- Abre logo, engraçadinha!</p>
<p>Foi a resposta mal humorada. Deca abriu a porta e ficou esperando Mel no corredor. A primeira coisa que ela perguntou foi:</p>
<p>- A Daniele já chegou?</p>
<p>Deca levantou a sobrancelha, fazendo cara de brava:</p>
<p>- Não vai nem me deixar te cumprimentar? Parabéns, amiga! Feliz Aniversário!</p>
<p>Mel aceitou o abraço e os beijos um pouco sem paciência. Deca então completou:</p>
<p>- Ok, apressadinha&#8230; A Dani tá te esperando lá na sala.</p>
<p>Mel foi direto para a sala. A primeira coisa que viu foi Dani, absurdamente sexy, linda e maravilhosa dançando. Várias amigas de Mel estavam em volta dela, praticamente babando.</p>
<p>Mel caminhou direto para ela, puxou Dani pela cintura, e a beijou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #ff0000"><strong>CONTINUA NA 4a FEIRA&#8230;</strong></span></div>
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		<title>Ela é masculina&#8230; e vaidosa!</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 01:31:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Silvia Kiss</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros temas]]></category>
		<category><![CDATA[Universo Butch]]></category>

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		<description><![CDATA[Ser butch sem ser descuidada. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt">
<p style="text-align: justify"><a href="http://paradalesbica.com.br/2012/02/ela-e-masculina-e-vaidosa/shane1-2/" rel="attachment wp-att-26461"><img class="alignright size-large wp-image-26461" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/shane11-186x280.jpg" alt="" width="186" height="280" /></a>Quando pensamos em feminilidade, logo associamos à vaidade, aos cuidados típicos que uma mulher tem com sua aparência, seu vestuário, sua delicadeza. E quem disse que não existe vaidade masculina e que essa vaidade pode pertencer, não só aos homens, mas às mulheres também?</p>
<p style="text-align: justify"> Cortar os cabelos, estar perfumada, usar roupas bonitas e acessórios que combinem com o nosso estilo, cuidar dos cabelos, das unhas, da pele, e, acima de tudo, cuidar bem da educação, não esquecer de ser gentil, de usar a masculinidade de forma elegante e conquistadora é muito importante. A beleza de uma pessoa, não só das butches, deve vir de dentro para fora. O brilho no olhar diz muito sobre nós e sem ele, de nada vale todo o embelezamento físico. Vaidade só por vaidade faz mal, é fútil, vazio. Cuidar da aparência para se sentir bem, mais bonita, atraente, partindo do amor próprio, mas sem tornar a aparência física o ítem mais importante da vida, é algo construtivo, que contribui para a realização pessoal.</p>
<p style="text-align: justify"> O que somos por fora deveria ser uma extensão do que somos internamente. Se estamos bem, felizes, realizados, essa maravilha toda passa a ser visível, consequentemente conseguimos atrair a atenção de mais pessoas, conquistamos mais admiradores, nos tornamos mais apaixonantes. É por esse motivo que muitas pessoas falam que são muito mais paqueradas quando estão namorando do que quando estão sozinhas. Há uma beleza interior que transcede qualquer cuidado físico, qualquer roupa bonita.</p>
<p style="text-align: justify"> É essencial ser quem se é, para que tudo faça sentido. Deixar fluir o que pensamos com o que falamos e o que fazemos faz parte da beleza que passamos aos olhos e sentidos alheios. Não podemos conquistar ninguém sem antes nos sentirmos bem com o que vemos no espelho, com o que somos de fato. Muitas vezes não nos encaixamos em rótulos, em papéis sociais pré-concebidos, em sonhos de outras pessoas, mas nunca podemos nos esquecer que temos a liberdade de criar o que quisermos, contanto que a criação não prejudique a ninguém. Inventar cores, estilos, formas de amar e de sermos felizes é o que deixa a vida mais bonita e rica.</p>
<p style="text-align: justify"> Demora, mas a maior parte das pessoas acaba assimiliando as diferenças conforme a convivência passa a acontecer. Portanto, é imprescindível que mostremos ao mundo a nossa verdadeira personalidade, o nosso jeito próprio de se vestir, de se portar, de amar e de nos relacionarmos. À primeira vista pode ser assustador aos mais conservadores, mas aos poucos vamos quebrando paradigmas, preconceitos e assim vamos criando novas formas de olhar para o mundo.</p>
<p style="text-align: justify"> Andar de mãos dadas com a pessoa amada, apresentá-la à família e aos amigos, exigir os direitos já conquistados no ambiente de trabalho, vestir as roupas que gostamos mais, sair um pouco dos lugares exclusivamente gays e passar a frequentar todos os lugares sem segregação alguma. Infelizmente ainda poderemos sofrer todo tipo de preconceito, mas faz parte da nossa luta pela igualdade de direitos e pela liberdade de expressar um tipo de amor que ainda é novo e, por isso, agressivo aos olhos da sociedade. Não quero fazer apologia a uma batalha sem noção, quase suicida, ao escancarar as portas do armário de cada um, em qualquer situação e lugar. É preciso ter discernimento sempre. Se a situação permite uma abertura sem maiores danos, faça. É claro que nenhum casal de meninas ou de meninos vai querer entrar em um bar cheio de skin-heads e dar um super beijo na frente de todos eles. Sabemos dos riscos, entendemos bem quando não somos tolerados e devemos usar e abusar do bom senso todos os minutos.</p>
<p style="text-align: justify"> Para nós, mulheres masculinas, que andamos o tempo todo com uma bandeira arco-íris na testa, não há muito o que fazer. Ao optarmos por mostrar nossa verdadeira essência, estamos automaticamente abrindo as portas do armário para quem quiser ver.</p>
<p style="text-align: justify">Eu, particularmente, acho bem mais prático, apesar de acabar sofrendo muito mais julgamentos precipitados do que quem &#8220;não dá pinta&#8221;. Primeiramente porque nada nesse mundo pagaria o preço de eu poder vestir o que eu achar melhor para mim, de cortar o cabelo como eu gosto, de ser quem eu sou e de mostrar ao mundo quem eu sou. Espanto, logo de cara, os que se acham normais só por serem heterossexuais e atraio gente de coração e mente aberta. No trabalho, ninguém se espanta quando eu falo que tenho uma esposa, afinal de contas, já era de se esperar. As pessoas já se acostumaram, dizem que sou bonita, que tenho estilo próprio, me tratam bem, sabem da qualidade do meu trabalho e minha vida particular fica no seu devido lugar, sem esconderijos e sem holofotes. Se falam por trás, não me importa. Meu bem estar vem em primeiro lugar.</p>
<p style="text-align: justify">Há na rede vários vídeos com fotos de butches bem estilosas e vaidosas. Só para ilustrar, eis um deles:</p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">
<p><a href="http://paradalesbica.com.br/2012/02/ela-e-masculina-e-vaidosa/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
</p>
</div>
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		<title>Strap-on me? Pt.1</title>
		<link>http://paradalesbica.com.br/2012/02/strap-on-me-pt-1/</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 18:41:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sadie Lune</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[LesSex]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo & Erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[dildo]]></category>
		<category><![CDATA[gênero]]></category>
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		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[strap on]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;É preciso desconfiar da tendência de levar a questão da homossexualidade para o problema &#8216;Quem sou eu? Qual o segredo do meu desejo?&#8217; Quem sabe, seria melhor perguntar: &#8216;Quais relações podem ser estabelecidas, inventadas, multiplicadas, moduladas através da homossexualidade?&#8217; (Foucault; Entrevista para a revista gay francesa Gai Pied, 1981) Um, dois, três e&#8230; baila tu ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt">&#8220;É preciso desconfiar da tendência de levar a questão da homossexualidade para o problema &#8216;Quem sou eu? Qual o segredo do meu desejo?&#8217; Quem sabe, seria melhor perguntar: &#8216;Quais relações podem ser estabelecidas, inventadas, multiplicadas, moduladas através da homossexualidade?&#8217; (Foucault; Entrevista para a revista gay francesa <em>Gai Pied</em>, 1981)</p>
<p><em>Um, dois, três e&#8230; baila tu corpo alegria Macarena&#8230;</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-26451" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/pergunta_strap_on_me6.jpg" alt="" width="560" height="193" /></p>
<p>Me conta uma coisa filha, só isso que tu quer saber??? Assim, mais nada? Tua mãe não te ensinou ‘foco’ não?!!</p>
<p>Olha, eu entendo a sua mulher, eu mesma, quando não compreendo alguma coisa fico rindo horrores. Você precisava ver a primeira vez que vi um clipe do Justin Bieber, tiveram que me segurar&#8230; ai ai&#8230; O que você perguntou mesmo?</p>
<p>Sinais né? Ok.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-26433" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/strap_on_me_desmistificando_o_bagulho-460x115.jpg" alt="" width="460" height="115" /></p>
<p>Bem, se isso é ou não um bom sinal eu não sei, a mulher é sua! Ela ri com frequência? Foi um riso meigo, nervoso ou constrangedor? O meu, por exemplo, foi homicida! Então você há de convir que esta risada <em>pode</em> ter inúmeros significados. Pra começar meu primeiro conselho é tentar entender e conhecer o que te perturba, no meu caso, o Justin Bieber!</p>
<p>Pra resolver isso, <em>today</em> eu não vou ser engraçada – por falar nisso, eu não sou engraçada! O nome disso é sarcasmo incontrolável. Portanto, nosso foco hoje é o pensamento e a reflexão! Coloque uma roupa confortável, um corpete ou um espartilho de couro, e pegue aquele CD da Enya da sua mãe. Pronta?</p>
<p><em><img class="alignleft size-large wp-image-26435" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/strap_on_me_strap_on_me1-460x115.jpg" alt="" width="460" height="115" /></em></p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>Vocês sabem que eu tento, mas vou ter que dividir este assunto também. Acontece que recebo muitas dúvidas sobre strap-on/dildo, mas a maioria deles não é relacionada à compra ou a posições, é relacionada à: DUAS VAGINAS + UM ‘PINTO’, VOCÊ PODE LIDAR COM ISSO?</p>
<p>Eu sei, eu sei, você é lésbica, faz ‘milagres’ com as mãos e a boca, também sei que muita mulher já disse que ‘você come uma <span style="text-decoration: line-through">boceta</span> mulher melhor do que muito homem’&#8230; eu sei te tudo – elas não disseram isso só pra você. Sorry!</p>
<p>Aí você me pergunta com aquela carinha de choro, mas então Sadie, pra quê isso??? Ah, sei lá, fiquei sem assunto. Vem sempre aqui?</p>
<p><em><img class="alignleft size-large wp-image-26436" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/strap_on_me_cap_1-460x115.jpg" alt="" width="460" height="115" /></em></p>
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<p>Vamos lá. Eu tenho por formação, curiosidade e sobra de tempo, uma visão mais sociológica da sexualidade, sobre seus mecanismos e os dispositivos sociais que utilizamos para expressar a nossa ‘identidade sexual’. No blog eu falei mais sobre ‘o que eu acho’ de toda esta construção social do pênis e sobre a sua utilização, fálica ou simbólica, pelas lésbicas.</p>
<p>E como eu falo muito, vou deixar outros falarem um pouco hoje:</p>
<p><em><img class="alignleft size-large wp-image-26437" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/strap_on_me_cap_2-460x115.jpg" alt="" width="460" height="115" /></em></p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>A afirmação da identidade implica sempre a demarcação e a negação do seu oposto, que é constituído como sua diferença. Esse &#8220;outro&#8221; permanece, contudo, indispensável. A identidade negada é constitutiva do sujeito, fornece-lhe o limite e a coerência e, ao mesmo tempo, assombra-o com a instabilidade. Numa ótica desconstrutiva, seria demonstrada a mútua implicação/constituição dos opostos e se passaria a questionar os processos pelos quais uma forma de sexualidade (a heterossexualidade) acabou por se tornar a norma, ou, mais do que isso, passou a ser concebida como &#8220;natural&#8221;. (LOURO, 2001, p. 549)</p>
<p>Muito bem. A maioria de nós quando se descobre lésbica, compra o acústico da Cassia Eller e cria ‘naturalmente’ a visão do outro – pinto, caralho e aquelas bolas – distante do que queremos e somos. Ao distanciar a imagem do ‘outro’ ele nos serve de ponto de referência e de limite: ‘Até aqui eu vou, mas pinto nunca mais!’. É simples e pronto. Até aí tudo bem, não vamos brigar, acho inclusive que a gente podia tomar um vinho, um banho? Mas aí você começa a gritar e colocar dezenas de valores, argumentos e sentimentos em um pedaço de silicone? Vem cá, você não me ama mais?</p>
<p>Eu costumo pensar que a minha sexualidade não é uma forma de desejo, mas algo desejável. E sim, eu quero te ver com um strap-on de 18 cm.</p>
<p><em><img class="alignleft size-large wp-image-26438" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/strap_on_me_cap_3-460x115.jpg" alt="" width="460" height="115" /></em></p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>[...] toda identidade sexual é um constructo instável, mutável e volátil, uma relação social contraditória e não-finalizada. Como uma relação social no interior do eu e como uma relação social entre &#8220;outros&#8221; seres, a identidade sexual está sendo constantemente rearranjada, desestabilizada e desfeita pelas complexidades da experiência vivida, pela cultura popular, pelo conhecimento escolar e pelas múltiplas e mutáveis histórias de marcadores sociais como gênero, raça, geração, nacionalidade, aparência física e estilo popular. (Britzman, 1996, p. 74)</p>
<p>Gata, responda-me uma coisa: O preconceito compreende o desejo?</p>
<p>Digo sempre que strap-on/dildo é apenas um brinquedo – ajuda na assimilação e me poupa algumas horas – brigo quando você vem com aquele papinho de ‘mais é igualzinho’ e tento ao máximo distinguir a figura ‘homem’ do ‘masculino’ e do ‘pinto que nasceu com ele’. Mas o desejo da penetração sem os dedos ou mesmo o desejo da figura do homem/masculino na penetração, é exclusivo daqueles com o cromossomo XY? CVF? HJYYY?</p>
<p>E daí se você quer fantasiar que é um cara fodástico comendo uma gata deliciosa?</p>
<p>E daí se você quer sentir como é ter um pau no meio das pernas?</p>
<p>E daí se o Justin Bieber é uma aberração lésbica?</p>
<p>E daí se a Maria Gadu tá usando batom?</p>
<p>Essas e outras perguntas, só você pode responder! Entende? Mas posso dizer uma coisa? Penetração com strap-on/dildo é tão ‘surreal’ quanto o beijo. Prazer não tem gênero! Eu sei que a sua vizinha é fofoqueira, sinto muito por isso, mas ainda é você quem dá real significado e movimento para as coisas.</p>
<p>E eu ainda quero te ver com um strap-on de 18 cm.</p>
<p><em><img class="alignleft size-large wp-image-26439" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/strap_on_me_cap_4-460x115.jpg" alt="" width="460" height="115" /></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>Continuar discutindo sobre &#8220;homossexualidade&#8221;, partindo da premissa de que todos somos &#8220;por natureza heterossexuais, bissexuais e homossexuais&#8221;, significa tornar-se cúmplice de um jogo de linguagem que mostrou-se violento, discriminador, preconceituoso e intolerante, pois levou-nos a crer que pessoas humanas como nós são &#8220;moralmente inferiores&#8221; só pelo fato de sentirem atração por outras do mesmo sexo biológico. (COSTA, 1994, p. 121)</p>
<p>Funciona assim: você veste se quiser, usa se quiser, come se quiser e classifica se quiser. Não tenho problema com a pluralidade, aceito um não, e você?</p>
<p>Gente, falando sério [sic Maurício Manieri] qual é o problema em aceitar a diferença? Me explica? Juro que vou tentar entender. As femininas falam mal das masculinas, as modernas xingam a Sandy-devassa, as relativas não entendem as passivas, as ativas são sexualmente frustradas, mulheres que usam dildo querem ser homens&#8230; Jura mesmo? Como cê sabe? Experiência própria ou adquirida? Na Globo ou na Veja?</p>
<p>- Ahhh Sadie, eu não tenho nada contra, assim&#8230; é que eu acho que eles sujam a nossa imagem.</p>
<p>- Ahhh ta! Se você tivesse falado antes! Agora sim&#8230; mas me conta uma coisa, qual  imagem eles sujam? A nossa imagem de preconceituosos ou de ignorantes? Desculpa, é que às vezes eu me perco&#8230;</p>
<p>Tipo assim, eu acredito muito na vontade e no desejo – não só sexual, mas de amor, amizade e estilo de vida – e acredito também que elas são pessoais e intransferíveis! Então você pode continuar relacionando-se apenas com meninas que sejam modernas, coloridas, relativas, cinco tatuagens e cabelo curtinho, tudo bem&#8230; posso viver com isso. Não quer andar com caminhoneiras? Tudo bem, eu posso viver com isso. Quer me chamar de bichinha? Tudo bem, eu acho bem engraçadinho e posso viver com isso. Quer dizer que a femme-passiva-toda-vida é menos lésbica que você? Se você me der a bunda tão gostoso quanto ela, eu posso viver com isso. Quer propagar violência moral e psicológica por que não consegue lidar com escolhas alheias? Desculpa, não posso lidar com isso.</p>
<p>Quem não respeita o outro não respeita a si mesmo. Quem não respeita a si mesmo é um completo idiota. É você mesmo, saca? Tipo <em>derrrr</em>???  (Sadie Lune, 2012, p.2)</p>
<p>E sim, seu número da sorte é: 18 <span style="text-decoration: line-through">cm</span></p>
<p><em><img class="alignleft size-large wp-image-26440" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/strap_on_me_cap_5-460x115.jpg" alt="" width="460" height="115" /></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“A seleção de significações que define objetivamente a cultura de um grupo ou de uma classe como sistema simbólico é arbitrária na medida em que a estrutura e as funções dessa cultura não podem ser deduzidas de nenhum princípio universal, físico, biológico ou espiritual, não estando unidas por nenhuma espécie de relação interna à ‘natureza das coisas’ ou a uma ‘natureza humana’.” (BOURDIEU, Pierre e PASSERON, Jean-Claude, 2010, p.29)</p>
<p>Como construções sociais que somos, temos as nossas crenças, valores, amores, e isso é lindo! É maravilhoso conhecer alguém! Ver que ele fala diferente, come diferente e vive diferente! O diferente não ameaça quem é você, ele o valoriza! Ele mostra para a sua cara metade o quanto você é perfeita para ela, seja na cama, na mesa ou na rua. Apaixone-se por isso!</p>
<p>Se você, por acaso, comprar um strap-on/dildo saiba que ele vai ter o significado que você quiser! É brinquedo? É o seu pau? É sua namorada? Ta bom. Você quem escolhe! Sei que parece assustador, mas aceito a sua decisão. Seja ela qual for, ok?</p>
<p><em>Ahhhhh&#8230; Vem cá, dá um abraço! O quê? Não&#8230; Não tô chorando, Capazzz</em><br />
<em> zzz&#8230; É que esse seu perfume me da alergia.</em></p>
<p>Continuamos com o strap-on/dildo na próxima coluna. Pode tirar a Enya e o espartilho agora, hein? hein?</p>
<p><em>“[...] como se lhe fosse essencial que o sexo esteja inscrito não somente em uma economia do prazer, mas em um regime ordenado de saber” (Foucault, 1993).</em></p>
<p>Beijo meu,</p>
<p>Sadie</p>
<div>
<p><em>Quer desabafar? Esta em depressão? É vegetariana e fã do Justin Bieber? Nem pense em me mandar e-mail! </em></p>
<p><em>Quer me mandar uma história sacana? </em><a href="mailto:elaeoutrasmulheres@gmail.com"><em>elaeoutrasmulheres@gmail.com<br />
</em></a><em></em></p>
</div>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Eu te desafio a se despir</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 17:14:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelle Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Elas são Doze]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade & Bem Estar]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[bruna lombardi]]></category>
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		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[ousar]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse é um poema da selvagem, encantadora e delicada Bruna Lombardi, uma mulher que escreve sobre desejos, mulheres e paixões. Uma mulher que se despe de pudores, que com suas palavras desvenda amores, perdas e encontros. A melhor resposta para a pergunta, &#8221; Por que eu dedicaria esse poema para minha amada?&#8221;  irá ganhar um ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt">Esse é um poema da selvagem, encantadora e delicada Bruna Lombardi, uma mulher que escreve sobre desejos, mulheres e paixões.</p>
<p>Uma mulher que se despe de pudores, que com suas palavras desvenda amores, perdas e encontros.</p>
<p>A melhor resposta para a pergunta, &#8221; Por que eu dedicaria esse poema para minha amada?&#8221;  irá ganhar um post em homenagem a esse amor. Não se esqueça de citar o seu signo e da sua adorada.</p>
<p>Desafio lançado, quem tem coragem de como Bruna Lombardi<a href="http://paradalesbica.com.br/2012/02/te-desafio-a-se-despir/319544_252853351438566_100001417086183_712323_1758344625_n/" rel="attachment wp-att-26420"><img class="alignright size-medium wp-image-26420" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/319544_252853351438566_100001417086183_712323_1758344625_n-274x183.jpg" alt="" width="274" height="183" /></a> se despir e declarar seu amor?</p>
<p><strong>Contágio</strong></p>
<p><em>&#8220;Feroz em nós uma paixão de novo</em></p>
<p><em>Nos ameaça</em></p>
<p><em>Nos faz vibrar, o sangue flui</em></p>
<p><em>Sobe no rosto</em></p>
<p><em>De repente a gente fica</em></p>
<p><em>disposto a tudo</em></p>
<p><em>e tudo é pouco</em></p>
<p><em>Não importa que essa loucura</em></p>
<p><em>não tenha alívio</em></p>
<p><em>A gente muda, respira de outro jeito</em></p>
<p><em>arfa no peito sempre uma pressa</em></p>
<p><em>sempre aquela vontade</em></p>
<p><em>Sozinha fico metade</em></p>
<p><em>Depressa me abraça uma saudade</em></p>
<p><em>que dói, uma coisa que arrebenta</em></p>
<p><em>e não se agüenta mais.</em></p>
<p><em>A gente se entrega ao risco</em></p>
<p><em>arrisca a pele, perde o rumo</em></p>
<p><em>no prazer dessa desorientação</em></p>
<p><em>A gente quer explodir e não pode</em></p>
<p><em>quer se conter e não sabe</em></p>
<p><em>quer se livrar do jugo da paixão</em></p>
<p><em>mas não quer que ela acabe.&#8221;</em></p>
<p><a href="http://paradalesbica.com.br/2012/02/te-desafio-a-se-despir/319544_252853351438566_100001417086183_712323_1758344625_n-2/" rel="attachment wp-att-26421"><img class="alignleft size-medium wp-image-26421" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/319544_252853351438566_100001417086183_712323_1758344625_n1-274x183.jpg" alt="" width="274" height="183" /></a></div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>AMOR ÀS AVESSAS &#8211; Capítulo 28</title>
		<link>http://paradalesbica.com.br/2012/02/amor-as-avessas-capitulo-28/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 20:59:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diedra Roiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boleros de Papel]]></category>
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias & Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA["Dani aproveitou a receptividade que teve para colocar a mão sobre a dela. Mel também não reagiu..."]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt">
<div>
<p><span style="font-size: x-large"><strong>A Persistência é a Alma do Negócio</strong></span></p>
</div>
<div>
<p><span style="font-size: large"><br />
</span></p>
</div>
<div>
<p><span style="font-size: large"><a href="http://paradalesbica.com.br/2012/02/amor-as-avessas-capitulo-28/amor-as-avessas-cap-28/" rel="attachment wp-att-26411"><img class="alignright size-full wp-image-26411" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Amor-as-avessas-cap-28.jpg" alt="" width="288" height="218" /></a>Dani sentiu a língua de Mel invadindo sua boca, correspondendo&#8230; Um beijo intenso, apaixonado, delicioso&#8230; Mas que infelizmente durou pouco tempo. </span></p>
<p><span style="font-size: large">Fazendo um esforço enorme para se controlar, Mel colocou as mãos nos ombros de Dani e a afastou. Na mesma hora em que os lábios se separaram teve vontade de puxar Dani de volta. </span></p>
</div>
<div>
<p><span style="font-size: large">Segurou o volante com força, como se tivesse medo que as mãos não a obedecessem. Evitou olhar para ela, sabendo que se os olhos </span></p>
</div>
<div>
<p><span style="font-size: large">voltassem a se encontrar, a beijaria novamente.</span></p>
</div>
<div>
<p><span style="font-size: large">Dani a observou atentamente. Viu que Mel estava nervosa, e não a olhava nos olhos. </span></p>
</div>
<div>
<p><span style="font-size: large">Encostou a mão na dela, num carinho preocupado, sincero. Mel suspirou, e depois se esquivou, dizendo com uma voz muito, mas muito triste mesmo:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Sai do carro, por favor&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size: large">Dani ficou em silêncio por algum tempo, e então falou:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Eu saio&#8230; Se você disser que não me quer&#8230; Se disser que não me ama mais. </span></p>
<p><span style="font-size: large">Mel a fitou, com os olhos marejados:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Você estragou tudo.</span></p>
<p><span style="font-size: large">Dani acariciou o rosto dela, enxugando as lágrimas que já escorriam: </span></p>
<p><span style="font-size: large">- Não fala assim&#8230; </span></p>
<p><span style="font-size: large">Mel abaixou a cabeça, e enxugou o rosto com as mãos. Quando voltou a olhar para Dani, seus olhos estavam secos e frios novamente:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- … a verdade.</span></p>
<p><span style="font-size: large">Dani sacudiu a cabeça negativamente, antes de responder:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Me dá uma chance&#8230; </span></p>
<p><span style="font-size: large">Dani segurou a mão dela, mas Mel praticamente a arrancou, irada: </span></p>
<p><span style="font-size: large">- Chance de que? De você me fazer sofrer um pouquinho mais? Não, muito obrigado! Agora por favor, essa conversa já foi longe demais&#8230; </span></p>
<p><span style="font-size: large">Quero que você saia do meu carro!</span></p>
<p><span style="font-size: large">O olhar de Mel fuzilava. Dani a fitou profundamente, com um brilho triste nos olhos. Na mesma hora os de Mel se amenizaram. </span></p>
<p><span style="font-size: large">Dani abriu a porta, desceu e deu a volta no carro. Parou na janela de Mel, com um sorriso obstinado:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Não vou desistir de você&#8230; Te amo demais! </span></p>
<p><span style="font-size: large">O jeito que Dani falou e a olhou, a deixou arrepiada, com o coração dando saltos. Mas Mel não disse nada. Apenas arrancou com o carro.</span></p>
<p><span style="font-size: large">Quando finalmente chegou o sábado, Mel se deixou ficar deitada. Era 12 de setembro, dia do seu aniversário. Mas a mente estava em outro lugar. </span></p>
<p><span style="font-size: large">Tinha saído com Raq e Deca na véspera. </span></p>
<p><span style="font-size: large">Tinham ido na Choperia Brazooka, ao lado do </span></p>
<p><span style="font-size: large">Teatro Odisséia na Lapa, lugar que Mel adorava porque além de ter caipivodkas e caipirinhas maravilhosas de vários sabores, também tinha sanduíches enormes, inacreditáveis. </span></p>
<p><span style="font-size: large">Ficaram conversando e bebendo, e quando faltavam dois minutos para a meia noite o celular de Mel apitou. </span></p>
<p><span style="font-size: large">Era uma mensagem de Dani: “Parabéns, meu amor! Quero ser a primeira a te desejar feliz aniversário&#8230; Pessoalmente, é claro&#8230;”</span></p>
<p><span style="font-size: large">Quando levantou os olhos Dani estava parada na sua frente. Ela estendeu um botão de rosa vermelho para Mel com um sorriso gigante nos lábios. </span></p>
<p><span style="font-size: large">Mel aceitou a flor, o rosto corado, um pouco pela surpresa, em parte pelo prazer que a presença de Dani sempre causava.</span></p>
<p><span style="font-size: large">Dani sentou na frente dela, ao lado de Raq, e ficou olhando fixamente para Mel. </span></p>
<p><span style="font-size: large">Depois de um tempo de silêncio absoluto na mesa, Deca e Raq levantaram e se despediram dizendo que iam embora porque não queriam atrapalhar. </span></p>
<p><span style="font-size: large">Quando ficaram sozinhas, Dani disse, com aquele sorriso dela lindo, sedutor, infalível:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Seu presente vou te dar depois&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size: large">Mel já tinha tomado no mínimo umas 3 caipivodkas. Não teve como deixar de sorrir. </span></p>
<p><span style="font-size: large">Dani aproveitou a receptividade que teve para colocar a mão sobre a dela. Mel também não reagiu. Dani então disse:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Trégua? Pra comemorar seu aniversário&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size: large">Mel começou a rir:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Você é terrível&#8230; Não desiste, né?</span></p>
<p><span style="font-size: large">Dani fez que não com a cabeça, com um sorriso safado. Mel riu mais ainda, antes de segurar a mão de Dani com força:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Então dessa vez não vou resistir&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size: large">Foi quando uma menina baixinha, de cabelos curtos, parou do lado delas, dizendo:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Dani! Que houve? Fiquei sabendo que você saiu carregada naquele dia&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size: large">Mel imediatamente a reconheceu: Eve, a amiga de Dani bar woman da Fosfobox, lembram?</span></p>
<p><span style="font-size: large">Dani desconversou:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Lembra da Mel? Hoje é aniversário dela.</span></p>
<p><span style="font-size: large">Eve deu dois beijinhos em Mel, dizendo:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Parabéns! Desculpe ter interrompido, mas tava preocupada com você&#8230; Bom, tô vendo que não foi nada, né?</span></p>
<p><span style="font-size: large">Piscou para as duas, se despediu e saiu. Mel nem se importou por Dani estar visivelmente sem graça:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Saiu carregada, é?</span></p>
<p><span style="font-size: large">Dani abaixou a cabeça, sem responder. Mel continuou:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Disse que ia me esperar em casa, e saiu carregada. Bem típico de você! Carregada por quem? Pela sua diretorazinha? </span></p>
<p><span style="font-size: large">Fez que ia levantar, mas Dani a segurou pelo braço com força, obrigando Mel a ficar:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Senta aí! Dessa vez você vai me ouvir! </span></p>
<p><span style="font-size: large">Os olhares se encontraram, num verdadeiro fogo cruzado. A tensão entre as duas era quase palpável, como se o pequeno espaço entre elas faiscasse:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Naquele dia tive uma crise de asma. Você tava com a minha bombinha. Tive que ir pro hospital, e dormi no meu pai. Fui pra sua casa assim que acordei, mas você me expulsou de lá. Satisfeita?</span></p>
<p><span style="font-size: large">Dessa vez foi Dani quem tentou se levantar. Mas Mel também a impediu, colocando a mão na dela e a olhando daquele jeito que nunca mais tinha olhado, e que fazia Dani ficar de quatro:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Daniele&#8230; Espera&#8230; </span></p>
<p><span style="font-size: large">Dani se sentou, com um suspiro. Mel continuou:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Desculpa&#8230; Eu não sabia&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Tem várias coisas que você não sabe. Até hoje não quis me escutar&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size: large">Mel ficou pensativa por um momento. </span></p>
<p><span style="font-size: large">Realmente, tinha ficado com tanta raiva que não tinha deixado Dani falar. Apesar de Dani ter implorado, suplicado, se humilhado, rastejado, na noite da boate. Naquele momento, resolveu finalmente dar uma chance para Dani se explicar:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Tem razão. Não quis te escutar. Mas agora tô disposta a ouvir tudo que tiver pra me falar.</span></p>
<p><span style="font-size: large">Dani olhou para a mulher sentada à sua frente. A reação dela tinha sido totalmente inesperada. Mel a olhava entre ansiosa e tensa, mas estava ali, esperando, parecendo disposta a acreditar no que Dani falasse.</span></p>
<p><span style="font-size: large">Dani a amava demais para mentir. Contou tudo, sem omitir nada. O beijo no carro, o assédio no ensaio geral, o episódio do banheiro da boate e a decisão final que tinha tomado antes de Mel aparecer.</span></p>
<p><span style="font-size: large">Mel escutou o tempo todo sem interromper. Quando Dani terminou, continuou um tempo ainda calada. Depois disse:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Não sei o que me deixa mais magoada: você não ter cortado ela, ou não ter me contado nada&#8230; </span></p>
<p><span style="font-size: large">A voz de Mel soou muito triste e cansada. Dani ainda conseguiu dizer:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Mel, eu errei. Se pudesse voltar atrás, faria tudo diferente&#8230; </span></p>
<p><span style="font-size: large">Mel sorriu, um sorriso infinitamente sofrido:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Se eu pudesse voltar atrás, talvez não tivesse nem ido pra Itaipava&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size: large">Aquilo atingiu Dani profundamente. Os olhos dela se encheram de lágrimas. Os de Mel estavam do mesmo jeito ao dizer:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Desculpa&#8230; Mas é que&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size: large">Então as lágrimas começaram a escorrer e nenhuma das duas conseguiu dizer mais nada. Dani pegou dois guardanapos, e entregou um para Mel. </span></p>
<p><span style="font-size: large">Assoaram o nariz juntinhas, se olharam e&#8230; sempre tinham dividido esse tipo de humor, que ri das desgraças. Naquele momento não foi diferente. Ficaram ali rindo, se alguém visse não ia entender nada.</span></p>
<p><span style="font-size: large">Foi Dani quem falou primeiro:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Me dá mais uma chance&#8230; Eu te amo&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size: large">Mel não tirou a mão que Dani segurava. Pelo contrário, entrelaçou os dedos nos dela:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Não é assim tão fácil&#8230; Eu&#8230; Eu não sei&#8230; Preciso&#8230; Quero pensar&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size: large">Dani sentiu um certo alívio. Ela não tinha dito não. E a mão de Mel segurava a dela de um modo que a fazia acreditar que no fim, a resposta seria positiva:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Eu espero. O tempo que você precisar.</span></p>
<p><span style="font-size: large">E depois, com um sorriso sedutor, e uma piscadela deliciosa, cheia de malícia:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Mas amanhã quero ir na sua festa de aniversário&#8230; </span></p>
<p><span style="font-size: large">E mais uma vez, Mel não teve como não sorrir de volta, nem de deixar de sucumbir a tanto charme:</span></p>
<p><span style="font-size: large">- Se você não for nunca vou te perdoar&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size: large">Dani levou Mel até o carro, e se despediu&#8230; com um beijo no rosto, bem perto dos lábios. Com um esforço incrível, Mel se manteve firme. E voltou sozinha para casa.</span></p>
<p><span style="font-size: large">A campainha tocou, tirando Mel do devaneio e a fazendo voltar para a manhã de sábado. Quando abriu a porta, era um entregador, com uma cesta de café da manhã, com um cartãozinho de Dani dizendo: </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: large">“Os diamantes são indestrutíveis?</span></p>
<p><span style="font-size: large"> Mais é o meu amor.</span></p>
<p><span style="font-size: large"> O mar é imenso?</span></p>
<p><span style="font-size: large"> Meu amor é maior,</span></p>
<p><span style="font-size: large"> Mais belo e sem ornamentos</span></p>
<p><span style="font-size: large"> Do que um campo de flores.</span></p>
<p><span style="font-size: large"> Mais tenaz que o rochedo.”</span></p>
<p><span style="font-size: large"> (Adélia Prado) </span></p>
<p><span style="font-size: large">Parabéns, amor! </span></p>
<p><span style="font-size: large">Seu presente mesmo te dou depois&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size: large">Sempre e só sua, </span></p>
<p><span style="font-size: large">Daniele&#8221;</span></p>
<p><span style="color: #ff0000"><strong>CONTINUA NA  2a FEIRA&#8230;</strong></span></p>
</div>
</div>
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		<title>Sonhos de Maçã</title>
		<link>http://paradalesbica.com.br/2012/02/sonhos-de-maca/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 19:40:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ste Morato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Só acontece comigo?]]></category>

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		<description><![CDATA[Os sonhos que esquecemos de sonhar…]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt">
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/foto_coluna.jpg"><img class="alignright  wp-image-26394" title="foto_coluna" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/foto_coluna-300x150.jpg" alt="" width="341" height="170" /></a>Os sonhos que esquecemos de sonhar…</em></p>
<p style="text-align: justify;">Tita é uma menina vivendo seus 20 e poucos anos. Cabelos escuros e emaranhados na altura dos ombros, pele clara e rosada sempre fugindo do sol que tentava lhe castigar. Perdera a mãe antes que pudesse realmente sentir sua falta. Morava com o pai e a madrasta, mas não aquelas madrastas de contos infantis, Ana era uma mulher boa e amável que cuidava muito bem de Tita e seu velho pai Antonio.</p>
<p style="text-align: justify;">A menina passava seus dias ajudando nas tarefas domésticas. Tita não tinha muitas ambições. Quando era menor e lhe perguntavam “o que você quer ser quando crescer?”, ela nunca encontrava uma resposta. Na verdade a menina não sabia o que era. Ela sabia quem imaginava ser, sabia quem sonhava ser. Mas não ousava querer saber quem era.</p>
<p style="text-align: justify;">Esbarrando pela vida, sonhando acordada e desejando os dias diferentes, Tita é uma adolescente comum. Exceto por um detalhe.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os finais de tarde, após finalizar suas tarefas, quando o sol resolve dar uma trégua, a menina passeia pelos campos próximos à sua humilde casa de cerca amarela. Segurando apenas uma cesta feita por ela com muito capricho, Tita caminha pelas coloridas árvores dos arredores.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre ilusões e devaneios, laranjas e maçãs, a menina vai enchendo sua cesta. Mas não são as frutas belas e firmes que enchem os olhos da garota. Tita enche sua cesta de frutas podres.</p>
<p style="text-align: justify;">Motivo de estranheza e olhares tortos para todos os moradores da pequena cidade de Ribeirinho, a jovem de beleza simples e pele clara não era apenas mais uma adolescente entre todas as outras.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos se perguntavam por que aquela menina tinha uma coleção de frutas podres. Nem mesmo seu pai ou sua madrasta conseguiam entender o motivo de todos os dias a garota chegar em casa com a sua cesta em punhos carregando apenas frutas podres.</p>
<p style="text-align: justify;">Estranhavam tanto que se sentiam confortáveis na dúvida e na elaboração de explicações, e nunca tiveram coragem de perguntar o motivo daquilo.</p>
<p style="text-align: justify;">Tita, no silêncio vazio de seu quarto e da sua vida, nunca toca no assunto. Talvez a menina saiba que ninguém seria capaz de entender ou de ver o que as frutas podres significam.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que frutas que ninguém quer levar para casa, elas guardavam um segredo que apenas Tita teve interesse suficiente para conhecer.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada fruta é um sonho interrompido, um desejo tão difícil de alçancar que foi deixado de lado e jogado fora por alguém.</p>
<p style="text-align: justify;">Mergulhados em egoísmo, os moradores da cidade nunca se perguntaram aonde aqueles doces sonhos iriam depois de nunca mais sonhados. Aqueles pensamentos fantasiosos que transformavam os dias dos moradores, eram esquecidos com a facilidade de algo que nunca existiu.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas para Tita não era tão simples assim. Ela sabia o valor que um sonho tinha e não poderia deixá-lo ali, apodrecendo.</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que a menina nunca soube bem o que desejar, nunca foi muito boa em escolhas, sabia que ao optar por alguma coisa, abriria mão de outra.</p>
<p style="text-align: justify;">Na incapacidade de se entender, é assim que Tita passa seus dias, colecionando sonhos alheios, talvez na tentativa de encontrar algum sonho que lhe complete infinitamente, não deixando dúvidas do que estaria por abrir mão, para ali sim, poder realmente ser.</p>
</div>
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		<title>Aonde vamos chegar?</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 22:39:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline S.</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Espiritualidade & Bem Estar]]></category>
		<category><![CDATA[LesZen]]></category>

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		<description><![CDATA[Sobre como o mundo anda]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMAGEM-1-AONDE-VAMOS-CHEGAR.jpg"><img class="alignright  wp-image-26382" title="IMAGEM 1 - AONDE VAMOS CHEGAR" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMAGEM-1-AONDE-VAMOS-CHEGAR.jpg" alt="" width="221" height="273" /></a>Olá leitoras do PL. Depois de um bom tempo distante, tento voltar a escrevê-los. Desculpo-me pelo tempo ausente, mas sempre a boa filha à casa torna.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos passeios distraídos às notícias e assuntos acerca do nosso País, vemos o quanto de cultura se espalha tão rápido. Cultura? Melhor dizendo, a falta de cultura né?! Impressiona o tipo de notícia que mais se espalha por nosso Brasil. Nas últimas semanas, acompanhamos o drama em torno de uma cena tórrida numa das camas do Big Brother Brasil, programa que assisti a primeira vez há anos, achando inocentemente que não duraria. Depois desses anos todos surge uma notícia que abala a estrutura do tal programa.</p>
<p style="text-align: justify;">Vi fragmentos e ouvi comentários, o suficiente para se perceber que a vulgaridade se perpetua e toma conta sem que se perceba: já é natural. Há quem vá me achar antiquada e rígida, mas não sou. Não acho, por exemplo, que devemos usar roupas compridas tal qual freiras e padres.Também não gosto da antiga hipocrisia em assuntos sexuais. A liberdade e a naturalidade são positivas, mas ninguém precisa exagerar, onde estão os limites?  Precisamos o tempo todo fingir que sexo é só o que importa? Ainda mais esse sexo casual, estético, feito para exposição de corpos sarados e bonitos. Já viram uma linda cena de sexo romântico entre pessoas esteticamente fora dos padrões? Um pouco de recato é questão de higiene. E sim, precisa-se de coragem para ir contra a maré em quase todos os assuntos e modismo desse nosso tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">O tal programa BBB virou manchete por causa de um casal que fez (ou fingiu fazer) sexo embaixo dos edredons sabendo que são filmados. Algo novo nisso? Não, já foi visto ali muitas outras vezes. Entretanto, nessa edição, alguém ousou reclamar. Uma grande parte não ligou, muitos, inclusive, estavam aplaudindo. Ué, nós não somos tropicais, liberais e modernos? Por que isso virou polêmica?</p>
<p style="text-align: justify;">Será que progresso se mede pela vulgaridade? Não sei exatamente o que significam essas drásticas mudanças, do antigo primeiro beijo na boca cheio de fantasia e importância a esse ficar atual com total distanciamento, onde, muitas vezes, as duas pessoas se afastam sem nem olhar pra trás, foram apenas um objeto de beijo, dois corpos usados para tentar suprir uma carência. E será mesmo que essa tal carência é suprida dessa forma tão sem essência?</p>
<p style="text-align: justify;">Cada dia mais sinto falta de uma sociedade mais careta, sem essa pressão nos jovens para se iniciarem sexualmente tão cedo, ainda sem preparo psíquico e biológico, gerando muitas conseqüências negativas. Sinto falta de adultos que não precisam inventar uma modernidade fictícia, e sim serem amorosos, responsáveis, naturalmente alegres, não tendo que se expor de corpo e alma. Essa pressa do escrachamento, a ânsia de ser celebridade a todo custo, de ser notado e não necessariamente ser amado&#8230; Onde a construção de uma vida, de uma profissão, de caráter, e de um ser completo, com sua auto-estima elevada, pouco importa diante dessas caricaturas de pessoas criadas pelas telinhas para aparecer. E pior, são copiadas por nossa sociedade e viram ideais de pessoas, fazendo com que tudo pareça um grande cenário de reality show. Que reality? Nada disso me parece uma realidade concreta.</p>
<p><a href="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMAGEM-2-AONDE-VAMOS-PARAR.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-26383" title="IMAGEM 2 - AONDE VAMOS PARAR" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMAGEM-2-AONDE-VAMOS-PARAR-244x183.jpg" alt="" width="244" height="183" /></a>E nesse caminho que nossa sociedade segue numa eterna ilusão, pessoas que não sabem o que querem de verdade. Criam expectativas erradas das coisas e vemos cada vez mais gente com problemas psicológicos, depressivos, síndromes, doentes e dependentes. Numa cultura que o consumo prevalece, inclusive o consumo de pessoas, sentimentos, ilusões, felicidade, de tudo que não se pode comprar, gerando uma frustração generalizada. Onde está a verdadeira felicidade? Onde está a educação? Onde está a fantasia da simplicidade sexual com sentimento?</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso está dentro de nós. Mas será que as pessoas sabem disso? Na verdade, a maioria acha que está fora, nos outros, acabando por buscar o amor no outro, e não em si próprio. Como alguém quer amar se nem se ama? O amor próprio deve vir em primeiro lugar e, somente assim, estamos prontos para amar, para doar amor, tornar-se inteiro para amar e ser amado. Cultivar uma elevação interior psíquica-emocional-espiritual.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante dessa realidade, alimento-me da esperança de que, aos poucos, a velha simplicidade de sentimentos e a boa compostura de comportamento, que nunca fizeram mal a ninguém, sejam afirmadas e espalhadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda falando de amor que coloco o pensamento do mestre Sai Baba:</p>
<p style="text-align: justify;">“Se você vê o mundo com amor, ele se mostrará cheio de amor. Se você o vê com ódio, tudo lhe parecerá adverso. Os olhos cheios de amor cintilam com brilho e alegria. Olhos cheios de ódio mostram-se vermelhos e com medo. Seus pensamentos determinam suas ações – boas ou más. O mundo externo refletirá seus pensamentos. Você deve considerar todo o universo como um templo de Deus. Você deve considerar tudo que é belo e grande na natureza – as altas montanhas, os vastos oceanos, as estrelas no céu – como proclamando a glória e o poder do Divino. A doce fragrância das flores, o suco delicioso das frutas também devem ser considerados como símbolos do amor e da compaixão de Deus.”</p>
<p style="text-align: justify;">Sathya Sai Baba</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMAGEM-3-aonde-vamos-chegar.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-26384" title="IMAGEM 3 - aonde vamos chegar" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMAGEM-3-aonde-vamos-chegar-300x146.jpg" alt="" width="300" height="146" /></a>Texto inspirado na querida Lya Luft.</p>
<p style="text-align: justify;">Ps.: No próximo texto vou tentar escrever sobre coisas do coração, como vocês gostam.</p>
<p style="text-align: justify;">Um abraço para todas, aguardo os comentários, críticas e sugestões,</p>
</div>
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		<title>Entre duas&#8230;e três! &#8211; Partes 11 e 12</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 23:46:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sabine Mendes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Entre duas...e três!]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias & Poesias]]></category>
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		<description><![CDATA[“Alguém que não sabe se pode vir a se apaixonar por uma mulher…”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><strong>Internet Educativa</strong><a href="http://paradalesbica.com.br/2012/02/entre-duas-e-tres-partes-11-e-12/texto11-2/" rel="attachment wp-att-26350"><img class="alignright size-medium wp-image-26350" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/texto111-267x183.jpg" alt="" width="267" height="183" /></a></p>
<p><em>Capítulo 11</em></p>
<p>Claro que, quando subo na bicicleta, minha filha corre para o computador. Explica-se: o único computador com internet é no quarto e, quanto mais tempo ela me mantiver longe de lá, mais tempo de internet (pelo menos até alguém dizer que já basta). Como Anne não está em casa, o “já basta” pode demorar um pouco. E ela sabe disso.<br />
O quarto é uma suíte e, quando passo para trocar de roupa (minhas roupas de exercício são as que já estão velhas e/ou sujas), ouço o seguinte comentário:<br />
- Mãe, sabe aquele jogo super legal que eu te falei?<br />
- A-ham – balanço a cabeça, com ar de expertise.<br />
- Dá pra casar nele!<br />
A animação dela é tão grande, do alto de seus onze anos, que só posso vibrar junto com um “Nossa, é mesmo?!”.<br />
- Eu estou procurando alguém para casar comigo agora – diz ela.<br />
- Mas por que casar? – digo, tentando fazer o comentário espirituoso que a levará a ter uma auto-estima independente de projeções externas.<br />
- Porque a gente ganha cabelo, roupa, um monte de coisas…<br />
Que metáfora! Sinto toda a minha pele se arrepiar, enquanto digo: “Que horror!” e ela me responde com um:<br />
- Eu sei, mãe, a gente casa por amor. Mas é só um jogo! Pelo amor de Deus!</p>
<p><strong>Top list das barangas ou “Eu e minhas inseguranças”</strong><a href="http://paradalesbica.com.br/2012/02/entre-duas-e-tres-partes-11-e-12/texto12/" rel="attachment wp-att-26351"><img class="alignright size-medium wp-image-26351" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/02/texto12-224x183.jpg" alt="" width="224" height="183" /></a></p>
<p><em>Capítulo 12</em></p>
<p>Suando a camisa na ergométrica e evitando olhar o contador de calorias (que indica meia caloria queimada a cada mil voltas), fico pensando em Mariana, sua relação com a net, e tendo dúvidas existenciais em relação a se sou permissiva demais ou dura demais no que diz respeito a tempo de uso e proibições. Não deixaria de ser hipocrisia se eu simplesmente não deixasse ela usar, considerando o papel que a net tem na minha própria vida.<br />
Anne e eu nos conhecemos em uma rede social só para lésbicas. Com criatividade vocabular ímpar, garanti a ela que não estava no “top list das barangas”, mas não era “tchuchuca” e quando ela disse que não se importava com isso, sinceramente, não acreditei. Mais sobre o barangômetro no próximo texto.<br />
Quando fiz minha inscrição na tal rede, não esperava conhecer ninguém com quem fosse realmente sair, muito menos a mulher da minha vida. Era somente uma mulher teoricamente hetero, curiosa, saindo de uma das maiores decepções amorosas de sua vida. No meu perfil, constavam as poéticas linhas a seguir:<br />
“Alguém que não sabe se pode vir a se apaixonar por uma mulher…”<br />
Eu sei, eu sei. Podem atirar!</p></div>
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		<title>Capricórnio e Câncer: Para as que se completam</title>
		<link>http://paradalesbica.com.br/2012/01/capricornio-e-cancer/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 00:47:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelle Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Elas são Doze]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade & Bem Estar]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<category><![CDATA[capricórnio]]></category>
		<category><![CDATA[decepções]]></category>
		<category><![CDATA[determinação]]></category>
		<category><![CDATA[Lua]]></category>
		<category><![CDATA[metas]]></category>
		<category><![CDATA[saturno]]></category>
		<category><![CDATA[sofrimento]]></category>
		<category><![CDATA[surpresas]]></category>

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		<description><![CDATA[Ela abriu meu coração.                                                                        Isso pode parecer mais um dos clichês que pessoas apaixonadas dizem, mas comigo, uma canceriana exausta ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt">
<p style="text-align: justify">Ela abriu meu coração.                                                                       <a href="http://paradalesbica.com.br/2012/01/capricornio-e-cancer/250045_205618669477314_170653146307200_536856_733206_n-2/" rel="attachment wp-att-26310"><img class="alignright size-medium wp-image-26310" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/01/250045_205618669477314_170653146307200_536856_733206_n1-183x183.jpg" alt="" width="183" height="183" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Isso pode parecer mais um dos clichês que pessoas apaixonadas dizem, mas comigo, uma canceriana exausta de tanta dor e decepção é mais pura verdade.</p>
<p style="text-align: justify">Eu vinha de relacionamentos fadados ao fracasso, com mulheres que nada tinham haver com meus sonhos ou desejos, mas eram mulheres e não me permitiam ficar sozinha comigo mesma, o que era um pesadelo para mim, que sabia a cara de cada um dos esqueletos que guardava no armário e não queria de maneira alguma encará-los.</p>
<p style="text-align: justify">Só me permiti envolver com Franciele por ela me parecer inofensiva, ela é capricorniana, prática, sem grandes atrativos, mas com uma enorme disposição de se permitir seja lá o que for.</p>
<p style="text-align: justify">E eu era naquele momento das minhas frustrações um grande “seja lá o que for”, estava agressiva, indisposta para qualquer tipo de envolvimento e descrente da minha capacidade de ser feliz.</p>
<p style="text-align: justify">E ela, apenas me observava, me olhava com seus olhos verdes e analisava em silêncio todas as minhas fugas e rebeliões.</p>
<p style="text-align: justify">Capricornianas são obstinadas em sua trajetória e quando amam não são diferentes, elas querem e elas terão, mesmo que isso leve um tempo, mesmo que isso exija esforço, elas não temerão os obstáculos, elas os enfrentarão em silêncio e com olhos atentos, se dedicarão com a coragem típica da cabra.</p>
<p style="text-align: justify">Estava acostumada aos discursos vazios daquelas que apenas desejavam meu corpo ou me exibir como troféu, estava acostumada com mentiras, as delas e as minhas, cancerianas foram feitas para o amor, porque para elas o primeiro grande amor que carregam são as suas famílias e por isso  elas querem que tudo em sua vida seja a extensão desse afeto profundo.</p>
<p style="text-align: justify">E ninguém ama como uma canceriana, porque nenhum signo do zodíaco sofre com a intensidade dessas mulheres.</p>
<p style="text-align: justify">Nesse jogo de desespero que aprendi a jogar, despejei na fortaleza da Franciele a minha fragilidade ignorada, fiz com que ela pagasse todos os pecados que as outras cometeram, me desintoxiquei de relacionamentos com mulheres que fizeram de mim deposito de lixo.</p>
<p style="text-align: justify">Franciele segurou como nenhuma outra seguraria noites em que me negava a tocá-la, gritos que dava por sua personalidade pacata, acusações que fazia por seu silêncio e tolerância.</p>
<p style="text-align: justify">E assim, ela foi me pegando pela cintura e me levando para onde queria, e eu que já não sabia contra o que lutava, me permiti ser envolvida por aquela que acreditei não oferecer nenhum risco.</p>
<p style="text-align: justify">O ponto forte do encontro entre câncer e capricórnio é que as duas querem e precisam se sentir seguras, câncer segura emocionalmente, capricórnio em tudo que a cerca.</p>
<p style="text-align: justify">Custei a perceber que já amava aquela mulher com um mal humor próprio, mas que não se negava a enxugar minhas lágrimas e tentar da sua forma nada romântica me fazer feliz.</p>
<p style="text-align: justify">O primeiro presente que ela me deu foi um vale compras, disse que assim eu poderia ter o que quisesse, e eu, que adoro surpresas e bilhetes não sabia se me encantava ou se xingava sua falta de imaginação.</p>
<p style="text-align: justify">Até que um dia, precisei comprar uma roupa para uma festa que aconteceria dali a dois dias, e ao me lembrar daquele vale compras, à agradeci por sua praticidade quase grosseira.</p>
<p style="text-align: justify">E agradeci como uma canceriana faz melhor, com flores, velas e comidinhas.</p>
<p style="text-align: justify">Nos completávamos em nossas diferenças, nos fazíamos tanto bem que as vezes me faltava o ar.</p>
<p style="text-align: justify">Não queria nada com o amor, mas já estava de quatro por aquela mulher que só o tempo me fez perceber ser cheia de charme e encantos próprios.</p>
<p style="text-align: justify">Para o mundo ela era fria e distante, para mim ela era o abrigo e as noites quentes.</p>
<p style="text-align: justify">Franciele sabia ser surpreendente na cama, ela me fazia sentir prazeres nunca antes imaginados e eu, que adoro toques e beijos molhados, me vi sendo descoberta por uma mulher que se mostrava aos poucos e com cuidado.</p>
<p style="text-align: justify">Sua cautela e seu instinto de auto preservação eram imensos, diante da minha também imensa capacidade de me jogar de precipícios.</p>
<p style="text-align: justify">A terra e a água, Lua e Saturno, devaneios e sabedoria, mistério e solidez, era assim o nosso amor, com pequenas conquistas diárias.</p>
<p style="text-align: justify">Ela me fez acreditar novamente que era possível ter paz no amor, me fez reencontrar um pedaço meu que se perdeu entre os lençóis das que só serviram para me afastar do que sempre foi o meu melhor, minha imensa capacidade de acreditar no amor.</p>
<p style="text-align: justify">Houveram brigas, porque capricornianas são frias demais para as sempre carentes cancerianas, já as cancerianas são sonhadoras demais para as ambiciosas capricornianas.</p>
<p style="text-align: justify">E dividir um lar para nós duas foi uma luta árdua, uma vez que eu sempre queria música e amigos em casa, ela precisava de silêncio, de seus momentos de introspecção.</p>
<p style="text-align: justify">Nos seduzíamos todos os dias, nos reencontrávamos quando meus olhos cheios de lágrimas eram acarinhados por suas mãos fortes.</p>
<p style="text-align: justify">Aprendi a conviver com seu silêncio e a me dar valor, ela aprendeu a sorrir e cantar no chuveiro.</p>
<p style="text-align: justify">Fazemos festas para duas, cuidamos de um jardim, leio poesias para ela, ela cuida das contas, não deixo a casa sem incenso ela não deixa a casa sem pão, e nos alimentamos das nossas trocas de olhares e dessa certeza quase palpável que juntas somos o que falta na outra.</p>
<p style="text-align: justify">E agora, enquanto escrevo a nossa história, olho para o lado e vejo dormir, pois o compromisso obstinado de uma capricorniana jamais a permitiria estar acordada tão tarde em uma noite de domingo.</p>
<p style="text-align: justify">Finjo que ela está sempre certa, finjo não perceber que ás vezes ela desvia de suas linhas retas e ela ainda cuida desse meu coração machucado, que se envolveu em tantas enrascadas que até nem sei como contar.</p>
<p style="text-align: justify">Somos felizes como só quem ama de verdade sabe ser, dando valor a coisas tão simples no nosso dia a dia que só e o som da respiração dela e essa música que toca  <a title="a nossa música" href="http://www.youtube.com/watch?v=yXP800V2kfI&amp;feature=related" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=yXP800V2kfI&amp;feature=related</a> são capazes de traduzir.</p>
<p style="text-align: justify"><img class="alignleft size-medium wp-image-26309" style="border-style: initial;border-color: initial" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/01/250045_205618669477314_170653146307200_536856_733206_n-183x183.jpg" alt="" width="183" height="183" /></p>
<div style="text-align: justify"><strong>Devido aos inúmeros pedidos, se você cara leitora, quiser ter sua combinação astral transformada em post, basta fazer um comentário bem bacana da sua história de amor aqui <a href="http://paradalesbica.com.br/2011/11/aries-e-libra-para-ela/">http://paradalesbica.com.br/2011/11/aries-e-libra-para-ela/</a>, ainda dá tempo de ser escolhida.</strong></div>
</div>
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		<title>Esquentando as Coisas  Pt.2</title>
		<link>http://paradalesbica.com.br/2012/01/esquentando-as-coisas-pt-2-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 15:50:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sadie Lune</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com o único intuito de ajudar a nossa amiga, colega, parceira (toca aí) no post anterior vocês sugeriram que ela fosse passear em Paris e comprasse um strap-on de 22 cm, não é mesmo? Tudo muito simples e prático, que é justamente para isso que vocês estão aqui, não é mesmo²²²? O quê? Eu sugeri ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt">Com o único intuito de ajudar a nossa amiga, colega, parceira (toca aí) no post anterior <em>vocês </em>sugeriram que ela fosse passear em Paris e comprasse um strap-on de 22 cm, não é mesmo? Tudo muito simples e prático, que é justamente para isso que <em>vocês</em> estão aqui, não é mesmo²²²?</p>
<p>O quê? Eu sugeri isso? Não me lembro de ter escrito nada disso. Você têm provas? &#8230; Foi o que pensei.</p>
<p>Para quem esqueceu, eis a nossa pergunta:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-26269" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/01/pergunta_lessex_esquentandoascoisas_pt21.jpg" alt="" width="510" height="176" /></p>
<p><em>Esquentar: verbo que significa aquecer; subir a temperatura. No sentido figurado: Animar-se; Tornar-se mais ativo (atenção aqui); esturrar-se. </em></p>
<p>Com isso em mente, vamos dar (opa!) continuidade aos trabalhos. Hoje teremos: Ménage, Fantasias e Posições. Peço gentilmente que as lésbicas menores de 18 anos estejam acompanhadas de uma sapa tutora! As imagens são fortes e não quero ninguém-mandando-email-dizendo-que-não-conseguiu-dormir-a-noite!</p>
<p class="MsoNormal"><img class="alignleft size-full wp-image-26284" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/01/menageesquentandoascoisas3.jpg" alt="" />Ménage é uma delícia, e se você cometeu o erro de casar antes de ter feito um, <s>se ferrou!!!!</s> Sinto muitíssimo, pois as suas chances de realizá-lo e continuar casada estão seriamente comprometidas.  Mas eu sei que você é guerreira, então vamos lá&#8230;</p>
<p class="MsoNormal"> Sei que quando pensamos em ménage geralmente imaginamos todo mundo comendo todo mundo, uma putaria generalizada que atravessa semanas, incluindo uma réplica da Thammy Gretchen te recebendo na porta com um strap-on de 25 cm, você em cima da mesa na cozinha, rodeada de vinte e cinco lésbicas furiosamente excitadas, aquela bagunça, alguém puxa o seu cabelo, aquela vontade de gritar&#8230;</p>
<p> Se acalme! Respira! Isso é vídeo pornô – ahhhh – e assim como strap-on, nós voltaremos a tratar do tema em separado, ok? Hoje vamos ficar só no que você NÃO DEVE FAZER caso utilize o ménage para esquentar seu relacionamento:</p>
<ul>
<li><strong>Ménage com amigas</strong>. Aí você diz: “Mas ela é superrrr legal, mente aberta e tranquila”. Aí eu te digo: “Parou de tomar seu remédio de novo?”. É claro que amigas próximas são a primeira opção! Você sabe o que – ou quem – ela come, se tomou todas as vacinas, se gosta assim ou assado&#8230; Mas não se esqueça de que o envolvimento de pessoas próximas na brincadeira é responsável por 99% das separações pós-ménage, 78% das depressões agudas do casal e 80% do aumento da vergonha nas festas e datas comemorativas. E tenho dito.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Fazer para agradar a parceira</strong>. Se eu estivesse aí do seu ladinho, neste momento, eu gritaria: CAGADA! CAGADA! CAGADA! O nosso ego é traiçoeiro! Eu sei que você sabe disso, mas caso tenha esquecido, eu repito: O nosso ego é traiçoeiro. Entendeu? O ménage – seja ele com mais uma, três ou vinte pessoas – deve ser um desejo do casal! Como você vai descobrir se a sua mulher quer fazer? Isso é um problema seu! Não adianta me olhar com essa cara de gatinho do Shrek!</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Ménage caseiro</strong>. Não faça a besteira de levar alguém para a SUA casa. Você já tem uma mulher na sua cama. Preciso mesmo explicar?</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Conversar muito</strong>. Quer um abraço? Vai visitar a mãe!!! Nada de ficar perguntando onde mora, onde estudou, o que faz da vida, o que come, número de telefone, onde dorme, signo e derivados. Você já é casada, lembra? Quem vai dar o limite do envolvimento é você! Vai querer casar de novo?</li>
</ul>
<p>Tenho três palavras para quem quer fazer um ménage-de-casal: Cuidado, Comunicação e Amor.</p>
<p>Tenho duas palavras caso consiga realizá-lo: Lubrificante e Proteção.</p>
<p class="MsoNormal"><img class="alignright size-full wp-image-26285" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/01/fantasias_esquentando_as_coisas2.jpg" alt="" /></p>
<p class="MsoNormal">Eu sei que fantasia é o tipo de coisa que dá-vergonha-alheia-ao-quadrado. E justamente por compreender o poder de uma gargalhada, prometo pegar leve! Aproveita que não é todo dia!!!</p>
<p class="MsoNormal">Vamos começar com um exercício muito simples chamado: Não subestime o couro! Nele você está proibida de torcer o nariz toda vez que ler a palavra abacaxi, ok? Preparada?</p>
<p class="MsoNormal">Fantasia 1: Enfermeira! (abacaxi). A fantasia de enfermeira não precisa ser aquela com uma cruz vermelha gigantesca dentro de um chapéu de marinheiro!!! Que tal um vestido branco, meia calça, sapato branco, cabelo preso. Você diz que foi chamada para cuidar de uma paciente em estado gravíssimo (abacaxiiiii) com aquele ar sério e sexy que todas as enfermeiras possuem!</p>
<p class="MsoNormal">Fantasia 2: Policial (abacaxi mais ou menos né sua safadinha). Policial é uma fantasia que pode ser mesclada com a de dominatrix (abacaxi em conserva). Um singelo sobretudo, uma cinta liga, corpete, um par de algemas, e você está pronta para combater o crime e aplicar severas punições.</p>
<p class="MsoNormal">Fantasia 3: Puta (abac&#8230; aqui não precisa né?). Básico e simples&#8230; use a criatividade, uma música, aquele rebolado e você vai fazer chover no sertão!</p>
<p class="MsoNormal">Vou deixar um pequeno relato que conta como foi à realização desta última fantasia. Respeito que uma companheira-caminhão vai falar:</p>
<p class="MsoNormal">“Namoro há três anos e adoro uma brincadeira, uma novidade! Um dia eu e a minha namorada combinamos de realizar a fantasia de ‘puta por uma noite’. Saímos separadamente de casa e nos encontramos em um barzinho GLS. Me lembro até hoje quando olhei para ela! Fiquei besta! Apesar de ser muito feminina eu nunca tinha visto aquele vestido, aquele salto, o cabelo estava diferente, todo encaracolado e ela dançava provocantemente ao lado de outras meninas perto do bar. Foi aí que a brincadeira começou a ficar divertida, pois a mulher com quem eu tinha passado os últimos três anos estava ali, bem na minha frente, mas eu não reconhecia todo aquela ‘desenvoltura’ e ao mesmo tempo que tive ciúmes de todo o seu ‘rebolado’ , fiquei extremamente excitada com aquela mulher. Cheguei nela após algum tempo, dançamos, perguntei seu nome, idade e seu preço&#8230; Enfim&#8230; Foi maravilhoso, fizemos algumas coisas que nunca tínhamos feito antes.”</p>
<p class="MsoNormal">Olha, eu penso muito em sexo – sei que você nem tinha reparado, aí resolvi contar – mas este relato me deu algumas 8374 boas ideias. Vai me deixar pensando sozinha?</p>
<p class="MsoNormal"><img class="alignleft size-full wp-image-26296" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Posicoes_esquentando_as_coisas2.jpg" alt="" />Para terminar de esquentar, vamos sugerir algumas posições! Ready?</p>
<p class="MsoNormal">Antes de tudo, pense numa coisa difícil! Muito difícil! Pode ser você comendo a Angelina Jolie, pegando aquela hetero boazuda do seu trabalho ou ganhando na mega-sena! Pensou?</p>
<p class="MsoNormal">Pois então, eu perdi algum tempo tentando encontrar na internet imagens bacanas ‘prontas’ de posições para lésbicas. Resultado? Só achei de palitinho!!! Então ao invés de escanear o livro ‘Kama Sutra para Lésbicas’, eu fiz as imagens!!! Fiz!!! E foi muito difícil! Foram horas de completa solidão e sofrimento! Então, por favor, antes de dizer ‘mas o peito dela está torto’ pense no meu sofrimento e seja razoavelmente bacana. Mil desculpas se eu não sou o Picasso da pornografia lésbica!</p>
<p class="MsoNormal">Vamos começar pela legenda:</p>
<p class="MsoNormal"><img class="aligncenter size-full wp-image-26287" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/01/legenda_esquentando_as_coisas1.jpg" alt="" width="450" height="163" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal"><img class="alignleft size-medium wp-image-26288" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/01/posicao001_esquentando_as_coisas1-224x183.jpg" alt="" width="224" height="183" /></p>
<p class="MsoNormal">Eu diria que esta posição não é ‘lá muito prática’, mas é apaixonante! É romântica! Dá para fazer aquela penetração mais ‘intimista’ sabe? Devagarinho, mexer gostoso, escutar a respiração&#8230; ai ai&#8230; Onde estávamos mesmo?</p>
<p class="MsoNormal">Para as lésbicas que querem introduzir brinquedos sexuais e são paradas pelo ‘mas eu prefiro pele com pele’ (como se um robô fosse manipular o brinquedo e não você) esta posição é uma boa. Dica: comece com brinquedos mais inofensivos: dedeira ou vibrador clitoriano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal"><img class="alignright size-medium wp-image-26289" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/01/posicao002_esquentando_as_coisas1-224x183.jpg" alt="" width="224" height="183" /></p>
<p class="MsoNormal">Posição dois é hardcore!!! Nada de muito nhê-nhê-nhê (aqui vai uma expressão da minha terra natal) é meteção mesmo! Se você estiver com os dedinhos dentro da marvada (ahhh querida terra natal) você pode encaixar na bunda dela e é só alegria!!! Caso você esteja interessada, esta é uma ótima maneira de utilizar o strap-on e ficar com as duas mãos livres – entendeu?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal"><img class="alignleft size-medium wp-image-26290" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/01/posicao003_esquentando_as_coisas1-224x183.jpg" alt="" width="224" height="183" /></p>
<p class="MsoNormal">Posição três têm uma ótima vista! Vamos combinar que é um clássico das posições lesbianistas (essa não é da minha terra natal, é minha mesma). Quer inovar com o clássico? Que tal amarrar ou vendar a pessoa que está embaixo? Ou girar a pessoa que está em cima? Brinquedo pode? Ahá! Tá ficando experta hein?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal"><img class="alignright size-medium wp-image-26291" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/01/posicao004_esquentando_as_coisas1-224x183.jpg" alt="" width="224" height="183" /></p>
<p class="MsoNormal">O que esta posição tem de especial? A cadeira!!!  Esta foi só para te lembrar de que objetos podem ser muito úteis! Mesa, cadeira, escrivaninha, box&#8230; Depois que você começa a utilizá-los, vira quase um vício! Você nunca mais vai comprar móveis como antigamente: “É muito bonita mesmo, mas me diz uma coisa moço, essa mesa aguenta quantos quilos?”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal"><img class="alignleft size-medium wp-image-26292" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/01/posicao005_esquentando_as_coisas2-183x183.jpg" alt="" width="183" height="183" />Eu, bem particularmente, tipo, no fundo de mim mesma, sou fã de sexo em que pelo menos uma pessoa esta de pé! Acho sexy, quente, sensual, gostoso, já disse sexy? Enfim, acho demais! E como acredito que eu e você temos muito em comum – um vinho? – resolvi não deixar essa singela lembrança de fora. Vamos todas para dentro já!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal"><img class="alignright size-medium wp-image-26293" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/01/posicao006_esquentando_as_coisas1-224x183.jpg" alt="" width="224" height="183" /></p>
<p class="MsoNormal">Variação da posição anterior com um pequeno <em>upgrade</em> de safadeza! Coloquei a mocinha amarrada mesmo, você não esta vendo errado&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal"><img class="alignleft size-medium wp-image-26294" src="http://paradalesbica.com.br/wp-content/uploads/2012/01/posicao007_esquentando_as_coisas1-224x183.jpg" alt="" width="224" height="183" /></p>
<p class="MsoNormal">Última e não menos importante! Eu a chamo: D4 adaptado. É quando a mocinha apoia os bracinhos (essa sou eu, sensível no diminutivo) na cama e empina de modo provocante a bundinha para receber&#8230; Espera, aqui você sabe o que fazer certo? Vai deixar a moça parada esperando? Isso cansa&#8230; Muito bem.</p>
<p class="MsoNormal">Esta posição é ótima para o ponto G! E é ótima para gozar com strap-on! E é ótima para a autoestima!</p>
<p class="MsoNormal">Essas são apenas algumas sugestões para variar as brincadeiras. Sei que muitas são do conhecimento e uso geral da comunidade ‘quem sabe ainda sou uma garotinha’, mas espero ter contribuído um pouco com possíveis visualizações e/ou modificações das posições apresentadas!</p>
<p class="MsoNormal">Não, eu não vou mais fazer esses desenhos! Não mesmo! Nunca mais!!! Desista!!! O quê? Suborno sexual? Ok&#8230; Quem sabe sob encomenda.</p>
<p class="MsoNormal">Beijo meu,</p>
<p class="MsoNormal"><em>Obs.: Ao sugerir o uso do strap-on não estou querendo dizer que você só será feliz e completamente realizada na cama se utilizar um. Espero que isto esteja claro na cabeça e na vagina de cada uma de vocês. O intuito da coluna é justamente falar, discutir e rir de sexo entre mulheres em todas as suas variações. Eu sei que não parece, mas a escolha é sua, inclusive após a leitura. </em></p>
<p class="MsoNormal"><em>Obs-o-retorno.: Obrigada pelo caloroso acolhimento,  elogios e gracinhas. Vocês são demais!</em></p>
<p class="MsoNormal">Caso tenham dúvidas, sugestões, reclamações, deduções, exclamações e derivados é só mandar pra cá: <a href="mailto:elaeoutrasmulheres@gmail.com">elaeoutrasmulheres@gmail.com</a></p>
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