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Clara Bittencourt

claraEu sou uma voz, eu sou uma figura.
Sou o meu sonho de o ver realizado…

- Clara Bittencourt, uma certa #

Nascida no meio do inverno, sob o signo de leão, sendo a oitava filha de nove irmãos cresci em uma casa com muito barulho, porém com poucas brigas. Costumo dizer que fomos criados pelo olhar de minha mãe. Bastava, contundentemente, franzir os sobrolhos que entendíamos de imediato a mensagem. Levo a lição ao meu dia-a-dia. Impossível não ser percebida e é muitas vezes mais eficiente que palavras.

Foi ali que comecei a descobrir várias diferenças. Entre homem e mulher, por exemplo. Claro que não falo de diferenças físicas, isto é instintivo. Toda criança tem sua hora para percebê-lo. Falo do tratamento, dos gestos, daquilo que é bonito no ser feminino e no masculino. No que um pode ter mais que outro pelo simples fato de ter nascido com o pênis ou sem ele. Ao menos era assim casa. O melhor pedaço de carne, o maior copo de suco, as melhores roupas, levar dinheiro para a cantina da escola. Era tão gritante a diferença entre o tratamento que meus pais davam aos seus quatro “grandes” homens em detrimento as suas cinco “pequenas mulheres”…

Enfim, crescendo entendi também que estas diferenças podiam existir sem no entanto causar aflição. Aprendi a lidar com elas sem nunca, no entanto, respeitá-las. Depois, outras diferenças passaram a fazer parte de meu conhecimento. Pobre e rico, negro e branco, namorar homem e namorar mulher, aceitar e discriminar e etcetera e etc. …

Lembro-me a primeira vez que meus olhos refletiram expectativas pulsantes de meu coração por causa de uma mulher e sei exatamente em cada parte de minha história cada uma (das não muitas) me tomou os pensamentos, quem mais me fez lamentá-los, amá-los, rir ou escarnecer deles quando o alvo já estava além de meu alcance.

Escrever sempre foi uma maneira de considerar as notas das mulheres de minha história. Não importa a forma, o papel, o dia…querendo-a, amando-a, desfeita ou me desfazendo delas.

Com todas as verdades somadas a delírio e ficção, pois no escrito sempre há um pouco do sonho não realizado, e como quem escreve é o dono de sua personagem…lá vou eu com minhas encruzilhadas linhas transbordar um pouco de meu rio.

É o que faço aqui. Deixando um pedacinho de mim espero somá-lo á sua opinião.

Quando me perguntaram por que achava interessante ter poemas e poesias no Parada Lésbica, respondi que acho necessário que tenhamos acesso às mais diversos formas de escrita que possamos nos expressar a respeito de tudo nos que possa ser útil.

Se tiverem um tema que queiram dividir, gostaria de poder colocar meus versos na sua idéia.

Msn e E-mail:
gasc7@hotmail.com

Leia a Coluna:
Versus para Vênus

3 Comentarios »

  • Millaw disse:

    Uaaaau, gataaa, boas idéias ;)

  • Helena disse:

    Ola adorei saber um poucod a sua historia vc me parece uam pessoa sensataa e inteligente bjs até…parabens

  • Joseane disse:

    Gostei de sua pessoa, parece que vc gosta do que faz.Não gostava muito de ler não, mais depois de descobrir sobre o sit estou passando a gostar. Continue, rsrsr. e ate

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